quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Fogo!


(Pintura de Gustav Klimt)

Reclino a cabeça
Que dor lancinante é esta
Que me oprime o peito
Me corta a voz
Me fecha os olhos?

Embrenho-me em núvens cor-de-rosa
Neblinas de algodão doce
Percorro carreiros de tempo
Por entre luzes de néon

Dou comigo frente a um espelho
De água cristalina, transparente
E passo para o lado de lá
Sou menina
Rodeada de bolas de sabão

De repente, no ar, um estrondo
E luzes brilhantes, arrebatadoras
Chego perto e tomo nas mãos
O mais magnífico fogo de artifício
De dois mil e oito

Abro os olhos. Socorro!
Estou a arder...

Em febre!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Anuncio-vos uma grande alegria!



Hoje é o dia da vitória e da verdade,
Da nudez e da encarnação da história.
Vinde todos contemplar e adorar,
Pousem armas porque a vida vai mudar.

O menino que nasceu é Deus connosco
Povos todos exultai de alegria
É o dia de criar um mundo novo
Onde todos são iguais em harmonia

Como borboletas que bebem nas flores
Beberão nas fontes da paz,
Da Eucaristia e do perdão
De todos os cantos da terra virão. (bis)

Como a paz não se constrói sem liberdade,
A verdade não se vive sem amor.
Povos todos agarrai-vos ao que é vida
Porque o mundo foi tomado p’lo Senhor.

Lá do alto veio a paz e a redenção
Fez-se Homem o Deus vivo e verdadeiro
Povos todos agarrai-vos ao que é vida
Porque Deus está a nascer no mundo inteiro.



Acordes, pauta e ouvir


Que, neste Natal, Deus Menino vos encha de LUZ, PAZ, AMOR, SAÚDE E HARMONIA.
E que lhe possam retribuir deixando que Ele viva sempre nos vossos corações!


domingo, 23 de dezembro de 2007

Emanuel - Deus connosco

"Eis que uma Virgem conceberá
E dará à luz um filho
Chamado Emanuel"
(Mt. 1,23)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O lugar do Natal

Acho que andamos para aqui a brincar ao Natal!

O Natal não pode ser só, prendinhas, decorações, árvore de Natal, presépio, consoada…

Natal é nascimento, é festa de amor, do Amor. Do amor de Deus, que por amor se fez um de nós. Que quis vir ao mundo dos Homens como Homem, nascendo numa pobre manjedoura de animais, pobre no meio dos pobres, para nos ajudar a ver que a verdadeira felicidade não está nas riquezas do mundo.

O Natal é para ser visto com os olhos da fé e para ser celebrado com um coração agradecido. Não é para ser vivido superficialmente, e para quando as luzes se apagarem e se retirarem todas as decorações, tudo voltar a ser como se não tivesse sido Natal, e nada tenha restado do essencial da mensagem.

Natal. Num primeiro plano, um pobre estábulo com um menino, e num segundo, um mundo de miséria, de tristeza, contrastando com um mundo sumptuoso de luxo e de egoísmo.

Não podemos tapar o sol com a peneira e fingir que não é assim.

No entanto, nos homens sobressai o imenso desejo de viver na paz e no amor.

É Deus que quer nascer dentro de nós, de todos e de cada um!

Estamos nós dispostos a criar condições no nosso interior para que Ele lá nasça?

É que se Jesus não nasce no nosso interior, na nossa vida, não é Natal! Se não tivermos mais amor nas nossas vidas, nas nossas relações com os outros, não é Natal! Deus só nasce, no coração de quem se dispõe ao amor, de quem estiver disposto a acolhê-lo!

Como podem os homens querer mudar algo, mudar o mundo, se não mudarem a sua estrutura interior? Se não prepararem dentro de si o presépio, com pobreza, humildade, amor, partilha, paz?!

Quero acreditar que a maioria não irá ficar nas compras, nas jantaradas, nas vaidades, no comodismo, num natal pagão. Que cada vez mais pessoas abrirão o coração com alegria e se darão aos outros que estão ao seu lado, aos mais pobres e desprotegidos, aos que têm mais necessidades económicas, aos que não têm Deus, pão, casa, amor... sem nada esperar em troca. E que farão do Natal todos os dias do ano.

Afinal, “Natal é quando um homem quiser”! Sempre que se quiser!

Celebremos na alegria a festa do Deus Menino.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Mais uma alegria

Ó meu Menino Jesus
Vinde ao meio da Igreja
Que vos quero adorar
Onde todo o mundo veja

Ó meu Menino Jesus
Vestido de azul celeste
Eu hei-de aprender a ler
Vós heis-de ser o meu Mestre

(Natal da Beira)

Desta vez foram os meus meninos mais idosos que brilharam.
Era vê-los todos aprumadinhos, em palco, a cantar com toda a genica que ainda têm!
(Estão ali para as curvas estes meninos do Centro de Dia e do Centro de Convívio... cantaram, tocaram, dançaram... e no fim ainda quiseram mais... até iam dando cabo de mim!... eh eh)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Mais que um menino

Mais que um menino,
envolto em palhas
Jesus meu Senhor,
no primeiro natal
Mais do que o filho,
do carpinteiro,
Levaste o pesar,
do mundo em Tua mão

Tu és a minha esperança,
Tudo o que tenho,
Tudo o que sou,
Em ti encontrei a Paz,
Um dia vieste,
como os anjos disseram
A luz do mundo para nós

Mais que uma estrela,
brilhando na noite,
Mais que a visão,
que pastores tiveram,
Mais que homens sábios,
trazendo riquezas,
Tu és o Messias profetizado

Virias dar nova vida,
Soltar do pecado,
e nos libertar,
Em ti há paz eterna,
Um dia vieste,
como os anjos disseram,
A Luz do mundo para nós

Sim, um dia vieste,
como os anjos disseram
Nosso redentor e Senhor


(More Than A Child - em português)



Sylvia Fleming - More Than A Child wma

More Than A Child (Mais aqui)

sábado, 8 de dezembro de 2007

Imaculada Conceição



Dogma da Imaculada Conceição:
Maria foi concebida sem o pecado original.


Foi concebida, por obra e graça do Espírito Santo, sem mácula do pecado original, diferenciando-se assim de todos os outros mortais. Portanto, ela é cheia de graça, desde o momento de sua concepção.


Este dogma da Igreja foi definido no Século XIX, após uma longa reflexão e amadurecimento, e proclamado oficialmente por Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, em 8 de Dezembro de 1854.


Maria foi preservada do pecado original por estar destinada a vir a ser mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus que assumiu a nossa natureza humana.


Teve como pais São Joaquim e Santa Ana.



O Anjo disse a Maria:
«Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.»


Maria confiou e disse SIM:
«Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra».

(Do Evangelho de hoje)



É nesta resposta conclusiva ao Anjo, que se manifesta a fé de Maria.


A fé consiste, assim, na entrega total a Deus, como fez Maria ao declarar-se escrava do Senhor. Uma entrega que leva a que Deus seja tudo na pessoa que nEle confia, e em que a pessoa se dispõe a fazer tudo o que agrada ao seu Senhor.



«Avé, cheia de graça, o Senhor está contigo»


Santa Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, roga por nós, pecadores. Ajuda os teus filhos a dizerem, como tu, um SIM sem reservas.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Retrospectiva

A Marta colocou aos seus leitores um desafio a que me senti tentada a responder. A ideia é fazer um texto, com sentido, onde sejam empregues os títulos das dez últimas postagens.


