Mostrar mensagens com a etiqueta Contando como foi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Contando como foi. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira

Pisei uma cobra

(reposição)

Já fez uns anos que pisei uma cobra. 

Não foi com a roda do carro como da outra vez e morreu: ttrrrr... parecia pisar correntes. 
Não, foi com o salto do sapato: aarrggh... 
Eu distraída e: “pisaste uma cobra”, saltei! E era: mal olhei e pareceu-me. E fugi. Transpirei. Arrepiei-me, levantaram-se-me os cabelos em pé como se tivesse levado um choque eléctrico. Ela atingira-me no calcanhar (pelo salto do sapato acima) que eu bem senti... aarrggh!
Parecia fina, pequena... e estava morta. Dizem-me que fui eu que a matei... mas eu não acredito: só me gozam: tal pai tal filha, gente sem coração, sem dó nem piedade! 
Imaginam algo mais horrível para quem tem fobia a cobras? 


Mas agora, visto a uns anos de distância, esbatem-se os porquês da importância que lhe dei, e lembro-me de pormenores que então não ditei. Era lusco-fusco e, por isso, não a vi; e ela já estava morta. Só a senti depois de a ter pisado. Ajuízo, agora, que não era mesmo nada grande... nem grande coisa. Pelo contrário, afigura-se-me pequenota e mirradota; no entanto, para mim, foi obra!: não deixava de ser uma cobra. E eu que não vi nada. Só sei porque me disseram: "pisaste uma cobra". E eu que corri esbaforida, arrepiada, sacudindo os pés na estrada... olhem só se a tivesse visto, e se ela estivesse viva! E se corresse atrás de mim! Qual não seria o meu fim? 

Bah, lembrei-me disto, sei lá, porque neste ano já lá vai o tempo delas e, felizmente, não vi nenhuma, só ouvi alguém falar, à boca pequena, que tinha avistado uma... Que pena! 
Aarrrrgggggh


quarta-feira

IHS – Santíssimo Nome de Jesus


«O nome “Jesus Cristo” foi-nos dado em grego, e pode ser escrito em letras maiúsculas gregas deste modo: IHCOYC XPICTOC 
Durante séculos, a forma padrão de abreviar este nome foi usar simplesmente a primeira e a última letras, IC XC, como se encontra na maioria dos ícones orientais. São Bernardino, no começo do século XV, escolheu usar as duas primeiras letras com a última, portanto IHC e XPC. A letra grega “c” é na verdade um “s”, então era natural escrever IHS XPS, forma na qual o Nome Santo se tornou muito familiar. 

Mas por que São Bernardino quis inserir o “h” (que é, na verdade, um “e”)? E por que mudar o “i” em “y”, uma letra não usada em italiano nem em latim? A resposta é que estudiosos cristãos cabalísticos deram atenção ao facto de que o Nome de Jesus, na sua forma original hebraica, contém as quatro letras no Nome Impronunciável de Deus revelado no Antigo Testamento. Com o acréscimo de duas letras hebraicas extras, torna-se pronunciável o Nome Impronunciável. O Nome revelado a Moisés no Êxodo (Ex 3) é apropriadamente escrito apenas com consoantes, YHWH. De acordo com uma tradição de 3.000 anos, não é permitido tentar pronunciá-lo, e ninguém realmente saberia como fazê-lo, mesmo se pudesse ser feito. Isso porque o Nome, YHWH, não é simplesmente um nome como outro qualquer: ele tem um significado, que é: o nosso Deus é Aquele que É, o único Ser essencial, o “fundamento do nosso ser”.
(...)
Mas, o Nome tornou-se um nome humano, pelo acréscimo das letras hebraicas ‘shin’ e ‘ain’ às quatro originais, produzindo Yehoshuwah; a forma hebraica do nome que conhecemos por JESUS. Assim o Nome Divino se torna um nome humano, o inacessível e impronunciável se torna próximo e familiar.
(...)
A São José é dado o tremendo privilégio de Lhe dar o Nome: “Ela dará a luz um filho e tu lhe porás o nome de Jesus”.
(...)
O Nome é dado novamente por Pôncio Pilatos, pela forma hebraica da inscrição na Cruz, usando as quatro letras do Nome Divino como as iniciais das quatro palavras: Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus: Yeshu Ha-Nozri, WaMelek Ha-Yehudim. Não é de se admirar que os chefes dos sacerdotes tivessem ficado tão preocupados com tal inscrição! (Jo 19,19-22) Pois Pilatos, de improviso, escreveu – e para todo o mundo ver! – que o seu galileu crucificado é o Deus eterno, o Criador, assim como o Redentor do Mundo.»

.
A Festa do Santíssimo Nome de Jesus é no dia 3 de Janeiro.

Mas todo o mês de Janeiro é dedicado ao Santo Nome de Jesus. Através dessa devoção, a Igreja recorda-nos o poder do Nome de Cristo.
.

