quinta-feira

ANTROPOLOGIA(...)

Ciência que se dedica ao estudo comparativo do ser humano e da humanidade de uma forma totalizante, isto é, que tem em conta as suas múltiplas dimensões biológicas, culturais e sociais.

Permite-nos compreender de modo crítico as culturas e os complexos processos sociais do mundo contemporâneo.


SOCOOORRO!!!

quarta-feira

Os Barretes Novos

Costumava ouvir do meu pai muitas histórias. Hoje lembrei-me desta:

Há muitos anos havia um homem que tinha um filho que, quando lá se lembrava, pedia ao pai que lhe comprasse um barrete novo. Porque aquele que tinha, ou era já do ano passado, ou já estava fora de moda, ou que vinham aí as festas do S. João, ou porque algum amigo também tinha estreado um novo, ou…
E o pai, ainda que lhe fosse dizendo que ele não tinha ainda necessidade de outro, que ainda havia pouco tempo que lhe tinha comprado aquele, perante a insistência do filho e porque não o queria ver desgostoso lá lhe comprava outro barrete. E os outros, que ainda estavam em bom estado, ia-os guardando a todos dentro duma arca.
Isto foi acontecendo ao longo da juventude do filho, enquanto este ainda era solteiro, de modo que os barretes se iam acumulando na arca.
Quando o filho se casou e começou a governar a sua própria casa, nunca mais o pai lhe viu estrear um barrete novo.
A dada altura, quando lhe viu na cabeça aquele mesmo barrete, todo gasto e puído, o último que lhe comprara em solteiro, já havia uns três ou quatro anos, o pai interpelou-o sobre isso, “É que eu preciso de remir uma casa de família, e o que vou granjeando não dá para tudo..., se o pai ainda por lá tivesse algum que me desse…”, e o pai foi à arca e deu-lhe um dos barretes que já fora dele. Passado mais uns tempos: “Se o pai tivesse outro barrete que me desse, que este já nem parece barrete…”, e o pai lá tirava outro da arca e lho dava. E assim o filho foi gastando, um a um, os barretes que noutros tempos já não quisera.

E vá-se lá saber por que me lembrei disto hoje…

Quando a canga pesa, a vida dói. 

terça-feira

Paradoxos

A Ailime mostrou-me um toque do Divino:

“Para chegares a saborear tudo,
Não queiras ter gosto em coisa alguma.
Para chegares a possuir tudo,
Não queiras possuir coisa alguma.
Para chegares a ser tudo,
Não queiras ser coisa alguma.
Para chegares a saber tudo,
Não queiras saber coisa alguma.”


Um paradoxo de "nada saber para perceber tudo" de S. João da Cruz.

E eu fiquei com sede e fui procurar mais:

“Entrei onde não sabia,
e fiquei sem saber,
toda a ciência transcendendo.

Eu não sabia onde entrava,
porém, quando lá me vi,
sem saber onde estava,
grandes coisas entendi.
Não direi o que senti
pois fiquei sem saber,
toda a ciência transcendendo.

De paz e de piedade
era a ciência perfeita,
em profunda solidão,
diretamente entendida;
era coisa tão secreta,
que fiquei balbuciando,
toda a ciência transcendendo.

Estava tão enlevado,
tão absorto e desatento,
que meu sentido ficou
de todo sentir privado;
e o espírito dotado
de um entendimento sem entender
toda ciência transcendendo.” (Poema 2 - S. João da Cruz)


Descobri sabedoria muito bela nestes escritos de um Santo-poeta, que nos deve levar à reflexão - S. João da Cruz.

"Para chegar a saborear tudo,
Não queiras ter gosto por nada. 
 (...)
Para chegar a não ter gosto, 
Deves ir por onde não gostes.
(...)
Para chegar inteiramente a tudo,
Em tudo deves te abandonar.
E quando chegares a ter tudo,
Deves tê-lo sem nada querer." (Poema 1 - S. João da Cruz)
.

sábado

Unidos pelo mesmo Sol

Ao passar a vida, eu sei,
Que nem tudo vai ser como sonhei
Ter caminho p’ra fazer
E um Plano, sem saber ser “Mais alguém”.

