segunda-feira, novembro 05, 2007

O amor acima de tudo

“Agora subsistem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior delas é o amor”. (1 Cor 13,13)

O amor. Sempre o amor!
Tema complexo, este!

E considero-o complexo porque este pode ser de três tipos (ou dimensões): o Eros, o Philia, e o Agape (do Grego).

Eros: o amor entre homem e mulher.

Philia: o amor de amizade.

Agape: o amor de Deus pelos homens.

Vou ater-me, por agora, ao terceiro tipo de amor: o Agape.
Este é o que somos chamados a nutrir por todos os que nos rodeiam (o nosso próximo).
O Agape pode englobar os outros tipos de amor ou não, e subdividir-se, ainda, em vários outros especiais, como o filial, o fraternal, o paternal, o maternal…

No geral, o termo “amor” aparece-nos hoje muito banalizado e até “coisificado”.
Ele é identificado mais com o conceito de Eros e confundido com “paixão”.

Como diz a canção dos “Cantabaía”:

“Ai, é o amor,
Ai, ai, ai é o amor,
É o amor!”

É lindo, só que não pode reduzir-se a isso!

Amar, mais do que dar, é dar-se!

Seja qual for o tipo de amor, se for verdadeiro, vale mesmo a pena vivê-lo!

Este enriquece mais quem o dá, do que quem o recebe!

Eu amo!
Sou feliz por isso!

sábado, novembro 03, 2007

Galinha!




Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela')

Quem ama deixa livre o objecto do seu amor.

(É que, se eu não os deixasse livres, eles libertar-se-iam na mesma!)

quinta-feira, novembro 01, 2007

Je t'aime... J

Je t’aime
I love you
Io ti amo
Te quiero
Eu amo-te


Há coisas que nunca mudam.

Em SMS ou escritas em paredes, estas palavras são de todos os tempos.
Um sentimento antigo e sempre actual que faz vibrar todo o nosso ser.


Amo-te!


(Je t'aime moi non plus)

terça-feira, outubro 30, 2007

Para quê sentir em excesso?

Numa conversa sobre futebol veio ao de cima o modo como as pessoas vivem um jogo destes, tocando o fanatismo, quer seja ao vivo ou assistido pela televisão.

Pessoas há que levam ao extremo a sua queda ou predilecção por um determinado clube.
Mas isto não acontece só no futebol.
A “camisola “ que se veste, às vezes, é muito pessoalisada, muito nossa. Só nossa!
E sentimos em nós próprios o que acontece ao nosso “clube”.

Quando sentimos demasiado, exageramos demasiado, sofremos demasiado.

Pensando bem, acho que devemos minimizar certas situações porque, afinal, os outros também sentem, também sofrem. E tantos, muito bem mais do que nós!

Isto fez-me pensar em como, na vida, tudo é tão relativo!

sexta-feira, outubro 26, 2007

Pensamentos...



O barco dos meus pensamentos
Traz consigo o teu sorriso
Desperta mil sentimentos
Faz-me ver como preciso
De te ter de novo aqui

A ânsia de te rever
O desejo de te abraçar
Leva-me sempre a sofrer
E tanto, tanto a pensar
Meu querido, só em ti

Eu bem procuro ocupar
O meu tempo noutro lado
Mas é que o teu lugar
Está tão vazio e marcado
Bem junto ao meu coração

Que agora para me alegrar
Para combater noites frias
Já comecei a contar
Um a um todos os dias
Que faltam para te abraçar

Para poder, enfim,
Ter-te juntinho a mim
Ouvir sininhos tocar
E tambem poder cantar
Melodiosa canção

terça-feira, outubro 23, 2007

“Remar contra a maré”

“Nada te turbe, nada te espante.
Quem a Deus tem, nada lhe falta.
Nada te turbe, nada te espante.
Só Deus basta.”
(Santa Teresa de Ávila)

Ninguém está imune à onda de egoísmo que rola à nossa volta.
Depressa nos deixamos arrastar por ela, quando somos indiferentes ao sofrimento dos outros, quando não nos preocupamos com o bem comum, indo até à destruição do que é de todos…

É verdade que se conseguem, por vezes, alguns gestos de solidariedade, mas falta uma atitude constante.

