20110131

Conta-me histórias

Conta-me histórias de tempos
A que eu gostaria de voltar
Tenho saudades de momentos
Que nunca mais vou encontrar
A vida talvez sejam só três dias
Eu quero andar sempre devagar




O passado, ainda mais quando diz respeito à infância, espreita-nos, tantas vezes, impregnado de nostalgia. A infância, quer queiramos que não, marca-nos, tanto pela positiva como pela negativa, a vida adulta.

Em tempos escrevi um rol de Sete Coisas marcantes da minha infância. Sete é um número mágico que pode querer dizer tanto e ainda mais. Hoje volto a esse Sete da infância, mas não me vou repetir, apenas completar três coisitas que então deixei por dizer.
Como toda a gente, tenho da minha infância algumas lembranças felizes, dolorosas, hilariantes, vergonhosas e, também, de coisas que gostaria de ter tido como, por exemplo, alguns brinquedos.
E entre os brinquedos que não tive estava uma bola; nem sequer consegui nunca tirar ao primo a bola dos pés dele - que raiva!
Também nunca tive um baldito e uma pá para fazer castelos na areia da praia.
E também nunca tive direito a nenhuma daquelas navalhas que o arco-íris trazia e deixava no local onde pousava (nunca o consegui apanhar).

Ah, mas tive as estrelas, a lua, o sol, o mar, o vento, a chuva, a rua para brincar; e uma boneca quase tão grande como eu com quatro anos, que as sobrinhas acabaram por estragar.

E tenho agora este selo-certificado-caminhante, cheio de havaianas para calçar, como marca deste e de  outros desafios, vindo da Malu e da Teresa, e que me foi passado pela Filipa, para a Canela aqui vir buscar.

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21 comentários:

gaivota disse...

vamos caminhando pela vida... e os momentos mais longínquos tornam-se muito presentes... histórias que preenchem a nossa existência!
beijinhos

teresa disse...

muito bonito amiga ,, ficou aqui uma lagrimita nos olhos ..
gostei de te ler .
jinhos ..

Ailime disse...

Fá,
Acabei de ler num ápice tudo o que escreveu sobre a sua infância em 2007 e tantos pontos em comum...
...que apenas lhe posso dizer:
Muito obrigada pela sua partilha, pela sua humildade,pela pessoa maravilhosa que é.
Beijinhos da
Ailime

xistosa - (josé torres) disse...

O sete é mesmo um número mágico.
Guardo-o desde a infância quando fui aluno (4ª classe, do MALVADO prof. Salvado, em Castelo Branco) e se despencaram sobre mim, as sete pragas do Egipto.
Sobre mim e sobre todos os outros.
Era tudo à força da "palmira - palmatória - com sete olhos" e de uma cana da índia com sete anos que nos vergastava as pernas nuas, (não havia calças... sempre calções).
Por isso nem ligo ao sete, só quando começo na segunda e acabo no domingo, o sétimo dia em que durmo até ao meio dia, venha quem vier.
Nem ligo ás sete maravilhas (onde estão elas?) do mundo.
Ás sete vacas magras e outras tantas gordas do Génesis, seriam?
E por tudo o exposto, muito menos ás sete vidas de sete gatos que os meus vizinhos possuem e que para além de me "poluírem" o quintal e jardim, não sabem que não gosto de gatos e aproximam-se "perigosamente de mim"
(É só conversa; não faço mal a uma mosca, apesar de detestar gatos).
Como dizia no meu cardenho:
"- Se pudesse retornar à juventude, cometeria todos aqueles erros novamente; só que mais cedo !".

Por tudo o exposto é que só bebo sete cervejas por dia.

Fa menor disse...

Amigas e amigo,
sempre um gosto enorme receber as vossas palavras :)
bem-hajam!

malu disse...

apenas 'completar'? Completíssimo! E muito querida esta partilha. Obrigada (grande) Fá!

Subscrevo a Ailime ;)

Grande bjinho para ti.

