Mostrar mensagens com a etiqueta Vida na Fé. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vida na Fé. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, março 30, 2010

Em Semana Santa

Terça-feira Santa - 42.º Dia de Caminhada

Tempo da Paixão de Jesus Cristo, o Filho de Deus, que se fez carne da nossa carne, e se entregou à morte para nos dar a Vida.

É tempo de Oração, de Espera...

É tempo de silenciar, de meditar...

O fruto do Silêncio é a Oração;
o fruto da Oração é a Fé;
o fruto da Fé é o Amor;
o fruto do Amor é o Serviço;
o fruto do Serviço é a Paz.
(Madre Teresa de Calcutá)

Continua ainda a nossa caminhada: amanhã vamos reflectir com a Dulce no Degrau de Silêncio... silenciando, orando, crescendo na Fé, crescendo sempre mais no Amor e no Serviço... na Paz... em Vida!


Uma Páscoa de Vida Nova para todos!


domingo, março 21, 2010

No Trilho do Amor

Quaresma - Tempo de Renascer -
- a caminhar é que se faz o caminho - 33.º Dia

É tempo de:

Deserto... fazer silêncio



Escutar e meditar a Palavra

"Jesus disse:
Amarás o Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente: tal é o maior e primeiro mandamento. O segundo é semelhante a este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. A estes dois mandamentos está ligada toda a Lei, bem como os Profetas." (Mt. 22, 37-40)

"Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei, vós também vos deveis amar uns aos outros. É por isto que todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros." (Jo 13, 34-35)

"Eu peço-vos mais: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e caluniam." (Mt 5, 43-44)

"Quem aceita os meus mandamentos e lhes obedece, esse é que Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai. Eu também o amarei e manifestar-Me-ei a ele." (Jo. 14, 21)


Procurar-se na solidão

* Para mim o que é o amor? Um sentimento bonito que acontece quando tem de acontecer? Uma paixão? Uma atracção romântica; desejo libidinoso? Ou uma decisão?
* Quem amo? Quem me é mais fácil amar? Aqueles com quem me identifico, que pensam como eu; quem é simpático, bonito; os familiares, os amigos? Amo o meu próximo? E quem é o meu próximo? E como trato os inimigos?
* Como amo? Esperando reciprocidade? Amo apenas quem me ama? Ou amo sem nada esperar em troca? Amo com todo o coração o marido ou a esposa; os filhos, os irmãos, os pais, os sogros, a nora, o genro? Guardo o meu amor na pureza e na castidade?
* O que é amar? Será o mesmo que gostar? E o que é, e como é, amar a Deus?


É tempo de procura de água

Podemos dizer que toda a Lei, todos os mandamentos se resumem a um só: Amar! Um só mandamento que abrange todos: Deus, o próximo, e nós mesmos.
Este mandamento fundamenta todos os outros. É um programa de vida.
"Amamos, porque Ele nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê." (1Jo.4,19-20)
Se não amo o meu irmão, eu não amo a Deus. O amor não é uma coisa que apenas acontece. É uma decisão. É a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro. O amor é um mandamento, mas não é uma mera exigência, porque antes nos é dado.

Amar como a si mesmo é condição essencial do amor ao próximo. Não fazer aos outros o que não gostaria que lhe fizessem e fazer aos outros o que gostaria que fosse feito a si em circunstâncias semelhantes. O próximo deve ter, aos olhos de cada um de nós, tanto valor como nós próprios. Quem se conhece e estima a si mesmo, deve abrir-se aos outros e estimá-los como seus próximos. Deve tornar-se o próximo de todos os que necessitam de si. Fazer ao próximo aquilo de que ele tem necessidade.