Que fazer para inverter esta tendência?

- Ousar amar!

No entanto, o amor exige aceitação total do outro, doação sem limites…
Não é algo abstracto. Traduz-se em atitudes, palavras, gestos, tempo.
Tudo tão difícil no mundo de hoje.

Onde encontrar a força para esta ousadia, para contrariar a onda de materialismo que nos rodeia e que convida sobretudo ao comodismo e ao egoísmo?

- NAquele que é o Amor por Excelência. Uma fonte inesgotável: Deus.

Esta é uma descoberta maravilhosa. Deus ama-nos com um amor infinito, que podemos livremente aceitar e procurar retribuir.

Mas aí está um desafio ainda maior!
Não será ousado de mais?!

Quem ama a Deus, corre o risco de ser criticado por acolher e manifestar tal amor.
Porém, vale a pena desenvolver essa coragem e experimentar a beleza dele.

Em Jesus, nós podemos aprender a apoiar a nossa vida no amor de Deus.
NEle encontramos o alimento e a força para “remar contra a maré”.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Reflexo



Gostaria de ser um lago límpido onde te visses reflectido…
Oh, se eu soubesse ser esse lago que reflectisse os teus raios!
Se pudesse ter a intensidade necessária a te reflectir…
Mas sou apenas um frágil reflexo
Saído de um frágil espelho
Que ao menor sopro se parte.

Como eu gostaria de ser teu espelho, Senhor!
Ajuda-me, meu Deus, a reflectir o teu rosto…

sexta-feira, outubro 19, 2007

Para J. P.

Sentiste a minha ausência. Adoeceste.
Quando me voltaste a ver, eu não estava só. Sentiste que o teu espaço tinha sido invadido.
Choraste. Alguém que não conhecias ocupara um lugar que pensavas só teu, que querias só teu!
Choraste. As tuas lágrimas cravaram-se em mim como punhais e senti uma dor que era a tua.
Chorei. As tuas lágrimas doíam-me na alma.
Ergui-te nos braços.
Quis dizer-te que não era assim…
Quis mostrar-te o que eras para mim…
Mas essa dor do tamanho do mundo abriu no meu peito um poço muito fundo e as minhas lágrimas confundiram-se com as tuas.
Aquele que vias pela primeira vez não te roubou o lugar no meu coração!
Ambos sois meus filhos.
Amo-te muito. Muito! Nunca duvides disso!


quarta-feira, outubro 17, 2007

Sufoco…


(Rodrigues Coelho, Reverie)

Existem trilhos pelos quais é melhor não seguir, mesmo que tenhamos que nos partir em mil pedaços.
Deixar estilhaçar, deixar que as lágrimas rolem, às vezes é a solução…


Quando não se diz nada pode querer-se dizer muito!

domingo, outubro 14, 2007

Para adivinhar

Sou um corpo com muitas línguas
E com todas elas falo
Quando estou com quem me entenda
Por dar gosto não me calo
Tenho dez amigos certos
Com quem muito bem me dou
São eles que me procuram
Que eu procurá-los não vou

?

quarta-feira, outubro 10, 2007

Sonhos...


(O. Baouth - Campo de Margaridas)

Sonhei um campo de margaridas
Salpicado de papoilas coloridas.
Suave lembrança encantada
P’la inquietação transformada
Nas rosas do meu jardim

São saudades desmedidas
Retalhos de outras vidas
Que queria junto de mim

Apartar-me delas não posso
Não me consigo abstrair
São sonhos, são sofrimentos
São gemidos e lamentos
Dos quais não quero fugir

E dormindo vou sonhando
Pequenas felicidades

Acordada vou pensando
Apenas trivialidades
E ainda futilidades
Para me manter a sorrir.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Sete coisas

A Malu passou-me um desafio em que tenho andado a remoer…
É que já lá vão muitos anos e não me lembro de muita coisa…
Mas sempre vou responder ao que me lembro. Então aqui vai!

