domingo

Vigiai


Estai despertos – diz Jesus – acordados, não vos deixeis dormir …

«Vigiai, com os olhos bem abertos. 
Mas o que é que significa vigiar? 

 Vigiar significa considerar os outros, 
significa amar cada um como um irmão, 
 sem nunca desejar possuir alguém como propriedade privada; 
significa servir a todos, mas não escravizar ninguém.
(...)
Para que haja uma atitude de vigilância 
é necessário cultivarmos o silêncio 
 que nos faz estar atentos uns aos outros! 
 O silêncio é o espaço onde pode nascer em nós alguma coisa de novo...
(...)
"Sem o silêncio, a nossa vida não se lê.... 
o silêncio é muito importante, 
porque é através dele 
que ouvimos o falar escondido, misterioso, luminoso de Deus.(...)” (Tolentino Mendonça)»
(Padre João Torres, “Ainda melhor no silêncio”, reflexão para o 1.º domingo do Advento Ano B)

 

quarta-feira

Eu por ti...

Grupo das Terças, Eu por ti
(partitura)

«Eu por ti, acertaria o meu passo ao teu caminhar. 
Eu por ti, o teu problema arcaria sobre mim 
e abraçaria o horizonte que trazes dentro do teu olhar. 

Eu por ti, buscar-te-ia no mar da tua solidão. 
Eu por ti, te encontraria no grito dos teus porquês, 
não pensando às minhas decisões e aos meus critérios, se falas tu... 

Eu por ti, palpitaria pelos teus desejos. 
Eu por ti, daria voz às tuas mil razões. 
Eu por ti, 
eu por ti, perder-me-ia no teu pranto, 
cantaria o teu próprio canto, 
que esta força em mim, 
deixaria a ti primeiro colher a flor do meu jardim.  

Eu por ti, faria ecoar no meu peito a voz da tua dor. 
Eu por ti, suportaria a tua fragilidade 
e ancorar-te-ia à minha mão se fosses arrastado na maré... 

Eu por ti, faria minha a angústia que vive em ti. 
Eu por ti, entregaria os meus trunfos à tua mão; 
por ti sentiria a saudade pelo fragor da terra que deixaste... 

Eu por ti, palpitaria pelos teus desejos. 
Eu por ti, daria voz às tuas mil razões. 
Eu por ti, 
eu por ti, seria o eco do teu canto,
na apatia e na alegria, 
que esta força em mim, 
deixaria a ti primeiro colher a flor do meu jardim.»

Original: "Vorreido grupo italiano "GEN Rosso".

Uma possível tradução mais literal de "Vorrei", para melhor compreensão da letra "Eu por ti":

Gostaria de sentir em primeira mão os teus problemas,

gostaria de carregar os teus fardos nos ombros,
gostaria de abraçar o teu horizonte
ver o mundo com os teus olhos.

Gostaria de sentir dentro de mim a angústia que sentes,
gostaria de senti-la completamente minha porque
gostaria de não pensar em soluções,
ou em minhas opiniões, se tu falares.

Eu gostaria de ser unido aos teus pensamentos.
Gostaria de ser unido aos teus desejos.

Eu gostaria, eu gostaria
de ser unido ao teu choro,
unido ao teu canto
sim, eu gostaria... eu gostaria...
porque na minha vida
eu coloquei-te antes de mim.

Eu gostaria de me sentir sem fôlego se o não tiveres
Gostaria de me sentir mal se não tivesses forças, 
gostaria de te ancorar em minhas mãos
se a tua vida perdesse altitude.

Gostaria de me sentir um sem-abrigo se tu não tiveres um tecto,
gostaria de me sentir um exilado se tu o estivesses,
gostaria de poder dar-te o meu emprego
se tu não conseguires encontrar um.

Gostaria de ser um com as tuas amarguras,
gostaria de ser um com as tuas certezas.

Eu gostaria, eu gostaria
de ser um de vocês no tédio,
um de vocês na alegria
sim, eu gostaria... eu gostaria...
porque na minha vida
vos coloquei antes de mim.

Para reflectir:
Quem é que está disposto a ser sempre pelos outros, 
a colocar os outros antes de si?...


segunda-feira

Quem é Cristo para mim?

«Quem sou Eu para ti? 
 Pergunta de Jesus a cada um de nós! 
(...) 
Eu posso ser seu: “simpatizante” e “ouvinte” ou seu “amigo” e “seguidor”. 
(...) 
Cristo não é o que digo d’Ele, mas o que vivo d’Ele... 
Cristo não é as minhas palavras, mas o que d’Ele arde em mim... 

Quem sou Eu para ti? 
Deus não quer saber do que sabemos d’Ele, mas da nossa paixão por Ele…»
(Padre João Torres, Quem sou Eu para ti?)

Vivemos o 21º Domingo comum, em que na liturgia da Palavra percebemos a necessidade de ter duas traves mestras para manifestar a autencidade da fé: a relação com Cristo e com a Igreja

A manifestação da fé em Cristo oferece-nos o dom da Igreja, que leva a dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. No evangelho deste dia verificamos a dificuldade de perceber a identidade de Jesus, mas nos nossos dias continua a haver tantas lacunas, no conhecimento da sua vocaçáo e missão, por parte de muitos cristãos! Por isso, continua a ser vital perceber quem é Jesus para nós.