"Ó nome glorioso, gracioso, amoroso e animoso! Por ti se perdoam todos os pecados, se vence o inimigo, se curam os enfermos e nas adversidades se encorajam e consolam os que sofrem. Tu és a glória dos que crêem, o mestre dos que pregam, a força dos que trabalham, o remédio dos que estão em necessidade.
Ao calor e fervor do teu fogo, os bons desejos encandescem; as orações que se fazem têm bom despacho; as almas contemplativas se arroubam; e sumamente se alegram os que já triunfam no paraíso. Com os quais, por este vosso santíssimo Nome, fazei que reinemos, ó dulcíssimo Jesus." (S. Bernardino de Sena)

quarta-feira

Com blogues e companhia

“O mundo vai girando/ Cada vez mais veloz/ A gente espera do mundo/ E o mundo espera de nós…”[*]

Foi assim, com o mundo a correr a uma velocidade estonteante, que resolvi deixar (es)correr o meu mundo como música numa pauta, aqui, em Partilhas em Fá menor (partilhas-em-fa-m.blogspot.com) e me tornei blogger em formato de acorde menor.

Andávamos, então, pelo início do ano de 2007, e as TIC tinham começado a mostrar-me um fascinante mundo novo, abrindo-me portas ao desconhecido para lá de um monitor de computador.

Como é que uma mãe de família se mete nestas coisas?!

A verdade é que não podemos dar crédito a tudo o que teima em nos querer entrar casa adentro… e eu até era um bocado céptica quando os meus filhos me pediram o primeiro computador e ligação à internet. Achava que, mais do que os ajudar nos estudos, como eles me afiançavam, os iria distrair deles. Aquilo era para mim um “bicho-de-sete-cabeças”.

Quando decidi voltar à escola para recomeçar a estudar, à noite, num Curso Tecnológico de Acção Social, as TIC constituíam uma disciplina obrigatória. É certo que até aí já me tinha abalançado a escrever uns textos no Word por iniciativa própria, frequentado uma formação e obtido um diploma de Competências Básicas em Tecnologias de Informação; mas foi nesta altura que o impulso maior foi dado, até porque o bichinho já se tinha começado a instalar e “quem não avança recua”.

Passado pouco tempo ajudei ao nascimento de outro blogue, que pretendia ser um jornal de parede da turma do CTAS (Curso Tecnológico de Acção Social) Nocturno, disciplina de TEC (Técnicas de Expressão e Comunicação). No âmbito desta disciplina, foi proposta aos alunos desta turma uma actividade inserida no tema “Sociedade da comunicação”. Depois de abordado o tema foi decidida a construção de um jornal e daí, esse blogue: Visão Nocturna (visaonocturna.blogspot.com).

E como não há duas sem três surgiu contrapobreza.blogspot.com, como parte integrante do meu Trabalho da Prova de Aptidão Tecnológica (PAT), o meu Projecto Ecos… em que se me tornou imperioso Sonhar que… é possível acabar com a Pobreza.

É um blogue que fui mantendo activo, até porque não me limitei a esse curso, mas avancei para outro de nível seguinte, de Serviço Social e Desenvolvimento Comunitário; e, no que toca à pobreza, acho que se trata de um assunto cada vez mais inquietante, complexo e de difícil solução, mas a que não nos podemos acomodar.

Bem, mas não me fiquei por aqui. Como blogger em formato de acorde menor, o meu mundo somou e seguiu.

No mundo da blogosfera podemos encontrar de tudo e ainda mais alguma coisa. Eu tive sorte: encontrei essa “mais alguma coisa”. Quando um grupo de bloggers se começou a reunir à volta de jogos sucessivos de 12 Palavras, eu andava por perto e juntei-me a esse grupo, de onde saíram verdadeiros textos de escrita criativa, que foram um pouco depois, em 2008, reunidos em livro: o “22 Olhares sobre 12 Palavras”.
Entretanto comecei a tomar o gosto pela escrita e  abri mais um blogue, ainda em 2007, o Retalhos e Rabiscos (ensaio12.blogspot.com), onde fui começando a ensaiar mais uns rabiscos em retalhos soltos.

Como sou inconformista q.b., achei que tinha muito que aprender e inscrevi-me num Campeonato de escrita criativa por e-mail, com Pedro Chagas Freitas (pedrochagasfreitas.com), e nasceu mais um blogue para os textos aí produzidos (e outros exercícios de escrita), o EscreVIvendo (escritariscada.blogspot.com); depois,  seguiram-se dois cursos de escrita criativa da UnyLeYa, com João Braamcamp de Mancelos, cujos textos produzidos foram sendo aí sucessivamente publicados.