Sete brinquedos que nunca tive:
1. Uma bicicleta.
2. Nem sequer um triciclo.
3. Duas agulhas de tricot como devem ser (as que tive eram dois raios de bicicleta).
4. Um baloiço como deve ser, construído por alguém para mim.
5. Não me lembro...
6. Não me apetece pensar...
7. Não sei...

Sete lembranças vergonhosas de infância
1. Cantar para muita gente, mas dizer que só o fazia se me dessem dinheiro (mas não tive culpa… mandaram-me fazê-lo!)
2. Apoiar a cadeira só nas pernas de trás e cair, claro!
3. Apanhar tareia das colegas por ter sido egoísta e invejosa de uma coleguinha mais pequena, por achar que ela não merecia que lhe fizessem uma rodinha de madeira, só porque ela não tinha dado colaboração.
4. Ter vergonha de ir fazer um recado à outra sala de aula, ser obrigada a isso, bater à porta e quando a professora mandou entrar eu simplesmente não entrei, fiquei à espera que a viessem abrir, apanhando um raspanete.
5. Deixar toda a gente aflita à minha procura por ter adormecido na casa da eira à hora da sesta, só acordando depois de muito me chamarem por não saberem de mim.
6. Aprender a dançar agarrada a uma vassoura ao toque do rádio.
7. Quando tomava conta da mercearia dos pais, dar os rebuçados todos aos colegas, que me subornaram, e depois apanhar uma sova do pai.

Sete lembranças dolorosas de infância
1. Ter partido um alguidarinho de barro vidrado, tão lindo, que tinha ganho com tanto esforço a cantar umas cantigas num casamento, ao colocá-lo na cabeça da boneca a fazer de chapéu!
2. Nunca conseguir tirar a bola dos pés do primo, que era um rapaz já espigadote, que sabia fazer muitas habilidades com a bola e que me arreliava com isso.
3. Ter de mendigar muito ao irmão, que antes de mim tomava conta da mercearia, quando queria umas pastilhas elásticas.
4. Nunca sentir mimo da parte da mãe.
5. A perda dos avós, principalmente da avó paterna.
6. Apanhar umas bofetadas da professora por não responder errado a uma pergunta de matemática que eu tinha respondido certo. A professora é que estava errada, eu tinha absoluta certeza de que tinha respondido certo e teimei na minha resposta, então apanhei!
7. Terem-me mergulhado no mar à força, fazendo-me engolir uns pirolitos!

A mais dolorosa:
Ser exposta pelo pai a humilhação pública, ao prender-me com uma corda a uma oliveira, num domingo à tarde, à beira da estrada, por causa de ter feito um grande disparate - tirei dinheiro da gaveta da mercearia e comprei todos os selos, meus e dos meus colegas, que tinhamos trazido da escola para vender, de ajuda aos tuberculosos (SLAT).

Ah, ah!!! Mas agora vou-me vingar! Quero que respondam a este mesmo desafio o Quintarantino, o Tiago e a Marta! E não aceito desculpas, isso é que era bom! A mim também me custou muito!!!
:D

domingo, setembro 30, 2007

Ensina-me a viver

Senhor, eu peço o Teu amor por nós
É tão mais fácil conviver
Com atenção ouvimos tua voz
Para podermos aprender

Ó Senhor dá-nos Tua graça e luz
Para podermos caminhar
E carregando esta nossa cruz
Fica mais fácil suportar

Senhor, ensina-me a viver,
a dar e a receber
de Ti o que eu mereço,
é tudo o que eu Te peço
para continuar
a poder caminhar
para a frente


Gostava de Te poder ter aqui
Tudo seria bem diferente
Dar-Te a mão e irmos por aí
Falar de Ti a toda a gente

Senhor, ensina-me a viver,
a dar e a receber
de Ti o que eu mereço,
é tudo o que eu Te peço
para continuar
a poder caminhar
para a frente

(Oh, Senhor) dá-me a Tua mão,
que eu nunca diga não
Tu és a minha luz,
és Tu quem me conduz
até à eternidade
com toda a liberdade
para sempre... Oh, Senhor!





