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domingo, novembro 17, 2019

Dia Mundial dos Pobres



 
 1.º Dia Mundial dos Pobres - 19 de Novembro de 2017

«Este pobre clama e o Senhor o escuta» (Sal 34, 7)
 2.º Dia Mundial dos Pobres - 18 de Novembro de 2018

«A esperança dos pobres jamais se frustrará» (Sal 9, 19)
3.º Dia Mundial dos Pobres - 17 de Novembro de 2019

Mensagens para o Dia Mundial dos Pobres, ler em:      https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/messages/poveri.index.html



Fica sempre um pouco de perfume,
Nas mãos que oferecem rosas,
Nas mãos que sabem ser generosas. (Bis)

Dar o pouco que se tem
Ao que tem menos ainda,
Enriquece o doador,
Torna a alma ainda mais linda.

Dar um pouco de alegria,
Parece coisa tão singela,
Aos olhos de Deus, porém
É das graças a mais bela.
(Fica sempre um pouco de perfume, Irmã Judith Junqueira Vilella)  Acordes e ouvir
                                                                                  Pauta


sábado, outubro 12, 2019

O preço e o valor; e o sítio certo

Um pai, em determinado dia, chamou o filho e disse-lhe:
- Filho, vou dar-te este relógio, que é muito especial para mim. É um relógio muito antigo do teu bisavô. Há mais de 100 anos que está na nossa família. Talvez seja a melhor herança que eu te possa deixar. Mas antes, quero que procures saber quanto vale. Vai ali ao café em frente e diz às pessoas que lá estiverem que queres vendê-lo, para ver quanto te dão por ele.

O filho lá foi. Quando voltou disse que, lá no café, o máximo que lhe ofereceram foi 10€, porque disseram que era velho. Então o pai disse:
- Agora vai ao relojoeiro e faz o mesmo.
O jovem assim fez e na relojoaria conseguiu uma oferta de 30€ pelo relógio. O pai disse:
- Então agora quero que vás ao museu, nas primeiras horas da manhã, e mostres lá o relógio.
Ele assim fez. Chegou lá ainda antes de o museu abrir. Quando abriu, entrou e procurou por quem dirigia o museu para oferecer o relógio.

Quando voltou disse ao pai:

- O dono do museu ficou com os olhos brilhantes diante do relógio e, irradiando alegria, disse que o relógio é uma peça rara. Existirão no mundo apenas 100 exemplares deste relógio. Disse que algo assim não tem preço... de tão raro que é. Aconselhou-me a não vender, pois eu tinha nas mãos uma verdadeira jóia. Mas, se por acaso, eu me quisesse desfazer do relógio, que o procurasse em primeiro lugar, pois ele pagaria 50.000€ por ele.

O pai então disse:
- Filho, a herança que tenho para te deixar não é o relógio nem os 50.000€ que ele pode valer. A herança que te vou deixar é esta lição: não fiques irritado por não te darem o valor que mereces. Ninguém te vai dar o valor certo enquanto estiveres no lugar errado.
Quem sabe o teu valor é quem te aprecia; nunca fiques num lugar onde não te valorizam, um lugar que não combina contigo. Não sejas a pérola dos porcos. Conhece o teu valor!
O relógio já é teu. Ele pode valer 50.000€... mas escolher os lugares e as pessoas que são tão valiosos como tu, ah, isso não tem preço; isso tem valor! Eu queria que aprendesses que o lugar certo conhecerá o teu valor da maneira certa.

(desconheço o autor)

domingo, junho 30, 2019

Alicerça-te


«Todo aquele que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.
Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; mas não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.

Porém, todo aquele que escuta estas minhas palavras e não as põe em prática poderá comparar-se ao insensato que edificou a sua casa sobre a areia.
Caiu a chuva, engrossaram os rios, sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se, e grande foi a sua ruína.» (Mt. 7,24-27)


A vida é uma construção, vais-te construindo aos poucos. 

De onde vem a solidez da tua vida? 

A forma como tenho resistido aos ventos e às chuvas da vida indica o terreno onde tenho construído a minha vida.  

Pergunto-me, honestamente, quais são os alicerces em que assento a minha vida? 

