sexta-feira, julho 27, 2007

SILÊNCIO... MÚSICA...

quarta-feira, julho 18, 2007

Família ou a célula da sociedade



A estabilidade familiar parece hoje ameaçada.

Nos tempos que correm as pessoas casam-se por amor, mas muitas já não encaram o casamento como sendo para toda a vida. Outros, prevendo um amor de curta duração, optam por nem casar. Este tipo de amor, efémero, que considero apenas carnal, ignora muitas vezes a necessidade de proteger e acompanhar os filhos, os quais, muitos deles, desde pequeninos se vão dividindo entre a casa do pai e a da mãe, sendo obrigados a adaptar-se a novas tentativas dos pais para refazerem as suas vidas amorosas.

Mesmo nas famílias que permanecem unidas, os pais não têm tempo para os filhos, sendo a educação destes deixada em mãos alheias desde pouco tempo após o nascimento.

Já nada é como dantes…

Os casais têm um filho, dois quando muito, ou nenhum, pois os tempos de hoje não permitem essas aventuras.
Encontram-se hoje mais famílias monoparentais do que famílias alargadas, constituídas por pais, filhos e avós.
O convívio com os mais velhos vai deixando de existir, pois estes, em muitos casos, são vistos como fardos e largados em lares de terceira idade.
Se não há tempo para os filhos, como haverá tempo para os pais nesta sociedade tão ávida de riqueza, sucesso e facilidades?

No entanto, é o bom relacionamento e entendimento entre as várias gerações desta comunidade de vida e de amor que permite um futuro feliz da sociedade.
Sabemos que não somos perfeitos. Mas se, apesar dos defeitos e das dificuldades de cada um, estivermos dispostos a cooperar, valorizando o amor de uns pelos outros acima de outros valores, como os económicos, de bem-estar e de prazer, tendo como prioridade a união e o entendimento entre todos os membros da família, esta manter-se-á unida e coesa.

Há pois que valorizar momentos de encontro e de diálogo entre os diversos membros da família, o exercício do amor e da ternura, o empenho na resolução dos problemas que sempre surgem, fazendo da família uma comunidade que seja lugar primordial da felicidade e da realização pessoal.
Só assim a família será de verdade a célula duma sociedade equilibrada, acolhedora e justa, onde todos nos sentiremos amados, seguros e felizes.

Acho que se não se conseguir inverter uma certa tendência para as facilidades, para o egoísmo, para o adormecimento das consciências que vão achando que tudo é normal… estamos a caminho de criar uma sociedade despudorada onde vale tudo.

Não era numa sociedade assim que eu gostaria que os meus netos nascessem!

segunda-feira, julho 16, 2007

Anunciar o amor de Deus ao pobre

Luísa

Havia naquela aldeia uma mulher chamada Luísa, cujo marido, Tibério, era alcoólico. Ele batia-lhe amiúde e destruía toda a paz do lar.

Se se podia chamar lar… Nem casa! Uma barraca de pedra, com chuva a cair em tudo o que era canto e os vidros partidos a deixarem entrar um frio de regelar os ossos.

Os filhos, claro, não tinham aproveitamento escolar.

Na terra da Luísa viviam duas mulheres (cujos nomes devem ser omitidos) convencidas da bondade do seu Deus. E tinham como certo que um Deus tão bom também queria que a Luísa fosse feliz.

Assim, tomaram como tarefa sua levar à Luísa um pouco de felicidade, pelo reconhecimento de também ela ser amada daquele Deus.

A primeira destas mulheres todas as semanas, duas tardes, ia ter com a Luísa e falava-lhe longamente desse bom Deus.

A segunda, todas as semanas, em duas tardes, trazia para sua casa os filhos da Luísa e dava-lhes explicações da matéria escolar.

Depois, convenceu o marido a que este convencesse uns amigos e fossem dar um conserto ao telhado da casa da Luísa.

Além disso, boca a ouvido, astuta e persistente, organizou uma espécie de consciência feminina local, de modo que quase não havia homem na terra, cujo último beijo da noite, não fosse a recomendação da companheira para controlar na taberna o vinho do Tibério!

Um dia, cansada do “massacre” da primeira mulher, Luísa respondeu-lhe mal, numa linguagem que aqui não convém.

E só muito tempo depois, um dia pelas quatro da tarde, a Luísa finalmente subiu ao templo daquele Deus bom, para lhe agradecer a existência da segunda mulher e o bem que, através dela, lhe trazia.

