quinta-feira, 28 de junho de 2007

Viver (n)a Justiça e (n)a Verdade

No mundo de hoje “quem tem um olho é rei”. É um mundo onde impera a falsidade. Um mundo de gente corrupta que domina através da mentira. É fraude atrás de fraude!
Hoje o poder e a riqueza são, para muitos, o que há de mais fascinante e sedutor.

A ambição do dinheiro, da produtividade e do consumo eleva-se facilmente acima de tudo e de todos. “Cada um que se arranje como puder” é o lema. Os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

As relações entre as pessoas, muitas vezes, medem-se em função do que se pode ganhar ou perder. “Amigos, amigos, negócios à parte”, diz-se. Em questões económicas não há lugar para a moral, até mesmo entre os cristãos.

Na ordem do dia estão a mentira, a difamação, a maledicência, a insinuação, a calúnia, a hipocrisia, o julgamento fácil, o falso testemunho…
E o faltar à verdade leva à injustiça, pois entre a justiça e a verdade existe uma relação muito íntima.

Quantos atropelos aos direitos humanos?!
Quantas situações de injustiça e de mentira no nosso mundo envolvente?!
Quantas vezes se utilizam “dois pesos e duas medidas”?!

Na base das situações de injustiça estão o egoísmo, a avareza e a falta de respeito pelos outros.

Quem se procura orientar pelos valores e não pela corrupção é apelidado de pouco esperto ou apontado como não sendo deste tempo!

Contudo, a justiça e a verdade são critérios para uma vida realizada e feliz e imprescindíveis nas relações inter-pessoais. A justiça e a verdade são dois valores que nos interpelam e desafiam a viver de modo diferente. É urgente a conversão e a mudança de vida. Assentar a vida nestes valores. Pois o cristão não deve pactuar com falsidades e meias verdades.

Mas sabemos que comprometer-se com a justiça e a verdade não é tarefa fácil.

No entanto, Deus, fonte da verdade, chama-nos a viver na verdade, uma vez que esta é uma forma de amor ao próximo. E este é expressão da vontade de Deus e construtor de um mundo justo.

Se ser cristão é seguir Jesus Cristo, não devemos temer ser diferentes e afirmar essa diferença, mesmo que nos atribuam rótulos. Ao seguir Jesus vivemos a verdade que liberta e “a verdade nos salvará”.

“Que a tua linguagem seja: sim, sim; não, não.”
(Mt. 5, 37)

terça-feira, 26 de junho de 2007

Livros - "Batata Quente"


Para responder ao desafio do Moinante - Conversas sem ferrolho, que consiste em indicar cinco livros que tenham sido referenciais de alguma forma e o(s) em leitura actual, aqui estou a fazer referência a cinco dos livros que não esqueço:

Bíblia Sagrada (sempre presente)

Um futuro para a juventude, Omraam Mikhael AIVANHOV

O principezinho, Antoine de Saint EXUPÉRY

A inesperada Mrs. Pollifax, Dorothy GILMAN

As pontes de Madison County, Robert James WALLER

E o que ando a ler actualmente

Memorial do Convento, José SARAMAGO

E agora...
É só passar a "Batata quente" a...

Carla Su - Dieta da Baixinha

sábado, 23 de junho de 2007

Memórias

Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p'ra se amar?

Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal?

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar

Queria viver tudo numa noite
sem perder a procurar
Um tempo ou espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar

Quem foi que provocou vontade
e atiçou as tempestades
e amarrou o barco ao cais?

Quem foi que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais?

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever,
devagar
devagar

(Luis Represas)


terça-feira, 19 de junho de 2007

A providência



Se não for o Senhor a edificar a casa,
em vão trabalham os construtores.

Se não for o Senhor a guardar a cidade,

debalde a vigiam as sentinelas.

Inútil levantar-se demasiado cedo,

e fazer serão até noite dentro,
ou comer o pão de tanta fadiga,
se Ele enche de bens os seus fiéis enquanto dormem.

Os filhos são bênçãos do Senhor,

os frutos do ventre, um mimo do Senhor.