Quantas vezes não experienciámos já a construção na areia? As más escolhas que nos levaram a más experiências?

"Senhor, tantas vezes que construímos a nossa casa sobre as areias do mundo. E as areias do mundo escorrem-nos por entre os dedos, e perdem-se para sempre. Ajuda-nos, Senhor, a construir sobre a rocha que Tu és, para que fazendo da nossa casa, tua habitação, ela seja para sempre. Ámen."

 "O Senhor foi o meu alto retiro; e o meu Deus a ROCHA em que me refugiei" (Salmo 94,22).

 "Vinde, cantemos ao Senhor: cantemos com júbilo à ROCHA da nossa salvação" (Salmo 95,1).


Alicerça-te, pois só assim se pode dizer:

Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos... mas aquela casa não caiu. (Mateus 7, 21.24-27)


quinta-feira, dezembro 27, 2018

O Amor, esse bicho papão


«O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.»

  (João Cabral de Melo Neto (09.01.1920 / 09.10.1999), Os Três Mal-Amados, falas da personagem Joaquim)


  A minha leitura:
 O texto é formado por imagens poéticas que revelam um apego aos seus bens – materiais, certezas, memórias, preocupações... –, que passou a desapego a partir do momento em que o amor entrou em cena; aí deixou de haver apego a tudo isso para só o amor fazer sentido. O amor vem perturbar toda a vida de quem ama.

 O amor comeu tudo aquilo a que eu chamava meu. Porque isso não era amor, mas egoísmo. Quem ama deixa de chamar seu ao que é seu, para dividir com os outros. Só assim se ama, deixando que o amor tome o que é meu para repartir com os demais. Só assim o amor se multiplica, se soma, se dá e se tem.  

  Se amo deixo de ser eu para ser tu, para ser nós.
 Se amo, aquilo que para mim é um bem fica para segundo plano, já não me apego a isso; mas também as minhas dores ficam suavizadas porque não ponho aí o meu foco, e, porventura, porque também recebo amor. O meu foco, ou objecto do meu amor, deixa de ser eu próprio para ser o outro a quem me dedico.

Já entre as primeiras comunidades cristãs ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas tudo entre eles era comum. Havia "um só coração e uma só alma” (Act 4, 32). Era o Amor que reinava, que os unia, de modo que não havia necessitados entre eles, porque tudo o que tinham o punham em comum.

Parece tão simples!
Então porque há tanto desamor no mundo?
E porque há tanta gente que não ama... e gente que não (se) deixa amar?


[A todos desejo um Bom Ano de 2019, sobretudo repleto do "bichinho" do Amor! 
 Pois onde rói o "bichinho" do amor na vida entra calor. 
 E, acredito, muito de bom virá por acréscimo. ]


terça-feira, dezembro 25, 2018

Glória a Deus nas alturas!





Glória a Deus nas alturas!

E na terra aos homens Paz, Amor, Harmonia, Humildade, Luz!





sábado, agosto 25, 2018

Livre-se dos lixos!

A Lei do Camião do Lixo: Uma história para reflectir.

«Certo dia apanhei um táxi para o aeroporto.
Seguíamos na faixa correcta, quando, de repente, um carro preto saiu do estacionamento e se mandou à estrada na nossa frente.
O taxista travou bruscamente, deslizou e escapou de bater no outro carro. Foi por um triz!
E o motorista do outro carro ainda sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente.
Mas o taxista apenas sorriu e acenou-lhe, fazendo um sinal positivo. E fê-lo de maneira bastante amigável.

Indignado perguntei-lhe: 'Porque é que fez isso? Aquele sujeito quase nos batia e, por pouco, nos mandava para o hospital!'
Então o motorista do táxi ensinou-me aquilo que eu agora chamo "A Lei do Camião do Lixo."
Explicou-me que muitas pessoas são como camiões do lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e desilusões. À medida que as suas pilhas de lixo crescem, elas precisam dum lugar para descarregar, e, às vezes, descarregam sobre nós.

Nunca leve isso a peito. Não é o seu problema! É o dele!
Simplesmente sorria, acene, deseje-lhes sempre o bem, e siga em frente. Não fique com o lixo dessas pessoas, nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.
Fique tranquilo... respire fundo e deixe a “pessoa do lixo” passar.