E vais ver, vais sentir, não precisas desistir
Quando a Vida te pára e diz “Não!”
Pois Eu estou junto a ti, dou-te a Força que há em Mim
Tu és mais do que “um só”: somos Um!

Somos Um, somos Um...
somos Um
(Eu e Tu)
Somos Um, somos Um...
somos Um
(Eu e Tu)

Posso ser igual a mim
Ou terei de desistir de ser assim?
Confiar no coração?
Ou no Plano que Deus tem para mim?

Mesmo os que aqui não estão, de ti esperam, com razão
Teu Rumo tu estás a traçar
Seres alguém, seres Feliz, porque “Alguém” assim o quis
Seres um “mais” para ti: somos Um!

Somos Um, somos Um...
somos Um
(Eu e Tu)
Somos Um, somos Um...
somos Um
(Eu e Tu)

Somos Um, Eu e Tu, como a Terra e o Céu
Unidos pelo mesmo Sol
E de ti vais colher o Orgulho de crescer...
E sorrires quando vires que somos...um!



Ou ouvir aqui e Download gratuito

quinta-feira

Pisei uma cobra

(reposição)

Já fez uns anos que pisei uma cobra. 

Não foi com a roda do carro como da outra vez e morreu: ttrrrr... parecia pisar correntes. 
Não, foi com o salto do sapato: aarrggh... 
Eu distraída e: “pisaste uma cobra”, saltei! E era: mal olhei e pareceu-me. E fugi. Transpirei. Arrepiei-me, levantaram-se-me os cabelos em pé como se tivesse levado um choque eléctrico. Ela atingira-me no calcanhar (pelo salto do sapato acima) que eu bem senti... aarrggh!
Parecia fina, pequena... e estava morta. Dizem-me que fui eu que a matei... mas eu não acredito: só me gozam: tal pai tal filha, gente sem coração, sem dó nem piedade! 
Imaginam algo mais horrível para quem tem fobia a cobras? 


Mas agora, visto a uns anos de distância, esbatem-se os porquês da importância que lhe dei, e lembro-me de pormenores que então não ditei. Era lusco-fusco e, por isso, não a vi; e ela já estava morta. Só a senti depois de a ter pisado. Ajuízo, agora, que não era mesmo nada grande... nem grande coisa. Pelo contrário, afigura-se-me pequenota e mirradota; no entanto, para mim, foi obra!: não deixava de ser uma cobra. E eu que não vi nada. Só sei porque me disseram: "pisaste uma cobra". E eu que corri esbaforida, arrepiada, sacudindo os pés na estrada... olhem só se a tivesse visto, e se ela estivesse viva! E se corresse atrás de mim! Qual não seria o meu fim? 

Bah, lembrei-me disto, sei lá, porque neste ano já lá vai o tempo delas e, felizmente, não vi nenhuma, só ouvi alguém falar, à boca pequena, que tinha avistado uma... Que pena! 
Aarrrrgggggh


quarta-feira

Só em Ti é que eu quero arriscar


"Se eu tivesse a coragem de sair daqui
De dizer aos outros, de falar de Ti
Se fizesse o que digo quando estou aqui
Veria em Cristo um amigo sempre ao pé de mim

Mas as cordas que me prendem à vida
Não são fáceis de rebentar

És Cristo vivo que estás em mim
Quando te sei aceitar
És minha razão de ser e de agir
Só em Ti é que eu quero arriscar
Só em Ti é que eu quero arriscar

E às vezes o vento fala-me de Ti
E do Teu sofrimento que passaste por mim
E eu sinto cá dentro que nasce a vontade
De tornar as palavras vida, realidade

