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sábado

Uma certeza nos guia...


A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina antes da Páscoa.

É um tempo (quadragésima) de 40 dias de preparação para a Páscoa da Ressurreição de Jesus.

Mas qual é o dia certo em que termina?

Algumas pesquisas: 

1.  "Começa em Quarta-Feira de Cinzas e termina pela tarde de Quinta-Feira Santa": (Portal Ecclesia - Quaresma- Secretariado Nacional de Liturgia)

 2. "Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa": (A Quaresma, caminhada para a Páscoa - Paroquia PACO de ARCOS)

 3. "Começa na quarta-feira de Cinzas e termina no sábado de Aleluia": (Afinal, o que é a Quaresma? - Alvorada On-Line * Jornal Lourinhã)

 4. "Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos": (Tempo da Quaresma - Paróquia Rosa Mística)

 5. "Começa com a Quarta-Feira de Cinzas e termina com o Domingo de Páscoa": (entramos na quaresma e veja o seu significado - portucália - Sapo)

Qual é a Resposta Certa: 1; 2; 3; 4; ou 5?

...

Mas uma certeza nos guia: Jesus Cristo Vive.
Ressuscitou no Domingo de Páscoa, como havia dito. Porque "se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé". (1Cor.15,14.17)

Jesus Cristo está Vivo entre nós.


Desejo a todos uma feliz e santa Páscoa, na alegria de Jesus Ressuscitado.


Adenda
Comentário do p. José António Carneiro com a resposta correcta: «a Quaresma começa com as cinzas e termina na Quinta feira santa, antes da Missa da Ceia do Senhor e depois da Missa Crismal que o bispo preside e na qual concelebra o clero diocesano e na qual benze os óleos... Nao sei se acaba às 12h ou às 17h... Mas isso é o menos importante... Com a missa da Ceia do Senhor começa o Tríduo Pascal que já nao é Quaresma.

A Carta apostólica de Paulo VI, aprovando as Normas Universais do Ano Litúrgico e o novo Calendário Romano geral, diz, no n. 28: "O tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor (Quinta-feira santa, à tarde), exclusive".»

sexta-feira

Dia Mundial dos Pobres

(actualização)

Por vontade explícita na Carta Apostólica Misericórdia et Misera (20 de Novembro de 2016), o Papa Francisco instituiu o XXXIII Domingo do Tempo Comum como Dia Mundial dos Pobres, pois, nas suas palavras, o encontro com os pobres que nos rodeiam "será um momento propício para encontrar o Deus que buscamos".


«Tu és a minha esperança» (cf. Sl 71,5)
9.º Dia Mundial dos Pobres - 16 de novembro de 2025

8.º Dia Mundial dos Pobres - 17 de Novembro de 2024
 
7.º Dia Mundial dos Pobres 19 de Novembro de 2023

 6.º Dia Mundial dos Pobres 13 de Novembro de 2022

«Sempre tereis pobres entre vós» (Mc 14, 7)
 5.º Dia Mundial dos Pobres - 14 de Novembro de 2021

«Estende a tua mão ao pobre» (Sir 7, 32)
 4.º Dia Mundial dos Pobres - 15 de Novembro de 2020
Este ano vivido numa situação ainda mais difícil, com a pandemia.

«A esperança dos pobres jamais se frustrará» (Sal 9, 19)
3.º Dia Mundial dos Pobres - 17 de Novembro de 2019

«Este pobre clama e o Senhor o escuta» (Sal 34, 7)
 2.º Dia Mundial dos Pobres - 18 de Novembro de 2018

 
 1.º Dia Mundial dos Pobres - 19 de Novembro de 2017
🔻

Fica sempre um pouco de perfume,
Nas mãos que oferecem rosas,
Nas mãos que sabem ser generosas. (Bis)

Dar o pouco que se tem
Ao que tem menos ainda,
Enriquece o doador,
Torna a alma ainda mais linda.

Dar um pouco de alegria,
Parece coisa tão singela,
Aos olhos de Deus, porém
É das graças a mais bela.
(Fica sempre um pouco de perfume, Irmã Judith Junqueira Vilella)  Acordes e ouvir
                                                                                  Pauta



sábado

Com fogo no coração

«Vamos avançando neste tempo de férias e, por um lado, me alegro pelo que elas proporcionam, com repouso e recuperação de forças, mas por outro, não deixo de lamentar que muitos não sejam capazes de mudar os “registos”, e terem a capacidade de perceber que a fé tem que ser alimentada, e por isso se torna imperativo a participação regular na Eucaristia, na vida sacramental, comunitária e na oração. Apesar de tudo, felizmente, há sempre crianças e adolescentes, que são regulares à Eucaristia, o que é sinal de estes entenderem e progredirem! Bendito seja Deus!