Entretanto, comecei a ensaiar outros voos. Já não me satisfazia apenas a escrita nos blogues. Precisava de soltar Um Grito. O grito que me apertou a garganta e que sufoquei durante muitos anos. O grito que uma ave prisioneira numa gaiola, ainda que muito bonita, não é capaz de soltar se não for em voo. Porque chega um tempo em que já não conseguimos conter mais o que nos quer extravasar do peito. Então, ao mesmo tempo que ia escrevendo, comecei a tomar balanço.

Balancei, balancei... e saltei. Saltei para as páginas de um livro, querendo acreditar... que: Talvez que as minhas asas/ de papel/ Que alguém um dia/ não teve pejo de cortar/ podiam ainda ser coladas/ e voar/ porque é preciso acreditar...

O livro, composto de Simplesmente/ Páginas da Memória/ Que se Soltam/ Em Voo no Tempo, saiu em Novembro de 2011. Chama-se “Memória Alada”. Nele: No início dos anos 1970, num mundo a preto e branco, Maria, menina mimosa e ingénua de aldeia, teima em desenhar o seu mundo de outras cores. Uma teimosia e uma ingenuidade rabiscadas em páginas que querem voar de um quase diário.

Mas enquanto tratava com editoras para que este livro visse a luz do dia, e porque “parar é morrer”, não me contive e abri outro blogue. Desta vez Em Fá Sustenido, para experimentar a plataforma sapo (emfasustenido.blogs.sapo.pt); mais tarde,  porque desgostei daquela plataforma, depois de várias tentativas consegui migrá-lo para a plataforma blogspot (emfa-sustenido.blogspot.com).

E assim fui obtendo um pouco de satisfação pessoal; um pouco apenas, porque não consegui ficar por aí. A seguir vieram as fotografias tiradas nas minhas caminhadas quase diárias, e surgiu No Meu Silêncio (silenciosameu.blogspot.com). Mas como "a curiosidade matou o gato", comecei a gastar muito tempo a pesquisar os nomes e características das flores dos meus caminhos, e isso teria de ficar registado em algum lado: então veio novo formato delineado para isso, logo: Pelo Mundo – um Jardim (omundoumjardim.blogspot.com). Mas nem todas cabiam aí nesse formato que idealizei, porque dava muito trabalho e achava que algumas eram _apenas rumores (rumorinhos.blogspot.com).  

Entre uns e outros, em 2018, vieram Algumas outras linhas em que (também) me escrevo  A Linha e a Agulha (alinhaeagulha.blogspot.com), uma espécie de álbum, quase livro de ponto(s), para ir publicando/guardando alguns dos meus trabalhos de linhas e agulhas.

Ah, ainda falta mencionar C(l)ave . de . Fá (famenorarquivo.blogspot.com), que surgiu ainda nos princípios, em 2008  um arquivo meio morto: apenas uma gaveta na cave para ir guardando notas dignas de registo... e alguns outros registos a sair do tom.

E é assim.

“Mesmo quando tudo pede/ Um pouco mais de calma/ Até quando o corpo pede/ Um pouco mais de alma/ Eu sei, a vida não pára/ A vida não pára...

Será que é tempo/ Que lhe falta para perceber?/ Será que temos esse tempo/ Para perder?/ E quem quer saber?/ A vida é tão rara/ Tão rara...

A vida é tão rara.”[*]

________________________________

[*] Lenine, Paciência

segunda-feira

O Blogger sempre a surpreender-nos

Eis que, da noite para o dia, deixas de receber as notificações dos comentários do blogue comodamente no email como habitualmente.

Pensas que algo se passará com as tuas definições e vais procurar... 
O email está lá marcado. Então, pensas que deve ter que ver com as novas políticas de privacidade e tentas adaptar-te à situação.

Mas como nada nunca mais foi como antes, isso começa a chatear-te: qualquer dia acabo por deixar mesmo este mundo virtual, qual jardim abandonado a criar ervas daninhas!...

Contudo não te conformas. Apesar de nem sempre passeares pelos jardins que plantaste com carinho, gostas de passar por lá e vê-los, ao menos, um pouco cuidados,  regados, adubados.

Voltas às definições e salta-te à vista uma coisa nova: 
"O endereço de email introduzido neste campo será convidado por email, e terá 14 dias para aceitar o convite para poder receber notificações."
Alto aí!, vamos experimentar isto: retiras o email que lá tinhas colado anteriormente, deixas vazio e guardas as definições. De seguida, escreves novamente o email e voltas a guardar.
E vês que parece ter funcionado quando recebes uma notificação no email: "Foi convidado a receber notificações por email em xx.xxxx@gmail.com quando for necessário moderar novos comentários no blogue XXXXXX.
Clique no link Subscrever abaixo para aceitar este convite. Se não pretender receber estas notificações por email, pode ignorar esta mensagem ou clicar no link Recusar abaixo.
Se pretender deixar de receber notificações por email relativas à moderação de comentários deste blogue, pode clicar no link de exclusão aqui ou em qualquer um dos emails de notificação.
Subscrever
Recusar"

Clicas em Subscrever.
Agora resta receber comentários para ver se funciona ou não.

