quarta-feira, dezembro 01, 2010

Preparar o Caminho do Senhor


Vídeo de Faz-te Ao Largo


Vem, Senhor Jesus!

sábado, novembro 27, 2010

Maria Mediadora das Almas

Novembro - mês das Almas do Purgatório - 27.º Dia


“Avé, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc. 1, 28).

“Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc. 1, 38). A partir desse momento do Fiat, Nossa Senhora passou a ser a cooperadora directa na obra da redenção, ao conceber o Salvador, sendo, ao mesmo tempo, a principal mediadora - a ponte - entre Jesus Cristo e os homens. Por meio dela, Cristo pode vir ao mundo. Por meio dela, a salvação pode chegar a cada um de nós.

Ela é, assim, a bissectriz que leva a Jesus. Está aí o sentido da mediação de Maria: levar as almas para Cristo - os membros da Igreja Militante e os membros da Igreja Padecente.


Ela é a porta do céu, a porta da vida eterna, o portão celeste pelos quais passamos do exílio para o céu, as portas abertas do paraíso.

Porque Ela é a Mãe do Nosso Salvador, a Rainha do Céu e da Terra. Então voltamo-nos para Ela, a Santa Mãe de Deus, a quem invocamos sob muitos nomes, e humildemente lhe imploramos para aliviar e libertar as almas que suspiram na prisão do Purgatório.

Oração a Nossa Senhora de Montligeon
pelas almas abandonadas do Purgatório:

Nossa Senhora de Montligeon,
tende piedade das santas almas retidas por certo tempo longe de vós no fogo purificador, quebrai as suas cadeias e livrai-as do abismo onde gemem, aspirando à pátria e suspirando pelo momento feliz da união definitiva com Deus que os seus corações desejam ardentemente.
Tende pena sobretudo das almas mais abandonadas. Por elas vos rogamos especialmente.
Ó Mãe de bondade, dignai-vos aceitar as nossas súplicas e atendê-las. Nós vo-lo suplicamos, Maria, reuni-nos todos no céu, junto a Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso adorável Filho, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos.
Amén.

terça-feira, novembro 16, 2010

O Purgatório na Escatologia Cristã

Novembro - mês das Almas do Purgatório - 16.º Dia

"Está determinado que os homens morram uma só vez, depois do que vem o juízo" (Hb. 9, 27).

O primeiro evento escatológico será a morte. A crença na vida após a morte do corpo, de acordo com a teologia cristã, inclui a crença num estágio intermediário entre a morte e a ressurreição. A alma, imaterial, experimenta um juízo particular depois da morte enquanto separada do corpo.

"Escatologia cristã é o estudo do fim das coisas, tanto o fim de uma vida individual, ao final da época, ou o fim do mundo. A palavra "escatologia" é derivada de duas palavras gregas que significam: "passado" e "estudo". Em termos gerais, é o estudo do destino do homem como é revelado na Bíblia, fonte primária de todos os estudos sobre escatologia cristã.
A escatologia é concentrada em explicar a vida após a morte, começando com a morte até ao julgamento pessoal que segue a morte do indivíduo, e seguido pelo destino do céu ou do inferno. (Na teologia católica, o céu às vezes é precedido por um purgatório)." - (Fonte: wikipedia)

Mas a escatologia não é o que acontecerá só depois da morte, a escatologia iniciou-se com a Morte e Ressurreição de Cristo:
«Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também devemos crer que Deus levará, por Jesus, e com Jesus os que morrem n'Ele.» (I Tes. 4,14)
Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo». (1 Cor. 15, 22)

Assim, a escatologia cristã prende-se ao que afirmamos no Credo: «Creio na ressurreição da carne»; e depois, «Creio na remissão dos pecados e na vida eterna».

