«O tempo de férias, mais do que ser apenas aproveitado para descanso, deve proporcionar a descoberta de outros horizontes, privelegiar a relação pessoal, nomeadamente com a família e amigos, aprofundar a dimensão de Deus, e valorizar a beleza da natureza e do ambiente. Se isso não acontecer, podemos terminar este tempo de repouso mais cansados, deprimidos e empobrecidos. Que por isso seja bem vivido!
A liturgia deste domingo, o XIX Domingo comum, convida a abrir-nos à revelação de Deus. Fala-nos de um Deus apostado em percorrer, de braço dado com os homens, os caminhos da história. Como o profeta Elias, o encontro com Deus faz-se na simplicidade e na interioridade. Ele está na “brisa suave”. Que não tenhamos recusas, na relação com Ele, como S. Paulo lembra aos romanos. Mas, as adversidades devem proporcionar a experiência da fé, para sermos fortalecidos na confiança, como Jesus lembrou a Pedro, no episódio da tempestade na barca.
"Deus todo poderoso e eterno, a quem o
Espírito Santo nos ensina a chamar confiadamente nosso Pai, fazei crescer o
espírito filial em nossos corações para merecermos entrar um dia na posse da
herança prometida. Por NSJC…" (Oração de
"Tu és verdadeiramente o Filho de Deus." (
Como os discípulos, prostremo-nos e
adoremos, rezando esta Palavra, com frequência.
Como é bom experimentar a presença de Jesus, na barca da Igreja, acompanhando a caminhada da História, para enfrentar as tempestades de todos os tempos! Também a nós, Jesus poderá ter de dizer: "homem de pouca fé, porque duvidaste?" No reconhecimento da sua divindade, Ele continua a encher-nos de confiança.»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para XIX semana do Tempo Comum, ano A)