Fica a dica para quem estiver interessado.



(Clicar nas imagens para ver em ponto maior)


sexta-feira

Para Lili


(Cantado pela P. com a música de "Anda comigo ver os aviões";
para Lili, depois da celebração do seu matrimónio, à saída dos noivos.)


– Anda comigo ver o sol pintar a madrugada
Acender estrelas
na noite escura

Anda daí descobrir canções, fazer poemas
Pelo céu, sem asas,
Poder planar

Os dois lado a lado procurar
Descobrir o dia
Como eu sempre quis
Pois Deus bem sabe o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
Ter-te ao pé de mim
Ir de mãos dadas pelo mundo
Para juntos estar no mundo aqui

– Eu vou contigo dar as mãos ao mundo e ao Senhor
Que é minha Estrela
No oriente

Vamos os dois ver a Luz do Céu todos os dias
Semear o amor
Pela vida afora

Os dois unidos semear
Construir o dia
Cristo mora aqui
Senhor Tu sabes como eu Te amo
Como eu gosto de Ti
Vamos para Ti
De pés na terra edificar
A casa sobre a rocha
E o sol sorri

De hoje em diante anunciar-Te
Juntos ser Igreja
Cristo mora em nós
Senhor, tu sabes, de Ti dependemos
Que sem Ti nada podemos
Fica junto a nós
Precisamos da Tua ajuda
Pois só conTigo é que venceremos

(RAMOS, Fatinha de Oliveira – Aka Fá menor)

quinta-feira

As Janeiras

E Cantámos assim:

Inda agora aqui cheguei
Mal pus o pé na escada
Logo o meu coração disse:
Aqui mora gente honrada.

Estas casas são bem altas
Forradas de papelão
Vivam senhores e senhoras
Que dentro delas estão

Boas festas, boas festas,
Aqui haja neste dia
Que manda o Deus menino
Filho da Virgem Maria.

Ó da casa, nobre gente
Escutai e ouvireis;
Lá dos lados do Oriente
São chegados os três Reis.

Vinde-nos dar as Janeiras,
Se no-las quiserdes dar
Somos romeiros de longe,
Não podemos cá voltar.

Despedida seja dada,
Dada seja a despedida,
A mercê que nos fizeram
No céu seja agradecida.

Ó que linda despedida
Deu a cereja ao ramo;
Fiquem-se com Deus, senhores,
Adeus, até para o ano.



Música de uma versão parecida

segunda-feira

Ainda há histórias de amor que dão origem a lagoas

Não foi lenda nem conto de fadas. Não foi amor à primeira vista.
Costumo dizer que não o conhecia. Mas claro que sim, desde criança. Só que nunca me tinha chamado a atenção. Não era meu amigo, nem meu vizinho, nem sequer meu colega. Tínhamos familiares comuns, o que nos permitia cruzarmo-nos algumas vezes. Superficialmente. Mas nunca o tinha visto com outros olhos (com olhos de ver ao perto) – com olhos do coração.

Foi uma daquelas coisas de que não se está à espera, mas que se faz acontecer, sem querer:
Numa boda de casamento, percebo que os pés se tocam por baixo da mesa… cruzam-se os olhos, aparecem uns sorrisos marotos, as pálpebras baixam-se e o rubor dá sinal de si. Caramba, mas o que é isto?
Tento disfarçar os pulos que me fogem do peito e acho que consigo. Levo para a brincadeira a insistência dos pés debaixo da mesa. Acontecem ali duas conversas diferentes e desajeitadas – a que as bocas falam e a que os pés dizem, mas esta segunda linguagem é-me desconhecida e desconcertante. E cabem naquela mesa vários tipos de iguarias quentes e saborosas: as que reconfortam o estômago; as que enchem os olhos; as que inebriam os sentidos; as que alimentam a fantasia…

E depois das sobremesas e das sobmesas nada nunca mais foi igual.

Há histórias de amor que dão origem a lagoas. Há histórias de amor que nos deixam lagoas para sonhar e para aprender antes de as mergulhar. Foi assim que se passaram dias e semanas e meses e mais meses antes de tentarmos nadar. Não se passava da margem, cada qual na sua. As margens também são sublimes e deleitosas, vibrantes de flores e de suavidade, agradáveis de se passear.
E nesses longos meses bastava um olhar, um sorriso, um aceno ao longe para levitar.

Até que começou a aquecer e chegaram as festas de Verão. E, nas tasquinhas, as nossas merendas saborosas de uns bons petiscos com pão. E debaixo da mesa os pés sempre na mesma primeira aflição. E, no arraial, a música a chamar-nos para um abraço disfarçado de dança, um encosto, um aperto, um acelera-coração.