"Deus não condena ninguém: oferece a todos, na liberdade, a salvação pela qual Cristo morreu e ressuscitou. Deus faz tudo pelo homem, menos tirar-lhe a liberdade, porque seria desfazê-lo. É cada um que se abre, no tempo, à salvação ou condenação eternas, conforme o estilo de vida adoptado na terra.
Com a morte acaba o tempo e a possibilidade de mudança ou conversão, entrando-se na eternidade.
Com a morte fica, portanto, definitivamente marcada a sorte que cada um escolheu no tempo: a vida eterna em Deus e com Deus (céu) ou a vida eterna à margem de Deus (inferno). Nesse sentido, nada poderemos fazer para alterar o destino dos mortos. Nem o próprio Deus pode libertar os mortos da condenação que livremente escolheram em vida." (Fonte: Veiga, Américo. Como ser Cristão?. Editorial Perpétuo Socorro)

Mas a Igreja Católica crê num estado espiritual, conhecido como Purgatório, onde as almas que não merecem o inferno, mas não estão completamente prontas para o céu, passam por um processo final de purificação.
A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo nos Concílios de Florença e de Trento.
Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala do Purgatório como sendo um fogo purificador - uma «Chama Viva de Amor», como diz S. João da Cruz. Uma Chama Viva de Amor de Deus, que purifica as almas em ordem a levá-las ao seu encontro com Ele no Céu “onde não entrará nada de impuro” (Ap. 21,27). Ali gozarão para sempre de perfeita felicidade na glória celeste. Primeiro, só a alma. E depois da ressurreição da carne, unida ao próprio corpo.

Temos que admitir, portanto, a existência desse lugar de purificação que Deus, na Sua Sabedoria e Bondade infinitas, criou para conciliar as exigências da Sua Justiça Divina com as do Seu Amor misericordioso.


Podemos e devemos, pois, fazer orações e oferecer sacrifícios por todas as almas em geral, porque não sabemos quais estejam realmente a necessitar, e em condições de receber o mérito dessas nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estas orações e sacrifícios nunca ficarão sem efeito, sobretudo as Santas Missas que fizermos celebrar por elas, pois Deus fará a sua aplicação às almas que mais precisadas estiverem.

«Deus Pai todo-poderoso, que nos fortalecestes e assinalastes com o mistério da cruz e da ressurreição do Vosso Filho, concedei benignamente que os vossos servos libertos desta vida mortal, sejam associados ao convívio dos Vossos santos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito santo. Amen.» (Do Ritual das Exéquias)

sexta-feira, novembro 05, 2010

Creio na Comunhão dos Santos

Novembro - mês das Almas do Purgatório - 5.º Dia

"Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo.
Foi num só Espírito que todos fomos baptizados, a fim de formarmos um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e todos temos bebido de um só Espírito. Porque o corpo não consta de um só membro mas de muitos.
[...] Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele. Vós sois o corpo de Cristo e Seus membros, cada um na parte que lhe toca." (cf:1Cor. 12, 12-27)

“Assim nós, que somos muitos, constituímos um só corpo com Cristo, sendo individualmente membros uns dos outros” (Rm 12,5).
Somos comunhão.

Comunhão, na sua origem latina communio formou-se de cum, que significa "com" ou "em comum", e munio, proveniente do termo munus que, por sua vez, significa "cargo", "função", "ofício".
Portanto, na origem "comunhão" significava a realização em comum de um cargo ou função, a participação comum (comum união) na mesma tarefa, no mesmo trabalho.
É assim que se forma a unidade: esta nasce do contributo complementar de várias pessoas para o mesmo fim.

A Igreja é communio sanctorum, comunhão dos santos, ou seja, comunidade de todos os que receberam a graça regeneradora do Espírito, pela qual são filhos de Deus, unidos a Cristo e chamados santos.

Quando falamos da Comunhão dos Santos, não nos referimos simplesmente à ligação (comunhão = comum união) de um cristão com outro na Terra.
A realidade da “Comunhão dos Santos” é mais ampla:
abarca a Igreja Militante (que somos nós que ainda peregrinamos pela Terra);
a Igreja Padecente (as almas que se encontram em purificação no Purgatório);
e a Igreja Triunfante (os santos que já se encontram junto de Deus no Céu).

