20070609

“A vida não é existir sem mais nada”

(Ainda o Restolho e o Sentido da Vida – Viver porquê e para quê?)




Descobrindo o sentido da vida humana

Viver significa ter um objectivo e ordenar a vida em função dele.

A vida só é vida verdadeiramente se for vivida tendo em vista um objectivo, se não, pode tornar-se um absurdo. Será um carregar de fardos sem qualquer finalidade, uma rotina diária, um viver um dia atrás do outro à espera da morte.
De que vale viver a vida um dia após o outro, sempre igual e sempre vazio?

O que dá sentido à vida pode ser mais importante que a própria vida.

A vida não é existir sem mais nada, é feita duma entrega alucinada para receber daquilo que aumenta o coração.

Ou seja, a vida com sentido é vivida com amor, é um “dar-se” aos outros, amando-os e ajudando-os a carregar os seus fardos, pois só assim o nosso coração se enche de felicidade, que é a única coisa a que qualquer ser humano aspira – ser feliz.
E como ninguém é feliz sem amor, ninguém é feliz sozinho. Só amando os outros, estando rodeado de outros iguais a si, o ser humano se realiza verdadeiramente e recebe daquilo que aumenta o coração – o amor, a verdadeira felicidade – a sua recompensa de uma vida vivida com verdadeiro objectivo.

É preciso viver, não apenas existir. (Plutarco)

Mas é preciso morrer e nascer de novo, semear no pó e voltar a colher.

É claro que nem tudo na vida se faz sem dificuldades, sem sofrimento. A vida prega-nos partidas. Somos constantemente assaltados por contrariedades, desilusões. Fraquejamos, temos momentos de desânimo, somos traídos. Os outros nem sempre correspondem às nossas expectativas, são sempre muito diferentes de nós. Têm vida própria, não “giram à nossa volta”, não os moldamos a nós, e isso, muitas vezes, gera incompatibilidades que nos transtornam de modo mais ou menos profundo. Além disso, estamos constantemente a ser confrontados com a perda de pessoas que amamos, ou que nos são mais ou menos próximas, e isso causa sofrimentos e faz-nos colocar questões relativas à finalidade da nossa existência.

E, de fracos que somos, caímos. Às vezes até bem para o fundo, até “morder o pó do chão”. A vida tem “altos e baixos”. Às vezes mais “baixos” do que “altos”.

Mas a vida não é dia sim, dia não. Ela é constituída por todos os dias, os bons e os menos bons. E há que aprender a vivê-los mesmo quando estamos tristes e solitários. Tristes e solitários como o restolho quando o trigo lhe é cortado.


Temos dias assim. Desses em que nos deixamos envolver pela noite escura e fria e nos deixamos ir ao sabor do vento, sem saber que rumo tomar.

Deixamo-nos arrasar pelos sonhos sonhados, tantas vezes utópicos, sem qualquer coragem para os realizar, e com uma mágoa enorme, intensa, aguda.

A vida é feita de pequenos nadas.

Pura ilusão!?
Pura desilusão!?

Será a vida um absurdo?

Decididamente, não!

Há que penar para aprender a viver.

É preciso ir à luta e enfrentar a vida mesmo que por vezes nos assuste.

A vida é um campo de batalha em que as armas a utilizar devem ser a nossa Força, o Amor, a Amizade e o Perdão para que possamos fazer dele não um campo de guerra, mas um campo de Paz.

E nunca devemos abdicar dos nossos princípios, sentimentos e convicções, porque sem eles não teremos paz. É a paz, interior e com os outros, que nos faz sentir donos da nossa vida.

Há que ser trigo, depois ser restolho.

Não somos sempre jovens e belos. Nem são a juventude, a beleza física, o lugar social ou a inteligência que fazem a verdadeira felicidade.

É preciso não desistir de perseguir um sonho, aconteça o que acontecer, pois muito embora se chegue cansado ao fim do dia, pelo menos será por fazer aquilo que se gosta.

A vida tem etapas a percorrer que, se não forem cumpridas fielmente, dificilmente se alcançará a meta com satisfação. E também é preciso ajuda nessa caminhada. Temos que procurar apoio em qualquer coisa. Mas essa “coisa” não pode ser uma coisa qualquer. Muitos há que, durante toda a vida, a procuram sem nunca a encontrar. Procuram em diversos sítios, por estradas largas, portas escancaradas…e não é lá que encontram. Então, só resta procurar outra via. Seguir pelo “caminho apertado” e passar pela “porta estreita”.

É preciso morrer e nascer de novo.

É preciso encarar o futuro com uma esperança sempre renovada, não deixando que nada interfira negativamente na vida.
Vencer as dificuldades em cada dia, “morrendo para nós e nascendo para os outros”. Dando, em cada dia, a mão ao outro. Só assim encontraremos outros que também nos dêem a mão.

É belo e importante viver numa entrega alucinada, “pois é dando que se recebe”.

E não devemos ter medo de nada, pois Cristo disse-nos:

“Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28, 20)


O sol volta sempre todos os dias.

1 comentário:

elsa nyny disse...

Fá!!
È isso, um objectivo pelo grande Dom que recebemos de Deus...a Vida!
saibamos usa-la sempre da melhor forma possivel e que todos sintam isso mesmo!!

Beijinhso!
:)

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