sexta-feira, 8 de maio de 2009

Quando o sol não brilha

E... de repente, o cansaço... de novo.

Tenho que falar sobre Reinserção Social [de reclusos].

O céu está cinzento e branco
As nuvens toldam-me a luz
Que chega, até mim, opaca...

Ouço Robbie Wllliams, Angels.


Trabalho uma dada afirmação...

Essa afirmação indica que, segundo a nova concepção de ressocialização do actual modelo político-criminal, o trabalho prisional continua, tal como antes, a ter um papel de tratamento, mas agora pretende ir muito mais para além disso: o trabalho prisional tem por objectivo a reinserção social dos reclusos, levando-os a ser intervenientes activos na sua própria recuperação. Ou seja, pretende-se levá-los a quererem, eles próprios, recuperar-se e modificar o seu comportamento, de modo a que se reinsiram na sociedade sem cometerem os mesmos actos que os levaram à prisão. Portanto, pretende-se que esse tratamento dos reclusos seja mais “de dentro para fora” do que “de fora para dentro”. É preciso que sejam eles a querer, se assim não for... nada feito - voltam ao mesmo. É pretendido que eles próprios sintam a necessidade de se valorizarem, com vista a uma participação plena na sociedade, quando saírem em liberdade. Mais do que a punição (não deixando esta de ser importante), é importante a prevenção da reincidência, daí o pretender-se que a pena sirva para estimular o recluso a participar voluntária e conscientemente na sua reinserção, com a elaboração de um plano individual, em que o trabalho e a formação sejam tidos como ferramentas importantes para desenvolver as suas capacidades, com vista a terem uma actividade remunerada quando em liberdade; mas pretende-se também que a sociedade colabore na realização desses fins, aceitando a reinserção dos reclusos, sem os estigmatizar.

Concordo, mas não será, em muitos casos, utopia?

Hoje o céu não está azul.

Continuo a ouvir a mesma música... agora em
versão instrumental.



Tenho que escrever sobre Reinserção Social
[de toxicodependentes].


Pesquiso, alinhavo o trabalho, faço o esqueleto... falta o recheio.

E o sol que não brilha...

Estou cansada!

Vou almoçar e dormir.

22 comentários:

TMara disse...

estas políticas de reinserção, reintegração e outros "res" e + "ção" são alógica da batata.
Como tudo na vida, qq pessoa só muda hábitos, atitudes, comprtamentos, se a vontade vier de dentro e fora encontrar o apoio par aseguir em frente. Só agora é k os iluminados aí chegaram? E k recursos, meios e trabalho estã a desenvolver na comunidade?
Quais são as noviades esse sector?
Bjs Fá menor
Bom f.s.
Luz e paz contigo
P.S . encontras-me aqui: http://tmarts.wordpress.com

Eduardo Aleixo disse...

Sim, tem muito de utopia. Mas a vida sem utopia é como a comida sem sal e a vida sem o amor. Beijos e bom fim de semana

gaivota disse...

angel, oh angel...
e o sol? e o carinho? e a vida? e o amor?
a realidade, onde anda.........
beijinhos

legivel disse...

... medidas de importância vital, seriam aquelas que tendessem a socializar aqueles que já "nasceram" marginalizados. Ou seja, obstar o mais possível que o crime não acontecesse... Mas essas acções nem sequer seriam utópicas: seriam verdadeiros milagres. Beijos e óptimo fim de semana.

Canela disse...

Penso que não basta a força interior...

O que leva alguém a uma vida degradante/ imoral e/ou de crime?

Talvez começando por ai... (acho)

bjs e bom fds

Daniel Santos disse...

Retemperar as forças para continuar a luta.

Obrigado pelos teus parabéns.

Sandra Dantas disse...

É verdade que nalguns casos será utópico, mas, como diz o Eduardo, o que seria a vida sem utopia? Penso que é muito importante que seja a pessoa a querer! Embora, tudo deva começar por "resolver" o problema de fundo: as causas.

Um grandioso abraço, muita força!!!

preto [e] branco disse...

Querida Amiga,

É pertinente o post que hoje nos ofereces. A experiência está vivida mas, ainda assim, não conclusiva. Todos somos diferentes e é aí que reside a grande dúvida de...até onde será aceite, pelo próprio, a reinserção.
Eu sou a favor da oportunidade de, dar valor ao "Ser" humano e integrá-lo socialmente. Agora... será esse "Ser" capaz de se conformar e fazer a sua opção a bem dessa sua reinserção?
Alguns perdem a força.

bj...nho

mfc disse...

É uma área muito difícil e em que os resultados positivos se contam pelos dedos!
Mas um caso positivo é já uma vitória enorme.
Abraço.

Daniel Aladiah disse...

Poderia não ser utopia se tal desiderato fosse levado a sério e se credibilizasse aos olhos dos reclusos...
Um beijo
Daniel

Peter Pan disse...

Olhe, Admirável Amiga:
Penso que VOCÊ tem um valor incalculável. Majestoso.

"...levando-os a ser intervenientes activos na sua própria recuperação. Ou seja, pretende-se levá-los a quererem, eles próprios, recuperar-se e modificar o seu comportamento, de modo a que se reinsiram na sociedade sem cometerem os mesmos actos que os levaram à prisão. Portanto, pretende-se que esse tratamento dos reclusos seja mais
de dentro para fora” do que “de fora para dentro”. É preciso que sejam eles a querer, se assim não for... nada feito - voltam ao mesmo. É pretendido que eles próprios sintam a necessidade de se valorizarem, com vista a uma participação plena na sociedade, quando saírem em liberdade..."