(Escutar e Servir, Temas de Reflexão - Cáritas Diocesana de Coimbra)

Será que não é necessário mais do que lindas palavras?!

quinta-feira, julho 12, 2007

Amizade, a coisa mais linda



Ter um amigo é maravilhoso.
Ser de alguém ainda é melhor.
É como acordar e sentir o sol a brilhar.
Um amigo é alguém com quem se está bem.
Mas um amigo é muito mais do que isso!
É alguém que pensa em ti quando não estás aqui.
Nunca se está realmente só quando se tem um amigo.
Um amigo ouve o que tu dizes
e tenta compreender o que não sabes dizer.
Mas um amigo não está sempre de acordo contigo.
Um amigo contradiz-te
e obriga-te a pensar honestamente.
Um amigo gosta de ti, mesmo que faças asneiras.
Um amigo ensina-te a gostar de coisas novas.
Nunca terias imaginado essas coisas, se estivesses sozinho.
Amigo é uma palavra bonita.
É quase a melhor palavra!
Um amigo é alguém que é para ti uma festa.
Alguém que está contigo e não tem pressas.
Alguém em quem tu podes acreditar!


(Adaptação de Leif Kristiansson)
In: Com Cristo, Edições Salesianas – Porto

segunda-feira, julho 09, 2007

Sete maravilhas pessoais

Fui desafiada pela Elsa – Eu-estou-aki - a revelar as minhas sete maravilhas pessoais. Depois de pensar bem no assunto cheguei à seguinte conclusão:

As primeiras três maravilhas mais maravilhosas:

os meus três grandes amores - J.P.; T.J.; e J.A. – a luz dos meus olhos, o que de melhor me podia ter acontecido. Sem eles a minha vida não teria o mesmo sentido.

4- A minha grande paixão de sempre – Jota – o meu igual.

5- A minha capacidade (para algumas coisitas…).

6- A minha simplicidade.

7- O meu desprendimento.

São estas as maravilhas pessoais que mais me fazem feliz.

E agora vem a parte pior – a de ter de passar o desafio a alguém.
Vou desafiar a que revelem as suas sete maravilhas pessoais:

António – A Partilha;
Joaquim – Que é a Verdade?;
Moinante – Conversas sem ferrolho;

Vilma - Coisas de mim;
Mimika - És a nossa vida;
Haras - Sementinha da Vida.

quinta-feira, julho 05, 2007

Noção de pertença

Mais do que a um país
Que a uma família ou geração
Mais do que a um passado
Que a uma história ou tradição

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Mais do que a um patrão
Que a uma rotina ou profissão
Mais do que a um partido
Que a uma equipa ou religião

Tu pertences a ti
Não és de ninguém

Vive selvagem
E para ti serás alguém
Nesta viagem

Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém

Quando alguém nasce
Nasce selvagem
Não é de ninguém
de ninguém

Delfins - Nasce selvagem
(M. Angelo / F. Cunha)


 

Resistência, Nasce Selvagem

Gosto desta canção. Mas não sei se concordo muito com a letra!
Esta leva-me a reflectir sobre o pertencer ou o não pertencer a alguém.

O que acho é que toda a pessoa tem necessidade de não se sentir desamparada. De pertencer a alguém, de ter alguém que cuide de si, que o proteja, o ame.
É-se feliz quando se pertence a alguém e/ou grupo(s).

Primeiro, os filhos pertencem aos pais. Mais tarde, chega uma altura em que são os pais a pertencer aos filhos. Existe aí uma relação de pertença, muito embora se diga que “os filhos não são nossos…não nos pertencem”…será?
Tudo tem a ver com a definição da noção de pertença.
Ninguém é completamente independente, daí o pertencer a alguém.

É claro que, pelo facto de pertencermos, não perdemos nem devemos abdicar da nossa autonomia, nem é por isso que não pensamos pela nossa cabeça. Não perdemos a nossa individualidade. Não nos devemos levar pela passividade de deixar que aqueles a quem pertencemos comandem a nossa vida. Temos de ser fiéis a nós próprios, às nossas convicções pessoais. Viver uma vida autêntica e não completamente dependente de quem nos possui.

Agora que é muito bom pertencer, lá isso é!

E constato que as necessidades de pertença vão mudando ao longo da vida. Precisamos de nos encostar a alguém, partilhar, querer bem e, também, ter alguém que se encoste a nós, que tenha necessidade de nos pertencer. Pais, filhos, marido,esposa, amigos...