[do Salmo 126 (127)]

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Abatimento


Mais uma vez, caí!
Deixei-me abater de desânimo.
Tudo ao meu redor me sufoca, me quebra.
Hoje, nem a natureza me alegra.
Até esta está solidária comigo.
Nada quero para mim.
Só o bem dos que amo.

Senhor, meu refúgio e fortaleza, levantai-me!

sábado, 16 de junho de 2007

Puríssimo Coração de Maria

O Coração de Maria é, depois do de Jesus, o coração mais amável de todos os corações, o mais digno da nossa ternura e gratidão, pela amabilidade incomparável que em si encerra, pela doçura, pela bondade e pela caridade que tem para connosco.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Coração de Jesus


Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais

Fazei com que eu Vos ame cada vez mais.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Aprendendo a nadar

Hoje mergulhei
No mar das minhas lágrimas.
Quase me afoguei!

Debati-me
E emergi.
Foi então que percebi
Que urge ser forte,
Aprender a viver sem ti.

Oh!
Mas como estás longe!
Um oceano te separa de mim.
E como dói a saudade!

Estás no meu coração,
No meu pensamento
Sempre!

Apenas quero a tua felicidade.
E sabes bem
Que se fores feliz,
Eu também.

Por isso
Não me posso afundar.
Tenho de ir aprendendo
A nadar!

(Para J.P.)

sábado, 9 de junho de 2007

“A vida não é existir sem mais nada”

(Ainda o Restolho e o Sentido da Vida – Viver porquê e para quê?)




Descobrindo o sentido da vida humana

Viver significa ter um objectivo e ordenar a vida em função dele.

A vida só é vida verdadeiramente se for vivida tendo em vista um objectivo, se não, pode tornar-se um absurdo. Será um carregar de fardos sem qualquer finalidade, uma rotina diária, um viver um dia atrás do outro à espera da morte.
De que vale viver a vida um dia após o outro, sempre igual e sempre vazio?

O que dá sentido à vida pode ser mais importante que a própria vida.

A vida não é existir sem mais nada, é feita duma entrega alucinada para receber daquilo que aumenta o coração.

Ou seja, a vida com sentido é vivida com amor, é um “dar-se” aos outros, amando-os e ajudando-os a carregar os seus fardos, pois só assim o nosso coração se enche de felicidade, que é a única coisa a que qualquer ser humano aspira – ser feliz.
E como ninguém é feliz sem amor, ninguém é feliz sozinho. Só amando os outros, estando rodeado de outros iguais a si, o ser humano se realiza verdadeiramente e recebe daquilo que aumenta o coração – o amor, a verdadeira felicidade – a sua recompensa de uma vida vivida com verdadeiro objectivo.

É preciso viver, não apenas existir. (Plutarco)

Mas é preciso morrer e nascer de novo, semear no pó e voltar a colher.

É claro que nem tudo na vida se faz sem dificuldades, sem sofrimento. A vida prega-nos partidas. Somos constantemente assaltados por contrariedades, desilusões. Fraquejamos, temos momentos de desânimo, somos traídos. Os outros nem sempre correspondem às nossas expectativas, são sempre muito diferentes de nós. Têm vida própria, não “giram à nossa volta”, não os moldamos a nós, e isso, muitas vezes, gera incompatibilidades que nos transtornam de modo mais ou menos profundo. Além disso, estamos constantemente a ser confrontados com a perda de pessoas que amamos, ou que nos são mais ou menos próximas, e isso causa sofrimentos e faz-nos colocar questões relativas à finalidade da nossa existência.

E, de fracos que somos, caímos. Às vezes até bem para o fundo, até “morder o pó do chão”. A vida tem “altos e baixos”. Às vezes mais “baixos” do que “altos”.

Mas a vida não é dia sim, dia não. Ela é constituída por todos os dias, os bons e os menos bons. E há que aprender a vivê-los mesmo quando estamos tristes e solitários. Tristes e solitários como o restolho quando o trigo lhe é cortado.


Temos dias assim. Desses em que nos deixamos envolver pela noite escura e fria e nos deixamos ir ao sabor do vento, sem saber que rumo tomar.

