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segunda-feira
domingo
No dia de hoje se cantam os reis
I
Venho-vos cantar os reis,
Pela folhinha da vinha,
Senhora abra-nos a porta,
Que eu quero ver a lapinha.
Coro
Se vós não sabíeis,
Agora sabeis
Que no dia de hoje,
Se cantam os reis.
II
Venho-vos cantar os reis,
Pela folhinha da rama,
Se vós ainda estais deitada,
Levante-se já da cama.
III
Venho-vos cantar os reis,
Pela folha de hortelã,
Se não nos abre a porta,
Boa noite e até amanhã.
IV
Donde eu estou bem vejo,
Uma luzinha deserta,
Graças a Deus para sempre,
Que eu já vejo a porta aberta.
(Tradicional madeirense)
Venho-vos cantar os reis,
Pela folhinha da vinha,
Senhora abra-nos a porta,
Que eu quero ver a lapinha.
Coro
Se vós não sabíeis,
Agora sabeis
Que no dia de hoje,
Se cantam os reis.
II
Venho-vos cantar os reis,
Pela folhinha da rama,
Se vós ainda estais deitada,
Levante-se já da cama.
III
Venho-vos cantar os reis,
Pela folha de hortelã,
Se não nos abre a porta,
Boa noite e até amanhã.
IV
Donde eu estou bem vejo,
Uma luzinha deserta,
Graças a Deus para sempre,
Que eu já vejo a porta aberta.
(Tradicional madeirense)
O Cantar dos Reis é uma tradição secular celebrada na altura da Epifania - Dia de Reis -, tendo lugar em muitas localidades a partir das 23 horas da noite do dia 5 de Janeiro e durante o dia 6, mas cada vez menos porta a porta. É uma tradição equiparada à das Janeiras, que tem sofrido novas dinâmicas, muitas vezes fundindo-se Cantar dos Reis e Janeiras, em que estas tinham início no dia 1, ou ainda antes - por volta do dia 26 de Dezembro -, estendendo-se até ao dia 6, ou além disso prolongando-se durante todo o mês de Janeiro.
Bons momentos de religiosidade popular!
segunda-feira
Tradições – das orações e expressões orais II
Na senda de recolhas de Orações Tradicionais Antigas da Religiosidade Popular
- Oração ao Justo Juiz Divinal
(para proteger nas viagens e quando se sai de casa; contra o mal e contra as injustiças)
"Justo Juiz Divinal, filho da Virgem Maria,
que em Belém fostes nascido,
em Nazaré fostes criado;
crucificado entre toda a judiaria.
Peço-vos, meu Deus e Senhor,
pelo Vosso Santo dia,
Que me guardeis de noite e de dia;
Que eu não seja preso,
nem ferido, nem morto,
Nem na injustiça envolto.
Pax tecum, pax tecum,
Disse Jesus aos seus Discípulos.
Se vierem para me ofender
Tendo olhos, não me vejam,
Tendo boca, não me falem,
Tendo mãos e não me peguem;
Tendo braços, não me prendam,
Tendo pernas, não me alcancem.
Com as armas de São Jorge serei armado,
Com a capa de Abraão serei coberto,
Com o leite da Virgem Maria serei borrifado,
Com o sangue do Senhor Jesus Cristo serei baptizado,
Na arca de Noé serei arrecadado,
Com as chaves de São Pedro serei fechado,
Para que os meus inimigos não me possam ver,
Nem ferir, nem matar,
Nem sangue do meu corpo tirar,
E nem em pensamento me possam fazer mal.
Por aqueles três sacerdotes revestidos ao altar,
Por aqueles três Cálices Benzidos,
por aquelas três Hóstias Consagradas,
que consagrastes ao Terceiro dia,
Peço-vos meu Deus e Senhor
Que me dês aquela doce companhia,
A que deste sempre à Virgem Maria,
desde Belém até Jerusalém.
Que eu vá e volte na mesma alegria.
Que eu seja tão bem guardado tanto de noite como de dia,
Assim como andou Jesus Cristo no ventre da Virgem Maria.
Deus adiante, paz na guia!
Em louvor de Nosso Senhor
e da Virgem Maria,
Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria..."
- Oração ao Justo Juiz Divinal
(para proteger nas viagens e quando se sai de casa; contra o mal e contra as injustiças)
"Justo Juiz Divinal, filho da Virgem Maria,
que em Belém fostes nascido,
em Nazaré fostes criado;
crucificado entre toda a judiaria.
Peço-vos, meu Deus e Senhor,
pelo Vosso Santo dia,
Que me guardeis de noite e de dia;
Que eu não seja preso,
nem ferido, nem morto,
Nem na injustiça envolto.
Pax tecum, pax tecum,
Disse Jesus aos seus Discípulos.
Se vierem para me ofender
Tendo olhos, não me vejam,
Tendo boca, não me falem,
Tendo mãos e não me peguem;
Tendo braços, não me prendam,
Tendo pernas, não me alcancem.
Com as armas de São Jorge serei armado,
Com a capa de Abraão serei coberto,
Com o leite da Virgem Maria serei borrifado,
Com o sangue do Senhor Jesus Cristo serei baptizado,
Na arca de Noé serei arrecadado,
Com as chaves de São Pedro serei fechado,
Para que os meus inimigos não me possam ver,
Nem ferir, nem matar,
Nem sangue do meu corpo tirar,
E nem em pensamento me possam fazer mal.
Por aqueles três sacerdotes revestidos ao altar,
Por aqueles três Cálices Benzidos,
por aquelas três Hóstias Consagradas,
que consagrastes ao Terceiro dia,
Peço-vos meu Deus e Senhor
Que me dês aquela doce companhia,
A que deste sempre à Virgem Maria,
desde Belém até Jerusalém.
Que eu vá e volte na mesma alegria.
Que eu seja tão bem guardado tanto de noite como de dia,
Assim como andou Jesus Cristo no ventre da Virgem Maria.
Deus adiante, paz na guia!
Em louvor de Nosso Senhor
e da Virgem Maria,
Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria..."
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quinta-feira
Tradições – das orações e expressões orais I
Aproveitando as reuniões diárias da recitação do terço do rosário, na capelita da aldeia, procurei recuperar, junto das participantes, algumas orações antigas tradicionais transmitidas oralmente de uma geração para outra.
A oração/lenga-lenga que se segue foi-me ensinada, em criança, pela minha avó paterna, que me a fazia recitar ao pôr-do-sol. Com o passar dos anos acabei por me esquecer de algumas partes e do seu encadeamento.
Ei-la agora recuperada:
"Já o sol se vai escondendo, por detrás daquela serra;
Com uma capelinha (ou capinha?) vermelha que lhe deu a Madalena.
Madalena escreveu uma carta a Jesus Cristo;
O portador que a levava era o padre São Francisco.
O padre São Francisco, vestidinho de burel,
Vai beijar as cinco chagas ao divino Emmanuel.
O divino Emmanuel, cheio de chagas e feridas,
Vai-se lavar - o divino Emmanuel - nos braços de Margarida.
Margarida não está lá, foi à Senhora da Luz;
Estão os Anjos cantando na capela de Jesus.
Na capela de Jesus, filho da Virgem Maria,
Rezemos um Pai-Nosso e uma Ave-Maria..."
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