Que bom é pertencer a alguém e ter alguém que nos pertença!

Saberemos nós a quem ou onde pertencemos?
Seria interessante descobrir!
“Ele nos fez, a Ele pertencemos”Pensemos nisto!

quarta-feira, julho 04, 2007

SE…

Se a nota disser:
Não é uma nota que fará música,
…não haverá música.

Se a palavra disser:
Não é uma palavra que fará uma página,
…não haverá livro.

Se a pedra disser:
Não é com uma pedra que se erguerá uma parede,
…não haverá casa.

Se a gota de água disser:
Não é com uma gota de água que se fará um rio,
…não haverá oceano.

Se o grão de trigo disser:
Não é com um grão de trigo que se semeará um campo,
…jamais haverá seara.

Se o homem disser:
Não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade,
…jamais haverá justiça e paz, dignidade e felicidade, na terra dos homens.


(Michel Quoist)

quinta-feira, junho 28, 2007

Viver (n)a Justiça e (n)a Verdade

No mundo de hoje “quem tem um olho é rei”. É um mundo onde impera a falsidade. Um mundo de gente corrupta que domina através da mentira. É fraude atrás de fraude!
Hoje o poder e a riqueza são, para muitos, o que há de mais fascinante e sedutor.

A ambição do dinheiro, da produtividade e do consumo eleva-se facilmente acima de tudo e de todos. “Cada um que se arranje como puder” é o lema. Os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

As relações entre as pessoas, muitas vezes, medem-se em função do que se pode ganhar ou perder. “Amigos, amigos, negócios à parte”, diz-se. Em questões económicas não há lugar para a moral, até mesmo entre os cristãos.

Na ordem do dia estão a mentira, a difamação, a maledicência, a insinuação, a calúnia, a hipocrisia, o julgamento fácil, o falso testemunho…
E o faltar à verdade leva à injustiça, pois entre a justiça e a verdade existe uma relação muito íntima.

Quantos atropelos aos direitos humanos?!
Quantas situações de injustiça e de mentira no nosso mundo envolvente?!
Quantas vezes se utilizam “dois pesos e duas medidas”?!

Na base das situações de injustiça estão o egoísmo, a avareza e a falta de respeito pelos outros.

Quem se procura orientar pelos valores e não pela corrupção é apelidado de pouco esperto ou apontado como não sendo deste tempo!

Contudo, a justiça e a verdade são critérios para uma vida realizada e feliz e imprescindíveis nas relações inter-pessoais. A justiça e a verdade são dois valores que nos interpelam e desafiam a viver de modo diferente. É urgente a conversão e a mudança de vida. Assentar a vida nestes valores. Pois o cristão não deve pactuar com falsidades e meias verdades.

Mas sabemos que comprometer-se com a justiça e a verdade não é tarefa fácil.

No entanto, Deus, fonte da verdade, chama-nos a viver na verdade, uma vez que esta é uma forma de amor ao próximo. E este é expressão da vontade de Deus e construtor de um mundo justo.

Se ser cristão é seguir Jesus Cristo, não devemos temer ser diferentes e afirmar essa diferença, mesmo que nos atribuam rótulos. Ao seguir Jesus vivemos a verdade que liberta e “a verdade nos salvará”.

“Que a tua linguagem seja: sim, sim; não, não.”
(Mt. 5, 37)

terça-feira, junho 26, 2007

Livros - "Batata Quente"


Pegando na "Batata quente" passada pelo Moinante - Conversas sem ferrolho, que consiste em indicar alguns livros que nos tenham sido referenciais de alguma forma. Ei-los:

Bíblia Sagrada (sempre presente)

Um futuro para a juventude, Omraam Mikhael AIVANHOV

O principezinho, Antoine de Saint EXUPÉRY

A inesperada Mrs. Pollifax, Dorothy GILMAN

As pontes de Madison County, Robert James WALLER


Memorial do Convento, José SARAMAGO


sábado, junho 23, 2007

Memórias

Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p'ra se amar?

Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal?

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar

Queria viver tudo numa noite
sem perder a procurar
Um tempo ou espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar

Quem foi que provocou vontade
e atiçou as tempestades
e amarrou o barco ao cais?

Quem foi que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais?

As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever,
devagar
devagar

(Luis Represas)


terça-feira, junho 19, 2007

A providência



Se não for o Senhor a edificar a casa,
em vão trabalham os construtores.

