domingo, julho 03, 2011

O Caminho da Fé faz-se Caminhando



Aceita Senhor a nossa vida que é tua
E faz deste mundo um mundo irmão
Caminha connosco e faz-nos caminhar
Para sermos a tua imagem,
O Homem da Ressurreição


Vídeo
Letra, acordes, pauta

quinta-feira, junho 23, 2011

No mês do Sagrado Coração de Jesus


"Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória.» Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós.»" (Lc 22, 19-20)

É na Eucaristia que o Coração de Jesus, o seu amor, se dá todo a nós: corpo, sangue, alma e divindade. 
Ele é o Pão Vivo descido do Céu para ser nosso alimento.
Comungá-lo é viver d'Ele, é permanecer n'Ele, é receber a Vida, é alimentar-se do Pão celeste que dá vida, santifica, cura, transforma, purifica, fortalece, cristifica.
A Eucaristia é a presença de todo o Seu Coração (Amor) e, por isso, deve ser o centro da nossa vida.
No altar temos de aprender com Cristo, com o Seu Coração Eucarístico, a darmo-nos, a ser alimento para os outros viverem através do nosso dom e da nossa entrega, no serviço alegre e humilde, na dádiva de nós aos outros. 
(In: Dário Pedroso, S.J. - Coração Trespassado, O Amor Louco de Deus)


Na sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, a Igreja celebra a festa do Sagrado Coração de Jesus.
Mas a Igreja dedicou à sua veneração também um mês inteiro: o mês de Junho.

A Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

quinta-feira, junho 16, 2011

O meu amor existe

Majestoso:



O meu amor tem lábios de silêncio
E mãos de bailarina
E voa como o vento
E abraça-me onde a solidão termina

O meu amor tem trinta mil cavalos
A galopar no peito
E um sorriso só dela
Que nasce quando a seu lado eu me deito

O meu amor ensinou-me a chegar
Sedento de ternura
Sarou as minhas feridas
E pôs-me a salvo para além da loucura

O meu amor ensinou-me a partir
Nalguma noite triste
Mas antes, ensinou-me
A não esquecer que o meu amor existe

quinta-feira, junho 09, 2011

Adiante!


"Deixa a vida acontecer com tudo quanto inclui, tentações de todo o género, falta de coragem… Um santo vivo não está imóvel num nicho e o Espírito Santo não o abandona nos momentos difíceis. A grande prova de santidade não é não ter tentações nem deixar de sentir cansaço, não, é caminhar sempre, reagir, subir para Deus."

(Padre Maria Eugénio do Menino Jesus)

sábado, maio 28, 2011

Os Barretes Novos

Costumava ouvir do meu pai muitas histórias. Hoje lembrei-me desta:

Há muitos anos havia um homem que tinha um filho que, quando lá se lembrava, pedia ao pai que lhe comprasse um barrete novo. Porque aquele que tinha, ou era já do ano passado, ou já estava fora de moda, ou que vinham aí as festas do S. João, ou porque algum amigo também tinha estreado um novo, ou…
E o pai, ainda que lhe fosse dizendo que ele não tinha ainda necessidade de outro, que ainda havia pouco tempo que lhe tinha comprado aquele, perante a insistência do filho e porque não o queria ver desgostoso lá lhe comprava outro barrete. E os outros, que ainda estavam em bom estado, ia-os guardando a todos dentro duma arca.
Isto foi acontecendo ao longo da juventude do filho, enquanto este ainda era solteiro, de modo que os barretes se iam acumulando na arca.
Quando o filho se casou e começou a governar a sua própria casa, nunca mais o pai lhe viu estrear um barrete novo.
A dada altura, quando lhe viu na cabeça aquele mesmo barrete, todo gasto e puído, o último que lhe comprara em solteiro, já havia uns três ou quatro anos, o pai interpelou-o sobre isso, “É que eu preciso de remir uma casa de família, e o que vou granjeando não dá para tudo..., se o pai ainda por lá tivesse algum que me desse…”, e o pai foi à arca e deu-lhe um dos barretes que já fora dele. Passado mais uns tempos: “Se o pai tivesse outro barrete que me desse, que este já nem parece barrete…”, e o pai lá tirava outro da arca e lho dava. E assim o filho foi gastando, um a um, os barretes que noutros tempos já não quisera.