Senhor nosso Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por NSJC… (Oração de colecta do XXI Domingo comum)

Como é bela esta oração, num convite a mergulhar onde se encontram as verdadeiras alegrias, as únicas que nos realizam e tornam felizes! Reparem que nos basta um único desejo!

«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt. 16, 13-20)

Façamos também esta confissão de fé, como Pedro. Repitamo-la com frequência, ao longo da semana.

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a XXI semana Comum, ano A)

Saber discernir

«O Evangelho deste domingo recolhe algumas parábolas brilhantes de Jesus, que pretendem comunicar algo, que tantas vezes esquecemos: o encontro com Deus é a coisa mais bela que nos pode acontecer, é uma surpresa pela qual vale a pena abandonar tudo, uma alegria que nos faz esquecer todo o resto. Mas para que tal aconteça temos que agir com astúcia e urgência.»

 
Padre João Torres, Movidos pela alegria

«No XVII Domingo comum, a liturgia da Palavra interpela-nos para assentarmos a construção da nossa vida nos valores fundamentais que Cristo nos transmite. A 1ª leitura apresenta-nos o exemplo de Salomão, que não se deixa enganar por valores passagerios e frustrantes. Na continuidade, da carta aos romanos, somos chamados a descobrir como ”Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam”. No evangelho, através das parábolas somos instruídos nos valores do Reino, através do tesouro escondido, da pérola mais preciosa e da rede.

"Senhor nosso Deus, protector dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir, desde já, aos bens eternos. Por NSJC…" (Oração da colecta do XVII Domingo comum)

Com certeza que os bens deste mundo são bons, úteis e necessários. Mas não nos deixemos enganar: são passageiros, e não devem sobrepôr-se aos bens eternos. Por isso, precisamos viver as parábolas de hoje.

"Todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas". (Mt. 13, 44-52)

Não somos escribas, mas pedimos a Deus que nos instrua, para percebermos e experimentarmos o valor indispensável e riqueza mais preciosa do Reino, numa vida em Cristo.

Como Salomão, mais do que riqueza ou vida longa, precisamos da sabedoria, para fazermos as verdadeiras opções, pelos valores eternos.»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao XVII Domingo Comum, ano A)

domingo

Há pressa no ar

 JMJ 2023 - O Hino

 
Hino da JMJ Lisboa 2023 - "Há pressa no ar"
Autores: Pedro Ferreira e Padre João Paulo Vaz 


"Com Maria, ensaiamos um sim.
(...)
Foi Maria quem primeiro acolheu
A grande surpresa da vida sem fim."

segunda-feira

O trigo e o joio

«Volta o desafio das parábolas, para tentarmos perceber o sentido da semente do trigo e do joio. O evangelho é claro. 
Um desafio: meditem na íntegra o texto do evangelho. Se formos coerentes e autênticos, podemos descobrir uma grande riqueza. A beleza do texto tem uma profundidade inexcedível. Que nos enriqueça!

O 16.º Domingo comum convida a continuar a viver as parábolas, com o tema da semente, na liturgia da Palavra. Mas, no centro, está a boa notícia do Reino de Deus.

O Senhor é indulgente e compassivo para com todos, lembra a 1ª leitura, e, através do Espírito Santo, vem em auxílio da nossa fraqueza, assim propõe a 2º leitura, da carta aos Romanos. Mas pelo evangelho percebemos como o trigo e o joio germinam ao mesmo tempo no nosso coração. Importa, pois, reflectir a mensagem que Jesus nos propõe.

"Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por NSJC…" (Oração de colecta do XVI Domingo comum)

Suplicamos ao Senhor, que envie sobre nós a abundância dos seus dons, para que progridamos na Graça, através das virtudes da fé, da esperança e da caridade.

"A boa semente são os filhos do Reino e o joio são os filhos do Maligno". (Mt. 13, 24-43)

Precisamos de aprender a discernir as sementes que frutificam em nós, pela qualidade do trigo ou do joio. A Palavra que proponho, para rezarmos durante a semana, ajudar-nos-á a frutificar. Mas não esqueçamos que em nós há sementes de trigo e de joio.»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao XVI Domingo Comum, ano A)

 
"Alguém pergunta a um grupo de crianças como seriam os seus corações, se os corações maus fossem escuros e branquinhos os corações bons, respondeu imediatamente uma pequenina: “Ah! O meu é às riscas!” 
(...) 
O trigo e o joio não são dois tipos de pessoas, mas duas formas de conduta, que estão (sempre) presentes em cada um de nós." (Padre João Torres)

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sábado

Envolve-me no manto que aquece


Mãe olha para mim
autoria: Irmã Maria Amélia da Costa

"Mãe, olha para mim
Guarda o meu Sim, neste novo dia.
Como Tu, quero me entregar.
‎Ensina-me a rezar: Avé Maria!


