segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Apresentação de Jesus no Templo

«No dia 2 de Fevereiro celebra-se a festa da Apresentação do Senhor, outrora de N.ª S.ª das Candeias ou de N.ª S.ª da Luz, com muita tradição na religiosidade popular. 

Na celebração, em destaque, apresentam-se as figuras do velho Simeão e de Ana, que esperaram e acolheram o Senhor. Eles nos representam, e por isso nos reunimos ao domingo, pois “O reconheceremos na fração do Pão, enquanto aguardamos a Sua vinda gloriosa”, como rezamos na liturgia deste dia. 

A Eucaristia deste dia termina com uma oração, deixando esta súplica: 

“fortalecidos por estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos a vida eterna”.

 Como é belo viver esta correspondência!»

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para a festa da Apresentação do Senhor, 2 de Fevereiro)

domingo, fevereiro 01, 2026

Convite à vivência das bem-aventuranças

 «A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!

Saúdo-vos de novo, a partir do Missal romano, para irmos aprofundando toda riqueza que nos oferecem as saudações introdutórias, pois a maioria apresenta uma dimensão trinitária. A de hoje, por ser simples, coloca-nos diante do que é mais importante, convidando a aspirar viver a graça de Cristo. Que ela seja abundante e permanente, na nossa vida de fé.

Chegámos ao IV Domingo do Tempo Comum, que convida a viver o projecto do Reino de Deus, para os pobres, os humildes, os que aceitaram despir-se do egoísmo, do orgulho, dos próprios interesses que são verdadeiramente felizes. Mas a Palavra de Deus começa com a denúncia do egoísmo, do orgulho e de auto-suficiência. Depois, S. Paulo critica os que põem a sua esperança nos poderosos e ricos deste mundo, convidando os crentes a encontrar em Cristo crucificado a verdadeira sabedoria, que convida à luz plena. O evangelho apresenta a magna carta do Reino, convidando à vivência das bem-aventuranças.

"Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o nosso coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por NSJC…" 
(Oração de Colecta do IV Domingo comum)

Esta oração aponta-nos para dois polos de referência fundamentais: a relação com Deus, a quem devemos adorar com todo o coração, e com todos os homens, sem acepção de pessoas; por outras palavras, é o convite a nunca separar o amor a Deus e aos irmãos. Só assim teremos um coração disponível para viver as bem-aventuranças do Reino de Deus.

"Alegrai-vos e exultai porque é grande nos céus a vossa recompensa" 
(Evangelho: Mt. 5, 1-12)

Para não rezarmos apenas uma das diversas bem-aventuranças, sugiro que abramos a nossa Bíblia, e voltemos a ler todo o texto, saboreá-lo, para o procurar aplicar à nossa vida. Então sim, rezemos finalmente o versículo que lhes proponho, para que a oração seja feita nessa alegria que nos deve inundar, por assumirmos as bem-aventuranças na nossa vida, isto é, exprimindo toda a felicidade por vivermos a boa notícia do Reino de Deus, a magna carta dos cristãos, com que nos queremos comprometer.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o IV Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

sábado, janeiro 24, 2026

Domingo da Palavra de Deus

«O terceiro domingo do tempo comum é o "domingo da Palavra de Deus", que o Papa Francisco instituiu, para que façamos o seu estudo e divulgação.

Aqui fica a sugestão de colocarmos a Bíblia, em lugar nobre e de destaque, na nossa casa, para reunir a família à sua volta, como Igreja doméstica, e aí lermos e rezarmos o evangelho do dia. Será um belíssimo sinal de nos sentirmos Igreja, convocada pela Palavra de Deus, e edificada com as "pedras vivas", para formar o templo santo de Deus!
...

A graça, a caridade e a fé, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Nosso Senhor, estejam convosco! 

Continuo a sugerir a variedade e grande riqueza que manifesta a versão do novo Missal romano, em vigor desde a Páscoa do ano passado, ao fornecer muitas opções na saudação inicial. Percebemos com certeza que esta saudação é muito mais profunda, do que um vulgar bom dia, e mais bela do que as demoradas e complicadas inovações que alguns sacerdotes costumam apresentar!