Amar o próximo é condição do amor a Deus.
"Porque tive fome e destes-Me de comer, tive sede e destes-Me de beber; era peregrino, e recolhestes-Me; estava nu e vestistes-Me; adoeci e visitastes-Me; estive na prisão e fostes ver-Me.
(...) Senhor, quando foi que te vimos com fome e Te demos de comer? Ou com sede e Te demos de beber? Quando Te vimos peregrino e Te hospedamos? Ou nu e Te vestimos? E quando Te vimos doente ou na prisão e fomos visitar-Te?
(...) Em verdade vos digo: sempre que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes". (Mt. 25, 35-40)


Encontrar oásis no deserto

Deus é a fonte de todo o amor:
“Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama, nasceu de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não chegou a conhecer Deus, porque Deus é amor.” (1 Jo 4, 7-8)

"Porque Deus nos amou primeiro, podemos então amar gratuita e oblativamente, pois sempre estará disponível para nós a fonte divina jorrando incansavelmente o Seu infinito amor." (Bento XVI, Encíclica «Deus caritas est»)

Continuemos a nossa caminhada quaresmal, amanhã com a reflexão da Dulce no Degrau de Silêncio, bebendo sempre desse amor infinito do Pai, colocando-o no nosso coração e transportando-o para a nossa vida, a fim de crescermos no amor a Deus e no amor uns aos outros.

sexta-feira, março 12, 2010

Perdoa, Senhor, os Nossos Pecados

Quaresma - Tempo de Renascer - mais um dia de Caminhada - 24.º

É tempo de:

Deserto... fazer silêncio



Escutar e meditar a Palavra

"Há mais alegria no céu por um só pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento."
(Lc. 15, 7)
"Não são os que têm saúde que necessitam de médico mas sim os doentes; Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores, ao arrependimento."
(Lc. 5, 31-32)


Procurar-se na solidão

Onde me incluo? sou um(a) pecador(a) que se arrepende, ou um justo que não necessita de arrependimento?
Não sabemos nós que até "o justo peca sete vezes ao dia" (Prov. 24, 16), ou seja, muitas vezes?


É tempo de procura de água

Assiste-se, nos nossos dias, a uma grande perda de consciência e do sentido do pecado.
Depois, a dificuldade e o orgulho em reconhecer e confessar as próprias fraquezas diante de outra pessoa leva ao afastamento da reconciliação com Deus e com os irmãos, a uma certa "alergia" a pedir desculpa, a pedir, sobretudo, perdão. Vive-se uma crise de frequência dos Sacramentos, neste caso o da Penitência (ou Reconciliação, ou Confissão).
Mas bem sabemos que quem não admite estar doente não procura curar-se.
No entanto, o pecado é um mal que enferma cada um de nós como parte de um povo de pecadores que, em Igreja, somos chamados por Deus à penitência e à conversão.

O pecado é tudo o que constitui uma ruptura da amizade, da fidelidade, do compromisso e dos laços que nos unem a Deus e aos irmãos, e a sua raiz é, directa ou indirectamente, o egoísmo.
É preciso que nos reconheçamos pecadores, pois esse é o primeiro passo para acolher a graça do perdão.

Encontrar oásis no deserto

O perdão consiste em Deus entrar em contacto com o homem pecador para restabelecer a união vital com ele. Supõe, portanto, que também o homem corresponda de modo pessoal a esta atitude divina. Diante deste Senhor que quer dar o Seu perdão, a condição do homem para o receber é a contrição e a humildade interior.

O Sacramento da Penitência é o sinal eficaz da graça do perdão reconciliador, que Jesus faz chegar ao coração de cada um de nós que se reconhece pecador, ao deixar aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados: "Aqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (João 20, 23)

O Sacramento da Penitência não deve ser entendido como "um vazadouro de pecados nem lavar de roupa suja"*, mas fonte de conversão, de cura e de vida nova, pois na sua centralidade não está o pecado, mas sim a Misericórdia de Deus que "não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva..." (Ez 18, 23)

Continuemos a nossa caminhada quaresmal, amanhã com a reflexão da Dulce no Degrau de Silêncio, aceitando que somos pecadores penitentes a percorrer o caminho da conversão.