‎Coloca Tuas mãos sobre meus olhos
De Mãe que o filho adormece;
‎fixa no meu o Teu olhar,
‎Escuta, Virgem Mãe, a minha prece.

‎Coloca Tuas mãos em minha fronte,
Envolve-me no manto que aquece;
Venho para estar junto de Ti,
Escuta, Virgem Mãe, a minha prece.

Sabes dos meus sonhos e anseios.
‎Que eles sejam, Mãe, também os Teus;
Escuta, Virgem Mãe, a minha prece,
Ensina-me a dizer meu Sim a Deus."

Partitura 

sexta-feira

Que precioso é Teu Amor, Senhor Meu Deus!


"Porque toda a Vida vem de Ti
Em Tua Luz, vejo a Luz.
Porque toda a Vida vem de Ti
E Tua Luz faz-me ver a Luz.


Que precioso é Teu Amor, Senhor Meu Deus,
Mais do que a Vida, sim.
E na sombra das Tuas asas
Buscarei refúgio e paz.

Na abundância do Amor me prostrarei
Ante Teu Trono, oh Deus.
Nos Teus átrios com Temor Te louvarei
Por Tuas Graças, Senhor.

Na abundância dos Teus átrios
Gozarei como o melhor festim.
Do Teu rio de delícias
Beberei todo o melhor."
[Porque toda a Vida vem de Ti (Baseado no Salmo 36, 7-9)
Autoria de John Keating - Servants of the Word – Sword of the Spirit
Traduzida do original 'In your light we see light']

segunda-feira

Jesus chama-te!

«Como é bom sentir que Deus nos chama, que Cristo nos interpela, que a Sua graça me toca! Ele é a Palavra viva! Por isso, é muito belo experimentar que somos importantes para Ele, e assim passa à nossa porta, e fala-nos. E eu quero responder, por isso rezo.

Deus é amor!: expressa a mensagem da palavra de Deus deste domingo. Abramos o nosso coração ao amor de Deus. 

Retomamos as celebrações do Tempo Comum. Celebramos o X domingo do Tempo Comum, e a liturgia da Palavra convida a atitudes coerentes e sinceras, para aderir à proposta de salvação de Deus. O Senhor apela à misericórdia, e não ao sacrifício, pois as lindas intenções e os actos de culto vazio, além de ilusórios, são ofensivos. Logo a 1ª leitura, do livro de Oseias, afirma que Deus quer “a misericódia e não o sacrifício”. A 2ª leitura, da epístola aos Romanos, apresenta-nos o exemplo da fé de Abraão, para convidar-nos também a acreditar na ressurreição de Cristo. O evangelho, na versão de S. Mateus, apresenta Jesus que desafia este publicano a entrar na comunidade dos seus seguidores, pois afirma que “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.

"Senhor, nosso Deus, fonte de todo o bem, ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é recto e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática. Por NSJC…" (Oração de colecta do X domingo do Tempo Comum)

Antes de mais, somos convidados a mergulhar em Deus, fonte de todos os dons, para pensar e agir com coerência. Para isso, experimentamos o amor do Senhor, traduzindo em gestos concretos o compromisso da nossa fé, que passa pelo testemunho do seguimento de Jesus Cristo.

"Disse-lhe: “Segue-Me”. Ele levantou-se e seguiu Jesus." (Mt. 9, 9-13)

Tal como Mateus, um pecador que deixou tudo e seguiu Jesus, também o desafio nos continua a ser lançado. Tenhamos a coragem e confiança de ser prontos e generosos na nossa resposta, que deve começar por não querer apenas pensar no meu “eu”, mas decidido a amar e a servir. Uma primeira decisão pode ser de me oferecer para algum serviço na comunidade, como leitor, acólito, ou outro.»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o X Domingo Comum, ano A e semana que se lhe segue)


 
 A quem procede rectamente, farei ver a salvação de Deus - M. Luís (Salmo 10º Domingo TComum, ano A)

Deus é amor!

«O Deus de Amor esteja connosco!

Terminado o tempo pascal, na liturgia da Igreja, retoma-se o tempo comum, iniciado após o tempo de Natal, e interrompido quando se entrou na Quaresma. Por isso, a semana que terminou foi a VIII do Tempo comum, mas no domingo a seguir ao Pentecostes celebra-se a solenidade da Santíssima Trindade.

Na Santíssima Trindade, mais do que celebrar “um só Deus em três pessoas”, somos convidados a viver o Deus de Amor, pois mergulhamos na comunhão deste mistério, que nos sacia a fé. A 1ª leitura apresenta-nos um Deus clemente e compassivo, cheio de misericórdia e fidelidade, que nos permite experimentar o amor que Deus nos tem. Na 2ª leitura, S. Paulo faz uma saudação trinitária, que frequentemente usamos no início da celebração da Eucaristia. No fundo, é um convite a mergulharmos nesta relação de amor. No evangelho, pelo diálogo de Jesus com Nicodemos, traz-nos a oferta do amor de Deus, tão grande, que levou o Pai a enviar-nos o seu Filho, para termos a vida eterna.