Depois veio o Inverno com o calor dos bailes no Casarão e o embalo nessas danças de salão. E aquela chapada que dei a outro por se tentar meter pelo meio e armar confusão. E o meu amado foi embora, como que arrependido, envergonhado, daquela situação.

E seguiram-se-me as dúvidas se ele gostava de mim ou não. Aliás, certezas ainda eu não tinha tido, pois aquela boca nunca se quisera abrir para, (nem) de viva voz, me dizer aquilo que eu queria ouvir.

Bem, se era assim, teria de esperar, pois a um Inverno haveria de suceder uma Primavera e, talvez, dias de luar.

E eis que chegou Março, florido e ensolarado, e num domingo à tarde – eram os meus 20 anos – ele fez-se convidado. Na mesa esperavam-no uns acepipes para começar.
Foi ficando e foi voltando durante um mês, e deixando-se ficar, meio esquecido, meio perdido, sem eu bem saber o que o seduzia, pois estava a ver que ele não se descosia. Até que tive de tomar coragem:
- Eu gosto de ti… mas não sei bem se tu gostas de mim…
E ele, numa voz quase sumida:
- Eu gosto mais do que isso… eu amo-te.

Oh, céus! Como estava difícil o primeiro beijo de acontecer! Como a água desta lagoa estava custosa de se dar a beber!

(Passados uns bons anos, o primeiro peixinho, nascido desta lagoa de amor, conheceu uma belíssima açoriana, e com ela formou a sua própria lagoa numa destas ilhas mais maravilhosas que me é dado conhecer).
.

quarta-feira

É uma Animação!

Terça-feira à tarde é hora de Animação. E que animação! O Centro de Dia é o palco. Uma sala com cerca de duas dezenas de idosos que, de maneira surpreendente, passaram a tornar tão agradáveis as minhas tardes de terça-feira. E as deles também, que eu bem percebo!

Era um grupo de idosos, de certo modo, parado e desmotivado, por falta de uma presença mais assídua que lhe dinamizasse actividades recreativas na sala, o que nem sempre acontecia por alguma limitação de tempo dos recursos humanos afectos a esta resposta social de Centro de Dia. Pretendeu-se a transformação desse grupo a partir da dinamização, mobilização e implicação dos próprios indivíduos do grupo no sentido do seu desenvolvimento, o que aconteceu com relativa facilidade, uma vez que já conhecia pessoalmente a maioria dessas pessoas, e também procurei mais alguma informação acerca dos seus gostos, necessidades, interesses e motivações, bem como das suas potencialidades.

Procurando ir ao encontro dos interesses destes idosos, tenho vindo a dinamizar actividades de Animação Sociocultural com canções populares, histórias e contos populares, jogos, anedotas, adivinhas, rimas, lengalengas, partilhas de saberes e de experiências e estórias de vida.

As actividades desenvolvidas vêm-se direccionando a estimular a actividade cognitiva, a promover a comunicação, convivência e ocupação do tempo dos idosos, de maneira atractiva, transmitindo-lhes alegria e boa disposição, despertando-lhes vontade e gosto, de forma a evitar-lhes a alienação e a passividade, mas procurando respeitar sempre as suas capacidades, hábitos, interesses, potencialidades, expectativas e a individualidade e estado de espírito de cada um.

Reservei sempre o mesmo dia da semana, terça-feira, e o mesmo horário, de modo a criar uma rotina que os mantivesse despertos para estas actividades, naquele dia e àquela hora.

Uma tarefa que me tem dado muito gozo realizar, por ir constatando o agrado e a satisfação destes idosos, e verificar que vou contribuindo para alguma mudança no sentido de lhes melhorar a auto-estima e o bem-estar.

Conto-lhes uma história. Pego na viola. Gostam de cantar, de dançar. Vou puxando por eles. E então, pergunto-lhes, quem fez o trabalho de casa? O que têm hoje para me ensinar? E eles colaboram. Contam histórias, anedotas, e tenho de pôr um travão no senhor Albino que só sabe das cabeludas, e algumas senhoras também sabem canções das boas, às quais tenho de saber dar a volta:

Ai o caipira já não vai p’ra militar
O caipira mete e tira e sai p’lo mesmo lugar
Ai o caipira eu hei-de o mandar prender
O caipira mete e tira e eu também já sei meter.