*(in: O Perdão e a Misericórdia, "A Alegria de Crer", SNEC)

quarta-feira, março 03, 2010

Oração e Vida

Quaresma - Tempo de Renascer - mais um dia na Caminhada - 15.º

É tempo de:

Deserto... fazer silêncio



Escutar e meditar a Palavra

"Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: já receberam a sua recompensa.
Tu, porém, quando orares, entra no quarto mais secreto e, fechada a porta, reza em segredo a teu Pai, pois Ele, que vê o oculto, há-de recompensar-te.
(...)
Rezai, pois, assim:
«Pai nosso, que estais no Céu,
santificado seja o teu nome,
venha o teu Reino;
faça-se a tua vontade,
como no Céu, assim também na terra.
Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia;
perdoa as nossas ofensas,
como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;
e não nos deixes cair em tentação,
mas livra-nos do mal.»
Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas."
(Mt. 6, 5 - 15)



Procurar-se na solidão

- O que rezo eu?... Que palavra me "sai" melhor do coração?... Que palavra me custa mais a sair da boca?... Que costumo pedir na oração?... As minhas orações podem resumir-se ou inserir-se em alguns dos pedidos do Pai-Nosso?...
- Como rezo eu?... Com confiança e serenidade?... Ou nem sequer tenho tempo?... Que me ensina Jesus sobre as atitudes da oração "filial"?... A minha oração tem sido como Deus deseja ou haverá algo que devo modificar?...
(in: Um Povo orante, "A Alegria de Crer", SNEC)


É tempo de procura de água

Oração e Vida Cristã são inseparáveis.
O modelo de oração ensinado por Jesus consta de duas partes: primeiro voltamo-nos para o céu; depois para a terra. Dois pedidos centrais: "venha o teu Reino"; e o pedido do perdão.

“A verdadeira situação da oração não é quando Deus está a ouvir o que lhe pedimos, mas quando o orante persevera na oração até que seja ele a escutar o que Deus quer”. (S. Kierkegaard)

- Se soubéssemos escutar a Deus, se soubéssemos olhar a vida, toda a vida se tornaria oração. Pois toda ela se desdobra sob o olhar de Deus e nada deve ser vivido sem Lhe ser oferecido livremente. As palavras de cada dia servem-nos antes de tudo como traço-de-união com o céu.
- Se soubéssemos olhar a vida com os olhos do próprio Deus, então veríamos que nada no mundo é profano; tudo, ao contrário, participa da construção do Reino de Deus. Assim, pois, ter fé não é somente erguer os olhos a Deus e contemplá-Lo; é, também, olhar a terra, mas com o olhar de Cristo. É preciso pedir a Deus fé para saber olhar a Vida.
- Se o Pai nos colocou no mundo, não foi para que andássemos de olhos no chão, mas O acompanhássemos pelas marcas que deixou em todas as coisas, nos acontecimentos, nas pessoas. Tudo nos deve ser revelação de Deus.
Não há necessidade de longas orações para sorrir a Cristo nos mais pequenos pormenores da vida quotidiana.
(in: Michel Quoist, "Poemas para rezar")


Encontrar oásis no deserto

Um sapateiro recorreu ao rabino Isaac de Ger e disse-lhe: “Não sei como fazer a minha oração da manhã. Os meus clientes são pessoas que só têm um par de sapatos. Se os recolho ao fim da tarde, passo a noite a trabalhar e, ao amanhecer, ainda tenho trabalho para fazer, se quero que todos tenham os sapatos prontos para ir trabalhar. O que devo fazer com a minha oração da manhã?” “O que tens feito até agora?” Perguntou-lhe o rabino. “Umas vezes faço a oração a correr, mas isso faz-me sentir mal. Outras vezes deixo passar a hora da oração e fico com a sensação de ter falhado. Muitas vezes, enquanto trabalho, quase posso escutar como o meu coração suspira e penso: “como sou desgraçado, pois não sou capaz de fazer a minha oração da manhã…!”. Respondeu-lhe o rabino: “Se eu fosse Deus, apreciava mais esse suspiro do teu coração do que a oração”.
(Anthony de Mello , “La oración de la Rana”)