Celebramos III Domingo comum, em que a liturgia da Palavra nos apresenta um convite a participar na grande riqueza da vida e do plano salvador de Deus. É o projecto do Reino, que Jesus Cristo inicia, na sequência da preparação, levada a cabo por João Baptista, que corajosamente vive os seus últimos dias na prisão, mas em que agora o Senhor concretiza e realiza plenamente. Ele é a luz, que brilha para toda a humanidade, na Galileia, e que se expande até aos confins da terra, e a esperança para todos os homens, pois “o Reino de Deus está próximo”, anuncia o evangelho. 
Assim, surgem as primeiras respostas de adesão ao convite de Jesus, que continua a convidar e desafiar os mais audazes, ao longo da história. Disponhamo-nos a usar a mesma linguagem, como nos sugere S. Paulo, na resposta à vocação.

"Deus todo poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de NSJC…" (Oração de colecta do III Domingo comum)

Jamais poderemos atingir a melhor realização da nossa vida, se não for em conformidade com a vontade de Deus. Por isso, não vivamos iludidos, mas procuremos sintonizar com o que de melhor nos pode habitar, para que demos bons frutos duma vida plena e feliz, no seguimento de Jesus Cristo. É o que pedimos a Deus nesta Eucaristia.

"Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens" (Evangelho: Mt. 4, 12-23)

O chamamento de Jesus continua a ser bem claro, e os primeiros discípulos respondem com prontidão, e sem hesitação. Não será que hoje andamos demasiado surdos, distraídos com ilusões, presos a valores precários, e escravizados por propostas sem horizonte? Ponhamos em sintonia o nosso coração e todas as nossas capacidades, com o convite de Jesus: Vinde e segui-Me! Rezemos esta proposta!»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o III Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)


 
«Deus fala. 
Fala hoje. 
Fala-nos. 
As Suas palavras estão guardadas, proclamadas e transmitidas na Bíblia. 
Não como memória morta do passado, mas como vida oferecida, vida que pulsa, interpela e chama.
(...)
Quando abrimos a Sagrada Escritura com fé,
não estamos apenas a ler palavras.
Estamos a escutar Cristo que fala hoje:
à nossa vida concreta,
às nossas feridas e escolhas,
aos nossos medos, às nossas perguntas, aos nossos sonhos.»

segunda-feira, janeiro 19, 2026

O Cordeiro de Deus

«Paz e Bem!

Hoje acolhemos uma saudação franciscana, que talvez muitos de vós já conheciam. Com ela nos unimos a um grande santo, que motivou o Papa Francisco a adoptar o seu nome, para assumir a continuidade do testemunho deste grande construtor da paz, do amor aos pobres, da fraternidade integral, e que é exemplo para o nosso empenhamento pela transformação do mundo, no respeito pelo ambiente e pela renovação da humanidade. Que S. Francisco seja nosso incentivo a trabalharmos pela paz, pelo amor, e pelo serviço à comunidade.

Estamos a começar novo ciclo no ano litúrgico, com o Tempo Comum, que tem duas fases: até ao início da quaresma e depois do tempo pascal. Com a celebração deste domingo, estamos já no segundo, porque se iniciou com a festa do Baptismo do Senhor. São 34 semanas, ao longo do ano litúrgico, que depois transita para o novo ano, com o Advento. 
 
A celebração deste domingo deixa-nos o convite a seguir o Senhor Jesus, que foi apresentado por João Baptista como “um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim”. É Ele que melhor assume ser servo de Deus, para “luz das nações”, oferecendo a salvação, lembra a 1ª leitura. 
E nós, como recorda S. Paulo, fomos “santificados em Cristo” e “chamados à santidade”. Daí o convite a correspondermos à nossa vocação.

"Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por NSJC…" (Oração de colecta do II Domingo comum) 

Deus é Criador e acompanha com bondade as suas criaturas e atende as nossas preces. É a Ele que devemos pedir o dom da paz, como nos é tão necessária. Cada um de nós deve construir a paz.

João Baptista apresenta Jesus como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Só Ele pode libertar o homem, para ter uma vida plena. Situemo-nos também junto do Senhor, e abramo-nos para a Sua graça, para que o pecado não nos impeça de participar na vida divina. Por isso, também queremos testemunhar:

"Eu vi, e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus" (Evangelho: Jo. 1, 29-34)

Depois de mergulharmos nesta mensagem, tomemos fôlego. 
João Baptista testemunhou. E eu?
Quem é Jesus para mim?