E vá-se lá saber por que me lembrei disto hoje…

Quando a canga pesa, a vida dói. 

sexta-feira, maio 13, 2011

Totus Tuus

«Totus tuus, Maria, somos todos teus.»



Je vous choisis, aujourd'hui, ô Marie, en présence de toute la Cour Céleste,
pour ma Mère et ma Reine.
Je vous livre et consacre, en toute soumission et amour,
mon corps et mon âme,
mes biens intérieurs et extérieurs,
et la valeur même de mes bonnes actions passées, présentes et futures,
vous laissant un entier et plein droit de disposer de moi et de tout ce qui m'appartient,
sans exception, selon votre bon plaisir,
à la plus grande Gloire de Dieu, dans le temps et l'éternité.


(Consagração à Virgem Maria, S. Louis-Marie Grignon de Montfort)

Tradução:

Eu escolhi-Vos, hoje, ó Maria, na presença de toda a Corte Celestial,
para minha Mãe e Rainha.
Entrego-vos e consagro a vós, com toda a submissão e amor,
o meu corpo e a minha alma,
meus bens interiores e exteriores,
e até mesmo o valor de minhas boas acções passadas, presentes e futuras
deixando-vos direito pleno e inteiro de dispor de mim e de tudo o que me pertence,
sem excepção, de acordo com o vosso querer,
para a maior Glória de Deus no tempo e na eternidade.
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quarta-feira, maio 04, 2011

Ai. A gente nem vê...

Ai senhor das furnas
que escuro vai dentro de nós
rezar o terço ao fim da tarde
só para espantar a solidão
e rogar a Deus que nos guarde
confiar-lhe o destino na mão

De que adianta saber as marés
os frutos e as sementeiras
tratar por tu os ofícios
entender o suão e os animais
falar o dialecto da terra
conhecer-lhe o corpo pelos sinais

E do resto entender mal
soletrar assinar em cruz
não ver os vultos furtivos
que nos tramam por detrás da luz

Ai senhor das furnas
que escuro vai dentro de nós
a gente morre logo ao nascer
com olhos rasos de lezíria
de boca em boca passando o saber
com os provérbios que ficam na gíria

De que nos vale esta pureza
sem ler fica-se pederneira
agita-se a solidão cá no fundo
fica-se sentado à soleira
a ouvir os ruídos do mundo
e a entendê-los à nossa maneira

Carregar a superstição
de ser pequeno ser ninguém
mas não quebrar a tradição
que dos nossos avós já vem.


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domingo, abril 24, 2011

Tempo de Ressurreição

Maravilhas fez em mim
Minh’alma canta de gozo
Pois na minha pequenez
Se detiveram Seus olhos

E o Santo e Poderoso
Espera hoje por meu sim
Minha alma canta de gozo
Maravilhas fez em mim


Maravilhas fez em mim
Da alma brota o meu canto
O Senhor me amou
Mais que aos lírios do campo

E por seu Espírito Santo
Ele habita hoje em mim
Que não pare nunca este canto
Maravilhas fez em mim

(Maravilhas fez em mim)


O Senhor fez Maravilhas.


 Feliz Páscoa na alegria de Jesus Ressuscitado!

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sábado, abril 16, 2011

Cireneu



"O velho sentou-se com a cabeça encurvada e as costas doloridas enquanto as censuras, fúteis de sua colérica mulher, lhe feriam os ouvidos.

- (...) Tu, o mais idiota dos homens, preferiste vagabundear pelas estradas, afim de que, renegado, pudesses carregar a cruz de um jovem carpinteiro sedicioso.

- Isto é verdade – disse o velho –, encontrei um jovem que ia ser crucificado e o centurião mandou-me carregar a cruz. Carreguei-a até ao cimo da colina e demorei-me porque as palavras que ele pronunciou, embora grandemente maltratado, não eram de pesar por ele mesmo e, sim, pelos outros; as suas palavras retardaram-me lá. Por isso esqueci tudo mais.

- Sim, na verdade esqueceste tudo mais e o pouco senso que possuías, (...) quando morreres isolado de todos os parentes, quem se lembrará neste mundo de Simão, o Cireneu?"
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quinta-feira, março 31, 2011

Nada temo

"Se me envolve a noite escura
E caminho sobre abismos de amargura,
Nada temo porque a Luz está comigo.

Se me colhe a tempestade
E Jesus vai a dormir na minha barca,
Nada temo porque a Paz está comigo.