Nisto dou por mim a pensar em como gostaria de reencontrar uma velha amizade perdida
É que as amizades da adolescência e da juventude acabam, quase sempre, por se modificar ou perder. Surgem outras motivações, interesses, amores.
Acabamos por fazer
opções radicais quando colocamos o amor acima de tudo, ainda para mais, um certo tipo de amor, aquele que deriva da paixão sentida por uma pessoa especial e que não deixa ver um palmo à frente do nariz, como me aconteceu a mim. Mas não me arrependo de nada, hoje faria tudo de novo! Amaria cegamente ao ponto de me esquecer de mim, me anular, como fiz, tendo como base uma cultura do dar, em que o principal objectivo é fazer feliz a pessoa com quem se compartilha tudo. Aliás, passados tantos anos, continuo a fazer cenas rídiculas como a de declarar publicamente “Je t’aime… J”.
É claro que durante todos estes anos de vida em comum, outros amores chegaram, se sobrepuseram e me tornaram na mãe
galinha que não consigo deixar de ser.
Mas não pensem que tudo foram ou são rosas! Melhor, sempre me rodeei de rosas, sim, muitas rosas, mas com muitos espinhos, de vários tamanhos e feitios! Senti a carne e a alma rasgadas por eles. Por vezes seria mais cómodo baixar os braços perante tantas inquietações, pois que
elas não matam… mas moem!

Mas o melhor, mesmo, é seguir em frente sem olhar muito para trás!
Para quê sentir em excesso? Afinal, ontem foi dia de Karaoke e hoje ainda ando a cantarolar la la la la…!



E agora, como bem fez a Martinha, devo passar o testemunho…
Então, para quem ainda não respondeu a este desafio e lhe apeteça responder, aqui deixo o repto.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ontem foi dia de Karaoke

Ó rua do Capelão
Juncada de rosmaninho
Se o meu amor vier cedinho
Eu beijo as pedras do chão
Que ele pisar no caminho.

Há um degrau no meu leito
Que é feito p'ra ti somente
Meu amor sobe-o com jeito
Se o meu coração te sente
Fica-me aos saltos no peito.

Tenho o destino marcado
Desde a hora em que te vi
Ó meu cigano adorado
Viver abraçada ao fado
Morrer abraçada a ti.


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Elas não matam... mas moem!



Estás ficando velha...



- ... mas não desarmo!


(James Blunt - 1973)

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Perdida

Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala! O mais é nada.

(Ricardo Reis)


Perco-me num mundo pronto a…:
Pronto-a-vestir, pronto-a-comer, pronto-a-consumir…
Consumir. Consumir-me!
Quem sou eu? Que faço aqui?!
Oh! Ilusão…

A vida é como uma rosa em botão,
Com tantos espinhos quanto de beleza!

Pois será uma vida de facilidades verdadeira vida?
As pedras do caminho, tantas vezes difíceis de ultrapassar, ajudam a rosa a crescer, a desabrochar.
Mas perco-me.
Perco-me, sim! Tão cheia de coisas e permanentemente insaciada, tão cheia de nada!

Sinto-me incapaz de lutar contra o que não poderei mudar. Apenas o posso contornar.
Conformada, eu? Não. Nunca!

Só tenho que agarrar a vida, o amor, com todas as forças que me assistirem.
Não passar pela vida sem a viver condignamente, mesmo que muitas coisas me sejam apresentadas de maneira diferente.

“E se um dia-hei de ser pó, cinza e nada,
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... para me encontrar...”
(Florbela Espanca)

Carpe diem

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

La la la la...


Be Happy





(Bobby McFerrin - Don't worry, be happy)

domingo, 11 de novembro de 2007

Cultura do Dar

Tudo o que tenho é teu
Nada é só de alguém
Tudo o que tens é meu
E é tudo teu também

O meu dinheiro é teu
Sinto alegria em dar
O teu sorriso é meu
Sê livre e dá p’ra amar

Dá e tudo terás, o que tens não é só teu!
Dá e tudo terás, o que tens não é só teu!

Riqueza é ter p’ra dar
Riqueza é dar p’ra ter
Fortuna é dar o amor
Faz rico o teu viver

Olha o que não tem
O criador te dá
Partilha o que é demais
Mais ainda Ele te dará



In: Missa com Crianças e Jovens.cancioneiro.pdf, págs 65 e 66


Hoje foram os meninos da catequese que cantaram e encantaram. E tudo cânticos novos que aprenderam tão depressa e bem!
Quando a Eucaristia, assim participada, terminou... eles queriam mais! "Então mas já está a acabar?" perguntavam, "passou tão depressa".

Uma experiência a repetir, sem dúvida!

Meus queridos, para o próximo mês haverá mais!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Opções radicais

“ Tudo é permitido, mas nem tudo convém; tudo é permitido, mas nem tudo edifica” (1 Cor. 10,23)

Somos, com alguma frequência, assaltados por múltiplas solicitações. Propostas de felicidade. Algumas podem ser mesmo propostas radicais. Radicais porque não contemplam meias medidas. Não são mais-ou-menos.

Uma proposta é algo que podemos aceitar e fazer nossa, se nos parecer interessante. Ou então rejeitar, se não nos convir.

Na nossa vida sempre temos que fazer escolhas. Fazer opções decisivas, radicais.

Quando nos sentimos chamados a estas opções, devemos agir movidos pela nossa liberdade.
Mas a liberdade individual não deve ser fruto duma moral privada e subjectiva, confeccionada à medida e ao sabor de cada um.
Também nunca deve ser regulada pela consciência dos outros. Isso deixaria de ser liberdade para se tornar dependência, escravidão.


A liberdade só o é quando provém de nós e não dos outros. Não são os outros que nos tornam livres. Somos nós que tornamos livres os outros, quando sabemos usar a nossa liberdade.

E para que saibamos usar devidamente a liberdade temos que procurar formar bem a nossa consciência.
Uma consciência bem formada é meio caminho para boas opções, especialmente quando implicam radicalidade.
Será através da nossa consciência que conseguiremos discernir o que de facto convém.


“ Sei que posso fazer tudo,
Mas nem tudo me convém.
Tenho liberdade para viver
Minha vida, mal ou bem.
Sei que posso fazer tudo,
Mas nem tudo me convém.
O que escolho fazer hoje
Vou vivê-lo amanhã.”

(Sara Tavares – Escolhas)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O amor acima de tudo

“Agora subsistem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior delas é o amor”. (1 Cor 13,13)

O amor. Sempre o amor!
Tema complexo, este!

E considero-o complexo porque este pode ser de três tipos (ou dimensões): o Eros, o Philia, e o Agape (do Grego).

Eros: o amor entre homem e mulher.

Philia: o amor de amizade.

Agape: o amor de Deus pelos homens.

Vou ater-me, por agora, ao terceiro tipo de amor: o Agape.
Este é o que somos chamados a nutrir por todos os que nos rodeiam (o nosso próximo).
O Agape pode englobar os outros tipos de amor ou não, e subdividir-se, ainda, em vários outros especiais, como o filial, o fraternal, o paternal, o maternal…

No geral, o termo “amor” aparece-nos hoje muito banalizado e até “coisificado”.
Ele é identificado mais com o conceito de Eros e confundido com “paixão”.

Como diz a canção dos “Cantabaía”:

“Ai, é o amor,
Ai, ai, ai é o amor,
É o amor!”

É lindo, só que não pode reduzir-se a isso!

Amar, mais do que dar, é dar-se!

Seja qual for o tipo de amor, se for verdadeiro, vale mesmo a pena vivê-lo!

Este enriquece mais quem o dá, do que quem o recebe!

Eu amo!
Sou feliz por isso!

sábado, 3 de novembro de 2007

Galinha!




Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela')

Quem ama deixa livre o objecto do seu amor.

(É que, se eu não os deixasse livres, eles libertar-se-iam na mesma!)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Je t'aime... J

Je t’aime
I love you
Io ti amo
Te quiero
Eu amo-te


Há coisas que nunca mudam.

Em SMS ou escritas em paredes, estas palavras são de todos os tempos.
Um sentimento antigo e sempre actual que faz vibrar todo o nosso ser.


Amo-te!


(Je t'aime moi non plus)

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Para quê sentir em excesso?

