domingo, maio 27, 2007

Contemplação

As aventuras de um casal no regresso de levar o filho ao aeroporto:

Dez e meia da manhã.
Primeira paragem: Serra dos Candeeiros.

Sair do carro e passear de mãos dadas…
Depois de alguns passos percorridos, um barulhinho nos penhascos.

Detive o olhar e…

Soltei um grito lancinante!

Uma… comprida… enorme… castanha… medonha…

Ui!...
Nem quero lembrar!

Quem comigo convive sabe bem o pavor imenso que tenho por cobras (apesar de saber que até estas são criaturas de Deus).

É claro que, depois de tamanho susto…
Já não conto mais nada…

Esta não esqueço tão depressa!

“Faz tudo como se alguém te contemplasse.”
(Epicuro)

quinta-feira, maio 24, 2007

Impele a tua própria canoa

Não deixes cair teus olhos,
Não te deixes enganar,
Olha de frente os escolhos,
Olha podes encalhar.

É urgente estar atento,
Ver pra onde corre a maré,
Ver pra onde sopra o vento,
Não vás tu perder o pé.

Jesus* é quem te diz, oh oh,
Impele a tua própria canoa.
Se queres mesmo ser feliz,
Não te deixes ir à toa,
Impele a tua própria canoa,
Impele a tua própria canoa.


A vida não é deserto
Não queiras ficar no cais
Jesus Cristo é rumo certo
Decide tu aonde vais

Pioneiros - Autoria: Rumos (Escuteiros) *(Adaptação: Jesus)

Acordes e ouvir

Ouvir em: PIONEIROS
Do álbum: Escuteiros

sábado, maio 19, 2007

GRITO


( O Grito, de Edward Munch)

Em "O Grito ", Munch exprime com veemência o desespero emocional que o assola, o medo intolerável de perder a razão.


Concedei-me, Senhor:
- Serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar;
- Coragem para modificar as que posso;
- Sabedoria para distinguir umas das outras.

segunda-feira, maio 14, 2007

Quanto vale a vida?

“Depois de uma aula sobre o sentido da vida humana, a aluna aproxima-se do professor e pergunta-lhe:
- Professor, quanto vale a vida humana?
O professor ficou pensativo. Naquele momento passaram-lhe pela mente as questões clássicas (Donde venho? O que faço? Para onde vou? A vida humana acaba nesta terra? Existe o transcendente? Quem dá sentido à vida?). Após alguns momentos, retirou o anel que tinha no dedo, com uma pérola, entregou-o à aluna e disse-lhe:
- Vai perguntar às pessoas quanto vale o anel. Mas não o vendas. Depois de saberes as respostas, vem ter comigo.
A aluna encontrou uma senhora a vender cerejas e perguntou-lhe:
- Quanto me dá por este anel?
- Dou-te 10 quilos de cerejas, respondeu a senhora.
A seguir encontrou um senhor que vendia uvas:
- Quanto me dá por este anel?
- Dou-te 100 quilos de uvas.
Mais adiante, encontrou uma ourivesaria. Entrou e perguntou:
- Quanto me dá por este anel?
- Fico com ele por 10.000 euros.
Entrou noutra ourivesaria. O ourives, ao examinar o anel, olhando por cima dos óculos, com uma expressão enigmática, disse à aluna:
- Este anel vale mesmo muito. Pode ter um valor incalculável.
Depois, a aluna foi ter com o professor e entregou-lhe o anel. Este interpelou a aluna:
- Entendeste agora quanto vale a vida humana?
- Não. Respondeu a aluna.”

[In: O desafio de Viver, S. N. E. C. (9.º ano)]

E tu entendeste?
Quanto vale, para ti, a vida humana?
Queres imaginar como termina a história?...
Qual será a resposta que o professor vai dar à aluna?


