Por vontade explícita na Carta Apostólica Misericórdia et Misera (20 de Novembro de 2016), o Papa Francisco instituiu o XXXIII Domingo do Tempo Comum como Dia Mundial dos Pobres, pois, nas suas palavras, o encontro com os pobres que nos rodeiam "será um momento propício para encontrar o Deus que buscamos".
Fica sempre um pouco de perfume,
Nas mãos que oferecem rosas,
Nas mãos que sabem ser generosas. (Bis)
Dar o pouco que se tem
Ao que tem menos ainda,
Enriquece o doador,
Torna a alma ainda mais linda.
Dar um pouco de alegria,
Parece coisa tão singela,
Aos olhos de Deus, porém
É das graças a mais bela. (Fica sempre um pouco de perfume, Irmã Judith Junqueira Vilella) Acordes e ouvir Pauta
«A palavra de Deus deste 2º domingo da Quaresma começa por convidar a deixar o nosso comodismo e adormecimento na fé, para sermos transformados e transfigurados, em Cristo, caminhando como peregrinos para a Páscoa, pois “a cidade a que pertencemos está nos céus” (Fl 3, 20).
Alguns podem andar esquecidos que somos amigos de Deus, que sempre nos ama, e nos dá uma vida sobrenatural, com vocação à imortalidade, e que essa vida precisa de ser alimentada pelos melhores meios. A Eucaristia é um dom insubstituível. A nossa vida de fé é uma vida nova, em Cristo. Assumamos, pois, o nosso baptismo, e vivamos n’Ele o caminho de libertação e de conversão.
Somos interpelados a estar disponíveis, e acolhendo a palavra do Senhor, como Abraão, que acreditou e confiou em Deus, e foi capaz de sair da sua zona de conforto.
É preciso deixar a auto-suficiência, e as amarras que nos prendem a uma vida fútil e vazia, desprovida de autenticidade e de verdade, escravizada pelas coisas terrenas, como lembra a segunda leitura (Fl 3,17-4,1).
Só Cristo, Senhor e Salvador, nos transformará, fazendo-nos participar do seu “corpo glorioso”, como nos propõe. Precisamos duma autêntica conversão do coração, com a firmeza duma decisão por Cristo.
Jesus, o Filho bem-amado do Pai, realizará essa transformação do nosso coração. Ele nos propõe uma vida feita de entrega e de amor, até à morte, como nos dá exemplo.
É o caminho de transfiguração, que queremos seguir, para sermos mulheres e homens novos, em Cristo. Transfigurou-se a nossa cabeça, que é Cristo, e também se transfigurará o corpo, que somos nós.
Deus de infinita bondade, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. (Oração de colecta do II Domingo da Quaresma)
Que se pede, nesta Eucaristia? Alimentando-nos da Palavra, escutar e seguir Jesus, como seus discípulos, num projecto de amor e de serviço, para sermos filhos no Filho.
Para isso, precisamos de purificação espiritual dos nossos critérios e estilo de vida, para entrarmos na sua glória.
“Este é o meu Filho, o meu Eleito: escutai-O”(Evangelho: Lc 9, 28b-36)
Deus oferece-nos uma proposta de libertação, mas é preciso fazer silêncio, para a nossa oração. Queremos acolher Jesus, palavra viva, pelo dom e auxílio do Espírito Santo, que vem rezar em nós. Sintamo-nos filhos, amados por Deus, para sermos transfigurados e participarmos da sua glória. A herança do céu é o nosso grande tesouro, que nos faz progredir no caminho de vida em plenitude!
«O Catecismo da Igreja Católica, ao falar da
Eucaristia dominical, afirma o seguinte: "O
domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve
guardar-se em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito" (nº
2177). Depois refere que igualmente se devem guardar os dias santificados, ao
longo do ano litúrgico. Por isso, os mandamentos da Santa Igreja, que são
cinco, afirma logo no primeiro que se
deve “participar na Eucaristia todos os domingos e dias santos de guarda”. Porque quem não se alimenta não sobrevive, e assim
a fé necessita deste alimento sacramental regular.
Somos
convidados a viver o VI Domingo Comum, porque é o Dia do Senhor, e Deus é o
centro da nossa vida, como consequência do Baptismo. É isso mesmo que quer dizer
a palavra “domingo”, que vem de “Dominus”, e significa “do Senhor”.Hoje, pela Palavra de Deus, procuremos
perceber a importância fundamental que Deus deve ter na nossa vida, com
propostas para a dimensão mais profunda da existência. Há o risco de busca de
auto-suficiência, na sociedade actual, que leva à arrogância e ao individualismo
exacerbado, prescindindo de Deus e das suas propostas. Afirmemos, pois, o
sentido duma vida em Cristo, e Cristo ressuscitado!