Numa conversa sobre futebol veio ao de cima o modo como as pessoas vivem um jogo destes, tocando o fanatismo, quer seja ao vivo ou assistido pela televisão.

Pessoas há que levam ao extremo a sua queda ou predilecção por um determinado clube.
Mas isto não acontece só no futebol.
A “camisola “ que se veste, às vezes, é muito pessoalisada, muito nossa. Só nossa!
E sentimos em nós próprios o que acontece ao nosso “clube”.

Quando sentimos demasiado, exageramos demasiado, sofremos demasiado.

Pensando bem, acho que devemos minimizar certas situações porque, afinal, os outros também sentem, também sofrem. E tantos, muito bem mais do que nós!

Isto fez-me pensar em como, na vida, tudo é tão relativo!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Pensamentos...



O barco dos meus pensamentos
Traz consigo o teu sorriso
Desperta mil sentimentos
Faz-me ver como preciso
De te ter de novo aqui

A ânsia de te rever
O desejo de te abraçar
Leva-me sempre a sofrer
E tanto, tanto a pensar
Meu querido, só em ti

Eu bem procuro ocupar
O meu tempo noutro lado
Mas é que o teu lugar
Está tão vazio e marcado
Bem junto ao meu coração

Que agora para me alegrar
Para combater noites frias
Já comecei a contar
Um a um todos os dias
Que faltam para te abraçar

Para poder, enfim,
Ter-te juntinho a mim
Ouvir sininhos tocar
E tambem poder cantar
Melodiosa canção

terça-feira, 23 de outubro de 2007

“Remar contra a maré”

“Nada te turbe, nada te espante.
Quem a Deus tem, nada lhe falta.
Nada te turbe, nada te espante.
Só Deus basta.”
(Santa Teresa de Ávila)

Ninguém está imune à onda de egoísmo que rola à nossa volta.
Depressa nos deixamos arrastar por ela, quando somos indiferentes ao sofrimento dos outros, quando não nos preocupamos com o bem comum, indo até à destruição do que é de todos…

É verdade que se conseguem, por vezes, alguns gestos de solidariedade, mas falta uma atitude constante.

Que fazer para inverter esta tendência?

- Ousar amar!

No entanto, o amor exige aceitação total do outro, doação sem limites…
Não é algo abstracto. Traduz-se em atitudes, palavras, gestos, tempo.
Tudo tão difícil no mundo de hoje.

Onde encontrar a força para esta ousadia, para contrariar a onda de materialismo que nos rodeia e que convida sobretudo ao comodismo e ao egoísmo?

- NAquele que é o Amor por Excelência. Uma fonte inesgotável: Deus.

Esta é uma descoberta maravilhosa. Deus ama-nos com um amor infinito, que podemos livremente aceitar e procurar retribuir.

Mas aí está um desafio ainda maior!
Não será ousado de mais?!

Quem ama a Deus, corre o risco de ser criticado por acolher e manifestar tal amor.
Porém, vale a pena desenvolver essa coragem e experimentar a beleza dele.

Em Jesus, nós podemos aprender a apoiar a nossa vida no amor de Deus.
NEle encontramos o alimento e a força para “remar contra a maré”.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Reflexo



Gostaria de ser um lago límpido onde te visses reflectido…
Oh, se eu soubesse ser esse lago que reflectisse os teus raios!
Se pudesse ter a intensidade necessária a te reflectir…
Mas sou apenas um frágil reflexo
Saído de um frágil espelho
Que ao menor sopro se parte.

Como eu gostaria de ser teu espelho, Senhor!
Ajuda-me, meu Deus, a reflectir o teu rosto…

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Para J. P.

Sentiste a minha ausência. Adoeceste.
Quando me voltaste a ver, eu não estava só. Sentiste que o teu espaço tinha sido invadido.
Choraste. Alguém que não conhecias ocupara um lugar que pensavas só teu, que querias só teu!
Choraste. As tuas lágrimas cravaram-se em mim como punhais e senti uma dor que era a tua.
Chorei. As tuas lágrimas doíam-me na alma.
Ergui-te nos braços.
Quis dizer-te que não era assim…
Quis mostrar-te o que eras para mim…
Mas essa dor do tamanho do mundo abriu no meu peito um poço muito fundo e as minhas lágrimas confundiram-se com as tuas.
Aquele que vias pela primeira vez não te roubou o lugar no meu coração!
Ambos sois meus filhos.
Amo-te muito. Muito! Nunca duvides disso!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Sufoco…


(Rodrigues Coelho, Reverie)

Existem trilhos pelos quais é melhor não seguir, mesmo que tenhamos que nos partir em mil pedaços.
Deixar estilhaçar, deixar que as lágrimas rolem, às vezes é a solução…


Quando não se diz nada pode querer-se dizer muito!

domingo, 14 de outubro de 2007

Para adivinhar

Sou um corpo com muitas línguas
E com todas elas falo
Quando estou com quem me entenda
Por dar gosto não me calo
Tenho dez amigos certos
Com quem muito bem me dou
São eles que me procuram
Que eu procurá-los não vou

?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Sonhos...


(O. Baouth - Campo de Margaridas)

Sonhei um campo de margaridas
Salpicado de papoilas coloridas.
Suave lembrança encantada
P’la inquietação transformada
Nas rosas do meu jardim

São saudades desmedidas
Retalhos de outras vidas
Que queria junto de mim

Apartar-me delas não posso
Não me consigo abstrair
São sonhos, são sofrimentos
São gemidos e lamentos
Dos quais não quero fugir

E dormindo vou sonhando
Pequenas felicidades

Acordada vou pensando
Apenas trivialidades
E ainda futilidades
Para me manter a sorrir.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sete coisas

A Malu passou-me um desafio em que tenho andado a remoer…
É que já lá vão muitos anos e não me lembro de muita coisa…
Mas sempre vou responder ao que me lembro. Então aqui vai!

Sete brinquedos que nunca tive:
1. Uma bicicleta.
2. Nem sequer um triciclo.
3. Duas agulhas de tricot como devem ser (as que tive eram dois raios de bicicleta).
4. Um baloiço como deve ser, construído por alguém para mim.
5. Não me lembro...
6. Não me apetece pensar...
7. Não sei...

Sete lembranças vergonhosas de infância
1. Cantar para muita gente, mas dizer que só o fazia se me dessem dinheiro (mas não tive culpa… mandaram-me fazê-lo!)
2. Apoiar a cadeira só nas pernas de trás e cair, claro!
3. Apanhar tareia das colegas por ter sido egoísta e invejosa de uma coleguinha mais pequena, por achar que ela não merecia que lhe fizessem uma rodinha de madeira, só porque ela não tinha dado colaboração.
4. Ter vergonha de ir fazer um recado à outra sala de aula, ser obrigada a isso, bater à porta e quando a professora mandou entrar eu simplesmente não entrei, fiquei à espera que a viessem abrir, apanhando um raspanete.
5. Deixar toda a gente aflita à minha procura por ter adormecido na casa da eira à hora da sesta, só acordando depois de muito me chamarem por não saberem de mim.
6. Aprender a dançar agarrada a uma vassoura ao toque do rádio.
7. Quando tomava conta da mercearia dos pais, dar os rebuçados todos aos colegas, que me subornaram, e depois apanhar uma sova do pai.

Sete lembranças dolorosas de infância
1. Ter partido um alguidarinho de barro vidrado, tão lindo, que tinha ganho com tanto esforço a cantar umas cantigas num casamento, ao colocá-lo na cabeça da boneca a fazer de chapéu!
2. Nunca conseguir tirar a bola dos pés do primo, que era um rapaz já espigadote, que sabia fazer muitas habilidades com a bola e que me arreliava com isso.
3. Ter de mendigar muito ao irmão, que antes de mim tomava conta da mercearia, quando queria umas pastilhas elásticas.
4. Nunca sentir mimo da parte da mãe.
5. A perda dos avós, principalmente da avó paterna.
6. Apanhar umas bofetadas da professora por não responder errado a uma pergunta de matemática que eu tinha respondido certo. A professora é que estava errada, eu tinha absoluta certeza de que tinha respondido certo e teimei na minha resposta, então apanhei!
7. Terem-me mergulhado no mar à força, fazendo-me engolir uns pirolitos!