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Adenda em 19/05/2007

A resposta do professor:

"- Pois é, disse o professor. Para uns, a vida humana vale 10 quilos de cerejas, para outros 100 quilos de uvas, para outros 10.000 euros.
Mas o valor da vida humana é incalculável. Não há dinheiro que pague o valor da vida humana. É que a vida humana não é mercadoria, não é material negociável, mas é um dom de Deus dado à própria pessoa. E nenhum dom se negoceia, mas respeita-se, por ser dom, pela ligação à pessoa que no-lo deu e pela marca da sua dignidade."

sexta-feira, maio 04, 2007

Não adores...



Não adores nunca ninguém mais que a Deus. (dó sol dó)
Não adores nunca ninguém mais que a Deus. (dó fá sol )
Não adores nunca ninguém mais, (lá- sol)
Não adores nunca ninguém mais, (mi- lá-)
Não adores nunca ninguém mais que a Deus. (dó sol dó)

Não escutes nunca ninguém mais que a Deus...

Não contemples nunca ninguém mais que a Deus...

Porque só Ele nos pode saciar.
Porque só Ele nos pode saciar.
Não adores nunca ninguém mais,
Não escutes nunca ninguém mais,
Não contemples nunca ninguém mais que a Deus.

(Autor desconhecido)

Ouvir uma versão e partitura

quarta-feira, maio 02, 2007

Ave Maria

Ave Maria!
Virgem do Céu, Santa de amor
Tem vosso olhar toda a magia
Da luz que brilha no olhar do Senhor!
Venha a nós a graça que esplende de vós!
Vinde a nós vosso amor!

Dai paz, amor, felicidade
Aqui na terra onde andamos ao léu!
Fazei triunfar no mundo a verdade!
Ó Vós, que sois a rainha do céu!
Ave Maria!

(Avé Maria - Franz Schubert) (letra em português de autor desconhecido)

Avé Maria Schubert - Partitura

 
(Margaret Windler soprano)

sexta-feira, abril 13, 2007

Eu finjo ter paciência…

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
A vida não pára...
Enquanto o tempo acelera e pede pressa,
Eu me recuso, faço hora, vou na valsa;
A vida é tão rara...

Enquanto todo mundo espera a cura do mal,
E a loucura finge que isso tudo é normal,
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando cada vez mais veloz,
A gente espera do mundo, e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara, tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
Eu sei,
A vida não pára...

(Paciência - Lenine)




segunda-feira, abril 09, 2007

Desafio de amizade

Há coisas engraçadas!
As pessoas lembram-se de começar certas correntes que nunca sei como acabam. No geral não sou muito virada para esse tipo de coisas, sobretudo quando envolvem superstições, prometem felicidade ou fazem ameaças se a corrente for quebrada. Aí, quebro-a sempre. E não é por isso que deixo de ser feliz ou que o mal me acontece.
No caso particular desta corrente, recebi-a do Haras (http://www.sementinha-da-vida.blogspot.com/), que diz ser uma corrente de amor feita amizade, a que achei alguma graça porque pretende que revele um pouco de mim.
Para mim não é uma corrente, mas sim um desafio ao qual vou responder, mesmo sabendo que estarei a revelar algumas coisitas que não me apetecia muito. Mas pronto, aqui vai para me ficarem a conhecer melhor.