O princípio que se retira disto é que, "pessoas felizes não deixam os camiões do lixo estragarem o seu dia."

A vida é muito curta, não transporte lixo consigo! Limpe os maus sentimentos, os aborrecimentos do trabalho, as picuinhices pessoais, os ódios e as frustrações.

Ame todas as pessoas, tratando-as bem: as que o(a) tratam bem e as que não o fazem.»

(Desconheço o autor)

Acho que esta história faz cada vez mais sentido no nosso pequeno mundo à nossa volta e no mundo global que nos entra janelas adentro. Mundos pejados de intolerâncias e de desamor, que nos vão corrompendo sem darmos conta -- a história refere ainda que "a vida é dez por cento daquilo que fazemos dela, e noventa por cento da maneira como a recebemos!"
Não nos deixemos, pois, conspurcar pela porcaria que os "camiões do lixo" ousam descarregar para cima de nós. Desviemo-nos das investidas, vistamos "roupagens" que não absorvam esses lixos, tomemos "banho" regularmente.

domingo, setembro 25, 2016

Para Lili


(Cantado pela P. com a música de "Anda comigo ver os aviões";
para Lili, depois da celebração do seu matrimónio, à saída dos noivos.)


– Anda comigo ver o sol pintar a madrugada
Acender estrelas
na noite escura

Anda daí descobrir canções, fazer poemas
Pelo céu, sem asas,
Poder planar

Os dois lado a lado procurar
Descobrir o dia
Como eu sempre quis
Pois Deus bem sabe o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
Ter-te ao pé de mim
Ir de mãos dadas pelo mundo
Para juntos estar no mundo aqui

– Eu vou contigo dar as mãos ao mundo e ao Senhor
Que é minha Estrela
No oriente

Vamos os dois ver a Luz do Céu todos os dias
Semear o amor
Pela vida afora

Os dois unidos semear
Construir o dia
Cristo mora aqui
Senhor Tu sabes como eu Te amo
Como eu gosto de Ti
Vamos para Ti
De pés na terra edificar
A casa sobre a rocha
E o sol sorri

De hoje em diante anunciar-Te
Juntos ser Igreja
Cristo mora em nós
Senhor, tu sabes, de Ti dependemos
Que sem Ti nada podemos
Fica junto a nós
Precisamos da Tua ajuda
Pois só conTigo é que venceremos

(RAMOS, Fatinha de Oliveira – Aka Fá menor)

segunda-feira, julho 11, 2016

Resiliência


«Um dia o Senhor de todas aquelas terras foi ter com um homem da sua confiança e disse-lhe: "Peço-te que empurres esta pedra naquela direcção." Era um imponente pedregulho, mas em virtude da sua lealdade, obediência, amizade, o homem pôs-se a empurrar. O imponente pedregulho, fazendo jus à sua imponência, não se mexia, mas o servo fiel durante meses a empurrou com todas as suas forças. Passado tempo, voltou o Senhor e foi ter com ele. Envergonhado, estafado, suado, o servo confessa que apesar de todos os seus esforços não conseguiu mover a pedra nem um centímetro. Responde o Senhor: "Não te pedi que a movesses, só te pedi que a empurrasses, e vejo que o fizeste muito bem. Olha agora para os teus braços e pernas, para a musculatura que desenvolveste, e não dês o tempo por perdido".» [autor desconhecido] 

"O que não nos mata, torna-nos mais fortes." [Nietzsche]


terça-feira, março 08, 2016

Todos os dias



Mulher, torna-te naquilo que és: Mulher. Com toda a tua essência, carisma, fragilidade, poder. 

Não precisas nem queiras ser super-homem – que não és: nem super, nem homem – apenas mulher, com todas as tuas especificidades: valoriza-as, sem entrares em competição com homem nenhum pelo que em ti é dom, encanto, genuíno. Mas tão-pouco deixes que te queiram escurecer o que de ti resplende. 

Afirma-te naquilo em que és igual e marca a tua diferença naquilo em que és diferente. 

