28/12/2025

Jesus, Maria e José

«Vivemos a integração de Jesus no seio da Sagrada Família.

Jesus, o Filho de Deus, integra uma família normal, como todos nós, dando sentido à nossa vida e valorizando aquela que é a célula fundamental da sociedade, a família. 

Com esta celebração, somos chamados a descobrir o papel fundamental duma família bem constituída, que seja lugar indispensável para o acolhimento e desenvolvimento da vida - riqueza maravilhosa - que nos foi concedida. 

Como se torna tão importante valorizar o valor absoluto da vida, e ter condições para que se realize na harmonia, na beleza, em todas as suas potencialidades, e na sua mais profunda valorização!

"Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares, e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa, para gozarmos as alegrias eternas. Por NSJC…." (Oração de colecta da Festa da Sagrada Família)

Peçamos a graça de ser família!

"Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.(do Evangelho da Sagrada Família: Lc 2, 41-52)

Rezemos, para que o seu amor, a sua graça, e a sua vida cresçam em nós! Se possível, rezemos em família, Igreja doméstica, e procuremos concretizar que meios vamos usar para crescer!» 

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a Festa da Sagrada Família)

25/12/2025

Deus acampou no meio de nós!

«Dia de Natal, tão significativo para a nossa vida!

Mas só quem participa na Eucaristia tem a graça de beneficiar deste dom. 

Temo que o Natal possa passar ao lado da vida de alguns, e, sendo o nosso coração o verdadeiro presépio, Jesus não tenha lugar para nascer, como aconteceu em Belém. 
Oxalá que a história não continue a repetir-se, pois é já tempo de termos aprendido como se realiza o "hoje" da nossa salvação.

Para ajudar um pouco, ofereço esta breve partilha.

Saudações no Deus Menino!

A paz e o amor de Deus Pai, que se manifestaram em Cristo, nascido para nossa salvação, estejam convosco!

Amigos: esta é saudação específica para a celebração do Natal, que o novo Missal romano nos apresenta. Por isso, a quero partilhar convosco. Assim se exprime o amor que Deus nos tem, ao dar-nos o seu Filho. Deus nasce entre nós, e oferece-nos a Vida, por Jesus. No Natal, Deus nasce como homem. para fazer de nós filhos de Deus. Que alegria e felicidade, Ele nos vem trazer! Vivamo-la em profundidade e gratidão. 

A solenidade da celebração litúrgica do Natal é de tal forma importante, que se reveste de sinais de festa por uma semana. Além disso, num convite a viver a grande riqueza da Palavra de Deus, porque a Palavra se fez Vida, no seio da Virgem Maria, apresenta-nos textos diferentes, consoante as horas, em que a Eucaristia é celebrada. Além disso, voltam as flores, entoa-se de novo o “Glória”, para juntar ao canto dos anjos, e os paramentos voltam a ser brancos. Mas também nas igrejas, somos convidados a contemplar a ternura das figuras dos presépios, que se multiplicaram nas casas, nas ruas e nas instituições, além da música alegre desta festa cristã.

 "Senhor, nosso Deus, que de modo admirável criastes o homem e de modo ainda mais admirável o renovastes, fazei que possamos participar na vida divina do vosso Filho que Se dignou assumir a nossa natureza…" 
(Oração de colecta da solenidade do Natal)

Por duas vezes se insiste no modo admirável, com que fomos criados e renovados por Deus. E o maior bem é poder participar na vida divina. Recebêmo-la no nosso Baptismo. Para o nosso maior bem, não a podemos ignorar e perder. 


"E o Verbo fez-se carne e habitou entre nós." (Evangelho: Jo. 1, 1-5.9-14)

Acolher a Palavra é participar na vida de Deus, porque montou a Sua tenda no meio de nós. O Filho de Deus torna-se um de nós, para nos dar a participar na vida de filhos de Deus. Ele dá ao homem a vida em plenitude para que cresçamos na mais perfeita realização. Importa saborear a Palavra, rezar o Verbo de Deus, presente no nosso coração. 


 No Natal somos chamados a pensar nos que não podem ter as nossas condições, para celebrá-lo em paz e alegria. 
 
Natal é partilha, amor, vida e serviço aos pobres e aos que mais sofrem. Não há Natal verdadeiro para os que se fecham em si. Vamos ser generosos!»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o Natal do Senhor)

Santo Natal!

20/12/2025

Deus é Emanuel

«Saudações natalícias:
Porque Deus está connosco, queremos também estar com Ele e com os outros.

Natal: Deus vem ao nosso encontro.
 
Então aqui vai um pedacinho do Céu!
 
Renovadas saudações em Cristo!

"O Deus da esperança, que pela acção do Espírito Santo nos alegra com a sua paz, esteja convosco!"

Esta saudação, de novo extraída do novo Missal romano, acentua a virtude da esperança, tão marcante neste tempo litúrgico de Advento e preparando o Natal. Por isso, a repetimos, com a finalidade de nos encorajar a crescer na semente da esperança, que a liturgia nos oferece. Que ela cresça em nós, para que a alegria do nascimento de Jesus, Príncipe da Paz, jorre abundante em nossos corações!