Deus Pai, que revelastes aos homens o vosso admirável mistério, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito de santidade, concedei-nos que na profissão da verdadeira fé, reconheçamos a glória da eterna Trindade e adoremos a Unidade na sua omnipotência. Por NSJC… (Oração de colecta na solenidade da Santíssima Trindade)

Esta oração leva-nos a viver o mistério do amor de Deus, na comunhão com as pessoas divinas; o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Mergulhemos na fonte de graça, de vida e de verdade.

"Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito." (Jo. 3,16-18)

Quem de nós daria o filho único, com todo o amor, como Deus o fez para connosco? Como Lhe estamos gratos! Agradeçamos, e vivamos como seus filhos, procurando corresponder a este amor.

Que o amor de Deus reine em nossos corações!» 

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao Domingo da Santíssima Trindade, ano A)

Ver também:

A SANTÍSSIMA TRINDADE - "TRÊS JEITOS DE AMAR" (padre João Torres)

Transformados no amor da Trindade (padre Manuel Barbosa, scj):

domingo

A nossa mãe e a mãe Igreja

No primeiro domingo de Maio, em Portugal, é dia da mãe. É um convite a vivermos a maternidade, a começar por aquela que foi instrumento privilegiado para vivermos uma existência plena de sentido. Se começa por nos ajudar a situar neste mundo, contudo, o plano é bem mais largo, pois faz parte dos projectos de Deus, que para isso nos gerou para uma vida nova, através da nossa mãe Igreja. Mas também se alarga o horizonte, ao conhecermos o amor numa vida mais plena, esta maternidade é assumida na forma mais sublime, através de Maria, mãe de Jesus e de todos os homens. No entanto devemos acentuar que, verdadeiramente, o dia da mãe diz respeito sobretudo à missão daquela que Deus escolheu para nos trazer para a vida, com sentido integral, para não se reduzir a simples progenitora.

Ao celebrarmos o 5º domingo de Páscoa, a Palavra de Deus convida-nos a aprofundar o sentido da vida que a Igreja nos transmite, pois somos comunidade que nasce da vida de Jesus. Assumimos o desafio de procurar viver e crescer como membros, unidos pela fé e pelo amor, na realização dos desígnios de Deus, para termos a vida, a que Deus nos chama. Assim, somos membros da família de Deus, e templo espiritual, como pedras vivas, convidados a seguir o caminho, que é Jesus. É assim que nos inserimos neste plano e queremos corresponder à forma mais bela da nossa realização.

Deus todo poderoso e eterno, realizai em nós sempre o mistério pascal, para que, tendo sido renovados pelo santo Batismo, com o auxílio da vossa proteção, demos fruto abundante e alcancemos as alegrias da vida eterna. Por NSJC… (Oração de coleta do V domingo da Páscoa)

A graça do Baptismo faz-nos viver o mistério pascal de Jesus Cristo, que actualizamos na celebração da Eucaristia. Para que a água do Baptismo, que nos deu uma vida nova, não fique estagnada, importa que ela se manifesta através da abundância de frutos, que nos levem a experimentar as alegrias eternas.

«Respondeu-lhe Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”» (Jo. 14, 1-12)

A vida é um dom de Deus. D’Ele vimos e para Ele vamos. Então, importa viver n’Ele, para caminharmos para Deus. A nossa vida deve ser uma vida em Cristo. Só por Ele podemos experimentar a autenticidade desta relação, numa verdadeira comunhão com Deus. Digamos a Jesus, em oração, a importância que Ele tem para nós.

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao V Domingo do Tempo Páscal, ano A)

Também em vídeo, comentário do padre Manuel Barbosa, scj:
 

segunda-feira

Sigamos o Bom Pastor!

 «O IV Domingo de Páscoa é também conhecido pelo domingo do Bom Pastor, em virtude do evangelho, que neste domingo nos é proposto, na Eucaristia. O Bom Pastor vem conduzir o rebanho, e levá-lo às melhores pastagens, para lhes dar vida em plenitude, ao contrário dos falsos pastores, que exploram e se servem das ovelhas. O Pastor conhece cada ovelha pelo seu nome, e chama-a, caminha à sua frente, e as ovelhas precisam conhecer a sua voz, e segui-lO.

Na 1ª leitura, Pedro fala de Jesus Cristo ao coração do povo, que se interroga: “Que havemos de fazer, irmãos?” Cada um de nós também deve fazer a mesma pergunta, uma vez que só Cristo nos pode realizar plenamente. Uma vez que fomos chamados, lembra-nos a 2ª leitura, procuremos seguir os seus passos, pois somos seus discípulos, e só Ele nos faz felizes.

Deus Todo Poderoso e Eterno, conduzi-nos à posse das alegrias celestes, para que o pequenino rebanho dos vossos fiéis chegue um dia à glória do reino, onde já Se encontra o seu poderoso Pastor, Jesus Cristo, vosso Filho, Ele que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.   (Oração de Colecta do IV Domingo de Páscoa)

Que maravilhosa oração, a convidar-nos a abrir o coração, para beneficiarmos da vida que Jesus Cristo, nosso Bom Pastor, nos oferece, e por isso O queremos acolher e seguir, deixando o instante para ficarmos com o eterno!

"Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância." (Jo. 10, 1-10)

Como ovelhas, precisamos de escutar a voz do Pastor, para O seguirmos e participarmos na vida abundante que nos oferece. Falemos com Ele. Digamos-Lhe da importância que Ele tem para nós. Escutemo-lO, respondamos-Lhe, e sigamo-lO!»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao IV Domingo do Tempo Páscal, ano A)


«Jesus não foi, nem quis que os seus seguidores fossem “CARNEIRADA!”. O seu pastoreio não tinha nada a ver com poder que se impõe, nem liderança que arrasta, nem controle das consciências. (...) Segui-lo implica uma relação pessoal profunda, feita de confiança e de amor.» (Padre JoãoTorres,“Pensar diferente da carneirada”)

domingo

Ele é a nossa esperança viva!


«O evangelho deste domingo, com o episódio dos discípulos de Emaús, desalentados e sem esperança, ajuda-nos a perceber o que se passa na Igreja, particularmente nos nossos dias, com tantos cristãos, desanimados, a afastar-se e a andar para trás. Porquê tudo isto? A segunda leitura dá parte da resposta: por causa da "vã maneira de viver". Mas na primeira leitura percebemos a nossa deficiente evangelização, esquecendo-nos do anúncio do kerigma: Cristo morto e ressuscitado, e do qual nós somos testemunhas. Nesta partilha, vai uma pequena ajuda.

Graça e paz vos sejam dadas em abundância, assim apresenta a primeira carta de S. Pedro (1, 2) a saudação inicial. Salienta a grande riqueza e bondade de Deus para connosco, que muito nos deve confortar! Desde logo, corresponde a uma necessidade vital, para incutir ânimo e esperança aos nossos corações, para que não nos deixemos invadir de tristeza e desalento, como os discípulos de Emaús. Só Jesus Cristo nos pode enriquecer com a sua graça e paz, e para isso Ele vem ao nosso encontro. Abramo-nos, e seremos vivificados!

Estamos no 3º domingo de Páscoa. A Palavra de Deus, que nos é anunciada, convida-nos a acolher Cristo, que vem ao nosso encontro e caminha connosco. Também nós precisamos de fortalecer a nossa esperança, que Ele nos transmite através da sua partilha. Só Ele tem poder para revelar-nos o sentido das Escrituras, e fazer a sua experiência libertadora. Deixemos que Ele se aproxime. Mais: que entre em nós! Aqueça os nossos corações e os transforme!

Com a Eucaristia, a partilha do pão da Palavra e do seu Corpo, Ele nos fortalece. Pelo seu Espírito, Ele nos liberta, e faz despertar. Acordemos, pois! Abramos o nosso coração desanimado e triste. Procuremos reconhecê-lo com os dons que Ele nos continua a oferecer. Vale a pena deter-nos e perceber que sinais nos manifesta, hoje.

Senhor nosso Deus, exulte sempre o vosso povo, com a renovada juventude da alma, de modo que, alegrando-se agora por se ver restituído à glória de adopção divina, aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna. Por NSJC…  (Oração de colecta do III domingo de Páscoa)

Se existe, duma forma subjacente, o desejo duma eterna juventude, ela só é possível pela ressurreição de Cristo nas nossas vidas, e pelo poder do seu Espírito. Segundo a natureza humana, vamos crescendo e envelhecendo. Só no Espírito do Senhor alcançamos a renovação. É essa graça que solicitamos na oração colecta de hoje.

"Tomou o pão, recitou a bênção, partiu-o e entregou-lho." (Lc. 24, 13-35)

Esta Palavra faz-nos perceber o que se realiza na Eucaristia, no relato da consagração, em que o sacerdote continua a fazer o que Cristo fez, e se transformam o pão e o vinho no Corpo e no Sangue de Jesus, para serem nosso alimento e nossa bebida [espirituais]. Então, repitamos várias vezes esta frase, pensando na Eucaristia, com o desejo de receber Cristo, para ser nossa vida.»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o III Domingo do Tempo Páscal, ano A, e a semana que se lhe segue)

A Misericórdia de Cristo ressuscitado

 «O Deus da vida, que ressuscitou Jesus Cristo, destruindo as cadeias da morte, esteja convosco

Esta é a saudação, indicada no Missal romano, mais orientada para o tempo pascal.

Estamos no 2º domingo de Páscoa, também conhecido como domingo de Pascoela, e, mais recentemente, domingo da divina Misericórdia, em atenção à misericórdia de Jesus ressuscitado, para com o apóstolo Tomé, para fortalecer a sua fé. Mas, todos os domingos são de ressurreição, particularmente os do tempo pascal, e, por isso, é indispensável a nossa participação, para que sejamos bem-aventurados, como Jesus disse a Tomé, de modo a sermos felizes, acreditando, sem termos visto. Sem a participação na Eucaristia, o sinal maior da presença de Jesus no meio de nós, não se chega a essa felicidade!

Este é o grande milagre, de sermos a Igreja, que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus, vivendo unidos e tendo uma só alma, como diz a 1ª leitura. É assim que a comunidade cristã é edificada, mergulhando na “fonte de uma alegria inefável e gloriosa”, lembra a 2ª leitura. 

