«Terminado o tempo litúrgico de Natal, prosseguimos com a 1ª parte do Tempo Comum, que se inicia com a festa do Baptismo do Senhor. Vai ser um tempo breve, pois se interrompe quando começar a Quaresma e se retoma depois do Pentecostes.
O Tempo Comum são 33 ou 34 semanas, em que não se celebra um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o mistério de Cristo na sua globalidade, semana após semana, especialmente aos domingos. Quem quer aprofundar, e enriquecer a sua fé nesta beleza da vida cristã, não pode deixar de participar regularmente na Eucaristia dominical, para crescer no amor de Deus, e beneficiar da sua intimidade, e não permanecer à margem do seu plano, com a vida e salvação que Deus nos quer oferecer. Como nos foi anunciado, participemos, pois, na Eucaristia, “em cada domingo, nossa Páscoa semanal”!
Jesus também frequentava regularmente a Casa de Deus, a sinagoga (Cf. Lc 4, 16); foi ao templo, a Jerusalém, em peregrinação com os pais, quando tinha doze anos; e recebeu o baptismo de João, no início da sua vida pública. Por isso, era praticante!...
Recebendo um baptismo de arrependimento dos pecados, Jesus, que não conheceu o pecado na sua vida, recebeu esse baptismo para ser solidário connosco, e tomar sobre Si os nossos pecados.
Como escutamos no evangelho deste domingo, João Baptista explica a diferença entre o seu baptismo, com água, e o que Jesus vai trazer, “com o Espírito Santo e com o fogo”.
“Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo” ( do Evangelho: Lc. 3, 15-16.21-22)
"Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, que renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor." (Oração de Colecta da festa do Baptismo do Senhor)
Com o baptismo de Cristo, assumimos ter renascido como filhos de Deus, pelo nosso baptismo, e pedimos para permanecer sempre na graça do seu amor! Que bênção tão rica!
Na nossa oração desta semana, façamos a experiência de ser filhos de Deus, pelo baptismo, e, como herdeiros do céu, rezemos com Jesus: Abba, Pater!» (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Festa do Baptismo do Senhor)
Por vontade explícita na Carta Apostólica Misericórdia et Misera (20 de Novembro de 2016), o Papa Francisco instituiu o XXXIII Domingo do Tempo Comum como Dia Mundial dos Pobres, pois, nas suas palavras, o encontro com os pobres que nos rodeiam "será um momento propício para encontrar o Deus que buscamos".
Fica sempre um pouco de perfume,
Nas mãos que oferecem rosas,
Nas mãos que sabem ser generosas. (Bis)
Dar o pouco que se tem
Ao que tem menos ainda,
Enriquece o doador,
Torna a alma ainda mais linda.
Dar um pouco de alegria,
Parece coisa tão singela,
Aos olhos de Deus, porém
É das graças a mais bela. (Fica sempre um pouco de perfume, Irmã Judith Junqueira Vilella) Acordes e ouvir Pauta
«O Catecismo da Igreja Católica, ao falar da
Eucaristia dominical, afirma o seguinte: "O
domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve
guardar-se em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito" (nº
2177). Depois refere que igualmente se devem guardar os dias santificados, ao
longo do ano litúrgico. Por isso, os mandamentos da Santa Igreja, que são
cinco, afirma logo no primeiro que se
deve “participar na Eucaristia todos os domingos e dias santos de guarda”. Porque quem não se alimenta não sobrevive, e assim
a fé necessita deste alimento sacramental regular.
Somos
convidados a viver o VI Domingo Comum, porque é o Dia do Senhor, e Deus é o
centro da nossa vida, como consequência do Baptismo. É isso mesmo que quer dizer
a palavra “domingo”, que vem de “Dominus”, e significa “do Senhor”.Hoje, pela Palavra de Deus, procuremos
perceber a importância fundamental que Deus deve ter na nossa vida, com
propostas para a dimensão mais profunda da existência. Há o risco de busca de
auto-suficiência, na sociedade actual, que leva à arrogância e ao individualismo
exacerbado, prescindindo de Deus e das suas propostas. Afirmemos, pois, o
sentido duma vida em Cristo, e Cristo ressuscitado!
Senhor,
que prometeste estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a
vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. (Oração de Colecta do VI Domingo Comum)
Esta
oração é muito bela! Na certeza de que Deus mora na sinceridade do coração recto,
suplicamos o dom duma vida plena, em nós, que seja verdadeira morada de Deus.
Afinal, vamos à igreja para sermos mais Igreja!
"Bem-aventurados
vós, os pobres…
Mas ai de
vós, os ricos…" (Do Evangelho: Lc 6, 17. 20-26)
As
bem-aventuranças são a magna carta dos cristãos. Por elas devemos pautar
a nossa vida. Talvez conheçamos melhor a versão que São Mateus apresenta no
capítulo quinto. Contudo, a proposta de São Lucas é mais sintética e, para além
das bem-aventuranças, apresenta também as maldições, os “ais”, para termos mais
cuidado em ser bem-aventurados.
Porque ser
bem-aventurado é ser feliz, para conseguirmos a verdadeira felicidade, rezemos
com frequência: Bem-aventurados…É a máxima a que aspiramos!»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o VI domingo do Tempo Comum, ano C, e semana que se segue)
"Porque toda a Vida vem de Ti Em Tua Luz, vejo a Luz. Porque toda a Vida vem de Ti E Tua Luz faz-me ver a Luz.
Que precioso é Teu Amor, Senhor Meu Deus, Mais do que a Vida, sim. E na sombra das Tuas asas Buscarei refúgio e paz.
Na abundância do Amor me prostrarei Ante Teu Trono, oh Deus. Nos Teus átrios com Temor Te louvarei Por Tuas Graças, Senhor.
Na abundância dos Teus átrios Gozarei como o melhor festim. Do Teu rio de delícias Beberei todo o melhor."
[Porque toda a Vida vem de Ti (Baseado no Salmo 36, 7-9) Autoria de John Keating - Servants of the Word – Sword of the Spirit Traduzida do original 'In your light we see light']
"Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,
parecia-nos viver um sonho.
Da nossa boca brotavam expressões de alegria
e de nossos lábios cânticos de júbilo.
Diziam então os pagãos:
«O Senhor fez por eles grandes coisas».
Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,
estamos exultantes de alegria.
Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,
como as torrentes do deserto.
Os que semeiam em lágrimas
recolhem com alegria.
À ida, vão a chorar,
levando as sementes;
à volta, vêm a cantar,
trazendo os molhos de espigas."
Refrão 2:O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo. (30.º Domingo Comum, ano B); (2.º Domingo do Advento, ano C); (5.º Domingo da Quaresma, ano C) Partitura
Os nossos olhos estão postos no Senhor,
até que Se compadeça de nós.
Levanto os olhos para Vós,
para Vós que habitais no Céu,
como os olhos do servo
se fixam nas mãos do seu senhor.
Como os olhos da serva
se fixam nas mãos da sua senhora,
assim os nossos olhos se voltam para o Senhor nosso Deus,
até que tenha piedade de nós.
Piedade, Senhor, tende piedade de nós,
porque estamos saturados de desprezo.
A nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes
e do desprezo dos soberbos.