A Palavra deste domingo, às portas do Natal, convida-nos a receber o Emanuel, “Deus connosco”, que nos traz uma vida plena e a salvação. “Ele é Jesus Cristo, nosso Senhor”, lembra-nos S. Paulo, na leitura da Carta aos Romanos. Por Ele recebemos a graça; por Ele somos chamados. Então importa que cada um procure corresponder. Saiamos da nossa zona de conforto, abramos o coração, para que Ele habite em nós e nasça nas nossas vidas. É aí o presépio em que Ele quer viver.

"Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por NSJC…" (Oração de colecta do IV Domingo do Advento)

Esta oração, tão bela, é rezada diariamente na oração do Angelus, de manhã, ao meio-dia, e ao fim da tarde, com as 3 Ave-Marias, para que nos abramos para a graça que Cristo nos veio oferecer. Conhecendo a incarnação de Jesus, pedimos para alcançar a glória da Sua ressurreição.

“A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ´Deus connosco´”  (Evangelho: Mt.1, 18-24)

O convite, feito a S. José, também nos é dirigido, para que possamos receber Jesus, cujo nome quer dizer Salvador, para acolhermos a salvação que Ele nos oferece. Com grande gratidão pelo SIM de Maria, pedimos que o dom do seu Filho nos transforme. Despertemos do sonho!

Aproximando-se a celebração do Natal, não esqueçamos que ele não nos pode deixar satisfeitos apenas com as prendas, a ceia em família, as luzes e a música. A Eucaristia é o maior dom que Jesus nos oferece. Se não deve haver domingo sem Missa, muito menos a celebração do Natal. Sem uma vivência eucarística, poderia tornar-se numa ilusão e mesmo numa mentira. Natal, sem Cristo, pode tornar-se consumismo, e sem cristianismo!

Uma felicitação muito grande a todos aqueles que quiseram preparar-se para vivê-lo melhor, celebrando o sacramento da Reconciliação. Porque o Filho de Deus quis fazer-se um de nós, assumindo a nossa natureza, também nós queremos viver como filhos de Deus, por isso, na Sua graça, vivendo a natureza divina. 

Vale a pena recordar também que a vinda de Jesus é a maior expressão do amor que Deus nos tem. Então, queremos igualmente retribuir com amor, indo ao encontro dos que estão sós, dos mais isolados e mais frágeis. Procuremos sair de nós, e descobrir Cristo, presente nos outros, particularmente nos mais necessitados. Que tenhamos, assim, um santo Natal, com amor!»
 (Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão ao IV Domingo Advento ano A e semana que se lhe segue)

«Que a nossa vida seja um tear de misericórdia, de justiça e de esperança.»

Com os votos de santo Natal!

13/12/2025

Alegrai-vos !

«Olá, amigos!

Ao domingo da alegria, aqui vai uma achega para que a vossa alegria possa ser grande e fecunda!

A graça e a paz do Senhor que é, que era e que vem, estejam convosco!

De novo, amigos, uso uma saudação do Missal romano, que está em consonância com o tempo litúrgico que vivemos. Numa semana, em que ocorreu também a solenidade da Imaculada Conceição, felicito particularmente aqueles que participaram na Eucaristia, em honra d’Aquela que foi concebida sem mancha do pecado original, e nossa Mãe, porque os filhos nunca faltam a uma festa da Mãe. 
E vale a pena continuar a saborear a resposta que deu ao convite de Deus, que a todos nós beneficiou, e que frutifica por toda a eternidade: “Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a Tua Palavra”.

O Senhor vem, e nós queremos preparar-nos para ir ao seu encontro. Estamos já no terceiro domingo do Advento, marcado pela proximidade libertadora de Deus, que vem alegrar os nossos corações. É também conhecido como o domingo da alegria, porque Deus não abandona os homens, e, como vivemos no dia 8, oferece-nos um plano de salvação. 

Na Palavra deste domingo, começa por nos alegrar, para vencer os desertos da criação, e dos homens em particular, pois o nosso Deus “vem salvar-nos”. Dando consistência à nossa esperança, convida-nos à paciência, pois o nosso Deus “está à porta”, lembra a segunda leitura. Deixemo-lO entrar nosso coração! No evangelho, aparece-nos João Baptista como mensageiro, a preparar a chegada de Jesus. Ele se apresenta com a clareza dos sinais do Reino.

"Deus de infinita bondade, que vedes o vosso povo esperar fielmente o Natal do Senhor, fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação e celebrá-las com renovada alegria. Por NSJC…" (Oração de colecta do III Domingo do Advento.)

Como vemos, nesta oração inicial se expressa a nossa alegria, que cresce em intensidade, na esperança de viver as solenidades do nascimento do nosso Salvador.

"O menor no reino dos Céus é maior do que ele [João Baptista]." (Evangelho: Mt. 11, 2-11)

Aqueles que fazem a experiência do Reino, que reconhecem os seus sinais e O acolhem no seu coração, são maiores que João Baptista. 
Se aderimos a Ele, que felicidade nos dá!»
 (Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão ao III Domingo Advento (domingo Gaudete) ano A e semana que se lhe segue)

«Nós, os cristãos, temos o direito de nos alegrar, mesmo diante das dificuldades encontradas no dia-a-dia; temos o dever de manter a esperança, mesmo quando as possibilidades humanas fracassam; temos a oportunidade de continuar esperando, ainda quando os nossos cálculos se mostram errados. A nossa esperança e a nossa certeza não se fundamentam em nós, em nossas possibilidades, mas Naquele que vem, Naquele que o Pai do céu nos envia. Ele é a nossa paz, Ele deve ser a causa da nossa alegria!»

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