Porque todos os dias são dias das mulheres… e também dos homens – criaturas de Deus: criados à Sua imagem e semelhança.


domingo, dezembro 21, 2014

Essência do Natal


«No Natal o Amor desceu;
Amor divino, Amor sem igual; 
No Natal o Amor nasceu, 
As estrelas e os anjos deram sinal.» 
(Christina Georgina Rossetti)




Para todos, os meus votos de um Natal pleno de Amor - o Natal essencial!


terça-feira, outubro 21, 2014

Caminhos...

«Todos nós já sentimos que não pertencemos a lado nenhum! Todos nós estamos por vezes perdidos e não conseguimos encontrar o caminho de volta, aquele caminho único e perfeito que nos conduz a uma paz interior que nos harmoniza e apazigua. Existem pessoas que se buscam mais incessantemente do que outras, trilham caminhos de certezas, constroem castelos de pedra sólida e chegam a mudar-se para lá, vivendo felizes e realizados nas suas torres e quartos luxuosos Existem também pessoas, que pelas mais variadas razões, apreciam incessantemente a beleza do seu caminho, acabando por não seguir o mapa que lhes foi entregue na excursão, preferindo em vez disso caminhar por aquela estrada de terra batida, mesmo que sofram de alergias ao pó ou tenham pés frágeis e calçado obsoleto. 'Estou Perdido' fala sobre esses caminhos, muitas vezes escondidos e evitados por não apresentarem comodidades, mas que existem por si mesmos e são por isso belos e eternos.»
"estou perdido não sei o caminho
e agora como vou voltar
ando tão esquecido
o mapa é tão comprido
não me consigo orientar

há quem nasça com outra atitude
pois para mim isto é natural
eu entendo seguir o meu rumo certinho
mas tudo me parece banal

estou perdido não sei o caminho
e agora como vou voltar
prometi a tanta gente que lá está
e não tenho tempo de avisar

estou perdido não sei o caminho
e agora como vou voltar
prometi a tanta gente que lá está
e não tenho tempo, vou falhar

às vezes tenho a sensação
de não ter mais nada para dizer
e se por um instante eu tiver razão
a verdade ninguém vai saber

porque vivo na minha esfera
e só assim consigo viver
faço malabarismos para me encontrar
mas no fundo quero-me perder

estou perdido não sei o caminho
mas agora não quero voltar
vou continuar o sonho neste sitio estranho
sem ter pressa de acordar

estou perdido não sei o caminho
mas agora não quero voltar
tenho luz à minha frente e
toda essa gente
que espera por mim pode aguardar

tenho luz à minha frente
e toda essa gente
que espera por mim pode aguardar

tenho luz à minha frente
e toda essa gente
que espera por mim pode aguardar"

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Pax



Ora e Labora
(Regra de São Bento)

E
Um Óptimo ANO!


quarta-feira, dezembro 18, 2013

Feliz Natal!



A todos quantos aqui passam, 
desejo um feliz e santo Natal com Jesus.


sábado, agosto 31, 2013

E Amar Sem Medida?


"Ama e faz o que quiseres.
Se calares, calarás com amor; se gritares, gritarás com amor; se corrigires, corrigirás com amor; se perdoares, perdoarás com amor. Se tiveres o amor enraizado em ti, nenhuma coisa senão o amor serão os teus frutos.
A medida do amor é amar sem medida."
(Santo Agostinho)

E, no entanto, a cada tropeço e mais algum pontapé, encontram-se vidas tão pelas vias da morte, pelas ruas da amargura, pelos caminhos mais escuros, pelas veredas mais sombrias, pelas vielas da deseducação... pelos cruzamentos mais azedos e tristes... pelas pontes mais que deprimentes... 
"Não há nada mais triste do que a tristeza", disse alguém e com razão.

Falta tanto Amor nas vidas das pessoas!

"Que triste não saber florir!"
 (Alberto Caeiro)


domingo, abril 14, 2013

♫♪♫♪♫•*¨* ❤ *¨*•♫♪♫♪♫


Josh Groban - You Are Loved (Don't Give Up)


É o amor de Jesus que nos restaura
[João 21, 1-19 - 3º Domingo do Tempo Pascal - Ano C]


sábado, junho 02, 2012

Todos os dias são dias das crianças


Quando as crianças fazem Uau, tenho um ratinho!
Quando as crianças fazem Uau, tenho um cachorrinho!...
Tem uma coisa que eu sei
que nunca mais irei rever
é um lobo mau que dá um beijinho
num carneirinho...