Deus de eterna misericórdia, que reanimais a fé do vosso povo, na celebração anual das festas pascais, aumentai em nós os dons da vossa graça, para compreendermos melhor as riquezas inesgotáveis, do Baptismo com que fomos purificados, do Espírito com que fomos renovados, e do Sangue com que fomos redimidos. Por NSJC…       (Oração de colecta do II Domingo de Páscoa)

      Reparemos que esta oração faz alusão aos 3 sacramentos de iniciação cristã: Baptismo, Confirmação e Eucaristia. Por isso, a vivência da Eucaristia, deve ajudar a crescer nesta vida nova, que começou no Baptismo, e se renova com o dom de Deus, que recebemos no Crisma.

"Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto". (Jo. 20, 19-31)

Tomé representa-nos. Ao manifestar-lhe a Sua misericórdia, Jesus pensa também em nós. Somos felizes, pela graça de se renovar o mistério pascal, esse caudal de graça que começou a brotar na tarde de quinta-feira, e culminou na vitória da madrugada no domingo da ressurreição. Manifestemos a Jesus a nossa gratidão por tanto amor e pela vida em plenitude.»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao II Domingo de Páscoa, ano A)

Meu Senhor e Meu Deus! (Jo 20, 28)

segunda-feira

Ressuscitou o nosso Salvador!

«Chegámos à celebração central do mistério da fé, o fundamento indispensável para a vida cristã da comunidade. Celebramos a Páscoa do Senhor, com o apoio imprescindível da Ressurreição de Cristo, para vivificação da nossa fé. Sem vivência da ressurreição, a fé da Igreja não teria sentido. Se este é o dia que fez o Senhor, cada domingo é dia de ressurreição, mas estamos numa solenidade de uma semana, fundante da páscoa semanal. Alegremo-nos e rejubilemos, porque o Senhor ressuscitou, e imprime novo dinamismo da vida à nossa fé.

Após a celebração da passagem (páscoa), na Vigília pascal, nasceu o novo dia para toda a humanidade, pois a ressurreição de Cristo traz a boa notícia da vitória sobre o pecado, a morte e a vida velha. A esperança da vida nova é oferecida a todas as pessoas, que queiram despertar para a luz, da vitória sobre as trevas, com a vida em plenitude. Vivemos o domingo por excelência, dia dos dias, princípio duma nova criação, fundamento essencial para uma vida nova em Cristo. Assumimos esse novo dinamismo, pela graça do Baptismo, em que morremos para o pecado, para vivermos sempre para Deus, em Cristo Jesus, o Senhor ressuscitado.

     A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto. Como discípulos de Cristo, devemos anunciar Cristo, que passou pelo mundo fazendo o bem, lembro a 1ª leitura. Revestidos de Cristo, pelo baptismo, caminhemos numa vida nova (2ª leitura), e sejamos testemunhas da ressurreição.

 Senhor Deus do universo, que, neste dia, pelo vosso Filho unigénito, vencedor da morte, nos abristes as portas da eternidade, concedei-nos que, celebrando a solenidade da ressurreição de Cristo, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos para a luz da vida. Por NSJC…   (Oração de colecta do Domingo da ressurreição)

Abriram-se as portas da eternidade, porque Cristo ressuscitou. Participemos dessa vitória, pela ressurreição e renovação do Espírito, para que vivamos na luz e na vida plena.

Juntemo-nos a Maria Madalena, a Simão Pedro e ao outro discípulo, para nos deixarmos inundar de alegria pelos sinais da ressurreição do Senhor. Sepulcro vazio, ligaduras no chão, o sudário… 

"Viu e acreditou." (Jo, 20, 1-9)

Que outros sinais podemos descobrir?»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao Domingo de Páscoa)

da Via Lucis (no santuário de Fátima - II estação)

Santa semana!

 «Eis que chega a chamada semana maior da nossa fé. Efectivamente é assim que é conhecida a semana santa, por nela terem lugar os mistérios centrais da vida cristã. Nomeadamente, o Tríduo Pascal, sendo o mais pequeno, no tempo, da vida litúrgica, é o mais intenso nos mistérios que nos propõe para a vivência da fé. 

Vivemos o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. Destaque para a leitura da Paixão, que é central da liturgia da Palavra desta Eucaristia. Mas a celebração é enriquecida com a bênção e procissão dos ramos, com que se inicia, para viver a entrada solene de Jesus na cidade de Jerusalém. Juntemo-nos às crianças e jovens que aclamaram Jesus Cristo, com palmas e ramos de árvore, na sua entrada em Jerusalém. Bendito o que vem em nome do Senhor!

A liturgia da Palavra começa o texto de Isaías, que nos fala do Servo sofredor. Cristo foi quem o viveu por excelência. Muito bela é também a resposta orante do Salmo responsorial: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes! A 2ª leitura fala-nos Cristo Jesus que, de condição divina, Se fez servo. Culmina depois com o relato da Paixão.