Insana disse...

O caminho se faz cada dia.

bjs
Insana

retrato disse...

nem sempre conseguimos o que queremos, mas não deixamos de gostar, e saber esperar...
talvez um dia...

mas temos tantas coisas, coisas que reclamam o nosso olhar, aquele que lhes dá vida, curioso...
são essas "coisas" que nos dão vida.

DE MÃOS DADAS disse...

Só passei aqui agora mas valeu a pena
Mereces o selimho
Beijimhos
Utilia

Je Vois la Vie en Vert disse...

Querida Fa,

Acho que tiveste o essencial para te tornar uma pessoa sensível, generosa e agradecida a Deus.
Eu tive uma infância feliz e a não ser a minha fuga do Congo Belga, não me lembro de nada de mau, os meus pais fizeram tudo para que os 3 filhos tivessem uma vida feliz, bons ares, boa alimentação, bons estudos. Estou-lhes muito agradecida. Faria e faço tudo por eles, dentro das minhas limitações dos 2400 kms que nos separam. É por isso que sofro tanto neste momento por saber que os seus corpos e mentes estão a sofrer pelos desgastes da idade (90 e 92 anos).
Beijinhos
Verdinha

Lilá(s) disse...

Uma partilha fabulosa, gostei imenso de te ler.
Bjs

Fa menor disse...

Malu,

Insana,

Retrato,

Utilia,

Verdinha,

e Lilá(s),

Muito gratificante ler os vossos comentários :)

Bem-hajam!

Beijinhos

Felipa disse...

Só agora passei aqui porque só agora vi, ou melhor, procurei, este post.
A Maria Luiza deixou-me um comentário a dizer que tinha perdido o fio à meada e não sabia onde andava este jogo; como eu sabia a quem o passei vim procurar... e encontrei.
Não percebo, normalmente vejo sempre as actualizações, dos blogs que sigo, no painel de controlo, não sei por que este não me apareceu. Mas já dei com ele e já li o seu primeiro jogo do selo, li as respostas e digo-lhe, minha amiga, se a tivesse conhecido em criança que inveja eu teria de si, por ter tido uma mercearia! Tive uma colega cujos pais também tinham e eu invejava-lhe os cadernos, nem imagina que bonitos cadernos ela tinha (se calhar também teve iguais...) ainda hoje sou uma apaixonada por cadernos, compro todos os que me apetece, só por não ter tido cadernos bonitos quando andava na escola; era sempre dos mais baratinhos, iguais aos de toda a gente, que a minha avó me comprava, coitada, sabe-se lá com que posses (adoro a minha avó!)...
Beijinhos e obrigada pela paciência em partilhar connosco mais estas lembrancinhas

Fa menor disse...

Obrigada Teresa.
Essa dos cadernos já me tinha escapado. Sim, esses não me faltavam, podia escolhê-los, mas também não eram dos caros, não.

Beijinhos

gaivota disse...

gostei... gostei mesmo do "peixinho" nos sabores do terra nostra, apimentando a vida!!!
beijinhos

Fa menor disse...

;)
bjinhs

Vanuza Pantaleão disse...

O presente maior é a vida, mas esse tipo de conclusão só conseguimos tirar na maturidade.
Amei tudo aqui e o selinho é uma gracinha.
Beijos com ternura!!!

teresa disse...

beijinho grande , e bom domingo ..

Fa menor disse...

Vanuza
e Teresa,

Obrigada!

Bjins

Canela disse...

Amiga Fa;

Só agora chego! Ups! Acho que estrago sempre as caminhadas, com os meus atrasos!

Gostei muito da tua belisima partilha... beijinho fraterno.

Fa menor disse...

Amiga Canela,
em algumas situações nunca é tarde, e esta é uma delas,
todos temos as nossas prioridades e
eu percebo que as prioridades dos nossos amigos não se compadecem com as nossas. :)

Obrigada

Beijinhos