(música original - Barclay James Harvest)

(acordes)


quinta-feira, setembro 27, 2007

Somos cidadãos do mundo


Somos cidadãos do mundo (do mi-)
que necessita do voo de uma pomba,
(fa sol)
que necessita de corações abertos,
(do la-)
que está sedento de uma água nova!
(fa sol)

POR ISSO ESTAMOS AQUI,
(do mi-)
COMIGO PODES CONTAR
(do mi-)
E DEIXAREI MINHAS MALAS AO LADO
(fa sol)
PARA PODER TER ABERTAS AS MÃOS
(fa sol)
E O CORAÇÃO CHEIO DE SOL.
(fa sol)

Somos cidadãos do mundo
que clama dia e noite a liberdade
que permanece envolvido nas trevas
da fome, do ódio e da guerra.

Somos cidadãos do mundo
que foi criado como casa de todos
como lar de uma grande família
onde todos vivamos em paz!

(mais uma que o GJ canta)
e eu também, lol

segunda-feira, setembro 24, 2007

Deus vela pelos mais fracos

“Escutai bem, vós que espezinhais o pobre e quereis eliminar os humildes da terra. Vós dizeis «Quando passará a lua nova, para podermos vender o nosso grão? Quando chegará o fim de sábado, para podermos abrir os celeiros de trigo? Faremos medida mais pequena, aumentaremos o preço, arranjaremos balanças falsas. Compraremos os necessitados por dinheiro e os indigentes por um par de sandálias. Venderemos até as cascas do nosso trigo». Mas o Senhor jurou pela glória de Jacob: «Nunca esquecerei nenhuma das suas obras».
(Am. 8, 4-7)
(1ª Leitura da Missa de ontem)

No missal diz que a exploração do homem pelo homem não é só de hoje.

Eu diria mais: A exploração do homem pelo homem não é só do tempo do profeta Amós, é actualíssima! Sentimo-la hoje na nossa pele! É o fiel retrato dos nossos dias.

Resta-me a consolação de que Deus não dorme!

quinta-feira, setembro 20, 2007

Fugir ou morder o anzol?

Ai, eu já pensei,
Mandar pintar o céu em tons de azul,
Para ser original.
Mas só depois notei,
Que azul já ele é, houve alguém,
Que teve ideia igual.

Eu não sei se hei-de fugir ou morder o anzol
Já não há, nada de novo aqui, debaixo do sol

Já me persegui,
Por becos e ruelas de horror,
Caminhos sem saída.
Até que me perdi,
Sozinha sem saber,
De que cor pintar a minha vida.


(Anzol - Rádio Macau)



terça-feira, setembro 18, 2007

Faz a paz

Que importa se é tão longe
A praia onde tenho de chegar
O caminho é este:
Faz a paz

Faz a paz, faz a paz
Faz a paz, faz a paz
O caminho é este:
Faz a paz


A luz de um novo dia
Venceu a minha escuridão
O caminho é este,
Vem irmão

Faz a paz, faz a paz
Faz a paz, faz a paz
O caminho é este:
Faz a paz



Faz a paz/Let it be

quinta-feira, setembro 13, 2007

O desafio de CRER

"Se amanhã não chover, vai estar um lindo dia!", expressão engraçada que uma minha amiga usa às vezes com sentido de humor. Esta não quer afirmar nada. Não é "carne nem é peixe", é apenas uma graçola, ou um disfarce de algo subentendido.

Mas eu posso dizer, com certo grau de convicção, que creio que amanhã não choverá, se não se apresentam indícios de chuva.
Ao utilizar a palavra creio, nesta frase, quero dizer que suponho que acontecerá assim, ou seja, não sei bem, não tenho certeza, mas acredito, tenho fé de que assim será. Essa é a minha opinião, embora possa não ser absolutamente segura.

Por outro lado, posso usar a palavra crer para significar que acredito, que confio em alguém, amigo, médico, advogado..., que tenho fé nessa pessoa.
É este segundo sentido do verbo crer que se usa na Fé dos cristãos. Eu creio em Jesus Cristo. Eu confio em Jesus Cristo, o enviado do Pai. Eu tenho Fé.

Ter Fé é deixar as seguranças humanas e embarcar numa aventura radical. Entrar numa relação interpessoal de amor com Cristo, de modo totalizante, até que esse amor já não caiba mais só dentro da relação, mas tenha de extravasar daí para fora, sendo arrastado aos que estão próximos.