1º- Quem admiro?
– Admiro algumas pessoas, mas particularmente, uma amiga querida, por estar sempre de bem com o mundo, apesar de todas as adversidades por que já passou.
2º- O que faço nas horas vagas?
– Nas horas vagas, mesmo vagas – DURMO – tenho necessidade de dormir muito.
3º- Características que mais gosto em mim?
– Gosto de sorrir (com os dentes todos, lol); gosto de me sentir jovem; gosto da cor dos meus olhos (azuis); e gosto de amar, melhor dizendo, gosto de me relacionar com todas as pessoas, vendo nelas, acima de tudo, o que têm de bom e tolerando o que têm de menos bom, o que nem sempre é tarefa fácil, mas é uma tendência natural que tenho para amar todos sem excepção e que me realiza.
4º- Meus defeito(s)?
– Perfeccionismo; insegurança; inconformismo; impulsividade.
5º- O que não suporto nos outros?
– A prepotência, a arrogância e a crueldade.
6º- Medo(s)?
– Tenho medo de que os meus filhos não sejam felizes. E tenho pavor a cobras.
7º- Uma lembrança de Infância?
– São tantas as que me tornaram feliz! A convivência com a avó paterna, com as primas, com a tia, com o mano mais novo…
8º- Uma mania?
– Tenho a mania de mandar, mas depois, muitas vezes, acabo por fazer aquilo que mandei! Assim, quem já me conhece a mania, não faz logo o que mando ficando à espera que eu o faça. Mas, mesmo sabendo que muitas vezes não resulta, continuo sempre mandona.
9º- Uma viagem inesquecível?
– A Lourdes – França – com a família, de Renault 4L e atrelado/tenda de campismo!!! E outras! E outras! (Tenho saudades desse carrito mas, coitado, não podia durar sempre!)
10º- Um homem (mulher) famoso fisicamente bonito?
– José Mourinho.
11º- Livro de cabeceira?
– De momento é este que ando a ler: “Sete anos no Tibete” de Henrich Harrer.
12º- A canção da minha vida?
– Não tenho propriamente uma canção da minha vida. São muitas as que me tocam em determinadas alturas. Mas há um Salmo que gosto particularmente de cantar: “O Senhor é a minha herança” (do Salmo 16) – Ainda o partilharei aqui no blog.
13º- Sou péssima quando?
– Quando me tentam impor o que quer que seja ou me obrigam a fazer opções. Aí fico mesmo furiosa. Quem me impõe alguma coisa leva para trás. Também sou má perdedora.
14º- Sou boa... a?
– Penso que sou boa (quase sempre) em tudo o que me proponho levar a cabo. Ou então sou muito convencida, lol.

Resta-me agradecer ao Haras por me ter levado a reflectir nestas questões. É sempre bom interiorizar e exteriorizar coisas acerca de nós, para tentar ir modificando o que está menos bem.

E agora, como é da praxe, vou passar o desafio a outros amigos, esperando que também ousem revelar algo de si.

Os desafiados são:
Enfim (http://realidadehilariante.blogspot.com/ )
Eugénio (http://www.heartpierrot.blogspot.com/ )

Vá lá, revelem-se!

domingo, abril 08, 2007

Via Lucis


Cristo Ressuscitou . ALELUIA!!!

**
“Jesus venceu a morte. O pior inimigo do ser humano foi vencido e a Vida triunfou sobre a morte. A partir deste momento, em que Jesus ressuscitou, já ninguém poderá parar Deus. O Seu plano de Salvação que vinha desde o início do mundo, atingiu a sua plenitude com a ressurreição do Seu Filho. Por Ele fomos salvos e o caminho, que tem por guia Jesus, foi aberto para a descoberta do Amor de Deus que nos salva daquilo que nos rodeia, daqueles que nos impedem de crescer e de nós próprios, curando-nos. Tal como Maria Madalena, façamos desenvolver em nós o desejo de correr, indo ter com todos e contar-lhes que Jesus está Vivo!”***

A Cátia transmitiu-me este círio, símbolo da Ressurreição de Cristo!

É a Luz de Cristo
A iluminar o nosso caminho.

Cristo ressuscitou! Ressuscitou! Aleluia!

"Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia e também é vazia a fé que tendes... Se Cristo não ressuscitou, a fé que tendes é ilusória... Se a nossa esperança em Cristo é somente para esta vida, nós somos os mais infelizes de todos os homens" (1Cor 15, 14.17.19).


domingo, abril 01, 2007

Jesus Cristo - Como entender esse amor?