A mais dolorosa:
Ser exposta pelo pai a humilhação pública, ao prender-me com uma corda a uma oliveira, num domingo à tarde, à beira da estrada, por causa de ter feito um grande disparate - tirei dinheiro da gaveta da mercearia e comprei todos os selos, meus e dos meus colegas, que tinhamos trazido da escola para vender, de ajuda aos tuberculosos (SLAT).

Ah, ah!!! Mas agora vou-me vingar! Quero que respondam a este mesmo desafio o Quintarantino, o Tiago e a Marta! E não aceito desculpas, isso é que era bom! A mim também me custou muito!!!
:D

domingo, 30 de setembro de 2007

Ensina-me a viver

Senhor, eu peço o Teu amor por nós
É tão mais fácil conviver
Com atenção ouvimos tua voz
Para podermos aprender

Ó Senhor dá-nos Tua graça e luz
Para podermos caminhar
E carregando esta nossa cruz
Fica mais fácil suportar

Senhor, ensina-me a viver,
a dar e a receber
de Ti o que eu mereço,
é tudo o que eu Te peço
para continuar
a poder caminhar
para a frente


Gostava de Te poder ter aqui
Tudo seria bem diferente
Dar-Te a mão e irmos por aí
Falar de Ti a toda a gente

Senhor, ensina-me a viver,
a dar e a receber
de Ti o que eu mereço,
é tudo o que eu Te peço
para continuar
a poder caminhar
para a frente

(Oh, Senhor) dá-me a Tua mão,
que eu nunca diga não
Tu és a minha luz,
és Tu quem me conduz
até à eternidade
com toda a liberdade
para sempre... Oh, Senhor!





(música original - Barclay James Harvest)

(pauta e acordes)


Cantámos hoje esta canção pela primeira vez.
Foi o máximo!!!

Parabéns meus jovens queridos, estou orgulhosa de vós!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Somos cidadãos do mundo


Somos cidadãos do mundo (do mi-)
que necessita do voo de uma pomba,
(fa sol)
que necessita de corações abertos,
(do la-)
que está sedento de uma água nova!
(fa sol)

POR ISSO ESTAMOS AQUI,
(do mi-)
COMIGO PODES CONTAR
(do mi-)
E DEIXAREI MINHAS MALAS AO LADO
(fa sol)
PARA PODER TER ABERTAS AS MÃOS
(fa sol)
E O CORAÇÃO CHEIO DE SOL.
(fa sol)

Somos cidadãos do mundo
que clama dia e noite a liberdade
que permanece envolvido nas trevas
da fome, do ódio e da guerra.

Somos cidadãos do mundo
que foi criado como casa de todos
como lar de uma grande família
onde todos vivamos em paz!

(mais uma que o GJ canta)
e eu também, lol

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Deus vela pelos mais fracos

“Escutai bem, vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra. Vós dizeis «Quando passará a lua nova, para podermos vender o nosso grão? Quando chegará o fim de sábado, para podermos abrir os celeiros de trigo? Faremos medida mais pequena, aumentaremos o preço, arranjaremos balanças falsas. Compraremos os necessitados por dinheiro e os indigentes por um par de sandálias. Venderemos até as cascas do nosso trigo». Mas o Senhor jurou pela glória de Jacob: «Nunca esquecerei nenhuma das suas obras».
(Am. 8, 4-7)
(1ª Leitura da Missa de ontem)

No missal diz que a exploração do homem pelo homem não é só de hoje.

Eu diria mais: A exploração do homem pelo homem não é só do tempo do profeta Amós, é actualíssima! Sentimo-la hoje na nossa pele! É o fiel retrato dos nossos dias.

Resta-me a consolação de que Deus não dorme!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Fugir ou morder o anzol?

Ai, eu já pensei,
Mandar pintar o céu em tons de azul,
Para ser original.
Mas só depois notei,
Que azul já ele é, houve alguém,
Que teve ideia igual.

Eu não sei se hei-de fugir ou morder o anzol
Já não há, nada de novo aqui, debaixo do sol

Já me persegui,
Por becos e ruelas de horror,
Caminhos sem saída.
Até que me perdi,
Sozinha sem saber,
De que cor pintar a minha vida.


(Anzol - Rádio Macau)



terça-feira, 18 de setembro de 2007

Faz a paz

Que importa se é tão longe
A praia onde tenho de chegar
O caminho é este:
Faz a paz

Faz a paz, faz a paz
Faz a paz, faz a paz
O caminho é este:
Faz a paz


A luz de um novo dia
Venceu a minha escuridão
O caminho é este,
Vem irmão

Faz a paz, faz a paz
Faz a paz, faz a paz
O caminho é este:
Faz a paz



Faz a paz/Let it be

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O desafio de CRER

"Se amanhã não chover, vai estar um lindo dia!", expressão engraçada que uma minha amiga usa às vezes com sentido de humor. Esta não quer afirmar nada. Não é "carne nem é peixe", é apenas uma graçola, ou um disfarce de algo subentendido.

Mas eu posso dizer, com certo grau de convicção, que creio que amanhã não choverá, se não se apresentam indícios de chuva.
Ao utilizar a palavra creio, nesta frase, quero dizer que suponho que acontecerá assim, ou seja, não sei bem, não tenho certeza, mas acredito, tenho fé de que assim será. Essa é a minha opinião, embora possa não ser absolutamente segura.

Por outro lado, posso usar a palavra crer para significar que acredito, que confio em alguém, amigo, médico, advogado..., que tenho fé nessa pessoa.
É este segundo sentido do verbo crer que se usa na Fé dos cristãos. Eu creio em Jesus Cristo. Eu confio em Jesus Cristo, o enviado do Pai. Eu tenho Fé.

Ter Fé é deixar as seguranças humanas e embarcar numa aventura radical. Entrar numa relação interpessoal de amor com Cristo, de modo totalizante, até que esse amor já não caiba mais só dentro da relação, mas tenha de extravasar daí para fora, sendo arrastado aos que estão próximos.

Conhecemos ou já ouvimos falar de muitas pessoas concretas que rumaram neste sentido, desde Abraão até aos nossos dias. Pessoas como nós, que confiaram e aderiram a um projecto de vida novo. E fizeram-no de todo o coração, transformando assim o seu viver e o mundo à sua volta.

A definição de ou crer será, assim, uma atitude de confiança total na pessoa de Jesus Cristo vivo, Verbo de Deus, não de maneira abstracta, mas em comunhão íntima com Ele, que leva a acreditar na sua mensagem, procurando conhecê-la cada vez melhor e fazê-la chegar aos outros; que leva a um compromisso de ajudar a construir um mundo mais fraterno, mais justo.

"Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras." (Tgo. 2, 18)

Eu sei que não é fácil, que surgem dificuldades, momentos de dúvida e de desânimo, avanços e recuos... mas se eu tenho Fé, a minha vida será conforme essa Fé e não conforme se apresentar o dia. Quer com sol, quer com chuva, terei de agir de acordo com aquilo em que creio.
É este o caminho da felicidade.

Obrigada, António, por me indicares Mc. 2, 17 [«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos mas, os pecadores»].

A minha resposta, então, até poderia ser com a citação de Lc. 6, 39 [«Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova?»].

Ou então, muito bem, com a de Lc. 7, 39 [«Se este homem fosse profeta, saberia quem e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora!»].


Agora concluo com Lc. 11, 28:
"Felizes os que escutam a palavra de Deus e a põem em prática."