Mas as pedras do caminho
Não são fáceis de ultrapassar

És Cristo vivo que estás em mim
Quando te sei aceitar
És minha razão de ser e de agir
Só em Ti é que eu quero arriscar
Só em Ti é que eu quero arriscar

Só em Ti é que eu quero arriscar
Só em Ti é que eu quero arriscar"

(trouxe do GJovens de Constantim - desconheço o autor)

adenda - foto da minha pasta de cânticos:


terça-feira

Nossa Senhora das Dores


(também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como 'Beata Maria Virgo Perdolens', ou 'Mater Dolorosa')

O dia da memória de Nossa Senhora das Dores é em 15 de Setembro. 

Mas a Igreja também dedica tradicionalmente a última Sexta-Feira da Quaresma (antes da Semana Santa) às 7 dores de Nossa Senhora. 

Essas 7 dores teve-as ao longo da vida, depois de ter aceitado ser a Mãe de Deus feito Homem, Jesus Cristo. Mas as piores aconteceram na Paixão do Seu Filho.

Nossa Senhora das Dores surge representada sendo ferida por sete espadas no seu coração imaculado (algumas vezes uma só espada), dado ter sido trespassada por uma espada de dor, aquando da Paixão e Morte do seu Filho, unindo-se ao seu sacrifício enquanto redentor. 

O culto à Mater Dolorosa iniciou-se em 1221, no Mosteiro de Schönau, na Germânia. 

Em 1239, a sua veneração no dia 15 de Setembro teve início em Florença, na Itália, pela Ordem dos Servos de Maria (Ordem Servita).

1.) Para fazer companhia à nossa querida Mãe é tradição rezar, neste dia, o Terço das Sete Dores da Virgem Maria: um Pai-nosso e sete Ave-marias por cada uma das 'dores' de Maria.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria:
 
1ª. - As profecias de Simeão na apresentação de Jesus no templo
         (Lc 2,34-35);
2ª. - A fuga da Sagrada Família para o Egipto
         (Mt 2,13);
3ª. - O Menino Jesus perdido e encontrado no Templo
         (Lc 2,43-45);
4ª. - O Doloroso encontro de Maria com Jesus no caminho do Calvário
         (Lc 23,26);
5ª. - Maria observando o sofrimento e morte de Jesus na Cruz
         (Jo 19,25);
6ª. - Maria recebe o corpo de Jesus nos braços aos pés da Cruz
         (Mt 27,57-59);
7ª. - Maria observa o corpo do filho a ser depositado no Santo Sepulcro
         (Jo 19,40-42).


2.) Em revelações a Santa Brígida (aprovadas pela Igreja Católica), Nossa Senhora prometeu conceder Sete Graças a quem rezar, todos os dias, sete Ave-marias em honra das suas Dores e Lágrimas, 
meditando sobre as mesmas.


Esta meditação nas sete dores de Nossa Senhora é muito útil para rezar diariamente, especialmente no dia 15 de Setembro e desde a sexta-feira antes da Semana Santa até à Páscoa.


Contemple-se, então, cada uma dessas dores  rezando uma Ave-Maria por cada dor.

Peçamos a Nossa Senhora que nos fortaleça a fé, nos console o coração e ensine a permanecer junto de Jesus nas alegrias e nas provações. 
 
Primeira Dor 
Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada trespassaria o vosso Coração; Mãe de Deus, ouvi a minha prece. 
Ave Maria... 

Segunda Dor 
Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egipto, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvar das fúrias do ímpio Herodes; Virgem Imaculada, ouvi a minha prece. 
Avé Maria... 

Terceira Dor 
Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias; Santíssima Senhora, ouvi a minha prece. 
Avé Maria...
 
Quarta Dor 
Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do calvário; virgem Mãe das Dores, ouvi a minha prece. 
Avé Maria... 

Quinta Dor 
Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões; Mãe da Divina graça, ouvi a minha prece. 
Avé Maria...
 