 A este respeito cito o Papa Francisco, que deixou conselhos para as pessoas que se encontram a gozar férias, no Verão, recomendando que encontrem tempo para a oração e a partilha. Assim se exprimiu: “Desejo que o período de férias seja para vós um tempo de descanso e também uma oportunidade para reavivar os laços com Deus e os homens. Não descureis a oração diária, a participação na Eucaristia dominical e a partilha do tempo com os outros”, referiu. Melhores palavras, e com toda a credibilidade, não pode haver! Vive-as!

 

Estamos no XX Domingo comum; e recordo o dia 15 – a solenidade da Assunção de Nossa Senhora –, num quadro fundamental para a nossa fé, também um convite à participação na Eucaristia e a conhecer o sentido da nossa caminhada para o céu! 
Neste domingo, Deus convida-nos a um compromisso, corajoso e coerente, com a construção do "novo céu" e da "nova terra". É essa a nossa missão profética. E Jesus está ansioso para que se realize! Oxalá que eu e tu o entendamos!

"Deus de bondade infinita, que preparastes bens invisíveis para aqueles que Vos amam, infundi em nós o vosso amor, para que, amando-vos em tudo e acima de tudo, alcancemos as vossas promessas que excedem todo o desejo. Por NSJC…" (Oração de colecta do XX Domingo comum) 


Deus ama a todos, sem fazer acepção de pessoas, mas aqueles que procuram corresponder-lhe, “em tudo e acima de tudo”, acolhem graças, acima do que podem imaginar. Amemo-lO!


"Eu vim trazer o fogo à terra…"  (Evangelho: Lc. 12, 49-53)


Peçamos o fogo do Espírito Santo, que queime as nossas amarras, que nos renove e nos dê um coração novo! O Espírito vem rezar em nós.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o XX Domingo comum ano C e semana que se lhe segue) 


"Hoje, o Evangelho confronta-nos com a realidade da decisão:

«Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. » (Evangelho: Lc. 12, 49-53)

Jesus não veio trazer neutralidade. 
Ele chama-nos a optar, escolher, decidir. Não podemos segui-lo “a meio gás” – ouvi-lo hoje e esquecer amanhã. Ele exige uma escolha clara: por Ele ou contra Ele.

Não há lugar para meias medidas, para uma paz que não confronta:
que não contesta por medo;
que não discute para não perder o lugar;
que não denuncia por comodismo;
que não se afirma por vergonha.

Precisamos de pessoas decididas, com fogo no coração, capazes de incendiar o mundo e a paróquia com a novidade do Evangelho. Sem esse fogo, seguir Jesus é impossível.

Decidir é o menos fácil… mas só assim podemos viver uma fé autêntica, transformadora, que não se conforma com a indiferença ou com um cristianismo diluído em tradições vazias."

segunda-feira

"Levanta-te! Faz-te ao largo!"

«Jesus ressuscitado entrou na casa onde os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas, e transmitiu-lhes a sua paz (cf. Jo 20, 19)

Em encontro regular, os amigos de Jesus continuam a reunir-se ao domingo, na Eucaristia, e inundam-se de alegria, porque “Ele está no meio de nós”, como aclamamos várias vezes!

Vamos já no V Domingo Comum, que pela Eucaristia nos convida a corresponder ao chamamento! Além da chamada à vida, que Deus nos deu, pelos nossos pais, é sobretudo pelo dom do Baptismo, que nos tornou filhos de Deus e da Igreja, para crescermos na vida em Cristo e na experiência de salvação. 

Importa corresponder a essa vocação: somos chamados por Deus, e d’Ele recebemos a missão, enviando-nos ao mundo para a libertação dos homens. Não esqueçamos que, pela graça baptismal, nos tornamos membros de Cristo “sacerdote, profeta e rei”. Se é assim, importa corresponder, com um testemunho coerente na fé e na vida cristã.

Para sintonizar com o projecto de Deus, a oração que transcrevemos, de seguida, quer obter para nós, da parte do Senhor, uma grande graça. Por isso a rezamos, para viver o que se pede!

"Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção." (Oração de Colecta do V Domingo Comum)

Então, o que se pede nesta Eucaristia? Antes de mais, que nos sintamos família de Deus e família cristã. E a família deve reunir-se. Por isso, em cada domingo, vivemos uma assembleia eucarística. Como afirmou S. João Paulo II, na Carta Apostólica Dies Domini, nº 1:
“É convite a reviver, de algum modo, a experiência dos dois discípulos de Emaús, que sentiram «o coração a arder no peito», quando o Ressuscitado caminhava com eles, explicando as Escrituras e revelando-Se ao «partir do pão» (cf. Lc 24,32.35)”. 
Depois, exprime-se a confiança em Deus, para obter d’Ele a protecção que esperamos.

"Eles deixaram tudo e seguiram Jesus" (do Evangelho: Lc 5, 1-11)

Pedro e os companheiros são sinal da Igreja nascente, em missão no meio dos homens, obedecendo ao Mestre, Jesus Cristo, que realiza o milagre.
O corpo (Igreja) deve estar unido à cabeça (Cristo) para frutificar na missão (a pesca dos homens).