 
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terça-feira, 11 de setembro de 2007

Se eu tivesse a coragem de sair daqui

Se eu tivesse a coragem de sair daqui
De dizer aos outros, de falar de Ti
Se fizesse o que digo quando estou aqui
Veria em Cristo um amigo sempre ao pé de mim

Mas as cordas que me prendem à vida
Não são fáceis de rebentar

És Cristo vivo que estás em mim
Quando te sei aceitar
És minha razão de ser e de agir
Só em Ti é que eu quero arriscar
Só em Ti é que eu quero arriscar

E às vezes o vento fala-me de Ti
E do Teu sofrimento que passaste por mim
E eu sinto cá dentro que nasce a vontade
De tornar as palavras vida, realidade

Mas as pedras do caminho
Não são fáceis de ultrapassar

És Cristo vivo que estás em mim
Quando te sei aceitar
És minha razão de ser e de agir
Só em Ti é que eu quero arriscar
Só em Ti é que eu quero arriscar

Só em Ti é que eu quero arriscar
Só em Ti é que eu quero arriscar

(desconheço o autor)
cantamos no GJ

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Eu sei que Deus me ama, por isso...

Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo eu sabendo que as rosas não falam.

Que eu não perca o OPTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro pode não ser assim tão alegre.

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...

Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam por se ir embora das nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.

Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que as pessoas que eu mais amo, podem não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão os meus olhos…

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.

Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que a prejudicada possa ser eu.

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão da minha alma...

Que eu não perca o AMOR PELA MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigirá esforços incríveis para manter a sua harmonia.

Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe no meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo... Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois....

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR!

Adaptei de: Francisco Cândido Xavier

sábado, 1 de setembro de 2007

Ía tão linda, a noiva!... lindo casamento!


Um casamento feliz exige que nos apaixonemos muitas vezes e sempre pela mesma pessoa.
(Autor desconhecido)

AS BEM-AVENTURANÇAS DO CASAMENTO

I. Bem-aventurado o casal que continua a demonstrar carinho e consideração um com o outro depois que a novidade dos primeiros anos passou.

II. Bem-aventurado o casal que é educado e cortês um com o outro, como o são com os seus amigos.

III. Bem-aventurados são aqueles que têm sentido de humor, pois este atributo é um grande "amortecedor de choques".

IV. Bem-aventurados são aqueles que amam os seus companheiros mais do que qualquer outra pessoa no mundo e que cumprem com alegria os seus votos de casamento com uma vida inteira de fidelidade e respeito mútuos.

V. Bem-aventurados são aqueles que alcançam a paternidade, pois os filhos são herança do Senhor.

VI. Bem-aventurados os que se lembram de agradecer a Deus a sua comida, e que separam tempo para a leitura da Palavra de Deus e oração diariamente.

VII. Bem-aventurados os cônjuges que nunca levantam a voz para o outro e que fazem do seu lar um lugar onde palavras encorajadoras sempre são ouvidas.

VIII. Bem-aventurado o casal que fielmente vai à igreja e que trabalha junto para a expansão do reino de Deus.

IX. Bem-aventurado o marido e a esposa que sabem lidar com as suas diferenças e se ajustam sem a interferência dos parentes.

X. Bem-aventurado é o casal que tem um completo entendimento das finanças e que conseguiu uma parceria perfeita onde todo o dinheiro está sob o controle dos dois.

XI. Bem-aventurados são o esposo e a esposa que humildemente dedicam a sua vida e o seu lar a Deus e que praticam os seus ensinamentos sendo leais, amorosos e não egoístas.

Porque um casamento lindo não é um dia.

(Para a D. e seu marido, que hoje deram este passo nas suas vidas, desejo, de todo o coração, que o seu casamento seja sempre lindo.)

domingo, 26 de agosto de 2007

Caçar macacos ou a Porta Estreita

"Uma tribo selvagem aprendeu a caçar macacos valendo-se apenas da cobiça deles. O curioso método era bem simples. Os membros da tribo saíam com contas coloridas e brilhantes dentro de grandes potes de vidro para que os macacos as pudessem ver. A curiosidade e o desejo pelas contas levavam os macacos a enfiar as mãos dentro da pequena abertura dos potes com o objectivo de as alcançar. Como o gargalo dos potes era muito apertado, os macacos não conseguiam retirar as mãos em que seguravam as suas riquezas. Os macacos enfrentavam uma escolha agonizante: largar as quinquilharias e fugir ou manter as mãos fechadas e ser capturado. Em geral eles escolhiam a captura. Eles adquiriam o tesouro, mas apenas por um momento. E assim perdiam a liberdade e a vida." (desconheço o autor)


Vem este conto a propósito da Porta Estreita, aquela pela qual somos todos convidados a entrar.

E é verdade que são muitos os que por ela querem entrar mas é preciso esforço para passar através dela.
Os que são demasiado grandes e largos não cabem. Temos que ser pequeninos, despojar-nos de tudo o que nos causa aumento de volume e que não nos deixa caber na porta.
Na minha opinião, a porta foi feita à nossa medida, e não para nos exigir sacrifícios. Nós somos pequenos, não necessitamos de portas grandes, por isso temos que nos reduzir à nossa pequenez. O que acontece é que temos a mania das grandezas, mas não podemos ser maiores do que a porta, senão não conseguimos entrar. Corremos o risco de ficar do lado de fora e ouvir “Não vos conheço”.
Pudera! Se se está demasiado grande e gordo, toma-se outros ares, outra figura, já não se parece a mesma pessoa.

Lembrei-me agora daquela publicidade: Mudaste, mudaste!...

Como é que podemos reconhecer uma pessoa que já não vemos há muito tempo, se essa pessoa está diferente?! Mesmo que diga “Então eu andei contigo por aí…”. Mas deixou de haver contacto e ocorreram modificações.
Pois é!...

Se nos tornarmos diferentes do que éramos originalmente, grandes em vez de pequenos… gordos em vez de magros… orgulhosos em vez de humildes… pecadores em vez de inocentes…, para além de não cabermos na porta, ouviremos “Não vos conheço”, tal é a nossa mudança, a nossa desfiguração.

Aí, seremos caçados como os macacos, pelo caçador que nos espreita à espera que não consigamos largar o isco que nos lançou.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Uma Distinção


O Pinguim Alegre distinguiu-me com este prémio, que foi criado pelo MIKE.

Deixo aqui a explicação sobre o seu significado:
"Este prémio é uma tentativa de reunir os blogues que são adeptos aos relacionamentos "inter-blogues" fazendo um esforço para ser parte de uma conversação e não apenas de um monólogo"- é este o perfil schmoozed.

Schmooze: (Verbo) fofocar, jogar conversa fora, trocar idéias. (Substantivo) conversa, bate-papo.

Regras:
1. Se, e somente SE, receberes o "The Power of Schmooze Award", escreve um post indicando 5 (cinco) blogs com esse perfil schmoozed ou que te tenha "acolhido" nesta filosofia.

2. Acrescenta um link para o post que te indicou e um para o post do Mike, para que as pessoas possam identificar a origem deste meme.

3. Opcional: Exibe orgulhosamente o "The Power of Schmooze Award" com um link para este post.

Posto isto, resta transmitir o prémio a 5 blog's... e estes são:
- Ticho
- Eu estou aki...
- Teologar
- A capela
- Que é a verdade?

Recebam com muito carinho.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

E o mar aqui tão perto!


A Girl and Waves, V. Ovchinnikov

"Eu também queero iiiir... eu tambéémmm..quero iiiir...
eu também quero iiiir... ai eu também"...


"Segunda, passa o dia a correr
(...) Quinta, páro para pensar
como seria se vivesse noutro lugar?"

"Porque eu só estou bem aonde eu não estou
Porque eu só quero ir aonde eu não vou
Porque eu só estou bem… aonde eu não estou"


"Quem me leva os meus fantasmas?"...

"Atira-te ao mar e diz que te empurrarem"!!!...