Portanto, as almas que deixaram a terra e estão destinadas ao céu, mas que têm ainda de se submeter à purificação no Purgatório antes que possam atingir a sua meta, também são santas e estão em comunhão com o resto da Igreja.

Assim, a comunhão significa, fundamentalmente, um laço espiritual entre todos os cristãos em particular e entre todos os homens em geral, pela qual as orações e sacrifícios de uns lucram misteriosamente para todos aqueles para quem eles são dirigidos.

Daí que seja "um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam livres dos seus pecados." (cf: 2 Mac. 12,46)


«Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso entre os esplendores da luz perpétua; que descansem em paz. Ámen.»


De modo semelhante ao do mês de Outubro, dedicado ao Rosário, continuamos em Caminhada conjunta no mês de Novembro que é dedicado à oração pelas Almas do Purgatório.
Por ordem, sucessivamente durante todo o mês, somos:

1. Teresa
2.
Gisele
3.
Felipa
4.
Canela
5.
Fa menor
6. Mer
7.
Ailime
8.
Utilia
9.
Dulce
10. Maria Luiza
11. Folhas de silêncio
12.
Malu

sábado, outubro 30, 2010

O Rosário e a Meditação da Palavra de Deus

30.º Dia do Mês do Rosário


Em nome do Pai
e do Filho
e do Espírito Santo. Ámen.

«Deus, vinde em nosso auxílio. Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.»


Na recta final desta caminhada, depois de já muito ter sido reflectido, meditado, rezado, partilho em jeito de síntese:

O Rosário é uma forma de oração muito antiga, usada pelos cristãos dos primeiros tempos.
Desde os monges do oriente, até aos beneditinos e agostinianos, era costume contar as preces com pedrinhas. À sombra dos mosteiros surgiu o Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os 150 salmos, os leigos, que na sua maioria não sabiam ler, começaram a rezar 150 Pai-nossos. Com o passar do tempo, formaram-se outros três saltérios com 150 Avé-Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.
Aos poucos a devoção foi evoluindo e fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Avé-Marias em 15 dezenas e colocando um Pai-nosso no início de cada uma delas.
A tradição diz que foi assim revelado numa aparição de Nossa Senhora a S. Domingos de Gusmão, no início do século XIII, como uma arma da fé contra todos os inimigos do cristianismo e para a conversão pecadores.
No século XV incluíram-se as meditações dos mistérios; recentemente foi acrescentada por João Paulo II mais uma meditação, a dos Mistérios da Luz.




«No Rosário, contemplamos Cristo com Maria. É oração marcadamente contemplativa. Aprendemos Cristo de Maria. Configuramo-nos a Cristo com Maria. Suplicamos a Cristo com Maria. Nunciamos Cristo com Maria. Pois os Mistérios de Cristo são os Mistérios da Mãe:

MISTÉRIOS DA ALEGRIA: 1. Anunciação do Arcanjo a Nossa Senhora; 2. A visita a sua prima Isabel; 3. O nascimento de Jesus em Belém; 4. Apresentação do Menino Jesus no Templo; 5. Encontro de Jesus no templo entre os doutores da Lei.
São Mistérios da Mãe com Jesus.

MISTÉRIOS DA LUZ: 1. Batismo de Jesus no Rio Jordão; 2. Nas Bodas de Caná, Jesus transforma a água em vinho; 3. Anúncio do Reino de Deus e convite à conversão; 4. A transfiguração de Jesus no Monte Tabor; 5. A Insituição da Eucaristia.
Sempre a Mãe acompanhando.

MISTÉRIOS DA DOR: 1. A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras; 2. A flagelação de Jesus; 3. A coroação de espinhos; 4. A subida ao Calvário; 5. A morte de Jesus, com Maria aos pés da Cruz.

MISTÉRIOS DA GLÓRIA: 1. A Ressurreição; 2. A Ascensão ao Céu; 3. A vinda do Espírito Santo; 4. A Assunção de Maria ao Céu; 5. A Coroação de Maria no Céu.