Se me perco no deserto
E de sede me consumo e desfaleço,
Nada temo porque a Fonte está comigo.

Se os descrentes me insultarem
E se os ímpios mortalmente me odiarem,
Nada temo porque a Vida está comigo.

Se os amigos me deixarem
Em caminhos de miséria e orfandade,
Nada temo porque o Pai está comigo."


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sexta-feira, março 11, 2011

Quadragésima.com 2011

«O tempo da Quaresma é um tempo de descoberta da nossa identidade como cristãos. É um tempo de encontro connosco próprios e com Deus. É um tempo especial de introspecção e reflexão. Porque não havemos de o fazer aqui, na net, e de uma forma mais comunitária, ajudando-nos uns aos outros?!»
Deste objectivo nasceu em 2008 no Confessionário dum Padre esta proposta, a “quadragésima.com”.
Este ano o Confessionário julgou oportuno lançá-la de novo, em moldes ligeiramente diferentes.


Regras da quadragésima.com 2011:
  1. Ao receber a “quadragésima.com” o blogger deve reflectir na sua relação com Deus e descobrir uma frase bíblica que a defina
    1.1- só se admitem frases retiradas, com citação, da Bíblia;
    1.2- as frases devem ser o mais curtas possíveis;


  2. Depois de o fazer deve re-escrever num post estas regras, as frases já assinaladas pelos anteriores bloggers (com o respectivo link), e escrever a sua;

  3. No post deve incluir quem deseja convidar (pode e deve manifestá-lo no blog da pessoa convidada);

  4. Não é permitido fazer mais que um convite ao mesmo tempo;

  5. O blogger que, recebendo a “quadragésima.com”, não estiver interessado em aceitá-la, deve indicá-lo ao seu emissário para que este lhe dê seguimento através de outro blogger;

  6. Não podem aceitar mais que uma vez a “quadragésima.com”; se o convite aparecer, mesmo vindo de outra “frente”, devem igualmente informar o emissário do segundo convite;

  7. Baseada nalgumas das principais figuras da liturgia da Quaresma, a “quadragésima.com” realiza-se em 3 frentes: frente “Adão” (I Domingo); frente “Abraão” (II Domingo); frente “David” (IV Domingo); estas frentes funcionarão quase como equipas, para tentar chegar ao maior número de bloggers possível (não se trata de encontrar vencedores, mas empenhados)

  8. A “quadragésima.com” será encerrada na Sexta-feira Santa, dia 22 de Abril, pelas 12.00 horas, hora em que o último blogger receptor deve endereçá-la, já com a sua frase, ao Confessionário, para publicitarmos todas as frases que definem a nossa relação com Deus nesta Quaresma de 2011.

  9. Outros interessados em participar nesta “quadragésima.com”, podem escrever as suas frases no sítio do Confessionário dum padre, identificando-se.
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Assim, o Confessionário convidou-me para a frente “Adão”, a que irei dar início, escrevendo a minha frase, e convidando a Maria João – Deus em Tudo e Sempre  – a dar-lhe continuidade.

Obrigada por aceitares a "quadragésima.com".
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quadragésima.com 2011 - as frases

0. “E tu, quem dizes que Eu sou?”  Mc 8, 28 - Confessionário dum padre

Frente “Adão”

1. “Olhai como crescem os lírios do campo! Não trabalham nem fiam. Pois eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles.”   Mt 6, 28-29Partilhas em Fa menor


[Tentarei dar conta da evolução da frente "Adão" aqui nos comentários.]

Adenda:
Todas as Frases bíblicas desta Quadragésima estão agora no
Confessionário dum padre

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Pura Meiguice

Espreito a Primavera nos bicos canoros dos pássaros
Nas pétalas erguidas das flores
Nos sorrisos verdes dos prados
No espelho de água do lago
Nas metáforas brancas das nuvens
Na melodia soprada pela brisa
No aroma suave do céu
Nas cordas afinadas do sol
Na poesia viva das gentes que rasgam de sementes o chão.
E agradeço a Deus a meiguice do Seu olhar.

domingo, fevereiro 20, 2011

Paradoxos

A Ailime mostrou-me um toque do Divino:

“Para chegares a saborear tudo,
Não queiras ter gosto em coisa alguma.
Para chegares a possuir tudo,
Não queiras possuir coisa alguma.
Para chegares a ser tudo,
Não queiras ser coisa alguma.
Para chegares a saber tudo,
Não queiras saber coisa alguma.”