Rezar esta Palavra, implica saber o que devo deixar, para seguir Jesus.
(Padre João Torres)

sexta-feira

Peregrinos da Esperança


 
Coro Solidéu/ Catedral do Funchal

Texto versão portuguesa: António Cartageno

Refrão: 
"Chama viva da minha esperança,
este canto suba para Ti!
Seio eterno de infinita vida,
no caminho eu confio em Ti!

1. Toda a língua, povo e nação
tua luz encontra na Palavra.
Os teus filhos, frágeis e dispersos
se reúnem no teu Filho amado.

2. Deus nos olha, terno e paciente:
nasce a aurora de um futuro novo.
Novos Céus, Terra feita nova:
passa os muros, ‘Spirito de vida.

3. Ergue os olhos, move-te com o vento,
não te atrases: chega Deus, no tempo.
Jesus Cristo por ti se fez Homem:
aos milhares seguem o Caminho."

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segunda-feira

Quem é Cristo para mim?

«Quem sou Eu para ti? 
 Pergunta de Jesus a cada um de nós! 
(...) 
Eu posso ser seu: “simpatizante” e “ouvinte” ou seu “amigo” e “seguidor”. 
(...) 
Cristo não é o que digo d’Ele, mas o que vivo d’Ele... 
Cristo não é as minhas palavras, mas o que d’Ele arde em mim... 

Quem sou Eu para ti? 
Deus não quer saber do que sabemos d’Ele, mas da nossa paixão por Ele…»
(Padre João Torres, Quem sou Eu para ti?)

Vivemos o 21º Domingo comum, em que na liturgia da Palavra percebemos a necessidade de ter duas traves mestras para manifestar a autencidade da fé: a relação com Cristo e com a Igreja

A manifestação da fé em Cristo oferece-nos o dom da Igreja, que leva a dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. No evangelho deste dia verificamos a dificuldade de perceber a identidade de Jesus, mas nos nossos dias continua a haver tantas lacunas, no conhecimento da sua vocaçáo e missão, por parte de muitos cristãos! Por isso, continua a ser vital perceber quem é Jesus para nós.

Senhor nosso Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por NSJC… (Oração de colecta do XXI Domingo comum)

Como é bela esta oração, num convite a mergulhar onde se encontram as verdadeiras alegrias, as únicas que nos realizam e tornam felizes! Reparem que nos basta um único desejo!

«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt. 16, 13-20)

Façamos também esta confissão de fé, como Pedro. Repitamo-la com frequência, ao longo da semana.

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a XXI semana Comum, ano A)

Saber discernir

«O Evangelho deste domingo recolhe algumas parábolas brilhantes de Jesus, que pretendem comunicar algo, que tantas vezes esquecemos: o encontro com Deus é a coisa mais bela que nos pode acontecer, é uma surpresa pela qual vale a pena abandonar tudo, uma alegria que nos faz esquecer todo o resto. Mas para que tal aconteça temos que agir com astúcia e urgência.»

 
Padre João Torres, Movidos pela alegria

«No XVII Domingo comum, a liturgia da Palavra interpela-nos para assentarmos a construção da nossa vida nos valores fundamentais que Cristo nos transmite. A 1ª leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, que não se deixa enganar por valores passagerios e frustrantes. Na continuidade, da carta aos romanos, somos chamados a descobrir como ”Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam”. No evangelho, através das parábolas somos instruídos nos valores do Reino, através do tesouro escondido, da pérola mais preciosa e da rede.

"Senhor nosso Deus, protector dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir, desde já, aos bens eternos. Por NSJC…" (Oração da colecta do XVII Domingo comum)

Com certeza que os bens deste mundo são bons, úteis e necessários. Mas não nos deixemos enganar: são passageiros, e não devem sobrepôr-se aos bens eternos. Por isso, precisamos viver as parábolas de hoje.

"Todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas". (Mt. 13, 44-52)

Não somos escribas, mas pedimos a Deus que nos instrua, para percebermos e experimentarmos o valor indispensável e riqueza mais preciosa do Reino, numa vida em Cristo.

Como Salomão, mais do que riqueza ou vida longa, precisamos da sabedoria, para fazermos as verdadeiras opções, pelos valores eternos.»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao XVII Domingo Comum, ano A)

O trigo e o joio

«Volta o desafio das parábolas, para tentarmos perceber o sentido da semente do trigo e do joio. O evangelho é claro. 
Um desafio: meditem na íntegra o texto do evangelho. Se formos coerentes e autênticos, podemos descobrir uma grande riqueza. A beleza do texto tem uma profundidade inexcedível. Que nos enriqueça!

O 16.º Domingo comum convida a continuar a viver as parábolas, com o tema da semente, na liturgia da Palavra. Mas, no centro, está a boa notícia do Reino de Deus.