A oração é um anelo de coração, um simples olhar para o Céu, um grito de reconhecimento e de amor, no meio da provação como no meio da alegria”. (Sta Teresa do Menino Jesus)

Jesus previne-nos da hipocrisia: a falta de coerência interior e o que se diz ou faz. Ele diz-nos que a autêntica oração tem de ser entrega total e exclusiva a Deus, o que se consegue melhor em intimidade com Ele, num lugar secreto (o nosso coração), mesmo que seja em público.


Continuemos a nossa caminhada quaresmal, amanhã com a reflexão da Dulce no Degrau de Silêncio, não esquecendo de que na Oração encontramos a mais maravilhosa relação de amor e vida. 
A oração é a respiração da alma.


[A ordem das reflexões desta Caminhada: José António; Utília; Canela; Joaquim; Gisele; Fa menor; Dulce; Teresa; Malu.]


sábado, fevereiro 27, 2010

Que é Oração?

«Uma noite, o irmão Bruno viu a sua oração interrompida pelo cantar de uma rã.
Mas, ao ver que todos os seus esforços por ignorar o som eram inúteis, aproximou-se da janela e gritou: “Silêncio. Estou a rezar.”
Como o irmão Bruno era um santo, a sua ordem foi obedecida de imediato: todo o ser vivo calou a sua voz, para criar o silêncio que favorecesse a sua oração.
Porém, um outro ruído veio então perturbar o irmão Bruno: uma voz que dizia: “Talvez a Deus agrade tanto o cantar dessa rã como a recitação dos teus salmos…” “O que pode haver no cantar dessa rã que seja agradável aos ouvidos de Deus?” pergunta o irmão Bruno. A voz continuou: “Já te perguntaste o porquê de Deus ter criado esse som?”
Bruno decidiu averiguar o porquê. Aproximou-se de novo da janela e ordenou: “Canta!”
E o cantar ritmado da rã voltou a encher o ar, com o acompanhamento de todas as rãs do lugar. E, quando Bruno prestou atenção ao som, este deixou de o incomodar, porque descobriu que, se não lhe resistisse, o cantar das rãs servia para enriquecer o silêncio da noite.
Uma vez feita esta descoberta, o coração do irmão Bruno sentiu-se em harmonia com o universo e, pela primeira vez na vida, compreendeu o que significa orar.»

Anthony de Mello – La oración de la Rana

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

“Permanecei em mim”

Quaresma - Tempo de Renascer - um dia na Caminhada - 6.º

É tempo de:

Deserto... fazer silêncio




Escutar e meditar a Palavra

«Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá. Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos.»
(Jo 15, 1-8)



Procurar-se na solidão

- Que significa “permanecei em mim”? E eu, permaneço em Cristo? Com que atitudes: de uma forma passiva ou de uma forma comprometida?...
- Jesus diz: “Sem mim nada podei fazer”. Tenho consciência disto? Deixo que Deus tenha uma presença activa e decisiva nas minhas opções, nas minhas palavras, nos meus gestos?...
- “Dar fruto”… Este é o desafio que Cristo nos lança neste trecho do Evangelho de S. João. Olhando a minha vida de todos os dias posso afirmar que ela produz “frutos que vêm de Deus”?...