Votos de boa vivência!
Saudações fraternas»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o II Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

«Vivemos num mundo que nos ensina a admirar os fortes, a seguir os vencedores, a confiar em quem domina.
(...)
No entanto, o coração do Evangelho começa com uma imagem que continua a desconcertar:
“Eis o Cordeiro de Deus.”
Não um herói armado. Não um líder dominador. Um cordeiro.
(...)
O cordeiro não ameaça, não agride, não responde com violência. Permanece, suporta, entrega-se. Assim é Jesus.

Também João Baptista teve de reaprender Deus. Pensava conhecê-Lo, preparou o caminho durante toda a vida, mas acaba por reconhecer, com humildade: “Eu não O conhecia.” A fé começa aqui: quando deixamos cair as certezas rígidas e permitimos que Deus nos surpreenda.

A fé não nasce de ideias repetidas, mas de um encontro. João diz: “Eu vi.” Quem vê, testemunha. Quem é tocado, já não fala por ouvir dizer, mas por experiência vivida.»

domingo, janeiro 11, 2026

Baptismo do Senhor

«Terminado o tempo litúrgico de Natal, prosseguimos com a 1ª parte do Tempo Comum, que se inicia com a festa do Baptismo do Senhor. Vai ser um tempo breve, pois se interrompe quando começar a Quaresma e se retoma depois do Pentecostes.

O Tempo Comum são 33 ou 34 semanas, em que não se celebra um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o mistério de Cristo na sua globalidade, semana após semana, especialmente aos domingos. Quem quer aprofundar, e enriquecer a sua fé nesta beleza da vida cristã, não pode deixar de participar regularmente na Eucaristia dominical, para crescer no amor de Deus, e beneficiar da sua intimidade, e não permanecer à margem do seu plano, com a vida e salvação que Deus nos quer oferecer. Como nos foi anunciado, participemos, pois, na Eucaristia, “em cada domingo, nossa Páscoa semanal”!

Jesus também frequentava regularmente a Casa de Deus, a sinagoga (Cf. Lc 4, 16); foi ao templo, a Jerusalém, em peregrinação com os pais, quando tinha doze anos; e recebeu o baptismo de João, no início da sua vida pública. Por isso, era praticante!...  
Recebendo um baptismo de arrependimento dos pecados, Jesus, que não conheceu o pecado na sua vida, recebeu esse baptismo para ser solidário connosco, e tomar sobre Si os nossos pecados.


Como escutamos no evangelho deste domingo, João Baptista explica a diferença entre o seu baptismo, com água, e o que Jesus vai trazer, “com o Espírito Santo e com o fogo”.

 “Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”  ( do Evangelho: Lc. 3, 15-16.21-22)

Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, que renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor.  (da oração de Colecta da festa do Baptismo do Senhor)

Com o baptismo de Cristo, assumimos ter renascido como filhos de Deus, pelo nosso baptismo, e pedimos para permanecer sempre na graça do seu amor! Que bênção tão rica!


Na nossa oração desta semana, façamos a experiência de ser filhos de Deus, pelo baptismo, e, como herdeiros do céu, rezemos com Jesus: Abba, Pater!»
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Festa do Baptismo do Senhor)
Abba Pater! Abba Pater!
Abba Pater! Abba Pater! 
(x2)


domingo, janeiro 04, 2026

A manifestação de Jesus a todos os povos


«A paz e o amor de Deus Pai, que se manifestaram em Cristo, nascido para nossa salvação, estejam convosco!
 

É esta a saudação proposta no novo Missal romano, para o tempo de Natal, que agora termina. Por isso, é com ela que queremos saudar-vos, uma vez que iremos avançar para novo tempo litúrgico. Que bela expressão da ternura de Deus, que nos ama, e assim nos dá Jesus, para nos salvar. Mas tudo isto acontece, se fazemos a experiência, e não ficamos à margem. 