O Senhor é indulgente e compassivo para com todos, lembra a 1ª leitura, e, através do Espírito Santo, vem em auxílio da nossa fraqueza, assim propõe a 2º leitura, da carta aos Romanos. Mas pelo evangelho percebemos como o trigo e o joio germinam ao mesmo tempo no nosso coração. Importa, pois, reflectir a mensagem que Jesus nos propõe.

"Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por NSJC…" (Oração de colecta do XVI Domingo comum)

Suplicamos ao Senhor, que envie sobre nós a abundância dos seus dons, para que progridamos na Graça, através das virtudes da fé, da esperança e da caridade.

"A boa semente são os filhos do Reino e o joio são os filhos do Maligno". (Mt. 13, 24-43)

Precisamos de aprender a discernir as sementes que frutificam em nós, pela qualidade do trigo ou do joio. A Palavra que proponho, para rezarmos durante a semana, ajudar-nos-á a frutificar. Mas não esqueçamos que em nós há sementes de trigo e de joio.»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao XVI Domingo Comum, ano A)

 
"Alguém pergunta a um grupo de crianças como seriam os seus corações, se os corações maus fossem escuros e branquinhos os corações bons, respondeu imediatamente uma pequenina: “Ah! O meu é às riscas!” 
(...) 
O trigo e o joio não são dois tipos de pessoas, mas duas formas de conduta, que estão (sempre) presentes em cada um de nós." (Padre João Torres)

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sábado

Um labirinto







sugestões de leitura: 

1984 de George Orwell

(adenda)


segunda-feira

As tentações a que Jesus não fugiu, mas enfrentou


O Evangelho de Mateus 4,1-11 faz-nos reflectir nas tentações de Jesus, que são também as nossas:

⇒ tentação de Ter:
«Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães»
(a tentação de ser Messias através das riquezas e da posse;

⇒ de Poder:
«Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares»
(a tentação de ser Messias através da subjugação do outro e do domínio):

⇒ de (A)parecer (dar nas vistas):
«Se és Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo, pois está escrito: ‘Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’»
(a tentação de ser Messias através do sucesso e da imagem).


 Às quais somos desafiados a contrapor as atitudes fundamentais de
 ➸ Desprendimento:
«Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’»;

➸  Serviço:
«Vai te, Satanás, porque esta escrito: ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto’»;

 Autenticidade:
«Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’»;

sexta-feira

OREMOS!


E ali vai um padre atrás de oito andores, remoendo festas e feiras, e outras dores.

Sabores de romarias, festejos, santinhos populares; ou mesmo que sejam comunhões, sermões e outras pregações; são sempre, e por todo o lado, das mesmas sinfonias, alegrias, calores, ventanias, rumores e alergias de certos paroquianos e foliões, que acabam por deixar amargos de bocas a quem a isso se expõe.

Ora bem… oremos bem. Que este mundo precisa de muitas, repetidas e fervorosas orações.
Oremos, pois, sem desfalecer, que ainda há muito caminho a percorrer.


A minha continuação da (in)completa 3, em resposta ao desafio do Confessionário dum Padre.


sábado

Em Maio... e além



 Atrevam-se!

Precisamos de grande Revolução desta.

"Rezem o Terço todos os dias" - pediu Nossa Senhora em Fátima


++++++
Para além do Terço do Rosário

existem muitas outras sugestões de Terços Devocionais, por exemplo o


ou outros, como o:
ou da VITÓRIA

Nas contas pequenas:
Eu hei-de vencer
 Jesus Cristo me ama e me resgata com o seu poder.
..
No final de cada dezena: 
Deus tem o poder: Deus tem o querer; esta batalha hei-de vercer.
...
Finalizar o terço com a
 Salvé Rainha

++++++
Que podes vencer! (ouvir mp3) (Simplus)

Já sei que não te posso mais ajudar 
Sei bem que não vais mudar 
Tudo o que fazes é fácil de prever 
Tens o teu rumo a correr 
Será que não vais esperar 
Tens surpresas para aceitar 

Tens tudo pra viver 
Será que não sabes 
Que podes vencer 
o teu medo de perder. 
Sai desse mundo 
Tens tudo para ver 
Será que não sabes 
Que deixas fugir 
O que a vida nos dá pra sorrir
++++++
________
*(sobre o Terço)

sexta-feira

Quadragésima.com 2011

«O tempo da Quaresma é um tempo de descoberta da nossa identidade como cristãos. É um tempo de encontro connosco próprios e com Deus. É um tempo especial de introspecção e reflexão. Porque não havemos de o fazer aqui, na net, e de uma forma mais comunitária, ajudando-nos uns aos outros?!»
Deste objectivo nasceu em 2008 no Confessionário dum Padre esta proposta, a “quadragésima.com”.
Este ano o Confessionário julgou oportuno lançá-la de novo, em moldes ligeiramente diferentes.