Se não for o Senhor a guardar a cidade,

debalde a vigiam as sentinelas.

Inútil levantar-se demasiado cedo,

e fazer serão até noite dentro,
ou comer o pão de tanta fadiga,
se Ele enche de bens os seus fiéis enquanto dormem.

Os filhos são bênçãos do Senhor,

os frutos do ventre, um mimo do Senhor.

[do Salmo 126 (127)]

segunda-feira, junho 18, 2007

Abatimento


Mais uma vez, caí!
Deixei-me abater de desânimo.
Tudo ao meu redor me sufoca, me quebra.
Hoje, nem a natureza me alegra.
Até esta está solidária comigo.
Nada quero para mim.
Só o bem dos que amo.

Senhor, meu refúgio e fortaleza, levantai-me!

domingo, junho 17, 2007

Puríssimo Coração de Maria

O Coração de Maria é, depois do de Jesus, o coração mais amável de todos os corações, o mais digno da nossa ternura e gratidão, pela amabilidade incomparável que em si encerra, pela doçura, pela bondade e pela caridade que tem para connosco.


Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!” 

sexta-feira, junho 15, 2007

Coração de Jesus



Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais
Fazei com que eu Vos ame cada vez mais.


Junho: Mês de devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

As doze promessas de Jesus a quem se consagrar ao Seu Sagrado Coração:

1. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.

2. Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.

3. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.

4. Eu os consolarei em todas as suas aflições.

5. Serei seu refúgio seguro na vida, e principalmente na hora da morte.

6. Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.

7. Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.

8. As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.

9. As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.

10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.

11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.

12. A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.

Amen!

terça-feira, junho 12, 2007

Aprendendo a nadar

Hoje mergulhei
No mar das minhas lágrimas.
Quase me afoguei!

Debati-me
E emergi.
Foi então que percebi
Que urge ser forte,
Aprender a viver sem ti.

Oh!
Mas como estás longe!
Um oceano te separa de mim.
E como dói a saudade!

Estás no meu coração,
No meu pensamento
Sempre!

Apenas quero a tua felicidade.
E sabes bem
Que se fores feliz,
Eu também.

Por isso
Não me posso afundar.
Tenho de ir aprendendo
A nadar!

(Para J.P.)

segunda-feira, junho 11, 2007

“A vida não é existir sem mais nada”

(O Restolho e o Sentido da Vida – Viver porquê e para quê?)




Descobrindo o sentido da vida humana
Viver significa ter um objectivo e ordenar a vida em função dele.
A vida só é vida verdadeiramente se for vivida tendo em vista um objectivo, se não, pode tornar-se um absurdo. Será um carregar de fardos sem qualquer finalidade, uma rotina diária, um viver um dia atrás do outro à espera da morte.
De que vale viver a vida um dia após o outro, sempre igual e sempre vazio?

O que dá sentido à vida pode ser mais importante que a própria vida.
A vida não é existir sem mais nada, é feita duma entrega alucinada para receber daquilo que aumenta o coração.

Ou seja, a vida com sentido é vivida com amor, é um “dar-se” aos outros, amando-os e ajudando-os a carregar os seus fardos, pois só assim o nosso coração se enche de felicidade, que é a única coisa a que qualquer ser humano aspira – ser feliz.
E como ninguém é feliz sem amor, ninguém é feliz sozinho. Só amando os outros, estando rodeado de outros iguais a si, o ser humano se realiza verdadeiramente e recebe daquilo que aumenta o coração – o amor, a verdadeira felicidade – a sua recompensa de uma vida vivida com verdadeiro objectivo.

É preciso viver, não apenas existir. (Plutarco)
Mas é preciso morrer e nascer de novo, semear no pó e voltar a colher.É claro que nem tudo na vida se faz sem dificuldades, sem sofrimento. A vida prega-nos partidas. Somos constantemente assaltados por contrariedades, desilusões. Fraquejamos, temos momentos de desânimo, somos traídos. Os outros nem sempre correspondem às nossas expectativas, são sempre muito diferentes de nós. Têm vida própria, não “giram à nossa volta”, não os moldamos a nós, e isso, muitas vezes, gera incompatibilidades que nos transtornam de modo mais ou menos profundo. Além disso, estamos constantemente a ser confrontados com a perda de pessoas que amamos, ou que nos são mais ou menos próximas, e isso causa sofrimentos e faz-nos colocar questões relativas à finalidade da nossa existência.