Os mistérios de Cristo são os de Maria, mas são também o “mistério” de todo o ser humano:
“A simples oração do Rosário marca o ritmo da vida humana” (João Paulo II)


«Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!»


À semelhança deste mês de Outubro, procuremos fazer do terço do Rosário a nossa oração de todos os dias do ano, tal como a Senhora do Rosário pediu em Fátima aos pastorinhos, na aparição de 13 de Outubro: "Continuem sempre a rezar o terço todos os dias."

Amanhã - 31.º Dia do Mês do Rosário - terminamos esta nossa caminhada com a Felipa

domingo, outubro 17, 2010

Mariam e a Nascente das Águas

17.º Dia do Mês do Rosário

Em nome do Pai
e do Filho
e do Espírito Santo. Ámen.

«Deus, vinde em nosso auxílio. Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.»


"Todos vós que tendes sede vinde à nascente das águas; mesmo os que não tendes dinheiro; vinde, comprai pão e comei sem pagar, vinho e leite sem pagar.
Por que gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta, e o vosso salário naquilo que não pode saciar-vos?
Escutai-me e comereis excelentes manjares, deleitar-vos-eis com uma substanciosa comida." (Is. 55,1-3)


"«Maria», ou melhor «Mariam», em hebraico, decompõe-se em «Maim», «as águas» e «Ri», «emissão de vento divino», que sopra sobre a Substância cósmica, isto é, a totalidade das potencialidades e o meio receptor, representado pelas Águas primordiais, tal como ressalta dos primeiros versículos do Génises: «Um vento de Deus pairava sobre as águas.»*

A concepção de Deus encarnado, a manifestação terrestre do Verbo divino, arquétipo da Criação e Homem Universal, só podia operar-se por um processo criativo. Por isso, a Mãe de Deus encarnado enforma a presença humana da Possibilidade total da Substância cósmica, Mãe e «Matéria prima», fecundada, como as Águas primordiais, por «um vento de Deus.»

Aqui reside o «mistério da Virgem Maria» no plano do Homem-Deus. E reside também, simultaneamente, o mistério do homem caído, que deve viver, por sua conta, o «mistério da Virgem»: identificar a sua alma individual à Alma universal, para que o Espírito Santo (vento de Deus) opere na alma que participa das Águas primordiais, como no processo da Criação e da Encarnação. Esta alquimia espiritual efectua-se mediante os Sacramentos e a recitação contemplativa do Rosário, que criam na alma um estado de completa submissão, de plasticidade ontológica, em harmonia com a Virgem e as suas virtudes.

Eis o objectivo principal da dicção do Rosário. Ao longo deste exercício, a alma aplica a si própria as palavras do Anjo a Maria: identifica-se com o seio virginal para tornar-se no lugar da geração ardente do Verbo."(António Barahona, Rosas Brancas e Vermelhas)


«Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!»


Amanhã - 18.º Dia do Mês do Rosário - reflectimos com a Felipa

________
*Trad. de «A Bíblia de Jerusalém»

segunda-feira, outubro 04, 2010

Avé Maria, Cheia de Graça

4.º Dia do Mês do Rosário

Em nome do Pai
e do Filho
e do Espírito Santo. Ámen.

«Deus, vinde em nosso auxílio. Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.»



«Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre» (Lc.1,42).

"Este louvor é mais para Deus do que para Maria: Tu és bendita, porque é bendito o fruto do teu ventre; e é neste fruto e por este fruto que Te vem de Deus a bênção e o seres bendita entre todas as mulheres. E assim o entendeu e cantou a Virgem mãe: «A minha alma glorifica o Senhor, e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador. Porque olhou para a humilde condição da Sua serva. De facto, desde agora todas as gerações me hão-de chamar ditosa, porque grandes coisas fez em mim o Omnipotente. É Santo o Seu nome; e a Sua misericórdia se estende de geração em geração para aqueles que O temem» (Lc.1,46-50)." (Irmã Lúcia, Apelos da Mensagem de Fátima)

"A oração rosarista mais profunda, a invocação de fé mais simples, é a dicção do «nome que tudo resume e que o Filho de Deus recebeu na sua Encarnação: JESUS.»*
O Rosário constitui uma oração peculiar, que se define pela repetição rítmica do Nome divino por si só ou numa fórmula em que se enquadra, e pela sua consequente meditação.
Na dicção do Rosário, o Nome divino invoca-se de duas maneiras, no «Pai Nosso» e na «Avé Maria». No «Pai Nosso» a fórmula é: «santificado seja o vosso nome»; na «Avé Maria» a fórmula é a primeira parte e o Nome é o de «Jesus»." (António Barahona, Rosas Brancas e Vermelhas)

«Ave Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.»