Regras da quadragésima.com 2011:
  1. Ao receber a “quadragésima.com” o blogger deve reflectir na sua relação com Deus e descobrir uma frase bíblica que a defina
    1.1- só se admitem frases retiradas, com citação, da Bíblia;
    1.2- as frases devem ser o mais curtas possíveis;


  2. Depois de o fazer deve re-escrever num post estas regras, as frases já assinaladas pelos anteriores bloggers (com o respectivo link), e escrever a sua;

  3. No post deve incluir quem deseja convidar (pode e deve manifestá-lo no blog da pessoa convidada);

  4. Não é permitido fazer mais que um convite ao mesmo tempo;

  5. O blogger que, recebendo a “quadragésima.com”, não estiver interessado em aceitá-la, deve indicá-lo ao seu emissário para que este lhe dê seguimento através de outro blogger;

  6. Não podem aceitar mais que uma vez a “quadragésima.com”; se o convite aparecer, mesmo vindo de outra “frente”, devem igualmente informar o emissário do segundo convite;

  7. Baseada nalgumas das principais figuras da liturgia da Quaresma, a “quadragésima.com” realiza-se em 3 frentes: frente “Adão” (I Domingo); frente “Abraão” (II Domingo); frente “David” (IV Domingo); estas frentes funcionarão quase como equipas, para tentar chegar ao maior número de bloggers possível (não se trata de encontrar vencedores, mas empenhados)

  8. A “quadragésima.com” será encerrada na Sexta-feira Santa, dia 22 de Abril, pelas 12.00 horas, hora em que o último blogger receptor deve endereçá-la, já com a sua frase, ao Confessionário, para publicitarmos todas as frases que definem a nossa relação com Deus nesta Quaresma de 2011.

  9. Outros interessados em participar nesta “quadragésima.com”, podem escrever as suas frases no sítio do Confessionário dum padre, identificando-se.
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Assim, o Confessionário convidou-me para a frente “Adão”, a que irei dar início, escrevendo a minha frase, e convidando a Maria João – Deus em Tudo e Sempre  – a dar-lhe continuidade.

Obrigada por aceitares a "quadragésima.com".
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quadragésima.com 2011 - as frases

0. “E tu, quem dizes que Eu sou?”  Mc 8, 28 - Confessionário dum padre

Frente “Adão”

1. “Olhai como crescem os lírios do campo! Não trabalham nem fiam. Pois eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua magnificência, se vestiu como qualquer deles.”   Mt 6, 28-29Partilhas em Fa menor


[Tentarei dar conta da evolução da frente "Adão" aqui nos comentários.]

Adenda:
Todas as Frases bíblicas desta Quadragésima estão agora no
Confessionário dum padre

segunda-feira

Conta-me histórias

Conta-me histórias de tempos
A que eu gostaria de voltar
Tenho saudades de momentos
Que nunca mais vou encontrar
A vida talvez sejam só três dias
Eu quero andar sempre devagar




O passado, ainda mais quando diz respeito à infância, espreita-nos, tantas vezes, impregnado de nostalgia. A infância, quer queiramos que não, marca-nos, tanto pela positiva como pela negativa, a vida adulta.

Em tempos escrevi um rol de Sete Coisas marcantes da minha infância. Sete é um número mágico que pode querer dizer tanto e ainda mais. Hoje volto a esse Sete da infância, mas não me vou repetir, apenas completar três coisitas que então deixei por dizer.
Como toda a gente, tenho da minha infância algumas lembranças felizes, dolorosas, hilariantes, vergonhosas e, também, de coisas que gostaria de ter tido como, por exemplo, alguns brinquedos.
E entre os brinquedos que não tive estava uma bola; nem sequer consegui nunca tirar ao primo a bola dos pés dele - que raiva!
Também nunca tive um baldito e uma pá para fazer castelos na areia da praia.
E também nunca tive direito a nenhuma daquelas navalhas que o arco-íris trazia e deixava no local onde pousava (nunca o consegui apanhar).

Ah, mas tive as estrelas, a lua, o sol, o mar, o vento, a chuva, a rua para brincar; e uma boneca quase tão grande como eu com quatro anos, que as sobrinhas acabaram por estragar.

E tenho agora este selo-certificado-caminhante, cheio de havaianas para calçar, como marca deste e de  outros desafios, vindo da Malu e da Teresa, e que me foi passado pela Filipa, para a Canela aqui vir buscar.