Risada geral, a começar por mim, que não me contenho!

terça-feira

É Páscoa na Aldeia

É Páscoa na aldeia. Ouvem-se foguetes a estalar. Brilham tapetes de verduras às portas das casas por onde o Senhor vai passar. É um dia diferente. E está um dia de luar!
Depois de mais de trinta anos: a Visita Pascal. Uma segunda-feira de Páscoa com cheiro de outros tempos.
As pessoas esperam na rua, às portas. É a tradição que se revive uma vez mais.
A campainha soa cada vez mais perto: é o Cristo Ressuscitado que se faz anunciar!
E entra nas casas. E se faz Graça de Deus em cada lar.
No fim, os sorrisos, a satisfação em cada olhar, em cada palavra, em cada conversa entre vizinhos de um ao outro lado da estrada.
É Páscoa na aldeia.
Que seja para continuar!

quinta-feira

Dias inesquecíveis









Sossego
Descanso
Acalmia
Repouso o olhar
Ao longe
De um lado o mar
E o respirar o céu
Por cima do olhar
Do outro
O cume da terra
Que um dia deu clarão
Subindo ao azul infinito
Água
Terra
Fogo
Ar
Os elementos se conjugam
Em harmonia para me saciar
Vida
Alegria
Amor
Amizade
Carinho
Paz
Dias inesquecíveis
Onde tudo me sorri

A tranquilidade mora aqui

segunda-feira

Maior que o mar e o céu



Aqui, o mar não enrola na areia; aqui, o mar umas vezes bate nas rochas e noutras dá-lhe beijos com suavidade. Aqui, o mar está constantemente a seduzir-me, a declarar-me o seu amor, e eu a deixar-me seduzir, sempre tentada a sucumbir aos seus encantos.

Depois de ler (devorar!) ‘Onze Minutos’, praticamente, num dia; depois de uma noite de ‘Xutos e Pontapés’ num concerto ao vivo pela noite dentro, até cair de cansaço; acordo às oito da manhã e… rebolo de um lado para o outro. Ao meu lado, ele dorme… e está para dormir. Então, levanto-me para não o acordar. Preparo-me e saio para a minha volta matinal, diária. O mar está à minha espera. Salto de rocha em rocha e, de chinelos, mergulho os pés e deixo que o mar mos beije como de costume.
A água está espectacular. Simplesmente espectacular! Disputo-a com os peixes que saltam para outra poça onde o mar os vem buscar.
Não há ninguém por muito perto. Apetece-me tirar a roupa e abandonar-me toda às ondas que me vêm saudar. Mas não, prefiro contemplá-lo. Saboreá-lo até à linha do horizonte. Este contacto físico e visual transmite-me uma paz imensa. Saborear o momento, este momento, esta imensidão de mar e céu, sem nada mais querer, sem nada mais desejar, faz-me levantar as mãos bem alto e lembrar o Salmo: “Como sois grande em toda a terra, Senhor nosso Deus!”, infinitamente maior do que o mar e o céu.

sexta-feira

Mar salgado



A ilha é negra. A casa é junto ao mar, rodeada de rochas. Virada para o imenso atlântico. Apenas uma pequena estrada e um paredão de rochas separam a casa da água. Tão perto que já o mar a banhou de Inverno.

Estendida na espreguiçadeira não dou pelo tempo que passa. Descanso, enquanto, lá atrás, no forno a lenha, está a assar o jantar de cerca de vinte pessoas: um belo de um bicho que encheu a mala térmica, vindo do outro lado do oceano. Vai para duas horas que o forno está ocupado com ele e, agora, já só é preciso deixá-lo lá ficar, sossegadinho, a acabar de tostar, até estar pronto para o manjar da noite nesta fresca esplanada, à luz dos candeeiros, que hão-de alumiar também a farra pela noite dentro.
Por isso, agora fico esticada, também eu, a corar um pouquinho ao sol – mas só um pouquinho mesmo, que não quero ficar tostada como o bicho que está no forno.
Fecho um pouco os olhos e quando dou por mim vejo-me sozinha… todos me abandonaram. Uns foram mergulhar, outros às compras, outros passear e deixaram-me sozinha na casa.
Levanto-me, vou espreitar o forno e volto a preguiçar. É então que sinto o apelo do mar. As ondas batem nas rochas: chamam por mim. Levanto a cabeça por cima do muro do jardim e, para lá das rochas, repouso o olhar ao longe onde se beijam o mar e o céu. É hora de sentir o afago das ondas, de me inebriar do seu sal. Ponho-me a caminho na sua direcção: atravesso a estrada em linha recta, qual sonâmbula, e pulo de rocha em rocha em ziguezague. Desço. Estou lá. E mergulho os pés nos seus beijos, com vontade de imergir toda nos seus lábios que fazem questão de me beijar. Mas tenho medo que ele me sufoque num abraço apertado de encontro às rochas. Ele, às vezes, é um namorado maroto e cruel que não se importa de magoar. O mesmo mar que, para lá destas rochas negras de lava do vulcão, desde sempre tem inspirado tantos poetas.

“Oh mar salgado,
Quanto do teu sal são lágrimas de Portugal!”

A ilha é negra. Mas o imenso oceano é o mesmo.

terça-feira

Cenas de um casamento

Entrámos na igreja de braço dado.
Uma entrada, de sorrisos rasgados, ao som do Hino da Alegria. Com um brilhozinho no olhar, emocionada, mas sem me deixar dominar totalmente pela emoção, dei um beijinho ao noivo, o meu filhote mais velho – que será sempre o meu menino, um dos meus meninos muito queridos – e fui ocupar o meu lugar no grupo coral, mesmo ao lado.