Neste domingo celebramos a Epifania, isto é, a manifestação de Jesus a todos os povos. É também designada popularmente como festa dos reis ou dos magos. Simbolizada pela luz que os magos seguem, centra-se em Cristo, que é luz do mundo, pois vem iluminar todos os homens. 
Que não fiquemos instalados, e saibamos sair da nossa zona de conforto, assim é a mensagem que os magos nos deixam ficar. 
Que por isso os personagens desta celebração da Epifania nos ajudem a perceber como temos que aprofundar mais a relação com Cristo, para que nos ilumine e experimentemos a salvação que nos oferece.

"Senhor Deus omnipotente, que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito aos gentios guiados por uma estrela, a nós que já vos conhecemos pela fé, levai-nos a contemplar face a face a vossa glória. Por NSJC…" 
(Oração de colecta do domingo da Epifania do Senhor)

Para pedirmos a graça própria desta Epifania, que esta oração manifesta, quero chamar a atenção para a frase intercalar – a nós que já vos conhecemos pela fé – para que supliquemos com verdade este dom, pois se já conhecemos o Senhor pela fé, ela nos deve levar a uma prática constante e regular dos sacramentos, da vivência cristã e comunitária.  
 
"Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra". (Evangelho: Mt. 2, 1-12)

Qual é o presente que vou oferecer a Jesus? Em Espanha, é neste dia que se faz a oferta de presentes. E o presente deve sair do meu coração, com verdade. Vou rezar esta Palavra, e vou dizer a Jesus qual é o presente que Lhe ofereço, com autenticidade. Além disso, nada Lhe dou que Ele antes não me tenha já dado. Assim, quero oferecer-me e dar-me, sem reservas!

A 1ª leitura da Eucaristia de hoje, no início, deixa um convite: Levanta-te… A carta aos Efésios lembra que os pagãos beneficiam da mesma graça que foi oferecida aos judeus. Para beneficiar outros, que comigo convivem, serei capaz de lhes dizer quem é Jesus para mim?! Os magos precisaram de perguntar a Herodes, que não soube informá-los! E eu, serei capaz de dizer com coragem o sentido que Cristo dá à minha vida? Hoje é também o dia da Infância Missionária. Por isso, além de abrir o coração a Jesus, em oração, também o quero transmitir aos outros. Ele é, ou não, o meu maior amigo?!
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a solenidade da Epifania)

quinta-feira, janeiro 01, 2026

Dia Mundial da Paz com Santa Maria, Mãe de Deus

«A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco!

Estamos a iniciar um novo ano, com a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz. 

Por um lado, queremos dedicar a Maria o início do novo ano, que nos trouxe o Príncipe da Paz, e por isso o Papa Paulo VI, em 1968, com a preocupação das guerras e o conflito dos ódios, convidou-nos a rezar para que todos nos sintamos e vivamos como irmãos.

A liturgia desta solenidade convida-nos a diversas evocações, com a riqueza de temas que ela nos oferece. Com o novo ano, consagramo-nos a Maria, que nos oferece a melhor de todas as bênçãos, o seu Filho Jesus. N’Ele, somos chamados a viver como filhos, assim nos lembra o texto da 2ª leitura, da carta aos Gálatas. Pelo evangelho, chega-nos a Boa Notícia que é revelada a todos os marginalizados, oferecendo a salvação e a vida em plenitude, a que aspira toda a humanidade. É pelo nome de Jesus, que quer dizer Deus salva, que acolhemos a realização do plano de salvação. Procuremos contemplar, como Maria.

"Senhor, nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes ao homem a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso filho. Ele que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo…" (Oração de colecta da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus)

Naturalmente que esta oração é dirigida a Deus, lembrando o papel da Virgem Santíssima, que nos deu o Autor da Vida, Jesus Cristo, filho de Deus e de Maria.

"Maria conservava todos estes pensamentos, meditando-os em seu coração." (Evangelho: Lc. 2, 16-21) 

Como Maria, também nós somos convidados a meditar esta Boa Notícia, rezando, e seguindo o exemplo dos pastores, que louvavam e davam glória a Deus, pelas maravilhas que contemplaram. No fundo do coração, agradeçamos o dom de Jesus, filho da Mãe de Deus. A Ela nos entregamos e consagramos, pedindo que nos ensine a saborear as bênçãos de Deus no coração.