E, de fracos que somos, caímos. Às vezes até bem para o fundo, até “morder o pó do chão”. A vida tem “altos e baixos”. Às vezes mais “baixos” do que “altos”.

Mas a vida não é dia sim, dia não. Ela é constituída por todos os dias, os bons e os menos bons. E há que aprender a vivê-los mesmo quando estamos tristes e solitários. Tristes e solitários como o restolho quando o trigo lhe é cortado.


Temos dias assim. Desses em que nos deixamos envolver pela noite escura e fria e nos deixamos ir ao sabor do vento, sem saber que rumo tomar.

Deixamo-nos arrasar pelos sonhos sonhados, tantas vezes utópicos, sem qualquer coragem para os realizar, e com uma mágoa enorme, intensa, aguda.A vida é feita de pequenos nadas.

Pura ilusão!?
Pura desilusão!?

Será a vida um absurdo?

Decididamente, não!
Há que penar para aprender a viver.
É preciso ir à luta e enfrentar a vida mesmo que por vezes nos assuste.

A vida é um campo de batalha em que as armas a utilizar devem ser a nossa Força, o Amor, a Amizade e o Perdão para que possamos fazer dele não um campo de guerra, mas um campo de Paz.

E nunca devemos abdicar dos nossos princípios, sentimentos e convicções, porque sem eles não teremos paz. É a paz, interior e com os outros, que nos faz sentir donos da nossa vida.

Há que ser trigo, depois ser restolho.
Não somos sempre jovens e belos. Nem são a juventude, a beleza física, o lugar social ou a inteligência que fazem a verdadeira felicidade.

É preciso não desistir de perseguir um sonho, aconteça o que acontecer, pois muito embora se chegue cansado ao fim do dia, pelo menos será por fazer aquilo que se gosta.

A vida tem etapas a percorrer que, se não forem cumpridas fielmente, dificilmente se alcançará a meta com satisfação. E também é preciso ajuda nessa caminhada. Temos que procurar apoio em qualquer coisa. Mas essa “coisa” não pode ser uma coisa qualquer. Muitos há que, durante toda a vida, a procuram sem nunca a encontrar. Procuram em diversos sítios, por estradas largas, portas escancaradas…e não é lá que encontram. Então, só resta procurar outra via. Seguir pelo “caminho apertado” e passar pela “porta estreita”.

É preciso morrer e nascer de novo.
É preciso encarar o futuro com uma esperança sempre renovada, não deixando que nada interfira negativamente na vida.
Vencer as dificuldades em cada dia, “morrendo para nós e nascendo para os outros”. Dando, em cada dia, a mão ao outro. Só assim encontraremos outros que também nos dêem a mão.

É belo e importante viver numa entrega alucinada, “pois é dando que se recebe”.

E não devemos ter medo de nada, pois Cristo disse-nos:

“Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28, 20)


O sol volta sempre todos os dias.

(respescado)

sexta-feira, junho 01, 2007

Papoila


(Para J.A.)

Dia da criança.
Hoje.
É o teu dia!
Minha criancinha mimada
Minha filha muito amada
Que só me dás alegria.

Eu sei…
Eu sei que já não és criança,
És até maior que eu…
Mas, que queres?!
Vejo-te sempre assim…
Sabes que para mim
És e sempre serás
A papoilinha,
A menininha
Muito querida dos papás!

Tanto que fazes sonhar
Amorosa e lindinha
Apesar de quereres ser grande
És sempre pequenininha

Vive e sê feliz
Papoila do meu jardim
Só mereces o melhor
Quem dera que a vida te desse
Tudo o que de melhor houvesse
Para seres sempre feliz assim

Corre, pula, voa!
Voa bem alto,
Sonha.
Trabalha sem temer
Realiza o sonho
E serás
Tudo o que quiseres ser.

domingo, maio 27, 2007

Contemplação

As aventuras de um casal no regresso de levar o filho ao aeroporto:

Dez e meia da manhã.
Primeira paragem: Serra dos Candeeiros.

Sair do carro e passear de mãos dadas…
Depois de alguns passos percorridos, um barulhinho nos penhascos.

Detive o olhar e…

Soltei um grito lancinante!

Uma… comprida… enorme… castanha… medonha…

Ui!...
Nem quero lembrar!

Quem comigo convive sabe bem o pavor imenso que tenho por cobras (apesar de saber que até estas são criaturas de Deus).

É claro que, depois de tamanho susto…
Já não conto mais nada…

Esta não esqueço tão depressa!