Michael W.Smith - Above All

sábado, março 31, 2007

O essencial é invisível aos olhos

"- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui – disse a voz – debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Anda brincar comigo – pediu-lhe o principezinho. - Estou tão triste...
- Não posso ir brincar contigo – disse a raposa. – Não me cativaram ainda…
- Ah! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar: - O que é que quer dizer “cativar”?
- Vê-se logo que não és de cá – disse a raposa. - De que é que tu andas à procura?
- Ando à procura dos homens – disse o principezinho. - O que é que "cativar" quer dizer?
- Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar – disse a raposa. - É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas! Aliás, na minha opinião, é a única coisa interessante que eles têm. Andas à procura de galinhas?
- Não – disse o principezinho. Ando à procura de amigos. O que é que "cativar" quer dizer?
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Quer dizer estar ligado a alguém, “criar laços” com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me cativares, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber – disse o principezinho. - Sabes, há uma certa flor...tenho a impressão que estou ligado a ela...
- É bem possivel - disse a raposa. - Vê-se cada coisa cá na Terra...
- Oh! Mas não é da Terra! - disse o principezinho.
A raposa pareceu ficar muito intrigada.
- Então, é noutro planeta?
- É.
- E nesse tal planeta há caçadores?
- Não.
- Começo a achar-lhe alguma graça...E galinhas?
- Não.
- Não há bela sem senão...- disse a raposa.
Mas a raposa voltou a insistir na sua ideia:
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me cativares, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver ligada a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...cativa-me! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que cativamos - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, têm um ritual, à quinta-feira, vão ao baile com as raparigas da aldeia. Assim, a quinta-feira é um dia maravilhoso. Eu posso ir passear para as vinhas. Se os caçadores fossem ao baile num dia qualquer, os dias eram todos iguais uns aos outros e eu nunca tinha férias.
Foi assim que o principezinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém ligado a vocês e vocês não estão ligadas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sózinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a ela que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. - Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer."

(Antoine de Saint-Exupéry – O Principezinho)

História de uma saudade

















Recordo com nostalgia as viagens com a família quando as crianças eram pequenas.
Ainda retenho na lembrança as belíssimas paisagens que pude observar. Os acampamentos - bons tempos - as crianças brincavam na praia… desfrutávamos do contacto agradável da Natureza.

Certa vez, numa dessas viagens, acampámos na Serra de Sintra. Como nos deliciámos ao ouvir, à noite e à luz de velas, canções lindas ao som de violas, cantadas por um grupo de jovens acampado ao nosso lado! Pela noite dentro, uma sensação agradável ao ouvir os mochos e as corujas. Maravilhoso mesmo foi o despertar ao som do chilrear da passarada!

São muitos os episódios interessantes que gosto de lembrar, por ocasião destas viagens, durante a infância dos meus meninos, quando eles gostavam de andar connosco!

Foram anos inesquecíveis, impossíveis de repetir e que se eu pudesse teria parado no tempo!

(repescado)

quarta-feira, março 28, 2007

Não faças disso a tua vida!

Por vezes deparamo-nos com coisas, pessoas, situações que podem perturbar qualquer um. Ainda mais quando se é, por natureza, facilmente impressionável ou quando, por qualquer motivo, se está mais fragilizado.
Não vou exemplificar, porque podem ser de vária ordem essas manifestações.
Tenho a convicção de que não há ninguém que não tenha estado já perante um qualquer tipo de perturbação de maior ou menor gravidade.
Algumas há que serão apenas momentâneas, mas outras haverá das quais poucos se conseguem livrar sozinhos. Estas são como um espinho cravado na pele que, ou alguém o arranca de lá à força, ou se tem de esperar o tempo necessário a que o próprio organismo o rejeite.
O pior é que, às vezes, as defesas que existem revelam-se insuficientes face ao corpo estranho, e o organismo por si só não reage, precisa sempre de ajudas externas.
Melhor, melhor era mesmo estar-se vacinado. Mas as vacinas, muitas vezes, são como as da gripe. Não actuam em todos os tipos de vírus, só nos específicos. E mesmo estes, tal como as bactérias, quantas vezes não se tornam eles cada vez mais resistentes?

Então que fazer?

Boa pergunta.

Não sei.

Numa situação assim, ou te safas sozinho ou procuras ajuda.

Agora o que não podes nunca é fazer disso a tua vida!


terça-feira, março 27, 2007

Não sou o único

(Quantas vezes nos sentimos assim!)

Pensas que sou um caso isolado,
Não sou o único a olhar o céu.
A ver os sonhos partirem,
À espera que algo aconteça.

A despejar a minha raiva,
A viver as emoções.
A desejar o que não tive,
Agarrado às tentações.