Um paradoxo de "nada saber para perceber tudo" de S. João da Cruz.

E eu fiquei com sede e fui procurar mais:

“Entrei onde não sabia,
e fiquei sem saber,
toda a ciência transcendendo.

Eu não sabia onde entrava,
porém, quando lá me vi,
sem saber onde estava,
grandes coisas entendi.
Não direi o que senti
pois fiquei sem saber,
toda a ciência transcendendo.

De paz e de piedade
era a ciência perfeita,
em profunda solidão,
diretamente entendida;
era coisa tão secreta,
que fiquei balbuciando,
toda a ciência transcendendo.

Estava tão enlevado,
tão absorto e desatento,
que meu sentido ficou
de todo sentir privado;
e o espírito dotado
de um entendimento sem entender
toda ciência transcendendo.”


Descobri sabedoria muito bela nestes escritos de um Santo-poeta que nos deve levar à reflexão - S. João da Cruz, o poeta do amor!

"Para chegares ao que não gostas, hás de ir por onde não gostas."

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segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Ainda há histórias de amor que dão origem a lagoas

Não foi lenda nem conto de fadas. Não foi amor à primeira vista.
Costumo dizer que não o conhecia. Mas claro que sim, desde criança. Só que nunca me tinha chamado a atenção. Não era meu amigo, nem meu vizinho, nem sequer meu colega. Tínhamos familiares comuns, o que nos permitia cruzarmo-nos algumas vezes. Superficialmente. Mas nunca o tinha visto com outros olhos (com olhos de ver ao perto) – com olhos do coração.

Foi uma daquelas coisas de que não se está à espera, mas que se faz acontecer, sem querer:
Numa boda de casamento, percebo que os pés se tocam por baixo da mesa… cruzam-se os olhos, aparecem uns sorrisos marotos, as pálpebras baixam-se e o rubor dá sinal de si. Caramba, mas o que é isto?
Tento disfarçar os pulos que me fogem do peito e acho que consigo. Levo para a brincadeira a insistência dos pés debaixo da mesa. Acontecem ali duas conversas diferentes e desajeitadas – a que as bocas falam e a que os pés dizem, mas esta segunda linguagem é-me desconhecida e desconcertante. E cabem naquela mesa vários tipos de iguarias quentes e saborosas: as que reconfortam o estômago; as que enchem os olhos; as que inebriam os sentidos; as que alimentam a fantasia…

E depois das sobremesas e das sobmesas nada nunca mais foi igual.

Há histórias de amor que dão origem a lagoas. Há histórias de amor que nos deixam lagoas para sonhar e para aprender antes de as mergulhar. Foi assim que se passaram dias e semanas e meses e mais meses antes de tentarmos nadar. Não se passava da margem, cada qual na sua. As margens também são sublimes e deleitosas, vibrantes de flores e de suavidade, agradáveis de se passear.
E nesses longos meses bastava um olhar, um sorriso, um aceno ao longe para levitar.

Até que começou a aquecer e chegaram as festas de Verão. E, nas tasquinhas, as nossas merendas saborosas de uns bons petiscos com pão. E debaixo da mesa os pés sempre na mesma primeira aflição. E, no arraial, a música a chamar-nos para um abraço disfarçado de dança, um encosto, um aperto, um acelera-coração.

Depois veio o Inverno com o calor dos bailes no Casarão e o embalo nessas danças de salão. E aquela chapada que dei a outro por se tentar meter pelo meio e armar confusão. E o meu amado foi embora, como que arrependido, envergonhado, daquela situação.

E seguiram-se-me as dúvidas se ele gostava de mim ou não. Aliás, certezas ainda eu não tinha tido, pois aquela boca nunca se quisera abrir para, (nem) de viva voz, me dizer aquilo que eu queria ouvir.

Bem, se era assim, teria de esperar, pois a um Inverno haveria de suceder uma Primavera e, talvez, dias de luar.

E eis que chegou Março, florido e ensolarado, e num domingo à tarde – eram os meus 20 anos – ele fez-se convidado. Na mesa esperavam-no uns acepipes para começar.
Foi ficando e foi voltando durante um mês, e deixando-se ficar, meio esquecido, meio perdido, sem eu bem saber o que o seduzia, pois estava a ver que ele não se descosia. Até que tive de tomar coragem:
- Eu gosto de ti… mas não sei bem se tu gostas de mim…
E ele, numa voz quase sumida:
- Eu gosto mais do que isso… eu amo-te.