Há um refrão que costumamos usar no início do ano: ano novo, vida nova
Estes são os votos que lhes dirijo, para que vivamos a alegria desta vida que temos em Cristo, porque essa é a verdadeira vida nova, aquela que recebemos no Baptismo. 
Reparem que é uma vida imortal, que proporciona a maior felicidade, que só Jesus pode oferecer. Então devemos procurar os melhores meios, para a experimentarmos, e há um que é fundamental: a vivência regular da Eucaristia. É de tal maneira importante e indispensável, que justifica esta partilha eucarística, como contributo para ajudar à nossa vivência. 
Então, votos de uma vida nova, pelo Baptismo e com a santíssima Eucaristia!»
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus - 1 de Janeiro)

domingo, dezembro 28, 2025

Jesus, Maria e José

«Vivemos a integração de Jesus no seio da Sagrada Família.

Jesus, o Filho de Deus, integra uma família normal, como todos nós, dando sentido à nossa vida e valorizando aquela que é a célula fundamental da sociedade, a família. 

Com esta celebração, somos chamados a descobrir o papel fundamental duma família bem constituída, que seja lugar indispensável para o acolhimento e desenvolvimento da vida - riqueza maravilhosa - que nos foi concedida. 

Como se torna tão importante valorizar o valor absoluto da vida, e ter condições para que se realize na harmonia, na beleza, em todas as suas potencialidades, e na sua mais profunda valorização!

"Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares, e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa, para gozarmos as alegrias eternas. Por NSJC…." (Oração de colecta da Festa da Sagrada Família)

Peçamos a graça de ser família!

"Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.(do Evangelho da Sagrada Família: Lc 2, 41-52)

Rezemos, para que o seu amor, a sua graça, e a sua vida cresçam em nós! Se possível, rezemos em família, Igreja doméstica, e procuremos concretizar que meios vamos usar para crescer!» 

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a Festa da Sagrada Família)

quinta-feira, dezembro 25, 2025

Deus acampou no meio de nós!

«Dia de Natal, tão significativo para a nossa vida!

Mas só quem participa na Eucaristia tem a graça de beneficiar deste dom. 

Temo que o Natal possa passar ao lado da vida de alguns, e, sendo o nosso coração o verdadeiro presépio, Jesus não tenha lugar para nascer, como aconteceu em Belém. 
Oxalá que a história não continue a repetir-se, pois é já tempo de termos aprendido como se realiza o "hoje" da nossa salvação.

Para ajudar um pouco, ofereço esta breve partilha.

Saudações no Deus Menino!

A paz e o amor de Deus Pai, que se manifestaram em Cristo, nascido para nossa salvação, estejam convosco!

Amigos: esta é saudação específica para a celebração do Natal, que o novo Missal romano nos apresenta. Por isso, a quero partilhar convosco. Assim se exprime o amor que Deus nos tem, ao dar-nos o seu Filho. Deus nasce entre nós, e oferece-nos a Vida, por Jesus. No Natal, Deus nasce como homem. para fazer de nós filhos de Deus. Que alegria e felicidade, Ele nos vem trazer! Vivamo-la em profundidade e gratidão. 

A solenidade da celebração litúrgica do Natal é de tal forma importante, que se reveste de sinais de festa por uma semana. Além disso, num convite a viver a grande riqueza da Palavra de Deus, porque a Palavra se fez Vida, no seio da Virgem Maria, apresenta-nos textos diferentes, consoante as horas, em que a Eucaristia é celebrada. Além disso, voltam as flores, entoa-se de novo o “Glória”, para juntar ao canto dos anjos, e os paramentos voltam a ser brancos. Mas também nas igrejas, somos convidados a contemplar a ternura das figuras dos presépios, que se multiplicaram nas casas, nas ruas e nas instituições, além da música alegre desta festa cristã.

 "Senhor, nosso Deus, que de modo admirável criastes o homem e de modo ainda mais admirável o renovastes, fazei que possamos participar na vida divina do vosso Filho que Se dignou assumir a nossa natureza…" 
(Oração de colecta da solenidade do Natal)

Por duas vezes se insiste no modo admirável, com que fomos criados e renovados por Deus. E o maior bem é poder participar na vida divina. Recebêmo-la no nosso Baptismo. Para o nosso maior bem, não a podemos ignorar e perder. 