E quando as nuvens partirem,
O céu azul ficará;
E quando as trevas se abrirem,
Vais ver o Sol brilhará,
Vais ver o Sol brilhará.

Não, não sou o único, não sou o único,
Não sou o único olhar o céu.


Pensas que eu sou um caso isolado,
Não sou o único a olhar o céu.
A ouvir os conselhos dos outros,
E sempre a cair nos buracos.

A desejar o que não tive,
Agarrado ao que não tenho.
Não, não sou o único,
Não sou o único a olhar o céu.

[Não sou o Único - Resistência]



sexta-feira, março 23, 2007

Lança-te



(sol)
Não fiques na praia,
Como barco amarrado com medo do mar. (re)
Tudo aqui é miragem,(do)
Mas na outra margem alguém está a esperar! (re sol)
Como onda que morre,
Sozinho na praia não fiques brincando…(re)
No mar confiante, (do)
Ensina o teu canto da ave voando. (re sol)


Voa bem mais alto (do)
Livre sem alforge (re)
Sem prata nem ouro (si- mi-)
Amando este mundo (la-)
Esta vida que é campo (re)
Que esconde o tesouro (sol)


Ninguém te ensinou,
Mas no fundo tu sentes asas p’ra voar!
Nem que o céu se tolde
E as nuvens impeçam, tu não vais parar.
Há gente vivendo
Tranquila e contente como eu já vivi!
És águia diferente,
Céu azul ou cinzento foi feito p’ra ti!

(Num dia especial para mim)


CNE cancioneiro

Pauta e acordes

quarta-feira, março 21, 2007

Ninguém te ama como Eu





domingo, março 18, 2007

Amor de mãe

Nada é pequeno no amor.
Aqueles que esperam por grandes ocasiões para demonstrar a sua ternura não sabem amar.

O meu amor é somado, jamais subtraído, sendo multiplicado e convosco dividido.
J.P.

T.J. e J.A.

Na vida existem coisas boas e coisas más,
para mim existem apenas boas, porque vos tenho comigo.


"Um amor mais forte que tudo, mais obstinado que tudo, mais duradouro que tudo, é somente o amor de mãe." (Paul Raynal)

Deserto

Hoje
Só queria ter um pouco de deserto
Silêncio
Paz
Só sentir
Não pensar
Fugir
Do mundo que me sufoca
Me aperta
Que não me deixa encontrar

Gosto do deserto
Não da aridez
Mas da imensidão
Do espaço
Da liberdade
Para poder sair de mim
Do turbilhão
Que me envolve
Me oprime
E me constrange

No deserto
O vazio
A tranquilidade
A calma
É isso que me falta
Que procuro
Um oásis
No coração
Deus
Hoje

quarta-feira, março 14, 2007

Quisera voar!



Oh, quem me dera voar!
Voar para onde me levasse o sonho.
Ver a imensidão do mar,
Ver de perto o azul do céu
Com o vento a fustigar o rosto
E o sol a arder na pele!

Quisera voar!
Voar é um imenso desejo!
E, sim, voo
Sem grilhões e com eles
Dentro do espaço limitado
Da minha suave cadeia.

Voar mais alto?
Não!
Não posso.
Não tenho asas!
.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Em “Caminhada”

Alegremo-nos pois Cristo vive em nós!
Caminhemos pois Ele vai connosco!


Somos jovens em caminhada
Queremos ser a luz.
Não aspiramos a mais nada
Se não a imitar Jesus.

Somos tempero de sal
Em todas as nossas acções.
Temos Cristo por ideal
E a Sua Luz nos corações.

Que transpareça em nossa vidas
A Luz de Cristo que nos enche,
Tenhamos o vigor do sal
Para travar a força do mal.

O Reino de Deus habita em nós,
Somos testemunhas do Amor,
Arautos da Nova Aliança,
O Sal e a Luz do Senhor.

Alegremo-nos pois Cristo vive em nós!
Caminhemos pois Ele vai connosco!
Ele é o alimento;
Ele é a luz;
É o Caminho e a Meta!

(Uma canção que compus em 2007, bons tempos de Grupo de Jovens)


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