Oh, céus! Como estava difícil o primeiro beijo de acontecer! Como a água desta lagoa estava custosa de se dar a beber!

(Passados uns bons anos, o primeiro peixinho, nascido desta lagoa de amor, conheceu uma belíssima açoriana, e com ela formou a sua própria lagoa numa destas ilhas mais maravilhosas que me é dado conhecer).
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segunda-feira, janeiro 31, 2011

Conta-me histórias

Conta-me histórias de tempos
A que eu gostaria de voltar
Tenho saudades de momentos
Que nunca mais vou encontrar
A vida talvez sejam só três dias
Eu quero andar sempre devagar




O passado, ainda mais quando diz respeito à infância, espreita-nos, tantas vezes, impregnado de nostalgia. A infância, quer queiramos que não, marca-nos, tanto pela positiva como pela negativa, a vida adulta.

Em tempos escrevi um rol de Sete Coisas marcantes da minha infância. Sete é um número mágico que pode querer dizer tanto e ainda mais. Hoje volto a esse Sete da infância, mas não me vou repetir, apenas completar três coisitas que então deixei por dizer.
Como toda a gente, tenho da minha infância algumas lembranças felizes, dolorosas, hilariantes, vergonhosas e, também, de coisas que gostaria de ter tido como, por exemplo, alguns brinquedos.
E entre os brinquedos que não tive estava uma bola; nem sequer consegui nunca tirar ao primo a bola dos pés dele - que raiva!
Também nunca tive um baldito e uma pá para fazer castelos na areia da praia.
E também nunca tive direito a nenhuma daquelas navalhas que o arco-íris trazia e deixava no local onde pousava (nunca o consegui apanhar).

Ah, mas tive as estrelas, a lua, o sol, o mar, o vento, a chuva, a rua para brincar; e uma boneca quase tão grande como eu com quatro anos, que as sobrinhas acabaram por estragar.

E tenho agora este selo-certificado-caminhante, cheio de havaianas para calçar, como marca deste e de  outros desafios, vindo da Malu e da Teresa, e que me foi passado pela Filipa, para a Canela aqui vir buscar.

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terça-feira, janeiro 25, 2011

30 Anos

Domingo. Faz hoje 30 anos era Domingo.
Naquele tempo o tempo não corria, andava a passo lento. A manhã despiu-se muito lentamente do sono nocturno, espreguiçando-se no som luminoso do dia. Sem pressas, inspirei os primeiros raios da manhã e deixei-me ficar a saborear os últimos minutos do meu ninho de criança. Uma vida nova iria, dali a poucas horas, começar para mim, mas eu nem sequer pensava muito a sério nisso. Achava que era tudo tão natural como comer, dormir e respirar. Era o rumo normal da vida.
Levantei-me, então, quando me apeteceu, quando já todos trabucavam em casa, serena, fresca. Não houvera despedida de solteira (o que era isso?) tal como não haveria lua-de-mel (pelo menos nada programado). E o dia, apesar de ser Inverno, não estava frio (nem podia estar).

Naquele tempo era tudo tão lento, tão lento, que 10 meses de namoro mais me pareciam 10 anos.
Depois, o tempo começou a correr. Tão depressa, que hoje 30 anos de casamento mais me parecem 30 meses.
Parece que ainda foi há poucos dias que escrevi uma Carta Ridícula;
ou que há poucos meses evoquei este dia 25.01.1981;
ou que, enfim, há tão pouco tempo que contei aqui The Secret.

Meu Deus, como o tempo voa agora a uma velocidade vertiginosa...
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sábado, janeiro 15, 2011

Musicoterapia

Relacionado com uma actividade formativa, fiz uma experiência de musicoterapia.

"A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que este alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento" (World Federation of Music Therapy)

O processo da Musicoterapia pode desenvolver-se de acordo com vários métodos. Na maior parte dos casos a Musicoterapia é activa. A intervenção, que pode ser individual ou em grupo, envolve actividades musicais (escuta musical, canto, improvisação vocal e instrumental, expressão corporal e outras que envolvam som e movimento), num processo planificado e continuado no tempo, tendo em conta as necessidades especificas de cada pessoa.