E as crianças fazem
Ei, me dá a mão,
porque me deixa só?
Sem ajuda de ninguém,
sem qualquer um,
ninguém pode virar um homem

Uma boneca ou robô,
talvez, talvez brinquem um pouco,
mas com o dedinho, em alta voz
ao menos eles, é, fazem as pazes
E cada coisa nova é uma surpresa
até quando chove,
E as crianças fazem: Uau, olha que chuva!

Quando as crianças fazem Uau!
Que maravilha! Que maravilha!
Mas que bobo veja só, olha só!
Eu me envergonho um pouco.
Já não sei mais fazer "Uau!"
e fazer tudo como eu quero.
Porque as crianças falam sempre,
falam tudo, tudo que pensam.

As crianças são muito sinceras
mas têm tantos segredos, como poetas...
E as crianças se ocupam com a fantasia
E com poucas mentiras
oh mamma mia, bada.
Mas tudo é claro e transparente
Quando um adulto chora as crianças fazem:
"Ei! você fez um dodói, a culpa é tua!"

Quando as crianças fazem Uau!
Que maravilha, que maravilha!
Mas que bobo veja só, olha só!
Eu me envergonho um pouco.
Já não sei mais fazer "Uau!",
Não brinco mais numa gangorra,
Não tenho a chave que abre a porta
dos nossos sonhos...

Lá, lá, lá, lá, lá...

Enquanto os chatos fazem: Éh!
Enquanto os chatos fazem: Ah!
Enquanto os chatos fazem: bôooo!
Tudo fica igual!
Mas se as crianças fazem Uau, uau!
Ei, basta uma vogal!

Eu me envergonho um pouco,
E os adultos fazem NÃO!
Eu peço abrigo, eu peço abrigo,
como os leões eu quero andar engatinhando
Cada um é perfeito e iguais na cor...
E viva os loucos que perceberam o que é amor!
É tudo uma história de estranhas palavras
que eu não entendo...

Quero voltar a fazer Uau!
Quero voltar a fazer Uau!
Porque as crianças falam sempre,
falam tudo, tudo que pensam...

(Giuseppe Povia, Quando as crianças fazem Uau)

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Como Eu vos amei

Na sequência da publicação anterior (primeiro passo na escola do Amor), e para a completar:

Jesus, na noite da sua paixão, deu-nos um Mandamento Novo do Amor:
«Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!» (João 13,34).

Este mandamento resume todos os outros mandamentos, todas as leis, todas as regras e normas.
Somos convidados a amar de forma gratuita, sem interesse, sem esperar nada em troca, unicamente por querer o bem do outro, de todos os outros.

“O meu Mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do aquele que dá a vida pelos seus amigos” (Jo. 15, 12-13).


O amor maior by Olímpia Mairos

"A medida do amor é amar sem medida" (Santo Agostinho).

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Como a ti mesmo


Foi dito aos antigos: "Olho por olho, dente por dente". - Lei de Talião (Ex. 21,23-25; Lv. 24,17-21)

Mas, citando Ghandi: "Olho por olho e o mundo terminará cego".
...

Então: "Justiça é não fazer a outrem o que não queríamos que nos fizessem." (Hughes Lamennais)

"Aconteceu um dia que um não-judeu chegou ao grande rabino Shammai e lhe disse: Faz-me prosélito (convertido [ao Judaísmo]) sob a condição de que me ensines a Toráh inteira, durante fico parado em um pé só. Esse o empurrou com o bastão que tinha na mão. A seguir veio a Hillel, e este o fez prosélito e lhe disse: O que tu não estimas [que te façam], isso também não faças ao teu próximo. Isso é toda a Torá, e todo o restante não é senão explicação: vai e a aprende!" (Talmude Babilônico, Sabbat 31a).

“Não faças a ninguém aquilo que não queres que te façam a ti”. (Tobias 4,15) 

Reparamos que estes ensinamentos são mandamentos (regras de ouro) de formulação negativa e incompletos, que [apenas] recomendam o que não devemos fazer aos nossos próximos.