Conhecemos ou já ouvimos falar de muitas pessoas concretas que rumaram neste sentido, desde Abraão até aos nossos dias. Pessoas como nós, que confiaram e aderiram a um projecto de vida novo. E fizeram-no de todo o coração, transformando assim o seu viver e o mundo à sua volta.

A definição de ou crer será, assim, uma atitude de confiança total na pessoa de Jesus Cristo vivo, Verbo de Deus, não de maneira abstracta, mas em comunhão íntima com Ele, que leva a acreditar na sua mensagem, procurando conhecê-la cada vez melhor e fazê-la chegar aos outros; que leva a um compromisso de ajudar a construir um mundo mais fraterno, mais justo.

"Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras." (Tgo. 2, 18)

Eu sei que não é fácil, que surgem dificuldades, momentos de dúvida e de desânimo, avanços e recuos... mas se eu tenho Fé, a minha vida será conforme essa Fé e não conforme se apresentar o dia. Quer com sol, quer com chuva, terei de agir de acordo com aquilo em que creio.
É este o caminho da felicidade.

Obrigada, António, por me indicares Mc. 2, 17 [«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os enfermos. Eu não vim chamar os justos mas, os pecadores»].

A minha resposta, então, até poderia ser com a citação de Lc. 6, 39 [«Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova?»].

Ou então, muito bem, com a de Lc. 7, 39 [«Se este homem fosse profeta, saberia quem e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora!»].


Agora concluo com Lc. 11, 28:
"Felizes os que escutam a palavra de Deus e a põem em prática."

 
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terça-feira, setembro 11, 2007

Só em Ti é que eu quero arriscar

Se eu tivesse a coragem de sair daqui
De dizer aos outros, de falar de Ti
Se fizesse o que digo quando estou aqui
Veria em Cristo um amigo sempre ao pé de mim

Mas as cordas que me prendem à vida
Não são fáceis de rebentar

És Cristo vivo que estás em mim
Quando te sei aceitar
És minha razão de ser e de agir
Só em Ti é que eu quero arriscar
Só em Ti é que eu quero arriscar

E às vezes o vento fala-me de Ti
E do Teu sofrimento que passaste por mim
E eu sinto cá dentro que nasce a vontade
De tornar as palavras vida, realidade

Mas as pedras do caminho
Não são fáceis de ultrapassar

És Cristo vivo que estás em mim
Quando te sei aceitar
És minha razão de ser e de agir
Só em Ti é que eu quero arriscar
Só em Ti é que eu quero arriscar

Só em Ti é que eu quero arriscar
Só em Ti é que eu quero arriscar

(trouxe do GJovens de Constantim - desconheço o autor)

adenda - foto da minha pasta de cânticos:


quinta-feira, setembro 06, 2007

Eu sei que Deus me ama, por isso...

Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo eu sabendo que as rosas não falam.

Que eu não perca o OPTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro pode não ser assim tão alegre.

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa...

Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam por se ir embora das nossas vidas...

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir esta ajuda.

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia.

Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que as pessoas que eu mais amo, podem não sentir o mesmo sentimento por mim...

Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão os meus olhos…

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos.

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas.

Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo sabendo que a prejudicada possa ser eu.

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia os meus braços estarão fracos...

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão da minha alma...

Que eu não perca o AMOR PELA MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigirá esforços incríveis para manter a sua harmonia.

Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe no meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado.

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno...

E acima de tudo... Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente, que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois....

A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR!

Adaptei de: Francisco Cândido Xavier

sábado, setembro 01, 2007

Ía tão linda, a noiva!... lindo casamento!


Um casamento feliz exige que nos apaixonemos muitas vezes e sempre pela mesma pessoa.
(Autor desconhecido)

AS BEM-AVENTURANÇAS DO CASAMENTO

I. Bem-aventurado o casal que continua a demonstrar carinho e consideração um com o outro depois que a novidade dos primeiros anos passou.