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Pedacinho de Deus

Ré.........................Fá#-Se sentes dentro de ti
..........Mi-........Lá7A vontade de amar
........Ré......................Fá#-Em gestos que criem fontes
.........Mi-............Lá7
A audácia de sonhar
...............Mi-Mais longínquos horizontes
.........Fá#-E o apelo a escalar
..........Sol
Cada vez mais altos montes
...........Mi-
Cada vez mais altos montes
La Sol Fá#- Mi-Então ...

..............Ré..............Mi-............SolTens em ti um pedacinho de Deus
Dó..................................Ré
Tens rumos certos no coração
...........................................Mi-.........SolDesperta o sonho, tens em ti os céus
.................Dó...........................Ré
Liberta a vida da palma da mão
....................Si-.............................Mi-Faz desses rumos os caminhos teus
.........La7...........Sol..................Ré
De Jesus recebeste esta missão

Se sentes dentro de ti
Sempre a sede de gritar
O nome da liberdade
A coragem de falar
A palavra da verdade
E a servir, participar
Na construção da cidade
Na construção da cidade
Então ...

Se sentes dentro de ti
O silêncio inspirar
A paz ao teu coração
Chamando-te a enfrentar
A vida com decisão
E teimas acreditar
Na esperança de um mundo novo
Na esperança de um mundo novo
Então ...


Jamendo Playlist Música escutista

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Maria é elevada ao Céu


A Assunção
No final da sua vida terrena, através da morte ou não, Maria Santíssima foi elevada ao céu em corpo e alma, sem sofrer a corrupção corporal do sepulcro.


Eu vos saúdo, vos louvo, vos amo, vos bendigo e vos venero pela Vossa Gloriosa Assunção.
Ave Maria…

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Pequeninos...



Era tão bom quando eram pequeninos!

Às vezes sinto uma saudade!...

domingo, 5 de agosto de 2007

“Aspirai às coisas do alto…”

Das leituras deste domingo faz bem recordar algumas frases marcantes:

“Fazei morrer o que em vós é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria.”
“Não mintais uns aos outros”
“Guardai-vos de toda avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens.”

Preocupemo-nos com as coisas de Deus pois de resto “tudo é vaidade”.

Porque só o Senhor tem “sido o nosso refúgio através das gerações”.

É caso para cantar, e cantar…, até ficar bem vincado: “Deixai o homem velho, com as suas paixões, e revesti-vos de Mim que sou o Homem Novo”.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Prisões

Há prisões que não se escondem.
E há prisões disfarçadas, as prisões provisórias, as prisões de emergência, porque não há lugar bastante nas prisões verdadeiras, para prender o mundo todo.
Há as prisões que tem grades, sólidas grades, que se vêem e que se podem serrar.
E há as que tem grades invisíveis que não se podem agarrar e sacudir de raiva enquanto os outros nos dizem a sorrir: «mas estás livre, a porta está aberta, podes sair», quando sabem muito bem que não podemos escapar.
Há as prisões onde os carrascos torturam, como verdadeiras feras humanas.
E as prisões onde os carrascos andam disfarçados de homens de bem, e ferem o outro lá no fundo, sem que ninguém consiga, nunca, perceber as suas muitas mãos.
Há as prisões que se chamam prisão, abertamente, bem francamente, sem cerimónias.
E as prisões que recebem uma quantidade de nomes arranjados, para ficar melhor, para dar uma ilusão.
Prisões que se chamam barraca, cidade, fábrica, baile, bordel…
Prisões chamadas regime político, sistema económico, sociedade anónima, contrato, lei, regulamento.
Prisões que recebem tantos outros nomes, em todos os países e em todos os tempos.

Foi o homem que construiu prisões para os outros homens.
As prisões de alvenaria onde, tantas e tantas vezes, encarcera os outros, porque não pensam como ele, porque não se exprimem do mesmo modo, porque não agem da mesma forma.
As prisões invisíveis que o homem construiu pouco a pouco à força de egoísmo, de orgulho ou de avareza.

Uma parte da Humanidade aprisionou a outra parte.

(De Poemas para rezar – Michel Quoist)

sexta-feira, 27 de julho de 2007

SILÊNCIO... MÚSICA...

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Encosta-te a mim





quarta-feira, 18 de julho de 2007

Família ou a célula da sociedade



A estabilidade familiar parece hoje ameaçada.

Nos tempos que correm as pessoas casam-se por amor, mas muitas já não encaram o casamento como sendo para toda a vida. Outros, prevendo um amor de curta duração, optam por nem casar. Este tipo de amor, efémero, que considero apenas carnal, ignora muitas vezes a necessidade de proteger e acompanhar os filhos, os quais, muitos deles, desde pequeninos se vão dividindo entre a casa do pai e a da mãe, sendo obrigados a adaptar-se a novas tentativas dos pais para refazerem as suas vidas amorosas.

Mesmo nas famílias que permanecem unidas, os pais não têm tempo para os filhos, sendo a educação destes deixada em mãos alheias desde pouco tempo após o nascimento.

Já nada é como dantes…

Os casais têm um filho, dois quando muito, ou nenhum, pois os tempos de hoje não permitem essas aventuras.
Encontram-se hoje mais famílias monoparentais do que famílias alargadas, constituídas por pais, filhos e avós.
O convívio com os mais velhos vai deixando de existir, pois estes, em muitos casos, são vistos como fardos e largados em lares de terceira idade.
Se não há tempo para os filhos, como haverá tempo para os pais nesta sociedade tão ávida de riqueza, sucesso e facilidades?

No entanto, é o bom relacionamento e entendimento entre as várias gerações desta comunidade de vida e de amor que permite um futuro feliz da sociedade.
Sabemos que não somos perfeitos. Mas se, apesar dos defeitos e das dificuldades de cada um, estivermos dispostos a cooperar, valorizando o amor de uns pelos outros acima de outros valores, como os económicos, de bem-estar e de prazer, tendo como prioridade a união e o entendimento entre todos os membros da família, esta manter-se-á unida e coesa.

Há pois que valorizar momentos de encontro e de diálogo entre os diversos membros da família, o exercício do amor e da ternura, o empenho na resolução dos problemas que sempre surgem, fazendo da família uma comunidade que seja lugar primordial da felicidade e da realização pessoal.
Só assim a família será de verdade a célula duma sociedade equilibrada, acolhedora e justa, onde todos nos sentiremos amados, seguros e felizes.

Acho que se não se conseguir inverter uma certa tendência para as facilidades, para o egoísmo, para o adormecimento das consciências que vão achando que tudo é normal… estamos a caminho de criar uma sociedade despudorada onde vale tudo.

Não era numa sociedade assim que eu gostaria que os meus netos nascessem!

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Anunciar o amor de Deus ao pobre

Luísa

Havia naquela aldeia uma mulher chamada Luísa, cujo marido, Tibério, era alcoólico. Ele batia-lhe amiúde e destruía toda a paz do lar.

Se se podia chamar lar… Nem casa! Uma barraca de pedra, com chuva a cair em tudo o que era canto e os vidros partidos a deixarem entrar um frio de regelar os ossos.

Os filhos, claro, não tinham aproveitamento escolar.

Na terra da Luísa viviam duas mulheres (cujos nomes devem ser omitidos) convencidas da bondade do seu Deus. E tinham como certo que um Deus tão bom também queria que a Luísa fosse feliz.

Assim, tomaram como tarefa sua levar à Luísa um pouco de felicidade, pelo reconhecimento de também ela ser amada daquele Deus.

A primeira destas mulheres todas as semanas, duas tardes, ia ter com a Luísa e falava-lhe longamente desse bom Deus.

A segunda, todas as semanas, em duas tardes, trazia para sua casa os filhos da Luísa e dava-lhes explicações da matéria escolar.

Depois, convenceu o marido a que este convencesse uns amigos e fossem dar um conserto ao telhado da casa da Luísa.

Além disso, boca a ouvido, astuta e persistente, organizou uma espécie de consciência feminina local, de modo que quase não havia homem na terra, cujo último beijo da noite, não fosse a recomendação da companheira para controlar na taberna o vinho do Tibério!