Deixamo-nos arrasar pelos sonhos sonhados, tantas vezes utópicos, sem qualquer coragem para os realizar, e com uma mágoa enorme, intensa, aguda.

A vida é feita de pequenos nadas.

Pura ilusão!?
Pura desilusão!?

Será a vida um absurdo?

Decididamente, não!

Há que penar para aprender a viver.

É preciso ir à luta e enfrentar a vida mesmo que por vezes nos assuste.

A vida é um campo de batalha em que as armas a utilizar devem ser a nossa Força, o Amor, a Amizade e o Perdão para que possamos fazer dele não um campo de guerra, mas um campo de Paz.

E nunca devemos abdicar dos nossos princípios, sentimentos e convicções, porque sem eles não teremos paz. É a paz, interior e com os outros, que nos faz sentir donos da nossa vida.

Há que ser trigo, depois ser restolho.

Não somos sempre jovens e belos. Nem são a juventude, a beleza física, o lugar social ou a inteligência que fazem a verdadeira felicidade.

É preciso não desistir de perseguir um sonho, aconteça o que acontecer, pois muito embora se chegue cansado ao fim do dia, pelo menos será por fazer aquilo que se gosta.

A vida tem etapas a percorrer que, se não forem cumpridas fielmente, dificilmente se alcançará a meta com satisfação. E também é preciso ajuda nessa caminhada. Temos que procurar apoio em qualquer coisa. Mas essa “coisa” não pode ser uma coisa qualquer. Muitos há que, durante toda a vida, a procuram sem nunca a encontrar. Procuram em diversos sítios, por estradas largas, portas escancaradas…e não é lá que encontram. Então, só resta procurar outra via. Seguir pelo “caminho apertado” e passar pela “porta estreita”.

É preciso morrer e nascer de novo.

É preciso encarar o futuro com uma esperança sempre renovada, não deixando que nada interfira negativamente na vida.
Vencer as dificuldades em cada dia, “morrendo para nós e nascendo para os outros”. Dando, em cada dia, a mão ao outro. Só assim encontraremos outros que também nos dêem a mão.

É belo e importante viver numa entrega alucinada, “pois é dando que se recebe”.

E não devemos ter medo de nada, pois Cristo disse-nos:

“Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28, 20)


O sol volta sempre todos os dias.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Eu sou nuvem passageira



Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo

Sou um castelo de areia na beira do mar

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar um dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar

(Hermes Aquino)


"Tudo é vaidade"
(Livro do Eclesiastes: 1,12 – 6)

A incerteza do amanhã não nos deverá induzir a viver de "qualquer forma”.

Devemos entender que, no Céu, "qualquer um" pode entrar, mas não de "qualquer maneira".
O Céu é oferecido a todos, é para todos. Mas a liberdade humana é uma realidade, pode tudo.
Muitos querem ir para o céu, mas não se querem submeter à vontade de Deus para que tal aconteça.

Mas, como é bom saber que a salvação é fruto da graça divina, através de Jesus ao morrer na cruz!
É preciso que nos arrependamos do mal que fizemos e que aceitemos Jesus como nosso salvador.

Somos, nesta vida, como uma "nuvem passageira", mas, em certeza de fé, sabemos que temos a eternidade na presença de Deus, no céu.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Papoila


(Para J.A.)

Dia da criança.
Hoje.
É o teu dia!
Minha criancinha mimada
Minha filha muito amada
Que só me dás alegria.

Eu sei…
Eu sei que já não és criança,
És até maior que eu…
Mas, que queres?!
Vejo-te sempre assim…
Sabes que para mim
És e sempre serás
A papoilinha,
A menininha
Muito querida dos papás!

Tanto que fazes sonhar
Amorosa e lindinha
Apesar de quereres ser grande
És sempre pequenininha

Vive e sê feliz
Papoila do meu jardim
Só mereces o melhor
Quem dera que a vida te desse
Tudo o que de melhor houvesse
Para seres sempre feliz assim

Corre, pula, voa!
Voa bem alto,
Sonha.
Trabalha sem temer
Realiza o sonho
E serás
Tudo o que quiseres ser.