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quinta-feira

É Natal - Tempo de Luz

6.º Dia do Tempo de Natal

«Jesus encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e se fez homem». (Do Credo)


«As trevas passam e já brilha a luz verdadeira. Aquele que diz estar na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas. Quem ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar. Mas o que odeia o seu irmão está nas trevas, caminha nas trevas, e não sabe aonde vai, porque as trevas ofuscaram os seus olhos.» (1 Jo. 8-11)


É tempo de Natal, tempo de Amor e de Paz.
É tempo de cultivar a Tolerância, o Perdão.
É tempo de dar a mão, amor, atenção, paz e perdão a todos os que estão à nossa volta.
É tempo de transformar o nosso coração em presépio, para Jesus nele nascer.
É tempo de nos abrirmos à Luz, de corresponder ao Amor.
Porque Deus nos amou primeiro e "amor com amor se paga": e «Aquilo que fizerdes ao mais pequeno dos Meus irmãos, a Mim o fazeis» (Mt 25, 40).


«Ó Deus invisível e todo-poderoso, que dissipastes as trevas do mundo com a vinda da vossa luz, volvei para nós o vosso olhar, a fim de que proclamemos dignamente a maravilhosa natividade do vosso Filho Unigénito. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.» (Da liturgia diária)


Amanhã seguiremos nesta Caminhada de Natal com a Felipa


Para todos, boa continuação das Festas Natalícias.

Um Novo Ano de Luz e harmonia!

terça-feira

Emanuel - Deus connosco

10.º Dia de Caminhada no Advento




"O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que habitavam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz." (Is. 9, 2)

Através das profecias, a figura do Messias vai-se perfilando com maior transparência: "Brotará uma vara do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes" (Is. 11, 1).
Uma vara e um rebento saídos da raiz de Jessé, pai de David, de quem proveio Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo (cf. Mt. 1, 16).
Podemos dizer, assim, que Maria Santíssima é a vara e Cristo o rebento, porque da Virgem humilde de Nazaré, desposada com José, descendente de David, nasce o Messias - o Emanuel: Deus connosco (cf. Mt. 1, 23).

O Messias é-nos apresentado por Isaías repleto do Espírito Santo, enriquecido com os Seus dons e enviado para julgar os pobres com justiça (cf. Is. 11, 2 - 4), para levantar o ânimo dos humildes e oprimidos que encontrarão um lugar privilegiado na sua missão salvífica.
Também, na alegoria da convivência pacífica entre os animais, inimigos por instinto, o profeta fala da paz que o Messias trará ao mundo, ensinando os homens a vencer as paixões que os fazem ferozes uns contra os outros e a amarem-se como verdadeiros irmãos (cf. Is. 11, 6 - 9).
Então o rebento da raiz de Jessé, posto por estandarte dos povos, será procurado pelas nações e será gloriosa a sua morada (cf. Is. 11, 10).

Aprendemos muito com os retratos de Jesus no Antigo Testamento. O livro de Isaías em especial apresenta quadros de Cristo como sendo o Servo (cf. Is. 42; 49; 50; 52; 53; 61).
Na advertência de Isaías no capítulo 42, 1-4, e citada em Mateus 12, 18-21, dá bem para entender correctamente a natureza de Jesus Cristo: "Eis o Meu servo, que eu amparo, o Meu eleito, no qual a Minha alma se deleita; fiz repousar sobre Ele o Meu Espírito, e Ele anunciará a verdadeira justiça às nações. Não gritará nem clamará, nem levantará a voz nas ruas. Não quebrará a cana já fendida, nem apagará a mecha que ainda fumega. Com fidelidade anunciará a justiça. Não desanimará nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a verdadeira justiça sobre a terra" (Is. 42, 1-4).

Isaías foi um dos profetas que melhor soube compreender as esperanças dos pobres e as suas reivindicações sociais, concretizando estas esperanças na expectativa de um mundo proveniente de Deus.

João Baptista aparece com uma pregação que é convite à conversão, como condição essencial a acolher a salvação que vai chegar:
"Pregava assim: «Depois de mim, vai chegar outro que é mais poderoso do que eu, diante do Qual não sou digno de me prostrar para lhe desatar as correias das sandálias. Eu vos baptizarei com água, mas Ele baptizar-vos-á no Espirito Santo»". (Mc. 1, 7 - 8) (cf. Lc. 3, 16)

São três as figuras principais do Tempo do Advento - o profeta Isaías, João Baptista e Maria - que nos apresentam o Messias.
Mas, Maria é, das três, a figura mais central, aquela que se entregou, plenamente, à vontade do Senhor e esperou, na alegria a Sua vinda ao mundo. A alegre espera pelo Senhor está no ventre de Maria. E a Igreja, vivendo com ela a sua gravidez, gera vida na comunidade.

Jesus é o Emanuel, Deus connosco.
Ele já veio, no tempo do Imperador César Augusto. É Aquele que os profetas anunciaram ao povo como Messias;
Ele vem, no presente, de modo especial nos Sacramentos, na Palavra, na assembleia cristã e no testemunho dos baptizados. É presença misteriosa, viva, actuante na Sua Igreja, intervindo e penetrando, através dela, na história dos homens e no mundo;
Ele virá, no fim dos tempos, gloriosamente. Aí conheceremos, plenamente, o Seu amor e o esplendor do nosso destino.

