segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Para Lili


– Anda comigo ver o sol pintar a madrugada
Acender estrelas
na noite escura

Anda daí descobrir canções, fazer poemas
Pelo céu, sem asas,
Poder planar

Os dois lado a lado procurar
Descobrir o dia
Como eu sempre quis
Pois Deus bem sabe o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
Ter-te ao pé de mim
Ir de mãos dadas pelo mundo
Para juntos estar no mundo aqui

– Eu vou contigo dar as mãos ao mundo e ao Senhor
Que é minha Estrela
No oriente

Vamos os dois ver a Luz do Céu todos os dias
Semear o amor
Pela vida afora

Os dois unidos semear
Construir o dia
Cristo mora aqui
Senhor Tu sabes como eu Te amo
Como eu gosto de Ti
Vamos para Ti
De pés na terra edificar
A casa sobre a rocha
E o sol sorri

De hoje em diante anunciar-Te
Juntos ser Igreja
Cristo mora em nós
Senhor, tu sabes, de Ti dependemos
Que sem Ti nada podemos
Fica junto a nós
Precisamos da Tua ajuda
Pois só conTigo é que venceremos

(RAMOS, Fatinha de Oliveira)

Cantado pela P. com a música de "Anda comigo ver os aviões";
para Lili, depois da celebração do seu matrimónio, à saída dos noivos.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

15 de Setembro, dia de Nossa Senhora das Dores


(também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como 'Beata Maria Virgo Perdolens', ou 'Mater Dolorosa')

Nossa Senhora das Dores surge representada sendo ferida por sete espadas no seu coração imaculado (algumas vezes uma só espada), dado ter sido trespassada por uma espada de dor, aquando da Paixão e Morte do seu Filho, unindo-se ao seu sacrifício enquanto redentor. 

O culto à Mater Dolorosa iniciou-se em 1221, no Mosteiro de Schönau, na Germânia. Em 1239, a sua veneração no dia 15 de Setembro teve início em Florença, na Itália, pela Ordem dos Servos de Maria (Ordem Servita). 

Para fazer companhia à nossa querida Mãe é tradição rezar um Pai-nosso e sete Ave-marias por cada uma das 'dores' de Maria: 

1ª. - As profecias de Simeão na apresentação de Jesus no templo
         (Lc 2,34-35);
2ª. - A fuga da Sagrada Família para o Egipto
         (Mt 2,13);
3ª. - O Menino Jesus perdido e encontrado no Templo
         (Lc 2,43-45);
4ª. - O Doloroso encontro de Maria com Jesus no caminho do Calvário
         (Lc 23,26);
5ª. - Maria observando o sofrimento e morte de Jesus na Cruz
         (Jo 19,25);
6ª. - Maria recebe o corpo de Jesus nos braços aos pés da Cruz
         (Mt 27,57-59);
7ª. - Maria observa o corpo do filho a ser depositado no Santo Sepulcro
         (Jo 19,40-42).

sábado, 25 de junho de 2016

Resiliência


«Um dia o Senhor de todas aquelas terras foi ter com um homem da sua confiança e disse-lhe: "Peço-te que empurres esta pedra naquela direcção." Era um imponente pedregulho, mas em virtude da sua lealdade, obediência, amizade, o homem pôs-se a empurrar. O imponente pedregulho, fazendo jus à sua imponência, não se mexia, mas o servo fiel durante meses a empurrou com todas as suas forças. Passado tempo, voltou o Senhor e foi ter com ele. Envergonhado, estafado, suado, o servo confessa que apesar de todos os seus esforços não conseguiu mover a pedra nem um centímetro. Responde o Senhor: "Não te pedi que a movesses, só te pedi que a empurrasses, e vejo que o fizeste muito bem. Olha agora para os teus braços e pernas, para a musculatura que desenvolveste, e não dês o tempo por perdido".» [autor desconhecido] 

"O que não nos mata, torna-nos mais fortes." [Nietzsche]


terça-feira, 8 de março de 2016

Todos os dias



Mulher, torna-te naquilo que és: Mulher. Com toda a tua essência, carisma, fragilidade, poder. 

Não precisas nem queiras ser super-homem – que não és: nem super, nem homem – apenas mulher, com todas as tuas especificidades: valoriza-as, sem entrares em competição com homem nenhum pelo que em ti é dom, encanto, genuíno. Mas tão-pouco deixes que te queiram escurecer o que de ti resplende. 

Afirma-te naquilo em que és igual e marca a tua diferença naquilo em que és diferente. 

Porque todos os dias são dias das mulheres… e também dos homens – criaturas de Deus: criados à Sua imagem e semelhança.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

As Antífonas do Ó


A Liturgia das Horas do dia 17 ao dia 23 de Dezembro expressa de forma poética a chegada do Senhor, nas antífonas das Vésperas, chamadas "Antífonas do Ó”.

São sete estas antífonas que nos lembram a plenitude de Deus que é “tudo em todos”.

Além disso, somam as letras que constituem o acróstico invertido: “ERO CRAS”, isto é, Estarei (aí) amanhã!

