Partilhas em Fá menor
quinta-feira, abril 02, 2026
Jesus Cristo - Como entender esse amor?
segunda-feira, março 30, 2026
Boa Semana Santa!
«Iniciamos a semana maior da nossa fé, como é tradicionalmente conhecida. Que ela seja a mais bela expressão da vida cristã para todos!
E se ser cristão é ser outro Cristo, queremos aproveitar este dom para corresponder ao último passo da caminhada para a vida nova que o Senhor nos oferece.
O domingo de Ramos da Paixão do Senhor é assinalado por duas facetas: em primeiro lugar a bênção dos ramos, para celebrar a entrada solene de Jesus em Jerusalém, e depois a experiência de Deus que, por amor, Se fez um de nós, para servir, dar a vida, e libertar-nos da escravidão e do egoísmo.
Na
liturgia da Palavra, somos convidados a ser discípulos, seguindo o Mestre, Ele
que, sendo de condição divina, assumiu ser humilde e servidor, para que Deus O
exaltasse como Senhor e Redentor. Com centralidade no relato da Paixão do
Senhor, deixemo-nos interpelar pelo sentido da vida plena, com o exemplo do
Senhor na entrega incondicional, feita dom de amor total.
Com as duas dimensões, tão contrastantes, que a celebração do domingo de Ramos nos apresenta, queremos unir-nos indissociavelmente à manifestação gloriosa e redentora de Jesus Cristo. Não é por acaso que normalmente é uma das celebrações mais concorridas na participação dos fiéis. Que a nossa vivência não se fique limitada na busca duma bênção, separada do mistério íntegro e profundo da fé, mas procure expressar o seguimento do caminho, que Jesus Cristo propõe a todos os que querem ser seus discípulos. É assim que a Paixão do Senhor continua na vida da Igreja, a beneficiar todos os que querem completar na sua vida o que falta à Paixão de Cristo. Deixemo-nos libertar e salvar!
"Deus eterno e omnipotente, que, para dar aos homens o exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e padecesse o suplício da cruz, fazei que sigamos os ensinamentos da sua paixão, para merecermos tomar parte na glória da sua ressurreição." (Oração de colecta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor)
A incarnação de Jesus foi autêntica, assumindo ser um de nós, com os pés na terra (húmus), e não em bicos de pés, como fazem muitos, e, como homem livre, suportou a cruz, por amor, para nos libertar de todas as amarras e escravidões. É assim que nos propõe um caminho de serviço e de doação, para poder atingir a plenitude da glória na ressurreição. Sigamos o seu exemplo e peçamos a sua graça, para termos força de seguir o seu caminho! Não há Cristo sem cruz, e só poderemos ser cristãos se O seguirmos em verdade, com a nossa cruz!
“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Evangelho: Lc 22, 14-23, 53)
A entrega amorosa de Jesus ao Pai é fonte que convida a mergulharmos na vida divina, com que fomos presenteados na graça do baptismo. Filhos de Deus, e seguidores de Jesus, continuamos a doação da vida a Deus e aos irmãos. Sem reservas, nem medos! Sem mentira e sem fingimento! No momento supremo da sua vida, Jesus rezou um salmo.
A nossa oração, unidos a Jesus, manifesta a história do nosso amor. É a respiração da nossa alma, até ao último momento, numa entrega total a Deus!»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o Domingo de Ramos e Semana Santa)
domingo, março 29, 2026
Santa semana!
«Eis que chega a chamada semana maior da nossa fé. Efectivamente é assim que é conhecida a semana santa, por nela terem lugar os mistérios centrais da vida cristã. Nomeadamente, o Tríduo Pascal, sendo o mais pequeno, no tempo, da vida litúrgica, é o mais intenso nos mistérios que nos propõe para a vivência da fé.
Vivemos o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. Destaque para a leitura da Paixão, que é central da liturgia da Palavra desta Eucaristia. Mas a celebração é enriquecida com a bênção e procissão dos ramos, com que se inicia, para viver a entrada solene de Jesus na cidade de Jerusalém. Juntemo-nos às crianças e jovens que aclamaram Jesus Cristo, com palmas e ramos de árvore, na sua entrada em Jerusalém. Bendito o que vem em nome do Senhor!
A liturgia da Palavra começa o texto de Isaías, que nos fala do Servo sofredor. Cristo foi quem o viveu por excelência. Muito bela é também a resposta orante do Salmo responsorial: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes! A 2ª leitura fala-nos Cristo Jesus que, de condição divina, Se fez servo. Culmina depois com o relato da Paixão.