Venero, a sua atitude.
Lindaaaaaaaaaa!
Algo haverá a fazer também pela "conquista" de um emprego para que se sintam utéis, válidos, inseridos num mundo repleto de "tabus" que têm que terminar para com estes Seres Humanos que também são pessoas.
Parabéns!
Beijinhos de amizade.
Com respeito pela sua atitude solidária de encantar.

pena

Bem-Haja, amiga.
É preciosa.

JC disse...

Tenho algumas dúvidas sobre se os reclusos e a sociedade estão preparados para estes novo moldes que se pretendem implementar.
É um mundo extremamente complexo.
Tudo o que se fizer terá que ser bem estudado e ponderado.
Beijinhos

Nilson Barcelli disse...

A utopia, mesmo inatingível na totalidade, deve ser ser perseguida. Só assim existe a melhoria contínua. Das coisas ou das pessoas.
Um país civilizado deve ter políticas idênticas às que citaste.
Querida amiga, boa semana.
Beijo.

Å®t Øf £övë disse...

Apesar de poder parecer uma utopia, a intenção é boa, e por isso vale a pena lutar por ela.
Bjs.

Ailime disse...

Não há dúvida de que não será tarefa fácil!
Na minha humilde maneira de ver há ainda um enorme caminho a percorrer e concordo com um amigo que acima diz que tudo tem de ser muito bem estudado e preparado.
No estado em que estão as coisas, é tudo muito complexo, mas temos que começar por algum lado!
Também acho que a renovação terá que ser de dentro para fora mas devidamente apoiados!
Quem irá estar disponível para ajudar nessa tão difícil tarefa?
Não é trabalho fácil, porque nem todos temos preparação técnica para tal!
Mas tenhamos esperança em dias melhores e que o céu amanhã esteja já bem mais azul!
Um beijinho grande e força!

Isabel José António disse...

Querida Amiga Fa menor,

De facto, só agora vi que lhe tinha chamado outro nome, no último comentário que lhe deixei. As minhas desculpas. Anne Lieri é também uma bloguista com muito qualidade e que faz o favor de nos seguir e nós a ela. Devo ter olhado para o seu nome.

Sobre esta questão da reabilitação dos reclusos (toxicodependentes e outros) é, realmente, necessário fazer algo. Mas a eficácia desse algo é muito duvidosa.

Mesmo que através de bons programas que fomentassem o recluso a descobrir dentro de si essa força, esse querer que o fizesse sentir o desejo de fazer algo diferente, uma vez posto em liberdade, as condições cá fora são tão más que dificilmente alguém se reeduca a sério. Agora diz-se que é tempo de crise. Mas já deixámos de estar em crise? Desde que me lembro, antes e depois do 25 de Abril sempre existiu a crise... Umas vezes por isto outras por aquilo a crise sempre se abateu sobre as pessoas. Todas? Não, claro que não. Os que têm dinheiro nunca estiveram em crise. Pergunte-se ao Belmiro de Azevedo, ao Ricardo Salgado, ao Berardo, só para citar alguns, se a crise tem a mesma dimensão que para quem vive do salário mínimo ou ficou desempregado?

Ou seja, esta crise e todas as outras resultam apenas dum só facto:
A desigualdade existente na distribuição da riqueza, seja ela (a riqueza) muita ou pouca.

Quer aos olhos de Deus, dos homens, ou de quem quer que seja, como se justifica que uns tenham tudo e vivam na abastança e os outros (a grande maioria) nem tenham o mínimo para viver? Onde está a ÉTICA? Onde está "Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti?"

É esta falta de ÉTICA que origina todas as crises, independentemente do sistema económico que se tiver adoptado.

Um grande abraço para si.

José António

TMara disse...

deixo bjs
luz epaz em teu caminhar

Maria João disse...

Se vamos pelos casos utópicos não fazemos nada. A ideia é muito boa. Leva tempo, devem ser incutidos valores, mas é possível.


Rezo por ti.


beijos

poetaeusou . . . disse...

*
Concordo, mas não será, em muitos casos, utopia?
se é, Fa !
utopia, fantasia, quimera, ilusão,
ficção, devaneio e alucinação.
e tudo, e tudo, e tudo,
,
conchinhas, deixo,
,
*

Laura disse...

Ah, minha querida. Ainda estamos muito longe de percorrer metade do caminho... Ainda falta palmilhar melhor as estradas do amor, aquele amor que só será amor, quando não houver fome, quando não for preciso roubar para ter melhor vida, quando, quando, tantos; quandos!...É preciso caridade, bondade, e saber gerir a justiça, mas, em todos, e não apenas nos desgraçados que tiveram a pouca sorte de nascer e vivier na miséria...
Um dia chegaremos lá, chegaremos, porque devagar, vamos alcançando coisas incriveis, haverá muita gente do lado certo, do amor, do querer viver em paz, entreajuda...
Toxicodependentes, e reicidentes seja ans prisões ou na rua, é dificil que haja quem siga pelo bom caminho, muito dificil, mas, não quer dizer que não o consigam, aqueles que tentam...mas...
Deve ser um trabalho esgotante! E assim;Força, muita força, ELE está lá para todos..beijinho da laura..

Anónimo disse...

Visita site mt interessante
Grupo de jovens do melhor q ha no mundo

www.jam.org.pt

Fa menor disse...

Amigos, gostei de vos ler!
Obrigada, sempre!

Beijinhos