O Advento, que não significa espera, como se poderia supor, é a tradução da palavra grega parusia, que significa presença, vinda, chegada; e também aniversário de uma vinda, de uma chegada. Quer dizer que é presença começada e assume, então, o valor de espera e de preparação. O Advento prepara a vinda do Senhor.

O facto de o Advento significar presença de Deus já começada, mas só começada, implica que o cristão não olhe apenas o que já foi e o que aconteceu, mas também que espere e se prepare para o que está por vir.
A presença de Deus, que somente começou, será um dia presença total.


"Eis que uma Virgem conceberá
E dará à luz um filho
Chamado Emanuel

Estou a ouvir o que diz o Senhor
Deus anuncia a paz

A sua salvação está perto dos que o temem
E a sua glória habitará na nossa terra"


Textos de Apoio:
Bíblia Sagrada;
Vários apontamentos e pesquisas.
Amanhã seguiremos nesta Caminhada de Advento com a Felipa

sábado

Maria Mediadora das Almas

Novembro - mês das Almas do Purgatório - 27.º Dia


“Avé, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc. 1, 28).

“Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc. 1, 38). A partir desse momento do Fiat, Nossa Senhora passou a ser a cooperadora directa na obra da redenção, ao conceber o Salvador, sendo, ao mesmo tempo, a principal mediadora - a ponte - entre Jesus Cristo e os homens. Por meio dela, Cristo pode vir ao mundo. Por meio dela, a salvação pode chegar a cada um de nós.

Ela é, assim, a bissectriz que leva a Jesus. Está aí o sentido da mediação de Maria: levar as almas para Cristo - os membros da Igreja Militante e os membros da Igreja Padecente.


Ela é a porta do céu, a porta da vida eterna, o portão celeste pelos quais passamos do exílio para o céu, as portas abertas do paraíso.

Porque Ela é a Mãe do Nosso Salvador, a Rainha do Céu e da Terra. Então voltamo-nos para Ela, a Santa Mãe de Deus, a quem invocamos sob muitos nomes, e humildemente lhe imploramos para aliviar e libertar as almas que suspiram na prisão do Purgatório.

Oração a Nossa Senhora de Montligeon
pelas almas abandonadas do Purgatório:

Nossa Senhora de Montligeon,
tende piedade das santas almas retidas por certo tempo longe de vós no fogo purificador, quebrai as suas cadeias e livrai-as do abismo onde gemem, aspirando à pátria e suspirando pelo momento feliz da união definitiva com Deus que os seus corações desejam ardentemente.
Tende pena sobretudo das almas mais abandonadas. Por elas vos rogamos especialmente.
Ó Mãe de bondade, dignai-vos aceitar as nossas súplicas e atendê-las. Nós vo-lo suplicamos, Maria, reuni-nos todos no céu, junto a Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso adorável Filho, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos.
Amén.

terça-feira

O Purgatório na Escatologia Cristã

Novembro - mês das Almas do Purgatório - 16.º Dia

"Está determinado que os homens morram uma só vez, depois do que vem o juízo" (Hb. 9, 27).

O primeiro evento escatológico será a morte. A crença na vida após a morte do corpo, de acordo com a teologia cristã, inclui a crença num estágio intermediário entre a morte e a ressurreição. A alma, imaterial, experimenta um juízo particular depois da morte enquanto separada do corpo.

"Escatologia cristã é o estudo do fim das coisas, tanto o fim de uma vida individual, ao final da época, ou o fim do mundo. A palavra "escatologia" é derivada de duas palavras gregas que significam: "passado" e "estudo". Em termos gerais, é o estudo do destino do homem como é revelado na Bíblia, fonte primária de todos os estudos sobre escatologia cristã.
A escatologia é concentrada em explicar a vida após a morte, começando com a morte até ao julgamento pessoal que segue a morte do indivíduo, e seguido pelo destino do céu ou do inferno. (Na teologia católica, o céu às vezes é precedido por um purgatório)." - (Fonte: wikipedia)

Mas a escatologia não é o que acontecerá só depois da morte, a escatologia iniciou-se com a Morte e Ressurreição de Cristo:
«Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também devemos crer que Deus levará, por Jesus, e com Jesus os que morrem n'Ele.» (I Tes. 4,14)
Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo». (1 Cor. 15, 22)

Assim, a escatologia cristã prende-se ao que afirmamos no Credo: «Creio na ressurreição da carne»; e depois, «Creio na remissão dos pecados e na vida eterna».