Comunicar através da música:
Através de sessões colectivas de musicoterapia é possibilitada a abertura de canais de comunicação, para chegar à produção de comunicação verbal dentro do grupo.

A Musicoterapia destina-se especialmente a pessoas com problemas de relacionamento, comunicação, comportamento e integração social, podendo ser aplicada a idosos, adultos, adolescentes e crianças e, no que respeita ao seu espaço físico, em instituições de saúde física e mental, educação, intervenção comunitária e reabilitação.

Esta actividade pode também situar-se em projectos de promoção e manutenção de bem-estar, dirigidas a pessoas saudáveis e também a pessoas que – por padecerem de condições crónicas – procuram cuidar do seu bem-estar de forma activa e adaptada às suas circunstâncias de vida.

Para mim foi uma experiência muito interessante e salutar. A repetir.


Bamboo Flute with Nature Sounds

Musicoterapia_Natural_Sound

quinta-feira, dezembro 30, 2010

É Natal - Tempo de Luz

6.º Dia do Tempo de Natal

«Jesus encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e se fez homem». (Do Credo)


«As trevas passam e já brilha a luz verdadeira. Aquele que diz estar na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas. Quem ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar. Mas o que odeia o seu irmão está nas trevas, caminha nas trevas, e não sabe aonde vai, porque as trevas ofuscaram os seus olhos.» (1 Jo. 8-11)


É tempo de Natal, tempo de Amor e de Paz.
É tempo de cultivar a Tolerância, o Perdão.
É tempo de dar a mão, amor, atenção, paz e perdão a todos os que estão à nossa volta.
É tempo de transformar o nosso coração em presépio, para Jesus nele nascer.
É tempo de nos abrirmos à Luz, de corresponder ao Amor.
Porque Deus nos amou primeiro e "amor com amor se paga": e «Aquilo que fizerdes ao mais pequeno dos Meus irmãos, a Mim o fazeis» (Mt 25, 40).


«Ó Deus invisível e todo-poderoso, que dissipastes as trevas do mundo com a vinda da vossa luz, volvei para nós o vosso olhar, a fim de que proclamemos dignamente a maravilhosa natividade do vosso Filho Unigénito. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.» (Da liturgia diária)


Amanhã seguiremos nesta Caminhada de Natal com a Felipa


Para todos, boa continuação das Festas Natalícias.

Um Novo Ano de Luz e harmonia!

sábado, dezembro 18, 2010

Jesus é A Luz

«A Luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a admitiram.» (Jo. 1,5)


Conta-se que no ano 274 d.C. o imperador Lúcio Domicílio Aureliano implementou, a 25 de Dezembro, as festividades pagãs ao deus sol - o astro-rei. Era o "dies Natalis Solis Invicti". Tal terá gerado a contestação dos cristãos da época que viriam a proclamar, neste dia, JESUS CRISTO, nascido em Belém, como o "Novo e verdadeiro Sol", a única Luz que veio iluminar a humanidade.

Porque não é no sol, nem em quaisquer outras luzes, por mais brilhantes e sedutoras (de lâmpadas eléctricas multicolores a tremeluzir, de velas naturais e ou aromatizadas... e outras... e outras...) que está a visão, o odor, o sabor, o tacto, o eco do Natal.

Todos os nossos sentidos devem estar voltados para a verdadeira essência do Natal - JESUS - a verdadeira Luz.

Para todos um Feliz Natal pleno dA Luz!


ADENDA:

25 de Dezembro é mesmo a verdadeira data em que Jesus nasceu.


sexta-feira, dezembro 17, 2010

Linda Noite!



Linda noite de Natal
Noite de grande alegria
Caminhava S. José
Mais a sagrada Maria

Linda noite, linda noite
Linda noite de Natal

Caminhavam p’ra Belém
Para lá chegar de dia
Mas quando eles lá chegaram
Já toda a gente dormia

Linda noite, linda noite
Linda noite de Natal

Bateram a muitas portas
Mas ninguém lhes acudia
Foram dar a uma choupana
Onde o boi bento dormia

Linda noite, linda noite
Linda noite de Natal



Hoje ando a Chá de Perpétuas Roxas, se não!...

se não?!...

se não: logo à noite não canto!


Um santo Natal, com Jesus, para todos!

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