“Faz tudo como se alguém te contemplasse.”
(Epicuro)

quinta-feira, maio 24, 2007

Impele a tua própria canoa

Não deixes cair teus olhos,
Não te deixes enganar,
Olha de frente os escolhos,
Olha podes encalhar.

É urgente estar atento,
Ver pra onde corre a maré,
Ver pra onde sopra o vento,
Não vás tu perder o pé.

Jesus* é quem te diz, oh oh,
Impele a tua própria canoa.
Se queres mesmo ser feliz,
Não te deixes ir à toa,
Impele a tua própria canoa,
Impele a tua própria canoa.


A vida não é deserto
Não queiras ficar no cais
Jesus Cristo é rumo certo
Decide tu aonde vais

Pioneiros - Autoria: Rumos (Escuteiros) *(Adaptação: Jesus)

Acordes e ouvir

Ouvir em: PIONEIROS
Do álbum: Escuteiros

sábado, maio 19, 2007

GRITO


( O Grito, de Edward Munch)

Em "O Grito ", Munch exprime com veemência o desespero emocional que o assola, o medo intolerável de perder a razão.


Concedei-me, Senhor:
- Serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar;
- Coragem para modificar as que posso;
- Sabedoria para distinguir umas das outras.

segunda-feira, maio 14, 2007

Quanto vale a vida?

“Depois de uma aula sobre o sentido da vida humana, a aluna aproxima-se do professor e pergunta-lhe:
- Professor, quanto vale a vida humana?
O professor ficou pensativo. Naquele momento passaram-lhe pela mente as questões clássicas (Donde venho? O que faço? Para onde vou? A vida humana acaba nesta terra? Existe o transcendente? Quem dá sentido à vida?). Após alguns momentos, retirou o anel que tinha no dedo, com uma pérola, entregou-o à aluna e disse-lhe:
- Vai perguntar às pessoas quanto vale o anel. Mas não o vendas. Depois de saberes as respostas, vem ter comigo.
A aluna encontrou uma senhora a vender cerejas e perguntou-lhe:
- Quanto me dá por este anel?
- Dou-te 10 quilos de cerejas, respondeu a senhora.
A seguir encontrou um senhor que vendia uvas:
- Quanto me dá por este anel?
- Dou-te 100 quilos de uvas.
Mais adiante, encontrou uma ourivesaria. Entrou e perguntou:
- Quanto me dá por este anel?
- Fico com ele por 10.000 euros.
Entrou noutra ourivesaria. O ourives, ao examinar o anel, olhando por cima dos óculos, com uma expressão enigmática, disse à aluna:
- Este anel vale mesmo muito. Pode ter um valor incalculável.
Depois, a aluna foi ter com o professor e entregou-lhe o anel. Este interpelou a aluna:
- Entendeste agora quanto vale a vida humana?
- Não. Respondeu a aluna.”

[In: O desafio de Viver, S. N. E. C. (9.º ano)]

E tu entendeste?
Quanto vale, para ti, a vida humana?
Queres imaginar como termina a história?...
Qual será a resposta que o professor vai dar à aluna?


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Adenda em 19/05/2007

A resposta do professor:

"- Pois é, disse o professor. Para uns, a vida humana vale 10 quilos de cerejas, para outros 100 quilos de uvas, para outros 10.000 euros.
Mas o valor da vida humana é incalculável. Não há dinheiro que pague o valor da vida humana. É que a vida humana não é mercadoria, não é material negociável, mas é um dom de Deus dado à própria pessoa. E nenhum dom se negoceia, mas respeita-se, por ser dom, pela ligação à pessoa que no-lo deu e pela marca da sua dignidade."

sexta-feira, maio 04, 2007

Não adores...



Não adores nunca ninguém mais que a Deus. (dó sol dó)
Não adores nunca ninguém mais que a Deus. (dó fá sol )
Não adores nunca ninguém mais, (lá- sol)
Não adores nunca ninguém mais, (mi- lá-)
Não adores nunca ninguém mais que a Deus. (dó sol dó)

Não escutes nunca ninguém mais que a Deus...

Não contemples nunca ninguém mais que a Deus...

Porque só Ele nos pode saciar.
Porque só Ele nos pode saciar.
Não adores nunca ninguém mais,
Não escutes nunca ninguém mais,
Não contemples nunca ninguém mais que a Deus.

(Autor desconhecido)

Ouvir uma versão e partitura

Partilhas maiores