Um dia, cansada do “massacre” da primeira mulher, Luísa respondeu-lhe mal, numa linguagem que aqui não convém.

E só muito tempo depois, um dia pelas quatro da tarde, a Luísa finalmente subiu ao templo daquele Deus bom, para lhe agradecer a existência da segunda mulher e o bem que, através dela, lhe trazia.

(Escutar e Servir, Temas de Reflexão - Cáritas Diocesana de Coimbra)

Será que não é necessário mais do que lindas palavras?!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Amizade, a coisa mais linda



Ter um amigo é maravilhoso.
Ser de alguém ainda é melhor.
É como acordar e sentir o sol a brilhar.
Um amigo é alguém com quem se está bem.
Mas um amigo é muito mais do que isso!
É alguém que pensa em ti quando não estás aqui.
Nunca se está realmente só quando se tem um amigo.
Um amigo ouve o que tu dizes
e tenta compreender o que não sabes dizer.
Mas um amigo não está sempre de acordo contigo.
Um amigo contradiz-te
e obriga-te a pensar honestamente.
Um amigo gosta de ti, mesmo que faças asneiras.
Um amigo ensina-te a gostar de coisas novas.
Nunca terias imaginado essas coisas, se estivesses sozinho.
Amigo é uma palavra bonita.
É quase a melhor palavra!
Um amigo é alguém que é para ti uma festa.
Alguém que está contigo e não tem pressas.
Alguém em quem tu podes acreditar!


(Adaptação de Leif Kristiansson)
In: Com Cristo, Edições Salesianas – Porto

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Sete maravilhas pessoais

Fui desafiada pela Elsa – Eu-estou-aki - a revelar as minhas sete maravilhas pessoais. Depois de pensar bem no assunto cheguei à seguinte conclusão:

As primeiras três maravilhas mais maravilhosas:

os meus três grandes amores - J.P.; T.J.; e J.A. – a luz dos meus olhos, o que de melhor me podia ter acontecido. Sem eles a minha vida não teria o mesmo sentido.

4- A minha grande paixão de sempre – Jota – o meu igual.

5- A minha capacidade (para algumas coisitas…).

6- A minha simplicidade.

7- O meu desprendimento.

São estas as maravilhas pessoais que mais me fazem feliz.

E agora vem a parte pior – a de ter de passar o desafio a alguém.
Vou desafiar a que revelem as suas sete maravilhas pessoais:

António – A Partilha;
Joaquim – Que é a Verdade?;
Moinante – Conversas sem ferrolho;

Vilma - Coisas de mim;
Mimika - És a nossa vida;
Haras - Sementinha da Vida.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Noção de pertença

Mais do que a um país
Que a uma família ou geração
Mais do que a um passado
Que a uma história ou tradição

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Mais do que a um patrão
Que a uma rotina ou profissão
Mais do que a um partido
Que a uma equipa ou religião

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Vive selvagem
E para ti serás alguém
Nesta viagem

Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém

Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém
de ninguém

Delfins - Nasce selvagem
(M. Angelo / F. Cunha)


 

Resistência, Nasce Selvagem

Gosto desta canção. Mas não sei se concordo muito com a letra!
Esta leva-me a reflectir sobre o pertencer ou o não pertencer a alguém.

O que acho é que toda a pessoa tem necessidade de não se sentir desamparada. De pertencer a alguém, de ter alguém que cuide de si, que o proteja, o ame.
É-se feliz quando se pertence a alguém e/ou grupo(s).

Primeiro, os filhos pertencem aos pais. Mais tarde, chega uma altura em que são os pais a pertencer aos filhos. Existe aí uma relação de pertença, muito embora se diga que “os filhos não são nossos…não nos pertencem”…será?
Tudo tem a ver com a definição da noção de pertença.
Ninguém é completamente independente, daí o pertencer a alguém.

É claro que, pelo facto de pertencermos, não perdemos nem devemos abdicar da nossa autonomia, nem é por isso que não pensamos pela nossa cabeça. Não perdemos a nossa individualidade. Não nos devemos levar pela passividade de deixar que aqueles a quem pertencemos comandem a nossa vida. Temos de ser fiéis a nós próprios, às nossas convicções pessoais. Viver uma vida autêntica e não completamente dependente de quem nos possui.

Agora que é muito bom pertencer, lá isso é!

E constato que as necessidades de pertença vão mudando ao longo da vida. Precisamos de nos encostar a alguém, partilhar, querer bem e, também, ter alguém que se encoste a nós, que tenha necessidade de nos pertencer. Pais, filhos, marido,esposa, amigos...

Que bom é pertencer a alguém e ter alguém que nos pertença!

Saberemos nós a quem ou onde pertencemos?
Seria interessante descobrir!
“Ele nos fez, a Ele pertencemos”Pensemos nisto!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

SE…

Se a nota disser:
Não é uma nota que fará música,
…não haverá música.

Se a palavra disser:
Não é uma palavra que fará uma página,
…não haverá livro.

Se a pedra disser:
Não é com uma pedra que se erguerá uma parede,
…não haverá casa.

Se a gota de água disser:
Não é com uma gota de água que se fará um rio,
…não haverá oceano.

Se o grão de trigo disser:
Não é com um grão de trigo que se semeará um campo,
…jamais haverá seara.

Se o homem disser:
Não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade,
…jamais haverá justiça e paz, dignidade e felicidade, na terra dos homens.


(Michel Quoist)

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Viver (n)a Justiça e (n)a Verdade

No mundo de hoje “quem tem um olho é rei”. É um mundo onde impera a falsidade. Um mundo de gente corrupta que domina através da mentira. É fraude atrás de fraude!
Hoje o poder e a riqueza são, para muitos, o que há de mais fascinante e sedutor.

A ambição do dinheiro, da produtividade e do consumo eleva-se facilmente acima de tudo e de todos. “Cada um que se arranje como puder” é o lema. Os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

As relações entre as pessoas, muitas vezes, medem-se em função do que se pode ganhar ou perder. “Amigos, amigos, negócios à parte”, diz-se. Em questões económicas não há lugar para a moral, até mesmo entre os cristãos.

Na ordem do dia estão a mentira, a difamação, a maledicência, a insinuação, a calúnia, a hipocrisia, o julgamento fácil, o falso testemunho…
E o faltar à verdade leva à injustiça, pois entre a justiça e a verdade existe uma relação muito íntima.

Quantos atropelos aos direitos humanos?!
Quantas situações de injustiça e de mentira no nosso mundo envolvente?!
Quantas vezes se utilizam “dois pesos e duas medidas”?!

Na base das situações de injustiça estão o egoísmo, a avareza e a falta de respeito pelos outros.

Quem se procura orientar pelos valores e não pela corrupção é apelidado de pouco esperto ou apontado como não sendo deste tempo!

Contudo, a justiça e a verdade são critérios para uma vida realizada e feliz e imprescindíveis nas relações inter-pessoais. A justiça e a verdade são dois valores que nos interpelam e desafiam a viver de modo diferente. É urgente a conversão e a mudança de vida. Assentar a vida nestes valores. Pois o cristão não deve pactuar com falsidades e meias verdades.

Mas sabemos que comprometer-se com a justiça e a verdade não é tarefa fácil.

No entanto, Deus, fonte da verdade, chama-nos a viver na verdade, uma vez que esta é uma forma de amor ao próximo. E este é expressão da vontade de Deus e construtor de um mundo justo.

Se ser cristão é seguir Jesus Cristo, não devemos temer ser diferentes e afirmar essa diferença, mesmo que nos atribuam rótulos. Ao seguir Jesus vivemos a verdade que liberta e “a verdade nos salvará”.

