Atendei-me, Senhor.
SALMO 68
Pela Vossa grande Misericórdia
Chega o Verão, a lembrar as férias, mas como referimos anteriormente, não há férias para Deus, para a oração, para a Eucaristia, de modo a não perdermos o horizonte duma vida que aspira à eternidade e à glória. (...)
Precisamos de quem anuncie caminhos de vida, para não andarmos desorientados e perdidos, como facilmente verificamos no seio da sociedade actual. Como discípulos de Jesus, queremos segui-l’O e testemunhá-l’O, com a mais feliz concretização dum horizonte rasgado, que nos faça avançar pelos critérios do Reino.
Uma vez chegados ao tempo de férias, tenhamos o cuidado de não pautar a nossa relação com Deus no nível dos nossos esquemas terrenos. Isto é: porque entramos em férias, não podemos pensar que dispensamos a nossa relação com Deus por uns meses. Porque a Eucaristia é um banquete, a Ceia do Senhor. Nós também não suspendemos as nossas refeições habituais, e a nossa relação com os amigos e uns com os outros. E Cristo é o nosso maior amigo, que deu (e continua a dar) a vida por nós. Vale a pena lembrar que, logo nos primórdios da Igreja, os cristãos diziam que, ao domingo, não podemos viver sem a Eucaristia.
Chegados ao XI Domingo do tempo comum, somos convidados a viver a presença contante de Deus no mundo. Por isso, enchamo-nos da sua Vida a experimentar a salvação que nos oferece. Tudo isto pressupõe uma relação constante e autêntica com Deus.Deus é amor!: expressa a mensagem da palavra de Deus deste domingo. Abramos o nosso coração ao amor de Deus.
Retomamos as celebrações do Tempo Comum. Celebramos o X domingo do Tempo Comum, e a liturgia da Palavra convida a atitudes coerentes e sinceras, para aderir à proposta de salvação de Deus. O Senhor apela à misericórdia, e não ao sacrifício, pois as lindas intenções e os actos de culto vazio, além de ilusórios, são ofensivos. Logo a 1ª leitura, do livro de Oseias, afirma que Deus quer “a misericódia e não o sacrifício”. A 2ª leitura, da epístola aos Romanos, apresenta-nos o exemplo da fé de Abraão, para convidar-nos também a acreditar na ressurreição de Cristo. O evangelho, na versão de S. Mateus, apresenta Jesus que desafia este publicano a entrar na comunidade dos seus seguidores, pois afirma que “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.
Começamos hoje com a saudação final da terceira carta de
S. João. Que riqueza!
Termina o Tempo Pascal com esta solenidade do Pentecostes, em que se celebra a descida do Espírito sobre Maria e os Apóstolos, no Cenáculo. Que grande alegria e felicidade pela fidelidade de Deus, e pelo cumprimento da promessa de Jesus Cristo. O Espírito Santo veio duma forma extraordinária, como línguas de fogo, e agindo na vida dos Apóstolos, a tal ponto que abriram as portas, e vieram para a rua anunciar Jesus Cristo, convidando à conversão.
Naturalmente que no centro da solenidade do Pentecostes está o Espírito Santo. É Ele que renova, dá vida e constrói a Igreja. A 1ª leitura descreve o acontecimento do Pentecostes, congregando numa mesma comunidade todos os povos, raças e línguas. A 2ª leitura apresenta-nos a diversidade de dons a edificar a comunidade no Corpo de Cristo. No Evangelho, Jesus transmite o Espírito Santo aos discípulos, soprando sobre eles. Encontramos o Senhor na assembleia dos crentes, que se abre para acolher os dons.
Senhor nosso Deus, que, no mistério de Pentecostes,
santificais a Igreja, dispersa entre todos os povos e nações, derramai sobre a
terra os dons do Espírito Santo, de modo que, também hoje, se renovem nos
corações dos fiéis os prodígios realizados nos primórdios da pregação do
Evangelho. Por NSJC…
Suplicamos os dons de Deus, nesta oração inicial, para que transformem os nossos corações e se renove a face da terra. O Pentecostes, não só aconteceu várias vezes, como descrevem os Actos dos Apóstolos, mas continua a fazer crescer e vivificar a Igreja.
Recebei o
Espírito Santo (
O encontro
dos discípulos com o Senhor ressuscitado, no primeiro dia da semana, é
um convite em cada domingo, a fazermos a mesma experiência, para nos deixarmos
renovar e transformar. Supliquemos ao Senhor que nos dê o Seu Espírito, para sermos
iluminados, renovados e vivificados. Deus dá o Espírito Santo a quem lh’O pede.
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao Domingo de Pentecostes - ano A)
«Quase a finalizar o Tempo Pascal, celebramos a Ascensão do Senhor aos Céus. Ascensão é subir pelo seu próprio poder, distinguindo-se de Assunção (a 15 de Agosto), que é subir pelo poder de outrem. Cristo, que é Deus, sobe até ao Pai por si mesmo. Além disso, indica-nos o sentido da nossa caminhada: vimos de Deus, que nos deu a vida, e vamos para Deus, para nos tornarmos participantes da Sua glória. Que felicidade!
Acolhendo o dom de vivermos a Ascensão de Cristo aos Céus, somos convidados a ser inundados de alegria e de esperança: alegria, porque Jesus vai para o Pai, para nos enviar o Espírito Santo, e continuar sempre connosco; esperança, porque assumiu a nossa humanidade, e agora a faz penetrar nos céus. Jesus, que amou, serviu e deu a vida, indica-nos o caminho que devemos seguir, assumindo a missão que nos confia, de testemunharmos o projecto libertador que Ele iniciou. Queremos ter a honra e a dignidade de sermos seus continuadores. Essa é a missão que as leituras da Ascenção nos apontam.
"Deus todo poderoso, fazei-nos exultar em santa alegria e
em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa
esperança: tendo-nos precedido na glória, como nossa Cabeça, para aí nos chama,
como membros do seu Corpo. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade
do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos." (
Nesta oração pedimos a Deus a alegria e a esperança, para nos entregarmos à missão de continuar o compromisso do chamamento que nos dirige, como membros da sua comunidade. Somos o seu Corpo, e queremos estar unidos à Cabeça, em comunhão (= comum união).
"Ide e ensinai todas as nações… Eu estou sempre convosco
até ao fim dos tempos." (
Não estamos órfãos! Esta mensagem também quer ajudar a entender que Ele é o Emanuel, Deus connosco, mas é sobretudo a Palavra de Deus a fazê-lo sentir mais vivamente.
A nossa oração orienta-se em duas traves mestras:
corresponder ao imperativo da evangelização e à consolação de O termos sempre
ao nosso lado. Por isso nos entregamos a Ele, com a força do seu Espírito: eis-me
aqui, Jesus, envia-me! Podes contar comigo, porque quero estar contigo!»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a Ascensão do Senhor e a semana que se lhe segue)