Esta é uma Caminhada de Oração e Reflexão em Grupo.

Amanhã - 5.º Dia do Mês do Rosário - a reflexão é da
Felipa
«Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!»

__________
*Catecismo da Igreja Católica, pág. 561

terça-feira, setembro 28, 2010

Passo a Passo...

Não imaginas o poder,
Que te deixaram na palma da mão...


Passo a passo, grão a grão
Completamos esta construção,
Não imaginas o poder,
Que te deixaram na palma da mão.

Recolhe a âncora, faz-te ao mar
Rumo ao norte tu vais navegar,
Porque há alguém que acredita
Que tu tens força p'ra remar.


Tens uma vida a construir,
Um Novo Reino vai surgir!
Se anseias um mundo melhor,
Jesus é o teu construtor!

Vamos todos ajudar
Para a missão continuar.
Seguiremos teus passos Senhor
Com a Tua força e o Teu amor!

Tens um rumo a traçar,
E um sonho a realizar,
Tu não podes nunca desistir,
Pois contigo Ele quer ir.

Cântico da Fraternidade Verbum Dei


 
 

terça-feira, setembro 14, 2010

Azul e Asas



"Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças;
têm asas, como a águia,
e voam velozmente, sem se cansar,
e correm sem desfalecer."


(Is.40,31)

domingo, setembro 05, 2010

Marcas...

Um dia a areia branca
Seus pés irão tocar
E vai molhar seus cabelos
A água azul do mar

Janelas e portas vão se abrir
Pra ver você chegar
E ao se sentir em casa
Sorrindo vai chorar

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora

Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Você anda pela tarde
E o seu olhar tristonho
Deixa sangrar no peito
Uma saudade, um sonho

Um dia vou ver você
Chegando num sorriso
Pisando a areia branca
Que é seu paraíso

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Uma história pra contar
De um mundo tão distante
Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Um soluço e a vontade
De ficar mais um instante

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos
Roberto Carlos




quarta-feira, agosto 25, 2010

É uma Animação!

Terça-feira à tarde é hora de Animação. E que animação! O Centro de Dia é o palco. Uma sala com cerca de duas dezenas de idosos que, de maneira surpreendente, passaram a tornar tão agradáveis as minhas tardes de terça-feira. E as deles também, que eu bem percebo!

Era um grupo de idosos, de certo modo, parado e desmotivado, por falta de uma presença mais assídua que lhe dinamizasse actividades recreativas na sala, o que nem sempre acontecia por alguma limitação de tempo dos recursos humanos afectos a esta resposta social de Centro de Dia. Pretendeu-se a transformação desse grupo a partir da dinamização, mobilização e implicação dos próprios indivíduos do grupo no sentido do seu desenvolvimento, o que aconteceu com relativa facilidade, uma vez que já conhecia pessoalmente a maioria dessas pessoas, e também procurei mais alguma informação acerca dos seus gostos, necessidades, interesses e motivações, bem como das suas potencialidades.

Procurando ir ao encontro dos interesses destes idosos, tenho vindo a dinamizar actividades de Animação Sociocultural com canções populares, histórias e contos populares, jogos, anedotas, adivinhas, rimas, lengalengas, partilhas de saberes e de experiências e estórias de vida.