Deus todo poderoso e eterno, que, para salvar a humanidade, quisestes que o nosso Salvador Se fizesse homem e suportasse a cruz, fazei que vivamos unidos a Ele na sua paixão, para chegarmos a tomar parte na glória da sua ressurreição. Ele que é Deus… (Oração de colecta do Domingo de Ramos)

      Com o destaque da celebração da Paixão, pelo exemplo que Jesus Cristo nos deu, pedimos a graça de tomar parte, para igualmente merecermos participar na Sua ressurreição. Como discípulos, assumamos também a nossa cruz, para nos unirmos à Sua paixão e ressurreição.

"Este era verdadeiramente Filho de Deus." (Mt. 26, 14 - 27, 66)

Como estamos a sós, com Ele, primeiramente eu sugiro que leiamos e meditemos todo o relato da Paixão. Mas depois, procuremos, com a graça do Espírito Santo, unir-nos em oração a Cristo, Filho de Deus.

Porque estamos na semana maior, para a nossa fé, para além da participação indispensável na Eucaristia do Domingo da Ressurreição, procuremos ter igualmente alguma das celebrações do Tríduo, se possível, na Vigília Pascal.»  (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o Domingo de Ramos e semana santa, ano A)

Uma outra reflexão - pelo padre Manuel Barbosa, scj:

 

domingo

Eu creio, Senhor!

«Caminhamos para a Páscoa! Aspiramos a uma vida nova! Para isso, mais uma mensagem interpeladora:

Como é maravilhoso acolher a vida com o sentido da plenitude! Mais do que seres viventes, como as plantas e os animais, nós somos marcados por uma dimensão, enriquecida com o dom da vida em Cristo, que realiza em nós o que há de mais belo e profundo. É em Cristo, Ressurreição e Vida, que somos chamados a viver.

Vamos no V Domingo da Quaresma, a aproximar-nos da celebração dos mistérios centrais da nossa fé. A liturgia oferece-nos a vivência dos desígnios de Deus, que comunica uma vida que ultrapassa a dimensão biológica.»

(um aparte:) «Por isso, abramo-nos aos dons que convidam a participar na forma mais profunda. Logo na primeira leitura, o Senhor nos chama a essa vida que vem do Espírito, com o convite a sairmos dos nossos túmulos. Depois, na Epístola aos Romanos, acolhemos a vocação a não vivermos apenas dum modo natural, segundo a carne, mas pelo baptismo, segundo o Espírito de Cristo. Mas é no Evangelho que está a proposta a uma vida definitiva, que Deus nos oferece.

Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de viver com alegria o mesmo espírito de caridade que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos homens. Por NSJC… (Oração de coleta do V Domingo da Quaresma)

Somos chamados a estar unidos a Cristo, que se entregou por amor, pela salvação dos homens. O cristão, que não se esforça por ter por o mesmo espírito de caridade, não é capaz de assumir a sua cruz, para ser seu discípulo, e completar em si o que falta à paixão do Senhor. Unamo-nos a Ele, e abracemos a nossa cruz.

Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus. (Jo. 11, 1-45)

Acreditar é aderir à Sua pessoa e à Sua Palavra, é estar com Ele e viver em comunhão. Manifestemos a nossa unidade, inseparável, com Jesus, como Marta.»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao V Domingo da Quaresma, ano A)

Uma outra reflexão - pelo padre Manuel Barbosa, scj:


quarta-feira

Senhor, dá-me a Tua mão

Maria Durão (Simplus), Entrega

«Sei, Senhor, que na vida, 
nem sempre temos tudo, 
tudo dado. 
Por isso aqui estou 
pronto para ser 
ser ajudado… 

Senhor, a Ti me entrego 
com todo o coração 
eu nunca fui tão sincero, 
não sei mais o que fazer, 
sem Ti eu não sei viver, 
ouve a minha oração: 
Senhor, dá-me a Tua mão 

Sei Senhor que não posso 
ter tudo o que quero 
ou que gosto 
por isso peço-Te a Ti, 
que me leves sempre, 
sempre conTigo.»

domingo

Água viva

«Na caminhada quaresmal, chegámos ao III Domingo. Para nós, cristãos, é um dom que o Senhor nos oferece, para nossa conversão e renovação baptismal.

O Senhor abre-nos um horizonte de vida eterna, para uma vida plena e felicidade perfeita, que Ele oferece na vida nova do Baptismo. Que a água viva jorre do nosso coração, pelo dom do Espírito, “porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações”, como lembra a segunda leitura. Se conhecesses o dom de Deus, tu correrias até o encontrar! Moisés bateu com a vara no rochedo, donde brotou a água para matar a sede. Para nós, devemos solicitar a graça ao Espírito Santo. Como a samaritana, peçamos: “Senhor, dá-me dessa água”!

Senhor, nosso Deus, autor de todas as misericórdias e de toda a bondade, que nos fizestes encontrar no jejum, na oração e no amor fraterno os remédios do pecado, olhai benigno para a confissão da nossa humildade, de modo que, abatidos pela consciência da culpa, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por NSJC… 

(Oração de colecta do III Domingo da Quaresma) 


Esta oração sugere três meios penitenciais, fundamentais para a quaresma: a oração, o jejum e o amor fraterno. Com eles, queremos pedir a graça da misericórdia de Deus, para darmos frutos de renovação interior. 

Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo(Jo. 4, 5-42)

A samaritana foi anunciar aos vizinhos, a alegria do encontro com Jesus, e muitos acreditaram. Agora, devemos ser nós que nos juntamos, e também testemunhamos. Não é pelos outros, mas cada um deve encontrar-se com Jesus, e dizer-Lhe: Tu és o meu Salvador!...»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o III Domingo da Quaresma, ano A, e semana que se lhe segue)


Porque nem só de pão vive o homem

«A graça e o amor de Jesus Cristo, que nos chama à conversão, estejam convosco!

Esta é a saudação proposta na nova edição do Missal romano, para este tempo da Quaresma. Por isso a usamos na celebração da Eucaristia, e assim vos saúdo.

Iniciámos na passada quarta-feira a caminhada quaresmal, com a celebração das Cinzas. Muitos cristãos nunca participaram, inclusivamente no que há de mais importante nas celebrações, só porque ocorrem em dias em que não há obrigatoriedade de preceito. E, por isso, ficam privados de alguns dos momentos mais significativos da liturgia cristã, ao longo da sua vida.

Destaca-se na vivência quaresmal o convite à conversão, isto é, a mudança de atitudes e comportamento que não estão de acordo com a experiência genuína da fé. Precisamos de autenticidade, na resposta à Palavra de Deus e às propostas que nos são feitas, para uma vida cristã frutuosa.

Neste 1º domingo da Quaresma somos convidados e recolocar a nossa vida na perspectiva de Deus, tal como um ramo enxertado só floresce se participa da seiva que brota da cepa. Deus criou o homem como ser vivo, mas é em Cristo que lhe dá vida plena. Alimentemo-nos da Palavra.

Não desperdicemos os meios para alcançar a compreensão, e a vivência do mistério de Cristo, para que se manifeste na autenticidade dos frutos e das obras. À luz desta reflexão, rezemos esta oração:

"Concedei-nos, Deus Todo Poderoso, que, pelas práticas anuais do sacramento quaresmal, alcancemos maior compreensão do mistério de Cristo e demos testemunho dele com uma vida digna. Por NSJC…" (Oração Colecta do I Domingo da Quaresma)

Do Evangelho deste I domingo da Quaresma, Mt. 4,1-11:

"Nem só de pão vive o homem…"

"Não tentarás o Senhor, teu Deus…"

"Adorarás o Senhor, teu Deus…"

Vale a pena repetir e saborear cada uma destas respostas de Jesus, perante o tentador. Podemos rezá-las, ao longo da semana, para fortalecer a nossa fé, e não cairmos em tentação. Não esqueçamos que as tentações de Jesus são também as tentações da Igreja, e, se não fizermos combate espiritual, poderemos ser vencidos. Com a graça de Jesus, e a força do Espírito, não permitamos.»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao I Domingo da Quaresma, ano A)

Pois quem ama não teme o bem e o mal


«O que eu sinto não posso explicar, 
 É difícil saber e dizer
(...)
— Renasce em mim!»

   
(Grupo das Terças, Renasce em mim)

Se um dia ficasse sem ti, 
Olharia as estrelas do céu, 
P'ra lembrar que viveste por mim. 
E p'ra sempre guardar-te, 
Para sempre lembrar-te, 
Na marca de um gesto meu. 

 Refrão : 
Renasce em mim, 
Mostra como ama alguém
Que precisa de mim
P'ra mostrar o melhor que Deus tem. 

O que eu sinto não posso explicar, 
É difícil saber e dizer; 
O que eu tenho não posso negar, 
Que é aquilo que eu quero, 
É a Ti que eu desejo 
E não vou abandonar. 

 Refrão 

Reviver o que vivi,
Renascer contigo, 
Conquistar o Teu espaço astral, 
Pois quem ama não teme o bem e o mal.


Maria... e o céu dentro d’Ela

 

A astronave parte e vai p’las infinitas luzes. 
Céus desconhecidos, céus que nunca têm fim. 
No espaço imenso o que encontrará? 
No espaço imenso, Deus! 
 A astronave “pensamento” p’ra onde está voando?

O que será o azul que nunca ninguém lhe tocou? 
O que serão os mundos, esses onde vive Deus? 
Chegar até lá, na vida, o que será? 
No que se tornará? 
A astronave “pensamento” onde está voando?

Uma mulher o sabe: Maria, 
ela como nós sobre a terra, 
ela, Maria, como nós, 
uma vida entre tantas, 
mas Ela, no céu de Deus 
e o céu dentro d’Ela 
e o céu é mesmo Ela, 
uma vida entre tantas, 
mas Ela, Maria, 
na Sua casa o amor 
Ela, Maria, junto de nós 
e o Seu rasto que nos une lá, 
no céu de Deus 
e o céu dentro de nós 
e o céu é ser em nós 

(As estrelas e Maria 
Autoria: Movimentos dos Focolares)


E... voemos pelas infinitas luzes do Novo Ano, e que ele nos seja favorável!

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