II. Bem-aventurado o casal que é educado e cortês um com o outro, como o são com os seus amigos.

III. Bem-aventurados são aqueles que têm sentido de humor, pois este atributo é um grande "amortecedor de choques".

IV. Bem-aventurados são aqueles que amam os seus companheiros mais do que qualquer outra pessoa no mundo e que cumprem com alegria os seus votos de casamento com uma vida inteira de fidelidade e respeito mútuos.

V. Bem-aventurados são aqueles que alcançam a paternidade, pois os filhos são herança do Senhor.

VI. Bem-aventurados os que se lembram de agradecer a Deus a sua comida, e que separam tempo para a leitura da Palavra de Deus e oração diariamente.

VII. Bem-aventurados os cônjuges que nunca levantam a voz para o outro e que fazem do seu lar um lugar onde palavras encorajadoras sempre são ouvidas.

VIII. Bem-aventurado o casal que fielmente vai à igreja e que trabalha junto para a expansão do reino de Deus.

IX. Bem-aventurado o marido e a esposa que sabem lidar com as suas diferenças e se ajustam sem a interferência dos parentes.

X. Bem-aventurado é o casal que tem um completo entendimento das finanças e que conseguiu uma parceria perfeita onde todo o dinheiro está sob o controle dos dois.

XI. Bem-aventurados são o esposo e a esposa que humildemente dedicam a sua vida e o seu lar a Deus e que praticam os seus ensinamentos sendo leais, amorosos e não egoístas.

Porque um casamento lindo não é um dia.

(Para a D. e seu marido, que hoje deram este passo nas suas vidas, desejo, de todo o coração, que o seu casamento seja sempre lindo.)

domingo, agosto 26, 2007

Caçar macacos ou a Porta Estreita

"Uma tribo selvagem aprendeu a caçar macacos valendo-se apenas da cobiça deles. O curioso método era bem simples. Os membros da tribo saíam com contas coloridas e brilhantes dentro de grandes potes de vidro para que os macacos as pudessem ver. A curiosidade e o desejo pelas contas levavam os macacos a enfiar as mãos dentro da pequena abertura dos potes com o objectivo de as alcançar. Como o gargalo dos potes era muito apertado, os macacos não conseguiam retirar as mãos em que seguravam as suas riquezas. Os macacos enfrentavam uma escolha agonizante: largar as quinquilharias e fugir ou manter as mãos fechadas e ser capturado. Em geral eles escolhiam a captura. Eles adquiriam o tesouro, mas apenas por um momento. E assim perdiam a liberdade e a vida." (desconheço o autor)


Vem este conto a propósito da Porta Estreita, aquela pela qual somos todos convidados a entrar.

E é verdade que são muitos os que por ela querem entrar mas é preciso esforço para passar através dela.
Os que são demasiado grandes e largos não cabem. Temos que ser pequeninos, despojar-nos de tudo o que nos causa aumento de volume e que não nos deixa caber na porta.
Na minha opinião, a porta foi feita à nossa medida, e não para nos exigir sacrifícios. Nós somos pequenos, não necessitamos de portas grandes, por isso temos que nos reduzir à nossa pequenez. O que acontece é que temos a mania das grandezas, mas não podemos ser maiores do que a porta, senão não conseguimos entrar. Corremos o risco de ficar do lado de fora e ouvir “Não vos conheço”.
Pudera! Se se está demasiado grande e gordo, toma-se outros ares, outra figura, já não se parece a mesma pessoa.

Lembrei-me agora daquela publicidade: Mudaste, mudaste!...

Como é que podemos reconhecer uma pessoa que já não vemos há muito tempo, se essa pessoa está diferente?! Mesmo que diga “Então eu andei contigo por aí…”. Mas deixou de haver contacto e ocorreram modificações.
Pois é!...

Se nos tornarmos diferentes do que éramos originalmente, grandes em vez de pequenos… gordos em vez de magros… orgulhosos em vez de humildes… pecadores em vez de inocentes…, para além de não cabermos na porta, ouviremos “Não vos conheço”, tal é a nossa mudança, a nossa desfiguração.

Aí, seremos caçados como os macacos, pelo caçador que nos espreita à espera que não consigamos largar o isco que nos lançou.

Partilhas maiores