Senhor,
que prometeste estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a
vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. (Oração de Colecta do VI Domingo Comum)
Esta
oração é muito bela! Na certeza de que Deus mora na sinceridade do coração recto,
suplicamos o dom duma vida plena, em nós, que seja verdadeira morada de Deus.
Afinal, vamos à igreja para sermos mais Igreja!
"Bem-aventurados
vós, os pobres…
Mas ai de
vós, os ricos…" (Do Evangelho: Lc 6, 17. 20-26)
As
bem-aventuranças são a magna carta dos cristãos. Por elas devemos pautar
a nossa vida. Talvez conheçamos melhor a versão que São Mateus apresenta no
capítulo quinto. Contudo, a proposta de São Lucas é mais sintética e, para além
das bem-aventuranças, apresenta também as maldições, os “ais”, para termos mais
cuidado em ser bem-aventurados.
Porque ser
bem-aventurado é ser feliz, para conseguirmos a verdadeira felicidade, rezemos
com frequência: Bem-aventurados…É a máxima a que aspiramos!»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o VI domingo do Tempo Comum, ano C, e semana que se segue)
«Jesus ressuscitado entrou na casa onde os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas, e transmitiu-lhes a sua paz (cf. Jo 20, 19).
Em encontro regular, os amigos de Jesus continuam a reunir-se ao domingo, na Eucaristia, e inundam-se de alegria, porque “Ele está no meio de nós”, como aclamamos várias vezes!
Vamos já no V Domingo Comum, que pela Eucaristia nos convida a corresponder ao chamamento! Além da chamada à vida, que Deus nos deu, pelos nossos pais, é sobretudo pelo dom do Baptismo, que nos tornou filhos de Deus e da Igreja, para crescermos na vida em Cristo e na experiência de salvação.
Importa corresponder a essa vocação: somos chamados por Deus, e d’Ele recebemos a missão, enviando-nos ao mundo para a libertação dos homens. Não esqueçamos que, pela graça baptismal, nos tornamos membros de Cristo “sacerdote, profeta e rei”. Se é assim, importa corresponder, com um testemunho coerente na fé e na vida cristã.
Para sintonizar com o projecto de Deus, a oração que transcrevemos, de seguida, quer obter para nós, da parte do Senhor, uma grande graça. Por isso a rezamos, para viver o que se pede!
"Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção." (Oração de Colecta do V Domingo Comum)
Então, o que se pede nesta Eucaristia? Antes de mais, que nos sintamos família de Deus e família cristã. E a família deve reunir-se. Por isso, em cada domingo, vivemos uma assembleia eucarística. Como afirmou S. João Paulo II, na Carta Apostólica Dies Domini, nº 1:
“É convite a reviver, de algum modo, a experiência dos dois discípulos de Emaús, que sentiram «o coração a arder no peito», quando o Ressuscitado caminhava com eles, explicando as Escrituras e revelando-Se ao «partir do pão» (cf. Lc 24,32.35)”.
Depois, exprime-se a confiança em Deus, para obter d’Ele a protecção que esperamos.
"Eles deixaram tudo e seguiram Jesus" (do Evangelho: Lc 5, 1-11)
Pedro e os companheiros são sinal da Igreja nascente, em missão no meio dos homens, obedecendo ao Mestre, Jesus Cristo, que realiza o milagre.
O corpo (Igreja) deve estar unido à cabeça (Cristo) para frutificar na missão (a pesca dos homens).
Rezar esta Palavra, implica saber o que devo deixar, para seguir Jesus.
Que cada um de nós continue a missão das colunas da Igreja nascente, com confiança!
O desafio é para mim e para ti…»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o V domingo do Tempo Comum, ano C, e semana que se segue)
«Eu por ti, acertaria o meu passo ao teu caminhar.
Eu por ti, o teu problema arcaria sobre mim
e abraçaria o horizonte que trazes dentro do teu olhar.
Eu por ti, buscar-te-ia no mar da tua solidão.
Eu por ti, te encontraria no grito dos teus porquês,
não pensando às minhas decisões e aos meus critérios, se falas tu...
Eu por ti, palpitaria pelos teus desejos.