As actividades desenvolvidas vêm-se direccionando a estimular a actividade cognitiva, a promover a comunicação, convivência e ocupação do tempo dos idosos, de maneira atractiva, transmitindo-lhes alegria e boa disposição, despertando-lhes vontade e gosto, de forma a evitar-lhes a alienação e a passividade, mas procurando respeitar sempre as suas capacidades, hábitos, interesses, potencialidades, expectativas e a individualidade e estado de espírito de cada um.

Reservei sempre o mesmo dia da semana, terça-feira, e o mesmo horário, de modo a criar uma rotina que os mantivesse despertos para estas actividades, naquele dia e àquela hora.

Uma tarefa que me tem dado muito gozo realizar, por ir constatando o agrado e a satisfação destes idosos, e verificar que vou contribuindo para alguma mudança no sentido de lhes melhorar a auto-estima e o bem-estar.

Conto-lhes uma história. Pego na viola. Gostam de cantar, de dançar. Vou puxando por eles. E então, pergunto-lhes, quem fez o trabalho de casa? O que têm hoje para me ensinar? E eles colaboram. Contam histórias, anedotas, e tenho de pôr um travão no senhor Albino que só sabe das cabeludas, e algumas senhoras também sabem canções das boas, às quais tenho de saber dar a volta:

Ai o caipira já não vai p’ra militar
O caipira mete e tira e sai p’lo mesmo lugar
Ai o caipira eu hei-de o mandar prender
O caipira mete e tira e eu também já sei meter.

Risada geral, a começar por mim, que não me contenho!

domingo, agosto 15, 2010

Assunção de Maria - Nossa Senhora da Boa Morte

"Uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés" (Apoc. 12, 1)



Aleluia.

Maria foi elevada ao Céu;
alegra-se a multidão dos Anjos.

Aleluia.


À vossa direita, Senhor, a Rainha do Céu,
ornada do ouro mais fino.


Ao vosso encontro vêm filhas de reis,
à vossa direita está a rainha, ornada com ouro de Ofir.

Ouve, minha filha, vê e presta atenção,
esquece o teu povo e a casa de teu pai.

Da tua beleza se enamora o Rei;
Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

Salmo 44 (45)

domingo, agosto 08, 2010

O Mar e as Rochas



Fui perguntar às rochas
O que sentem
Quando o mar as abraça

Disseram-me
Que sentem arrepios molhados
Pois que o mar é irrequieto
E lhes dá beijos salgados
Que ora as veste de espuma branca
Ora as despe enamorado

Sentem-se amadas por ele
E outras vezes odiadas
Quando ele as prende e as força
Com os seus braços pesados
Sem ter remorso nem dor
Em abraços agitados
A ceder ao seu amor

sábado, julho 31, 2010

[Somos] Vasos de Barro





domingo, julho 25, 2010

Ei-los que partem...

... em Missão JP2

Gostei muito de participar na Celebração do Envio de um grupo de jovens que partem em Missão para a Chapadinha - Nordeste do Brasil .

Que o Senhor os abençoe e proteja!


-

Se sentes dentro de ti
A vontade de amar
Em gestos que criam fontes
A audácia de sonhar
Mais longínquos horizontes
E o apelo a escalar
Cada vez mais altos montes
Cada vez mais altos montes
Então ...

Tens em ti um pedacinho de Deus
Tens rumos certos no coração
Desperta o sonho, tens em ti os céus
Liberta a vida da palma da mão
Faz desses rumos os caminhos teus
De Jesus recebeste,recebeste, esta missão


Se sentes dentro de ti
Sempre a sede de gritar
O nome da liberdade
A coragem de falar
A palavra da verdade
E a servir, participar
Na construção da cidade
Na construção da cidade
Então ...

Se sentes dentro de ti
O silêncio inspirar
A paz ao teu coração
Chamando-te a enfrentar
A vida com decisão
E teimas acreditar
Na esperança de um mundo novo
Na esperança de um mundo novo
Então ...

Pedacinho de Deus

domingo, julho 18, 2010

Marta e Maria ou a melhor parte

"Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada»."
(Lc. 10, 38-42)

Maria escolheu a melhor parte.
Mas, e a parte de Marta? Se ninguém a fizesse como é que era?
Poderemos nós ficar com a melhor parte e descuidarmo-nos da parte menos boa, a mais custosa de se fazer?
Poderemos nós dizer: Senhor, Senhor! e não trabalharmos para construir o Reino de Deus, aqui, agora?