Tinha parado de chover há algum tempo.
A chuva assustara-me um pouco mas, felizmente, acabou por dar tréguas e pudemos, enfim, entrar no automóvel e percorrer os cerca de três quilómetros que nos separavam da igreja. A água do céu apenas veio trazer uma bênção.

O nosso motorista, tio da noiva, também se juntou ao coro com o seu bandolim. Ao órgão, o padrinho do noivo, para as músicas mais sóbrias: Hino da Alegria; Marcha Nupcial; Salmo Responsorial; e… Avé Maria de Schubert, em Acção de Graças; nos outros cânticos, a viola foi o seu instrumento de eleição, e o órgão foi do Pedro mas que o cedeu ao Rui quando foi tocar a flauta no Pai-Nosso. Um grupo coral constituído por elementos das duas famílias (do noivo e da noiva) que se esmeraram nos ensaios e na cerimónia.

Chega a noiva: e entra ao som da Marcha Nupcial, radiante, belíssima. O pai entrega-a ao futuro genro, com um cumprimento, e os dois jovens sorriem um para o outro. Beijam-se com o olhar.
Nossa Senhora da Boa Nova recebe os seus filhos no seu regaço.

“Queres saber de que cor são os sonhos de Deus? (…) Volta a olhar o amor pela primeira vez.” - O cântico de entrada introduz na dinâmica da Celebração - "Pois o Verbo de Deus habitou entre nós."
A primeira leitura é do Livro dos Provérbios: “Quem poderá encontrar uma mulher virtuosa? O seu valor é maior do que as pérolas.” …
E consegui cantar o Salmo Responsorial sem lágrimas: “O Senhor nos abençoe em toda a nossa vida” (…) “Teus filhos [são] como rebentos de oliveira/Ao redor da tua mesa” – pensei que ia chorar, mas aguentei-me.
Segunda Leitura da Primeira Carta de S. Paulo ao Coríntios: “Ainda que eu fale a língua dos anjos e dos homens, se não tiver amor, sou como o bronze que ressoa ou como o címbalo que retine (…) O amor não acabará jamais.”
Aleluia: Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o Seu amor em nós é perfeito.
O Evangelho é do episódio das Bodas de Caná da Galileia, em que Jesus deu início aos seus sinais do Reino.

Depois da Homilia é chegada a altura especial: o Matrimónio.

Cristo vai abençoar este amor conjugal:
Os noivos recebem-se um ao outro como esposos - dão-se a si próprios o Sacramento do Matrimónio.
O celebrante apenas intervém para pedir ao Senhor que confirme o consentimento que manifestaram e os enriqueça com a Sua bênção:
Não separe o homem o que Deus uniu.

“Nada te turbe, nada te espante
Quem a Deus tem, nada lhe falta
Nada te turbe, nada te espante
Só Deus basta.”

E prossegue a Celebração nos moldes habituais:

Oração Universal - em que se pediu pelos novos esposos, por todos os seus familiares e amigos, bem como pelos que já partiram, pelos casais ali presentes e por toda a Igreja para que continue a ser fonte de fé e de esperança para o mundo.

Ofertório – cantámos “ Como Borboletas”: “Como a paz não se constrói sem liberdade/ a verdade não se vive sem amor/ Povos todos agarrai-vos ao que é vida/ Porque o mundo foi tomado p´lo Senhor”.

Comunhão:
Jesus,
Meu Jesus, és o pão
Tu és meu alimento
Jesus,
Quero ser o teu lar
Amado da minh’alma
Jesus


Acção de Graças - Avé Maria - Franz Schubert

[Aqui 'doeu' já a finalizar o cântico, quando me emocionei… estava a ver que não me aguentava nas ‘canelas’… mas só deu uma tremedeira no fim de cantar e um choro levezinho…]

Cântico Final:
Renasce em mim,
mostra como ama alguém,
que precisa de mim
p'ra mostrar o melhor que Deus tem!

Reviver o que vivi
Renascer contigo
Conquistar o teu espaço astral
Pois quem ama não teme o bem e o mal
(n.º 12 da playlist música escutista, ao lado)

E porque já vai longo o relato, vou apenas referir que depois de assinados os registos deste acto seguiu-se a sessão fotográfica e um óptimo repasto muito alegre e divertido até às tantas...


Algumas Fotos:











quarta-feira

Uma aventura… entre ilhas

Por favor, a vossa atenção! O autocarro não vai sair ainda, têm que descer e voltar para o terminal… há um atraso de uma hora… o avião está em manutenção.
“Oh, não!”
Sair. Voltar atrás. Esperar mais uma hora!

