20071129

Elas não matam... mas moem!



Estás ficando velha...



- ... mas não desarmo!


(James Blunt - 1973)

20071122

Perdida

Tão cedo passa tudo quanto passa!
Morre tão jovem ante os deuses quanto
Morre! Tudo é tão pouco!
Nada se sabe, tudo se imagina.
Circunda-te de rosas, ama, bebe
E cala! O mais é nada.

(Ricardo Reis)


Perco-me num mundo pronto a…:
Pronto-a-vestir, pronto-a-comer, pronto-a-consumir…
Consumir. Consumir-me!
Quem sou eu? Que faço aqui?!
Oh! Ilusão…

A vida é como uma rosa em botão,
Com tantos espinhos quanto de beleza!

Pois será uma vida de facilidades verdadeira vida?
As pedras do caminho, tantas vezes difíceis de ultrapassar, ajudam a rosa a crescer, a desabrochar.
Mas perco-me.
Perco-me, sim! Tão cheia de coisas e permanentemente insaciada, tão cheia de nada!

Sinto-me incapaz de lutar contra o que não poderei mudar. Apenas o posso contornar.
Conformada, eu? Não. Nunca!

Só tenho que agarrar a vida, o amor, com todas as forças que me assistirem.
Não passar pela vida sem a viver condignamente, mesmo que muitas coisas me sejam apresentadas de maneira diferente.

“E se um dia-hei de ser pó, cinza e nada,
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... para me encontrar...”
(Florbela Espanca)

Carpe diem

20071116

La la la la...


Be Happy





(Bobby McFerrin - Don't worry, be happy)

20071111

Cultura do Dar

Tudo o que tenho é teu
Nada é só de alguém
Tudo o que tens é meu
E é tudo teu também

O meu dinheiro é teu
Sinto alegria em dar
O teu sorriso é meu
Sê livre e dá p’ra amar

Dá e tudo terás, o que tens não é só teu!
Dá e tudo terás, o que tens não é só teu!

Riqueza é ter p’ra dar
Riqueza é dar p’ra ter
Fortuna é dar o amor
Faz rico o teu viver

Olha o que não tem
O criador te dá
Partilha o que é demais
Mais ainda Ele te dará



In: Missa com Crianças e Jovens.cancioneiro.pdf, págs 65 e 66


Hoje foram os meninos da catequese que cantaram e encantaram. E tudo cânticos novos que aprenderam tão depressa e bem!
Quando a Eucaristia, assim participada, terminou... eles queriam mais! "Então mas já está a acabar?" perguntavam, "passou tão depressa".

Uma experiência a repetir, sem dúvida!

Meus queridos, para o próximo mês haverá mais!

20071108

Opções radicais

“ Tudo é permitido, mas nem tudo convém; tudo é permitido, mas nem tudo edifica” (1 Cor. 10,23)

Somos, com alguma frequência, assaltados por múltiplas solicitações. Propostas de felicidade. Algumas podem ser mesmo propostas radicais. Radicais porque não contemplam meias medidas. Não são mais-ou-menos.

Uma proposta é algo que podemos aceitar e fazer nossa, se nos parecer interessante. Ou então rejeitar, se não nos convir.

Na nossa vida sempre temos que fazer escolhas. Fazer opções decisivas, radicais.

Quando nos sentimos chamados a estas opções, devemos agir movidos pela nossa liberdade.
Mas a liberdade individual não deve ser fruto duma moral privada e subjectiva, confeccionada à medida e ao sabor de cada um.
Também nunca deve ser regulada pela consciência dos outros. Isso deixaria de ser liberdade para se tornar dependência, escravidão.


A liberdade só o é quando provém de nós e não dos outros. Não são os outros que nos tornam livres. Somos nós que tornamos livres os outros, quando sabemos usar a nossa liberdade.

E para que saibamos usar devidamente a liberdade temos que procurar formar bem a nossa consciência.
Uma consciência bem formada é meio caminho para boas opções, especialmente quando implicam radicalidade.
Será através da nossa consciência que conseguiremos discernir o que de facto convém.


“ Sei que posso fazer tudo,
Mas nem tudo me convém.
Tenho liberdade para viver
Minha vida, mal ou bem.
Sei que posso fazer tudo,
Mas nem tudo me convém.
O que escolho fazer hoje
Vou vivê-lo amanhã.”

(Sara Tavares – Escolhas)

20071105

O amor acima de tudo

“Agora subsistem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior delas é o amor”. (1 Cor 13,13)

O amor. Sempre o amor!
Tema complexo, este!

E considero-o complexo porque este pode ser de três tipos (ou dimensões): o Eros, o Philia, e o Agape (do Grego).

Eros: o amor entre homem e mulher.

Philia: o amor de amizade.

Agape: o amor de Deus pelos homens.

Vou ater-me, por agora, ao terceiro tipo de amor: o Agape.
Este é o que somos chamados a nutrir por todos os que nos rodeiam (o nosso próximo).
O Agape pode englobar os outros tipos de amor ou não, e subdividir-se, ainda, em vários outros especiais, como o filial, o fraternal, o paternal, o maternal…

No geral, o termo “amor” aparece-nos hoje muito banalizado e até “coisificado”.
Ele é identificado mais com o conceito de Eros e confundido com “paixão”.

Como diz a canção dos “Cantabaía”:

“Ai, é o amor,
Ai, ai, ai é o amor,
É o amor!”

É lindo, só que não pode reduzir-se a isso!

Amar, mais do que dar, é dar-se!

Seja qual for o tipo de amor, se for verdadeiro, vale mesmo a pena vivê-lo!

Este enriquece mais quem o dá, do que quem o recebe!

Eu amo!
Sou feliz por isso!

20071103

Galinha!




Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (Antoine de Saint-Exupéry, in 'Cidadela')

Quem ama deixa livre o objecto do seu amor.

(É que, se eu não os deixasse livres, eles libertar-se-iam na mesma!)

20071101

Je t'aime... J

Je t’aime
I love you
Io ti amo
Te quiero
Eu amo-te


Há coisas que nunca mudam.

Em SMS ou escritas em paredes, estas palavras são de todos os tempos.
Um sentimento antigo e sempre actual que faz vibrar todo o nosso ser.


Amo-te!


(Je t'aime moi non plus)