17  S apientia 
18  A donai 
19  R adix Jesse 
20 C lavis David 
21  O riens 
22  R ex Gentium 
23  E mmanuel
(1 Apud. Ryan, 1992, p. 43.)

17 de Dezembro:
Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo (Eclo 24,3), Vós estendeis-vos até aos confins de todo o universo, e com fortaleza e benignidade governais o mundo inteiro (Sb 8,1): Ó, vinde ensinar-nos o caminho da prudência! (Is 40,14);

18 de Dezembro:
Ó Senhor, guia da casa de Israel (Mt 2,6), que aparecestes a Moisés no fogo da sarça ardente e que no Sinai lhe destes a vossa lei: Vinde resgatar-nos com o vosso braço poderoso! (Jr 32,21);

19 de Dezembro:
Ó Raiz de Jessé, ó estandarte levantado em sinal para as nações! (Is 11,10); ante vós se calarão os reis da terra e as nações implorarão misericórdia (Is 52,15): Vinde salvar-nos! Libertai-nos sem demora! (Hab 2,3);

20 de Dezembro: 
Ó Chave de David, e Ceptro da casa de Israel, que abris e ninguém pode fechar, fechais e ninguém pode abrir (Is 22,22): Vinde logo e libertai das prisões os cativos que vivem nas trevas e na sombra da morte. (Sl 106,10); 

21 de Dezembro:
Ó Sol nascente, justiceiro, resplendor da Luz eterna (Hab 3,4): Ó vinde e iluminai os que jazem nas trevas e, na sombra do pecado e da morte, estão sentados! (Lc 1,78); 

22 de Dezembro:
Ó Rei das nações, desejado dos povos (Ag 2,8): Ó Pedra angular, que os opostos unis (Ef 2,20): Ó vinde e salvai este homem tão frágil, que um dia criastes do barro da terra! (Gn 2,7);

23 de Dezembro:
Ó Emmanuel: Deus-connosco, nosso Rei Legislador (Is 32,22), Esperança das nações e dos povos Salvador (Gn 49,10): Vinde, enfim, salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!


sábado, 28 de novembro de 2015

Tua voz que clama no silêncio


"O som do mar e as estrelas 
Falam tanto de Ti 
Tua voz que 
Clama no silêncio 
Que me queres aqui 
Perto de Ti"


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Tradições – das orações e expressões orais II

Na senda de recolhas de Orações Tradicionais da Religiosidade Popular
-  Oração ao Justo Juiz Divinal (para proteger nas viagens) 

"Justo Juiz Divinal, filho da Virgem Maria,
Em Belém fostes nascido,
em Nazaré fostes criado.
Crucificado entre toda a judiaria.
Peço-vos, meu Deus e Senhor,
pelo Vosso santo dia,
Que me guardeis de noite e de dia;
Que o meu corpo não seja preso,
ferido, nem morto,
Nem na justiça envolto.

Pax tecum, pax tecum,
Disse Jesus aos seus Discípulos.

Se vierem para me ofender
Tendo olhos, não me vejam,
Tendo boca, não me falem,
Tendo mãos e não me peguem;
Tendo braços, não me prendam,
Tendo pernas, não me alcancem.
Com as chaves de São Pedro serei fechado,
Para que os meus inimigos não me possam ver,
Nem ferir, nem matar,
Nem sangue do meu corpo tirar,
E nem em pensamento me possam fazer mal.

Por aqueles três sacerdotes revestidos ao altar,
Por aqueles três Cálices Benzidos,
por aquelas três hóstias consagradas,
que consagrastes ao terceiro dia,
Peço-vos meu Deus e Senhor
Que me dês aquela doce companhia,
A que deste sempre à Virgem Maria,
quando veio desde Belém até Jerusalém.
Que eu vá e venha na mesma alegria.

Em louvor de Nosso Senhor
e da Virgem Maria,
Um Pai-Nosso e uma Ave-Maria..."

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Tradições – das orações e expressões orais I


Aproveitando as reuniões diárias, para as rezas do terço do rosário neste mês de Maio, na capelita da aldeia, procurei recuperar, junto das participantes, algumas orações antigas tradicionais transmitidas oralmente de uma geração para outra.

A que se segue foi-me ensinada, em criança, pela minha avó paterna, que me a fazia recitar ao pôr-do-sol. Com o passar dos anos acabei por me esquecer de algumas partes e do seu encadeamento. 
Ei-la agora recuperada:

"Já o sol se vai escondendo, lá por detrás daquela serra;
Com uma capelinha vermelha que lhe deu a Madalena.
Madalena escreveu uma carta a Jesus Cristo;
O portador que a levava era o padre São Francisco.
O padre São Francisco, vestidinho de burel,
Vai beijar as cinco chagas ao divino Emmanuel:
O divino Emmanuel cheio de chagas e feridas.
Vai-se lavar, o divino Emmanuel, nos braços de Margarida.
Margarida não está lá, está para a Senhora da Luz;
Estão os Anjos cantando na capela de Jesus:
Na capela de Jesus, filho da Virgem Maria.
Rezemos um Pai-Nosso e uma Ave-Maria..."