"E o Verbo fez-se carne e habitou entre nós." (Evangelho: Jo. 1, 1-5.9-14)

Acolher a Palavra é participar na vida de Deus, porque montou a Sua tenda no meio de nós. O Filho de Deus torna-se um de nós, para nos dar a participar na vida de filhos de Deus. Ele dá ao homem a vida em plenitude para que cresçamos na mais perfeita realização. Importa saborear a Palavra, rezar o Verbo de Deus, presente no nosso coração. 


 No Natal somos chamados a pensar nos que não podem ter as nossas condições, para celebrá-lo em paz e alegria. 
 
Natal é partilha, amor, vida e serviço aos pobres e aos que mais sofrem. Não há Natal verdadeiro para os que se fecham em si. Vamos ser generosos!»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o Natal do Senhor)

Santo Natal!

sábado, dezembro 20, 2025

Deus é Emanuel

«Saudações natalícias:
Porque Deus está connosco, queremos também estar com Ele e com os outros.

Natal: Deus vem ao nosso encontro.
 
Então aqui vai um pedacinho do Céu!
 
Renovadas saudações em Cristo!

"O Deus da esperança, que pela acção do Espírito Santo nos alegra com a sua paz, esteja convosco!"

Esta saudação, de novo extraída do novo Missal romano, acentua a virtude da esperança, tão marcante neste tempo litúrgico de Advento e preparando o Natal. Por isso, a repetimos, com a finalidade de nos encorajar a crescer na semente da esperança, que a liturgia nos oferece. Que ela cresça em nós, para que a alegria do nascimento de Jesus, Príncipe da Paz, jorre abundante em nossos corações!

A Palavra deste domingo, às portas do Natal, convida-nos a receber o Emanuel, “Deus connosco”, que nos traz uma vida plena e a salvação. “Ele é Jesus Cristo, nosso Senhor”, lembra-nos S. Paulo, na leitura da Carta aos Romanos. Por Ele recebemos a graça; por Ele somos chamados. Então importa que cada um procure corresponder. Saiamos da nossa zona de conforto, abramos o coração, para que Ele habite em nós e nasça nas nossas vidas. É aí o presépio em que Ele quer viver.

"Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por NSJC…" (Oração de colecta do IV Domingo do Advento)

Esta oração, tão bela, é rezada diariamente na oração do Angelus, de manhã, ao meio-dia, e ao fim da tarde, com as 3 Ave-Marias, para que nos abramos para a graça que Cristo nos veio oferecer. Conhecendo a incarnação de Jesus, pedimos para alcançar a glória da Sua ressurreição.

“A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ´Deus connosco´”  (Evangelho: Mt.1, 18-24)

O convite, feito a S. José, também nos é dirigido, para que possamos receber Jesus, cujo nome quer dizer Salvador, para acolhermos a salvação que Ele nos oferece. Com grande gratidão pelo SIM de Maria, pedimos que o dom do seu Filho nos transforme. Despertemos do sonho!

Aproximando-se a celebração do Natal, não esqueçamos que ele não nos pode deixar satisfeitos apenas com as prendas, a ceia em família, as luzes e a música. A Eucaristia é o maior dom que Jesus nos oferece. Se não deve haver domingo sem Missa, muito menos a celebração do Natal. Sem uma vivência eucarística, poderia tornar-se numa ilusão e mesmo numa mentira. Natal, sem Cristo, pode tornar-se consumismo, e sem cristianismo!

Uma felicitação muito grande a todos aqueles que quiseram preparar-se para vivê-lo melhor, celebrando o sacramento da Reconciliação. Porque o Filho de Deus quis fazer-se um de nós, assumindo a nossa natureza, também nós queremos viver como filhos de Deus, por isso, na Sua graça, vivendo a natureza divina. 

Vale a pena recordar também que a vinda de Jesus é a maior expressão do amor que Deus nos tem. Então, queremos igualmente retribuir com amor, indo ao encontro dos que estão sós, dos mais isolados e mais frágeis. Procuremos sair de nós, e descobrir Cristo, presente nos outros, particularmente nos mais necessitados. Que tenhamos, assim, um santo Natal, com amor!»
 (Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão ao IV Domingo Advento ano A e semana que se lhe segue)

«Que a nossa vida seja um tear de misericórdia, de justiça e de esperança.»

Com os votos de santo Natal!

Partilhas maiores