É tempo de procura de água

Cada um de nós é desafiado a permanecer unido a Jesus e dar fruto.
Nós somos os ramos da videira que é Cristo Ressuscitado; só unidos a esta videira, recebendo da sua seiva, alimentando-nos desse Corpo e desse Sangue, podemos dar frutos de unidade, comunhão e paz, na Igreja e fora dela.
“permanecei em mim, pois sem mim nada podeis fazer” - significa, em primeiro lugar, que todos e cada um de nós temos de tomar consciência que Deus nos chama a tomar parte no Seu projecto de Amor. Permanecer em Jesus produz, não um fruto qualquer, mas o fruto do amor aos outros, em que se superam desentendimentos, divisões, diferenças, e se vive um relacionamento novo entre nós. Permanecer em Jesus significa produzir frutos de vida.


Encontrar oásis no deserto

“permanecei em mim” - permanecer em Cristo é atitude de quem faz a opção pelo essencial.

Somos os ramos, muitos ramos, na Videira que é Jesus, cada um com a mesma importância que os demais. Bebemos da mesma seiva. Somos uma comunidade de iguais. Somos comunhão.

“sem mim nada podeis fazer” - não pensemos que somos auto-suficientes; não nos podemos bastar a nós próprios. Sem Jesus somos ramos não irrigados, secos, infiéis, egoístas, que não podem dar frutos porque se separaram da cepa; somos apenas deserto... sem um oásis.
Jesus é que faz/é o oásis no nosso deserto; é a água que nos sacia; o alimento que nos permite frutificar.

Para que sejamos um ramo que frutifica, um ramo que está plenamente unido à videira, o grande desafio é o da oração. Sem oração não há comunhão com Deus nem com os irmãos. Sem oração o nosso testemunho torna-se vazio… falaremos muito sobre Deus, mas como falamos pouco com Ele, tudo o que dissermos e fizermos será sempre superficial.


Continuemos a nossa caminhada quaresmal, amanhã com a reflexão da Dulce no Degrau de Silêncio, na certeza de que só quem permanece em Cristo é que pode produzir bons e abundantes frutos.


Textos de apoio:
"Somos Comunhão" in: A Alegria de Crer, SNEC;
“Permanecei em mim… sem mim nada podeis fazer”

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Quaresma

Tempo de Renascer.



Tempo de fazer silêncio... e escutar a Palavra;
procurar-se na solidão.


É tempo de procura de água;
de encontrar oásis no deserto.



[É altura para reflectir diariamente em Caminhada:


Texto de hoje: José António

Seguem-se: Utília; Canela; Joaquim; Gisele; Fa menor; Dulce; Teresa; Malu.]

sábado, janeiro 30, 2010

[In]motivações


Imagem ill fri roots

via: Silvino Henriques - Motivações


o que é que nos motiva?
desmotiva?
o que é que nos faz correr?
parar?
...
o que... ???
...
pensar...

a pensar fiquei eu depois de ler este texto do Silvino sobre motivações em catequese.

Bem, vou ver se consigo motivar um pouco mais um grupinho de jovens ainda hoje e um grupinho de catequese amanhã. E se me motivo mais, eu também...

segunda-feira, junho 04, 2007

Eu sou nuvem passageira



Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai

Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo

Sou um castelo de areia na beira do mar

A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã

Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar um dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar

(Hermes Aquino, Nuvem Passageira)




"Tudo é vaidade"
(Livro do Eclesiastes: 1,12 – 6)

A incerteza do amanhã não nos deverá induzir a viver de "qualquer forma”.

Devemos entender que, no Céu, "qualquer um" pode entrar, mas não de "qualquer maneira".
O Céu é oferecido a todos, é para todos. Mas a liberdade humana é uma realidade, pode tudo.
Muitos querem ir para o céu, mas não se querem submeter à vontade de Deus para que tal aconteça.

Mas, como é bom saber que a salvação é fruto da graça divina, através de Jesus ao morrer na cruz!
É preciso que nos arrependamos do mal que fizemos e que aceitemos Jesus como nosso salvador.

Somos, nesta vida, como uma "nuvem passageira", mas, em certeza de fé, sabemos que temos a eternidade na presença de Deus, no céu.


Partilhas maiores