Jesus veio aperfeiçoar o que até aí foi dito, dizendo-nos: "Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas" (regra de ouro cristã) (Mt. 7,12); e "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt. 22, 39).

Assim:
"Para poder progredir para um amor perfeito, o primeiro passo é amar o outro como eu me amo.
(...)
A chave, então, é esta: eu me encontro, eu me amo, eu me conheço se amo e não espero nada dos outros. Eu tenho todas as capacidades e dons recebidos de Deus na minha natureza para amar-me e amar os outros e descubro estas capacidades somente se me amo por primeiro e se a minha vida é dada exclusivamente para os outros. O segredo para viver o primeiro grão do amor, que é amar os outros como eu me amo, passa por esta escolha: amar por primeiro. Eu me amo acreditando que tenho em mim mesmo todas as forças, capacidades, para amar-me e amar sem medida os outros.

Este passo é bem concreto e real. Por exemplo: se uma pessoa me calunia, eu decido amá-la primeiro. Outra pessoa tenta me afastar de um amigo, eu a amo por primeiro e faço de tudo para ser a chave da reconciliação entre todos."
(Ler artigo completo em: Aliança de Misericórdia)


Assim:
" 'Amarás a teu próximo como a ti mesmo'.
O amor não faz nenhum mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento perfeito da Lei." (Rm. 13, 9-10)

Esta é uma proposta de felicidade. A mais perfeita regra de ouro.

sábado, setembro 17, 2011

Para a P.

P.,

Amiga, colega, companheira…
Sempre pronta para a brincadeira…
E, principalmente, para arregaçar as mangas para o trabalho;

Foram longas as horas,
E, outras vezes, breves os momentos
De partilha, de cumplicidade…
Em que a amizade falou mais alto;
Em que as notas que arrancaste à flauta, ao acordeão, à garganta
e aos sentimentos partilhados, se transformaram em alegria, em amor,
em coragem, em vida.

És pequena de corpo, mas grande na alma;
Inteligente, extrovertida, solidária, emotiva…
Corajosa e vencedora nos caminhos que ousas percorrer.

Na voragem dos dias que, nestes tempos, a todos quer consumir,
Nunca deixes de ser pedra no alicerce da construção que agora inicias;
socorrendo-te sempre da Pedra Angular – Jesus Cristo – em todo o tempo e,
ainda mais, se a construção parecer abanar, pelos ventos, tempestades,
ou só pequenas fragilidades.
Nunca deixes de ser a pauta onde se escreverá a música;
A nota imprescindível ao acorde perfeito;
A clave do Sol que fará brilhar a Vida no teu lar.

Isto não é uma despedida de ti,
No grupo em que criaste raíz
E foste ramo,
E folhas,
E flor…
Porque queremos estar para o que, de nós, precisares,
E te esperamos,
Presente,
Dádiva,
Peça que faz falta a um puzzle.

Cristo conta contigo,
Convosco – como casal.

Felicidades aos noivos!
O Senhor vos abençoe em toda a vossa vida.

sábado, julho 16, 2011

Nada te perturbe

“Nada te perturbe,
Nada te espante,
Tudo passa,
Deus não muda,
A paciência tudo alcança;
Quem a Deus tem
Nada lhe falta:
Só Deus basta.

Eleva o pensamento,
Ao céu sobe,
Nada te perturbe.
A Jesus Cristo segue
Com peito grande
E, venha o que vier,
Nada te espante.

Vês a glória do mundo?
É glória vã;
Nada tem de estável,
Tudo passa.
Aspira às coisas celestes,
Que sempre duram;
Fiel e rico em promessas,
Deus não muda.

Ama-O como merece,
Bondade imensa;
Mas não há amor fino
Sem a paciência.
Confiança e fé viva
Mantenha a alma,
Que quem crê e espera
Tudo alcança."

(Oração de Santa Teresa de Ávila)


da Oração de Santa Teresa - Cântico de Taizé

Nada te turbe
Nada te espante
Quem a Deus tem
Nada lhe falta

Nada te turbe
Nada te espante
Só Deus basta

Partilhas maiores