Deus todo poderoso e eterno, que, para salvar a humanidade, quisestes que o nosso Salvador Se fizesse homem e suportasse a cruz, fazei que vivamos unidos a Ele na sua paixão, para chegarmos a tomar parte na glória da sua ressurreição. Ele que é Deus… (Oração de colecta do Domingo de Ramos)
Com o destaque da celebração da Paixão, pelo exemplo que Jesus Cristo nos deu, pedimos a graça de tomar parte, para igualmente merecermos participar na Sua ressurreição. Como discípulos, assumamos também a nossa cruz, para nos unirmos à Sua paixão e ressurreição.
"Este era verdadeiramente Filho de Deus." (
Como estamos a sós, com Ele, primeiramente eu sugiro que leiamos e meditemos todo o relato da Paixão. Mas depois, procuremos, com a graça do Espírito Santo, unir-nos em oração a Cristo, Filho de Deus.
Porque estamos na semana maior, para a nossa fé, para além da participação indispensável na Eucaristia do Domingo da Ressurreição, procuremos ter igualmente alguma das celebrações do Tríduo, se possível, na Vigília Pascal.» (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o Domingo de Ramos e semana santa, ano A)
Uma outra reflexão - pelo padre Manuel Barbosa, scj:
sábado, março 28, 2026
Uma certeza nos guia...
A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina antes da Páscoa.
É um tempo (quadragésima) de 40 dias de preparação para a Páscoa da Ressurreição de Jesus.
Mas qual é o dia certo em que termina?
Algumas pesquisas:
1. "Começa em Quarta-Feira de Cinzas e termina pela tarde de Quinta-Feira Santa": (Portal Ecclesia - Quaresma- Secretariado Nacional de Liturgia)
2. "Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa": (A Quaresma, caminhada para a Páscoa - Paroquia PACO de ARCOS)
3. "Começa na quarta-feira de Cinzas e termina no sábado de Aleluia": (Afinal, o que é a Quaresma? - Alvorada On-Line * Jornal Lourinhã)
4. "Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos": (Tempo da Quaresma - Paróquia Rosa Mística)
5. "Começa com a Quarta-Feira de Cinzas e termina com o Domingo de Páscoa": (entramos na quaresma e veja o seu significado - portucália - Sapo)
...
Mas uma certeza nos guia: Jesus Cristo Vive.
Ressuscitou no Domingo de Páscoa, como havia dito. Porque "se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé". (1Cor.15,14.17)
Jesus Cristo está Vivo entre nós.
Desejo a todos uma feliz e santa Páscoa, na alegria de Jesus Ressuscitado.
Adenda
sexta-feira, março 27, 2026
Nossa Senhora das Dores
2.) Em revelações a Santa Brígida (aprovadas pela Igreja Católica), Nossa Senhora prometeu conceder Sete Graças a quem rezar, todos os dias, sete Ave-marias em honra das suas Dores e Lágrimas,
Esta meditação nas sete dores de Nossa Senhora é muito útil para rezar diariamente, especialmente desde a sexta-feira antes da Semana Santa até à Páscoa.
*Natividade de Nossa Senhora - a 8 de Setembro ;
**Santíssimo Nome de Maria - a 12 de Setembro.)
segunda-feira, março 23, 2026
Eis-me aqui
«Eis-me aqui, Jesus, também hoje diante de Ti,
todo renovado, assim como Tu me queres.
Eu serei a resposta ao Teu porquê,
um fruto digno do Teu abandono: eis-me aqui!
Um pacto já nos une,todos diante de Ti
a declarar o nosso amor exclusivo,
a responder aos dons do Teu amor,
e porque foste abandonado,
contigo morremos e ressuscitamos.
Estamos na primeira fila desta aventura divina
para que vença neste mundo o amor;
uma só alma, uma só voz que canta,
e repete com a vida
a oração que chega a Ti.»
domingo, março 22, 2026
Eu creio, Senhor!
«Caminhamos para a Páscoa! Aspiramos a uma vida nova! Para isso, mais uma mensagem interpeladora:
Como é maravilhoso acolher a vida com o sentido da plenitude! Mais do que seres viventes, como as plantas e os animais, nós somos marcados por uma dimensão, enriquecida com o dom da vida em Cristo, que realiza em nós o que há de mais belo e profundo. É em Cristo, Ressurreição e Vida, que somos chamados a viver.
Vamos no V Domingo da Quaresma, a aproximar-nos da celebração dos mistérios centrais da nossa fé. A liturgia oferece-nos a vivência dos desígnios de Deus, que comunica uma vida que ultrapassa a dimensão biológica.»