- Estou!... Já estão no avião?
- Ainda não!... o voo está atrasado uma hora…
- Ai, não!
- Pois, hoje já não vamos para o Pico, não vamos chegar a tempo de apanhar o último barco… com esta hora de atraso.
- Mas o que é que aconteceu?
- Só sei que o avião tem uma hora de atraso… está em manutenção. Uma avaria técnica. Um pneu furado. Os travões avariados. Um motor gripou… pifou, ou ardeu… queimou! Sei lá!... estou a começar a entrar em erupção!
- Calma! Vão ter tempo…
- Ainda se tivéssemos a chave da casa do Faial… assim vamos dormir debaixo da ponte… Ui! Não há lá ponte!... Dormimos no telheiro da varanda… (isto é, se dormirmos… se lá chegarmos!... e se avaria não for reparada como deve ser?… alguma vez tenho que morrer…) - os pensamentos atropelam-se a milhentos à hora. - E agora?
- Hei! Calma! – Responde a voz querida do outro lado – Vão chegar a tempo, o avião depois recupera!
- Ai quem me dera!

Dali a meia hora:
- Já vamos agora para o avião!
- Pronto, então vão ver que chegam a tempo… quando estiverem mesmo para sair, antes de desligarem os telemóveis mandem uma mensagem.
- Ok, até já!

Depois de cerca de meia hora dentro do avião. Após a contagem e recontagem dos passageiros… e mais outra recontagem ainda, é chamado um passageiro à cabine do comandante. Mais um compasso de espera.
Dali a mais algum tempo:
“Atenção, senhores passageiros, fala-vos o comandante. Por motivo de não aparecer um passageiro que faltou ao embarque, haverá mais alguns minutos de atraso, uma vez que se vai proceder ao descarregamento da bagagem.”
“Pronto, agora é que é!... é impossível apanhar o barco…”
- Mais um atraso! Um passageiro não aparece e têm de lhe ir procurar a bagagem para descarregar… olha, agora adeus: assim é que o barco vai embora sem a gente o apanhar
- Não se preocupem! Se não o apanharem, eu vou no barco das nove com a chave da casa e ficamos lá para amanhã. Liguem quando chegarem.

À chegada:
- Já desembarcámos!... agora vamos às bagagens… mas a esta hora o barco já deve ter ido…
- Vão na mesma para lá… que vai lá estar um barco à vossa espera… já tratei de tudo… só consegui um semi-rígido, mas o mar não está assim muito mau…
- Há aqui mais duas moças que também vão para o Pico…
- Está bem! Também podem ir. Sete pessoas… e bagagens… dá bem, dá bem!

Pegámos um táxi e chegámos, ‘os sete’, ao cais. E… ena!... o mar! mas já é quase noite, não é altura para ‘mergulhar’… (não sei, não!) mas acho que ‘os sete’… vão ter cá ‘uma aventura!... no Faial’… melhor dizendo: entre o Faial e o Pico… num barco de doze.
Três rapazes, que tinham chegado antes de nós, esperavam a sorte de um barco que rumasse ao lado de lá. O patrão do barco disse que podiam seguir connosco, que ainda havia lugares. Agora somos dez, mais a tripulação: um casal de jovens skippers. Um barco de doze, cheio. Uau! Só espero que não seja como jogar à ‘batalha naval’: ‘um barco de doze ao fundo!’
A nossa skipper deu-nos casacos impermeáveis e coletes insuflados que tivemos que vestir e… mar, aqui vamos nós!!!
Quinze minutos de travessia entre as duas ilhas. Mar um pouco picado. O barco aos altos e baixos e as ondas a molhar-nos. “Esta estrada está cheia de buracos!...” – gritava eu. Risos. “Parece as estradas da Madeira!” – volveu a rapariga madeirense que ia ao meu lado. “ O Alberto João é que havia de vir aqui também.” Gargalhadas. “A minha cara já está a arder!” – dizia a mesma moça que tinha ficado do lado pior e me guardava, com o seu corpo, das chicotadas da água. Uau! Mais salpicos!...
Hoow! Outra onda!... “Estou toda molhada!” Mais gargalhadas!... e mais e mais! E ainda mais de cada vez que sentíamos os beijos do mar no rosto e no corpo.



Bem!... Chegámos sãos e salvos. Não mergulhámos no mar, mas ele não deixou de nos vir saudar. Foi uma aventura e tanto - quem ler, pode acreditar. Bendito atraso do avião. Só por esta aventura, valeu o atraso! É como eu sempre digo: ‘nada acontece por acaso’. Eu estava mesmo a precisar desta adrenalina toda até à ponta dos cabelos. Há muito que não me sentia tão jovem, tão criança! Já sentia imenso a necessidade de me soltar. Eu e as minhas gargalhadas!


(Curiosidade: lembrei-me de que no livro d’Os Sete – “Uma Aventura nos Açores” – há um desenho premiado da minha muito querida.)


Partilhas maiores