Eu por ti, daria voz às tuas mil razões.
Eu por ti,
eu por ti, perder-me-ia no teu pranto,
cantaria o teu próprio canto,
que esta força em mim,
deixaria a ti primeiro colher a flor do meu jardim.
Eu por ti, faria ecoar no meu peito a voz da tua dor.
Eu por ti, suportaria a tua fragilidade
e ancorar-te-ia à minha mão se fosses arrastado na maré...
Eu por ti, faria minha a angústia que vive em ti.
Eu por ti, entregaria os meus trunfos à tua mão;
por ti sentiria a saudade pelo fragor da terra que deixaste...
Eu por ti, palpitaria pelos teus desejos.
Eu por ti, daria voz às tuas mil razões.
Eu por ti,
eu por ti, seria o eco do teu canto,
na apatia e na alegria,
que esta força em mim,
deixaria a ti primeiro colher a flor do meu jardim.»
Original: "Vorrei" do grupo italiano "GEN Rosso".
Uma possível tradução mais literal de "Vorrei", para melhor compreensão da letra "Eu por ti":
Gostaria de sentir em primeira mão os teus problemas, gostaria de carregar os teus fardos nos ombros, gostaria de abraçar o teu horizonte ver o mundo com os teus olhos.
Gostaria de sentir dentro de mim a angústia que sentes, gostaria de senti-la completamente minha porque gostaria de não pensar em soluções, ou em minhas opiniões, se tu falares.
Eu gostaria de ser unido aos teus pensamentos. Gostaria de ser unido aos teus desejos.
Eu gostaria, eu gostaria de ser unido ao teu choro, unido ao teu canto sim, eu gostaria... eu gostaria... porque na minha vida eu coloquei-te antes de mim.
Eu gostaria de me sentir sem fôlego se o não tiveres Gostaria de me sentir mal se não tivesses forças,
gostaria de te ancorar em minhas mãos se a tua vida perdesse altitude.
Gostaria de me sentir um sem-abrigo se tu não tiveres um tecto, gostaria de me sentir um exilado se tu o estivesses, gostaria de poder dar-te o meu emprego se tu não conseguires encontrar um.
Gostaria de ser um com as tuas amarguras, gostaria de ser um com as tuas certezas.
Eu gostaria, eu gostaria de ser um de vocês no tédio, um de vocês na alegria sim, eu gostaria... eu gostaria... porque na minha vida vos coloquei antes de mim.
Para reflectir: Quem é que está disposto a ser sempre pelos outros,
"Porque toda a Vida vem de Ti Em Tua Luz, vejo a Luz. Porque toda a Vida vem de Ti E Tua Luz faz-me ver a Luz.
Que precioso é Teu Amor, Senhor Meu Deus, Mais do que a Vida, sim. E na sombra das Tuas asas Buscarei refúgio e paz.
Na abundância do Amor me prostrarei Ante Teu Trono, oh Deus. Nos Teus átrios com Temor Te louvarei Por Tuas Graças, Senhor.
Na abundância dos Teus átrios Gozarei como o melhor festim. Do Teu rio de delícias Beberei todo o melhor."
[Porque toda a Vida vem de Ti (Baseado no Salmo 36, 7-9) Autoria de John Keating - Servants of the Word – Sword of the Spirit Traduzida do original 'In your light we see light']
"Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,
parecia-nos viver um sonho.
Da nossa boca brotavam expressões de alegria
e de nossos lábios cânticos de júbilo.
Diziam então os pagãos:
«O Senhor fez por eles grandes coisas».
Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,
estamos exultantes de alegria.
Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,
como as torrentes do deserto.
Os que semeiam em lágrimas
recolhem com alegria.
À ida, vão a chorar,
levando as sementes;
à volta, vêm a cantar,
trazendo os molhos de espigas."
Refrão 2:O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo. (30.º Domingo Comum, ano B); (2.º Domingo do Advento, ano C); (5.º Domingo da Quaresma, ano C) Partitura
Os nossos olhos estão postos no Senhor,
até que Se compadeça de nós.
Levanto os olhos para Vós,
para Vós que habitais no Céu,
como os olhos do servo
se fixam nas mãos do seu senhor.
Como os olhos da serva
se fixam nas mãos da sua senhora,
assim os nossos olhos se voltam para o Senhor nosso Deus,
até que tenha piedade de nós.
Piedade, Senhor, tende piedade de nós,
porque estamos saturados de desprezo.
A nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes
e do desprezo dos soberbos.