Sexta Dor 
Pela dor que sofrestes quando recebestes nos vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz; Mãe dos Pecadores, ouvi a minha prece. 
Avé Maria...
 
Sétima Dor 
Pela dor que sofrestes quando o Corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando vós, na mais triste solidão; Senhora de todos os povos, ouvi a minha prece. 
Avé Maria..

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós! 🙏🏻    
 
(A Santíssima Virgem é ainda honrada no mês de Setembro, além do dia 15, nas seguintes festas:

*Natividade de Nossa Senhora - a 8 de Setembro ;

**Santíssimo Nome de Maria - a 12 de Setembro.)

***
"Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; 
perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; 
perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; 
perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; 
perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; 
perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; 
os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; 
os discordes: para Senhora da Paz; 
os desencaminhados: para Senhora da Guia; 
os cativos: para Senhora do Livramento; 
os cercados: para Senhora da Vitória. 
Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho;
 os navegantes: para Senhora da Boa Viagem;
os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; 
os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; 
os pecadores todos: para Senhora da Graça; 
e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. 
E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus". (Pe. António Vieira)

segunda-feira

Ser discípulo

No 22.º Domingo Comum, a liturgia da Igreja convida-nos a descobrir “a loucura da cruz”, e é-nos proposto seguir os passos de Jesus, para uma entrega da vida, como oferta de amor. Deixemo-nos seduzir pelo Senhor, como Jeremias, para nos oferecermos, pela misericórdia de Deus, para agir segundo a sua vontade. Como discípulos, seguiremos o caminho de Jesus, e não andaremos à procura de triunfos e êxitos mundanos, mas queremos ter uma atitude semelhante a Jesus, no dom da vida, até à morte, se necessário.

Deus todo poderoso, de quem procede todo o dom perfeito, infundi em nossos corações o amor do vosso nome e, estreitando a nossa união convosco, dai vida ao que em nós é bom e protegei com solicitude esta vida nova. Por NSJC…    (Oração de colecta do XXII Domingo comum)

Por bons que possamos ser, só o amor de Deus, no nosso coração, realiza o que há de melhor, e nos leva à plenitude pela vida nova. Peçamos essa graça.

“Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-Me”   (Mt. 16, 21-27)

Jesus ensina-nos como ganhar a nossa vida, e adverte-nos de como podemos perdê-la. Procuremos ser seus discípulos, assumindo a nossa cruz, para darmos a vida. Por isso rezemos.

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a XXII semana Comum, ano A)

 
«aceitar a nossa cruz significa compreender que o SOFRIMENTO faz parte da vida de toda a gente e que a nossa cruz não se deve transformar na cruz de mais ninguém... 
(...) 
Mas, "A cruz nada mais é do que o sofrimento (...) que teremos de partilhar com Cristo se realmente seguirmos os seus passos. 
(...)
Quem pensa só em si mesmo, quem usa os outros, quem muda de ideias, quem julga sem se expor, nunca entenderá a linguagem da cruz! Porque a cruz é outra coisa...»

sábado

Assunção de Nossa Senhora ao Céu


"Não podemos ignorar a solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, no dia 15 de Agosto, num quadro fundamental para a nossa fé, também um convite à participação na Eucaristia e a conhecer o sentido da nossa caminhada para o céu. A autenticidade da nossa fé não pode passar à margem, ou no esquecimento, desta perspectiva. 

Sublinho a importância desta celebração da solenidade da Assunção de Nossa Senhora, que representa a participação da nossa humanidade, através do triunfo de Maria, na presença de Deus, elevada em corpo e alma.
A mais bela Filha de Sião é, para toda a humanidade, uma garantia de esperança, na medida em que, como Ela, corresponda à graça de Deus. 

Que tenhamos a determinação de não esquecer a participação na Eucaristia deste dia, pois revela muito amor a Jesus e a sua Mãe, Maria Santíssima."
(in: Pe. Armando Duarte)

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