“Que a tua linguagem seja: sim, sim; não, não.”
(Mt. 5, 37)

terça-feira, 26 de junho de 2007

Livros - "Batata Quente"


Para responder ao desafio do Moinante - Conversas sem ferrolho, que consiste em indicar cinco livros que tenham sido referenciais de alguma forma e o(s) em leitura actual, aqui estou a fazer referência a cinco dos livros que não esqueço:

Bíblia Sagrada (sempre presente)

Um futuro para a juventude, Omraam Mikhael AIVANHOV

O principezinho, Antoine de Saint EXUPÉRY

A inesperada Mrs. Pollifax, Dorothy GILMAN

As pontes de Madison County, Robert James WALLER

E o que ando a ler actualmente

Memorial do Convento, José SARAMAGO

E agora...
É só passar a "Batata quente" a...

Carla Su - Dieta da Baixinha

sábado, 23 de junho de 2007

Memórias

Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p'ra se amar?

Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal?

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar

Queria viver tudo numa noite
sem perder a procurar
Um tempo ou espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar

Quem foi que provocou vontade
e atiçou as tempestades
e amarrou o barco ao cais?

Quem foi que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais?

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever,
devagar
devagar

(Luis Represas)


terça-feira, 19 de junho de 2007

A providência



Se não for o Senhor a edificar a casa,
em vão trabalham os construtores.

Se não for o Senhor a guardar a cidade,

debalde a vigiam as sentinelas.

Inútil levantar-se demasiado cedo,

e fazer serão até noite dentro,
ou comer o pão de tanta fadiga,
se Ele enche de bens os seus fiéis enquanto dormem.

Os filhos são bênçãos do Senhor,

os frutos do ventre, um mimo do Senhor.

[do Salmo 126 (127)]

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Abatimento


Mais uma vez, caí!
Deixei-me abater de desânimo.
Tudo ao meu redor me sufoca, me quebra.
Hoje, nem a natureza me alegra.
Até esta está solidária comigo.
Nada quero para mim.
Só o bem dos que amo.

Senhor, meu refúgio e fortaleza, levantai-me!

sábado, 16 de junho de 2007

Puríssimo Coração de Maria

O Coração de Maria é, depois do de Jesus, o coração mais amável de todos os corações, o mais digno da nossa ternura e gratidão, pela amabilidade incomparável que em si encerra, pela doçura, pela bondade e pela caridade que tem para connosco.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Coração de Jesus


Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais

Fazei com que eu Vos ame cada vez mais.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Aprendendo a nadar

Hoje mergulhei
No mar das minhas lágrimas.
Quase me afoguei!

Debati-me
E emergi.
Foi então que percebi
Que urge ser forte,
Aprender a viver sem ti.

Oh!
Mas como estás longe!
Um oceano te separa de mim.
E como dói a saudade!

Estás no meu coração,
No meu pensamento
Sempre!

Apenas quero a tua felicidade.
E sabes bem
Que se fores feliz,
Eu também.

Por isso
Não me posso afundar.
Tenho de ir aprendendo
A nadar!

(Para J.P.)

sábado, 9 de junho de 2007

“A vida não é existir sem mais nada”

(Ainda o Restolho e o Sentido da Vida – Viver porquê e para quê?)




Descobrindo o sentido da vida humana

Viver significa ter um objectivo e ordenar a vida em função dele.

A vida só é vida verdadeiramente se for vivida tendo em vista um objectivo, se não, pode tornar-se um absurdo. Será um carregar de fardos sem qualquer finalidade, uma rotina diária, um viver um dia atrás do outro à espera da morte.
De que vale viver a vida um dia após o outro, sempre igual e sempre vazio?

O que dá sentido à vida pode ser mais importante que a própria vida.

A vida não é existir sem mais nada, é feita duma entrega alucinada para receber daquilo que aumenta o coração.

Ou seja, a vida com sentido é vivida com amor, é um “dar-se” aos outros, amando-os e ajudando-os a carregar os seus fardos, pois só assim o nosso coração se enche de felicidade, que é a única coisa a que qualquer ser humano aspira – ser feliz.
E como ninguém é feliz sem amor, ninguém é feliz sozinho. Só amando os outros, estando rodeado de outros iguais a si, o ser humano se realiza verdadeiramente e recebe daquilo que aumenta o coração – o amor, a verdadeira felicidade – a sua recompensa de uma vida vivida com verdadeiro objectivo.

É preciso viver, não apenas existir. (Plutarco)

Mas é preciso morrer e nascer de novo, semear no pó e voltar a colher.

É claro que nem tudo na vida se faz sem dificuldades, sem sofrimento. A vida prega-nos partidas. Somos constantemente assaltados por contrariedades, desilusões. Fraquejamos, temos momentos de desânimo, somos traídos. Os outros nem sempre correspondem às nossas expectativas, são sempre muito diferentes de nós. Têm vida própria, não “giram à nossa volta”, não os moldamos a nós, e isso, muitas vezes, gera incompatibilidades que nos transtornam de modo mais ou menos profundo. Além disso, estamos constantemente a ser confrontados com a perda de pessoas que amamos, ou que nos são mais ou menos próximas, e isso causa sofrimentos e faz-nos colocar questões relativas à finalidade da nossa existência.

E, de fracos que somos, caímos. Às vezes até bem para o fundo, até “morder o pó do chão”. A vida tem “altos e baixos”. Às vezes mais “baixos” do que “altos”.

Mas a vida não é dia sim, dia não. Ela é constituída por todos os dias, os bons e os menos bons. E há que aprender a vivê-los mesmo quando estamos tristes e solitários. Tristes e solitários como o restolho quando o trigo lhe é cortado.


Temos dias assim. Desses em que nos deixamos envolver pela noite escura e fria e nos deixamos ir ao sabor do vento, sem saber que rumo tomar.

Deixamo-nos arrasar pelos sonhos sonhados, tantas vezes utópicos, sem qualquer coragem para os realizar, e com uma mágoa enorme, intensa, aguda.

A vida é feita de pequenos nadas.

Pura ilusão!?
Pura desilusão!?

Será a vida um absurdo?

Decididamente, não!

Há que penar para aprender a viver.

É preciso ir à luta e enfrentar a vida mesmo que por vezes nos assuste.

A vida é um campo de batalha em que as armas a utilizar devem ser a nossa Força, o Amor, a Amizade e o Perdão para que possamos fazer dele não um campo de guerra, mas um campo de Paz.

E nunca devemos abdicar dos nossos princípios, sentimentos e convicções, porque sem eles não teremos paz. É a paz, interior e com os outros, que nos faz sentir donos da nossa vida.

Há que ser trigo, depois ser restolho.

Não somos sempre jovens e belos. Nem são a juventude, a beleza física, o lugar social ou a inteligência que fazem a verdadeira felicidade.

É preciso não desistir de perseguir um sonho, aconteça o que acontecer, pois muito embora se chegue cansado ao fim do dia, pelo menos será por fazer aquilo que se gosta.

A vida tem etapas a percorrer que, se não forem cumpridas fielmente, dificilmente se alcançará a meta com satisfação. E também é preciso ajuda nessa caminhada. Temos que procurar apoio em qualquer coisa. Mas essa “coisa” não pode ser uma coisa qualquer. Muitos há que, durante toda a vida, a procuram sem nunca a encontrar. Procuram em diversos sítios, por estradas largas, portas escancaradas…e não é lá que encontram. Então, só resta procurar outra via. Seguir pelo “caminho apertado” e passar pela “porta estreita”.

É preciso morrer e nascer de novo.

É preciso encarar o futuro com uma esperança sempre renovada, não deixando que nada interfira negativamente na vida.
Vencer as dificuldades em cada dia, “morrendo para nós e nascendo para os outros”. Dando, em cada dia, a mão ao outro. Só assim encontraremos outros que também nos dêem a mão.

É belo e importante viver numa entrega alucinada, “pois é dando que se recebe”.

E não devemos ter medo de nada, pois Cristo disse-nos:

“Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28, 20)


O sol volta sempre todos os dias.