"Deus não condena ninguém: oferece a todos, na liberdade, a salvação pela qual Cristo morreu e ressuscitou. Deus faz tudo pelo homem, menos tirar-lhe a liberdade, porque seria desfazê-lo. É cada um que se abre, no tempo, à salvação ou condenação eternas, conforme o estilo de vida adoptado na terra.
Com a morte acaba o tempo e a possibilidade de mudança ou conversão, entrando-se na eternidade.
Com a morte fica, portanto, definitivamente marcada a sorte que cada um escolheu no tempo: a vida eterna em Deus e com Deus (céu) ou a vida eterna à margem de Deus (inferno). Nesse sentido, nada poderemos fazer para alterar o destino dos mortos. Nem o próprio Deus pode libertar os mortos da condenação que livremente escolheram em vida." (Fonte: Veiga, Américo. Como ser Cristão?. Editorial Perpétuo Socorro)

Mas a Igreja Católica crê num estado espiritual, conhecido como Purgatório, onde as almas que não merecem o inferno, mas não estão completamente prontas para o céu, passam por um processo final de purificação.
A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo nos Concílios de Florença e de Trento.
Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala do Purgatório como sendo um fogo purificador - uma «Chama Viva de Amor», como diz S. João da Cruz. Uma Chama Viva de Amor de Deus, que purifica as almas em ordem a levá-las ao seu encontro com Ele no Céu “onde não entrará nada de impuro” (Ap. 21,27). Ali gozarão para sempre de perfeita felicidade na glória celeste. Primeiro, só a alma. E depois da ressurreição da carne, unida ao próprio corpo.

Temos que admitir, portanto, a existência desse lugar de purificação que Deus, na Sua Sabedoria e Bondade infinitas, criou para conciliar as exigências da Sua Justiça Divina com as do Seu Amor misericordioso.


Podemos e devemos, pois, fazer orações e oferecer sacrifícios por todas as almas em geral, porque não sabemos quais estejam realmente a necessitar, e em condições de receber o mérito dessas nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estas orações e sacrifícios nunca ficarão sem efeito, sobretudo as Santas Missas que fizermos celebrar por elas, pois Deus fará a sua aplicação às almas que mais precisadas estiverem.

«Deus Pai todo-poderoso, que nos fortalecestes e assinalastes com o mistério da cruz e da ressurreição do Vosso Filho, concedei benignamente que os vossos servos libertos desta vida mortal, sejam associados ao convívio dos Vossos santos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito santo. Amen.» (Do Ritual das Exéquias)

sexta-feira

Creio na Comunhão dos Santos

Novembro - mês das Almas do Purgatório - 5.º Dia

"Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo.
Foi num só Espírito que todos fomos baptizados, a fim de formarmos um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e todos temos bebido de um só Espírito. Porque o corpo não consta de um só membro mas de muitos.
[...] Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele. Vós sois o corpo de Cristo e Seus membros, cada um na parte que lhe toca." (cf:1Cor. 12, 12-27)

“Assim nós, que somos muitos, constituímos um só corpo com Cristo, sendo individualmente membros uns dos outros” (Rm 12,5).
Somos comunhão.

Comunhão, na sua origem latina communio formou-se de cum, que significa "com" ou "em comum", e munio, proveniente do termo munus que, por sua vez, significa "cargo", "função", "ofício".
Portanto, na origem "comunhão" significava a realização em comum de um cargo ou função, a participação comum (comum união) na mesma tarefa, no mesmo trabalho.
É assim que se forma a unidade: esta nasce do contributo complementar de várias pessoas para o mesmo fim.

A Igreja é communio sanctorum, comunhão dos santos, ou seja, comunidade de todos os que receberam a graça regeneradora do Espírito, pela qual são filhos de Deus, unidos a Cristo e chamados santos.

Quando falamos da Comunhão dos Santos, não nos referimos simplesmente à ligação (comunhão = comum união) de um cristão com outro na Terra.
A realidade da “Comunhão dos Santos” é mais ampla:
abarca a Igreja Militante (que somos nós que ainda peregrinamos pela Terra);
a Igreja Padecente (as almas que se encontram em purificação no Purgatório);
e a Igreja Triunfante (os santos que já se encontram junto de Deus no Céu).

Portanto, as almas que deixaram a terra e estão destinadas ao céu, mas que têm ainda de se submeter à purificação no Purgatório antes que possam atingir a sua meta, também são santas e estão em comunhão com o resto da Igreja.

Assim, a comunhão significa, fundamentalmente, um laço espiritual entre todos os cristãos em particular e entre todos os homens em geral, pela qual as orações e sacrifícios de uns lucram misteriosamente para todos aqueles para quem eles são dirigidos.

Daí que seja "um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam livres dos seus pecados." (cf: 2 Mac. 12,46)


«Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso entre os esplendores da luz perpétua; que descansem em paz. Ámen.»


De modo semelhante ao do mês de Outubro, dedicado ao Rosário, continuamos em Caminhada conjunta no mês de Novembro que é dedicado à oração pelas Almas do Purgatório.
Por ordem, sucessivamente durante todo o mês, somos:

1. Teresa
2.
Gisele
3.
Felipa
4.
Canela
5.
Fa menor
6. Mer
7.
Ailime
8.
Utilia
9.
Dulce
10. Maria Luiza
11. Folhas de silêncio
12.
Malu

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