(um aparte:)
«Por isso, abramo-nos aos dons que convidam a participar na forma mais profunda. Logo na primeira
leitura, o Senhor nos chama a essa vida que vem do Espírito, com o convite a
sairmos dos nossos túmulos. Depois, na Epístola aos Romanos, acolhemos a
vocação a não vivermos apenas dum modo natural, segundo a carne, mas pelo
baptismo, segundo o Espírito de Cristo. Mas é no Evangelho que está a proposta a
uma vida definitiva, que Deus nos oferece.
Senhor
nosso Deus, concedei-nos a graça de viver com alegria o mesmo espírito de
caridade que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos
homens. Por NSJC… (Oração de
coleta do V Domingo da Quaresma)
Somos
chamados a estar unidos a Cristo, que se entregou por amor, pela salvação dos
homens. O cristão, que não se esforça por ter por o mesmo espírito de caridade,
não é capaz de assumir a sua cruz, para ser seu discípulo, e completar em si o
que falta à paixão do Senhor. Unamo-nos a Ele, e abracemos a nossa cruz.
Acredito, Senhor, que Tu és o
Messias, o Filho de Deus. (Jo. 11, 1-45)
domingo, março 15, 2026
A Luz que vem de Deus
A Palavra de Deus deste domingo está marcada pela cura do cego, para ajudar a perceber que há uma cegueira pior, e que o Senhor quer curá-la nos baptizados. Diz o povo, na sabedoria milenária, que “não há maior cegueira do que não querer vê-la”. Peçamos ao Senhor que nos cure desta terrível cegueira. O convite que nos é dirigido apela à vivência do Baptismo, começando na primeira leitura, a propósito da unção com óleo, passando depois pela chamada de passar das trevas do pecado e do erro, para o caminho da luz. S. Paulo lembra: “Desperta, tu que dormes…” Mas agora Jesus nos quer curar pela fé, pois o pecado nos impede de ver.
"Senhor nosso Deus que, pelo vosso Filho, realizais
admiravelmente a reconciliação do género humano, concedei ao povo cristão fé
viva e espírito generoso, a fim de caminhar alegremente para as próximas
solenidades pascais. Por NSJC…" (Oração
de coleta do IV Domingo da Quaresma)
Para melhor vivermos o baptismo, com a cura da cegueira
do pecado, o Senhor nos propõe o sacramento da Reconciliação. É esta graça que
solicitamos logo no início da Eucaristia. Desta maneira nos preparamos para
celebrar a Páscoa com verdade, passar da morte à vida nova.
"Ele foi, lavou-se e começou a ver." (Jo. 9, 1-41)
Senhor, que eu veja.
Que eu veja a tua presença na minha vida.
Que eu veja a beleza escondida nas pequenas coisas.
Que eu veja a dor que precisa da minha compaixão.
o mundo continua o mesmo —
mas tudo começa a ser visto de outra maneira.»
sexta-feira, março 13, 2026
Contradições
quinta-feira, março 12, 2026
“Remar contra a maré”
Quem a Deus tem, nada lhe falta.
Nada te turbe, nada te espante.
Só Deus basta.”
(Santa Teresa de Ávila)
Ninguém está imune à onda de egoísmo que rola à nossa volta.
Depressa nos deixamos arrastar por ela, quando somos indiferentes ao sofrimento dos outros, quando não nos preocupamos com o bem comum, indo até à destruição do que é de todos…
É verdade que se conseguem, por vezes, alguns gestos de solidariedade, mas falta uma atitude constante.
Que fazer para inverter esta tendência?
- Ousar amar!
No entanto, o amor exige aceitação total do outro, doação sem limites…
Não é algo abstracto. Traduz-se em atitudes, palavras, gestos, tempo.
Tudo tão difícil no mundo de hoje.
Onde encontrar a força para esta ousadia, para contrariar a onda de materialismo que nos rodeia e que convida sobretudo ao comodismo e ao egoísmo?
- NAquele que é o Amor por Excelência. Uma fonte inesgotável: Deus.
Esta é uma descoberta maravilhosa. Deus ama-nos com um amor infinito, que podemos livremente aceitar e procurar retribuir.
Mas aí está um desafio ainda maior!
Não será ousado de mais?!
Quem ama a Deus, corre o risco de ser criticado por acolher e manifestar tal amor.
Em Jesus, nós podemos aprender a apoiar a nossa vida no amor de Deus.
NEle encontramos o alimento e a força para “remar contra a maré”.
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