Por outro lado, cuidando nós de fazer o que tem de ser feito a todo o custo, sendo essa a parte menos boa, a que se a não fizermos mais ninguém a fará, não nos descuidaremos daquela melhor parte de que Jesus nos fala?

Há um tempo para tudo e cada coisa tem o seu tempo.
(Cf. Eclesiaste 3)

Convém-nos é saber distinguir qual é o tempo, a hora, a ocasião oportuna para cada parte que nos cabe. Pois se é uma parte, quer seja a melhor ou a menos boa, será sempre a parte de um todo que deve ser levado a cabo.

Acho que ficar só por uma das duas será sempre um trabalho incompleto.

Mas não há dúvida de que estar com Jesus, escutá-lo, descansar a seus pés, louvando-o, será sempre a melhor parte, a parte essencial, sem a qual não podemos passar, e que nos ajudará a fazer melhor a outra parte, com mais empenho, com mais amor.

quarta-feira, julho 14, 2010

Olhando à volta

.
« Senhor!

Se olho à minha volta
só vejo desgosto.
Pelas estradas e passeios
quantas pessoas suspiram
caminhando com dificuldade.
Achas que me esconda num beco
para me sentir seguro?...
Não! Penso que é melhor
enfrentar este mundo.

Senhor,
dá-nos
um pouco de esperança. »

(Angela Toigo, Um rato fala com Deus)

quarta-feira, julho 07, 2010

Abrir as mãos se o salto é sem rede



Pedes-me um tempo,
para balanço de vida.
Mas eu sou de letras,
não me sei dividir.
Para mim um balanço
é mesmo balançar,
balançar até dar balanço
e sair..

Pedes-me um sonho,
para fazer de chão.
Mas eu desses não tenho,
só dos de voar.

Agarras a minha mão
com a tua mão
e prendes-me a dizer
que me estás a salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração...

Prendes o mundo
dentro das mãos fechadas
e o que cabe é pouco
mas é tudo o que tens.
Esqueces que às vezes,
quando falha o chão,
o salto é sem rede
e tens de abrir as mãos.

Pedes-me um sonho
para juntar os pedaços
mas nem tudo o que parte
se volta a colar.

E agarras a minha mão
com a tua mão e prendes-me
e dizes-me para te salvar.
De quê?
De viver o perigo.
De quê?
De rasgar o peito.
Com o quê?
De morrer,
mas de que paixão?
De quê?
Se o que mata mais é não ver
o que a noite esconde
e não ter
nem sentir
o vento ardente
a soprar o coração.

Balançar - Mafalda Veiga

sábado, julho 03, 2010

Rezar de manhãzinha



Deus reza de manhãzinha

Poder rezar-lhe e poder escutá-lO é
simplesmente uma delícia!



LUDOVICO EINAUDI - Nefeli


quinta-feira, junho 24, 2010

P'lo S.João - Queijo e Pão

Dão nas vistas em qualquer lugar
Jogando com as palavras como ninguém
Sabem como hão-de contornar
As mais directas perguntas

Aproveitam todo o espaço
Que lhes oferecem na rádio e nos jornais
E falam com desembaraço
Como se fossem formados em falar demais

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

P’ra levar a água ao seu moinho
Têm nas mãos uma lata descomunal
Prometem muito pão e vinho
Quando abre a caça eleitoral

Desde que se vêem no poleiro
São atacados de amnésia total
Desde o último até ao primeiro
Vão-se curar em banquetes, numa social

Demagogia feita à maneira
É como queijo numa ratoeira

Demagogia- Lena D’Água (Single, EMI, 1982)





Há canções que não são novas mas que permanecem actuais.

É como no reino dos pardais:
eles não conseguem mudar os acordes aos chilreios
mas quando se juntam fazem um grande cagaçal.

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