segunda-feira, abril 13, 2026

A Misericórdia de Cristo ressuscitado

 «O Deus da vida, que ressuscitou Jesus Cristo, destruindo as cadeias da morte, esteja convosco

Esta é a saudação, indicada no Missal romano, mais orientada para o tempo pascal.

Estamos no 2º domingo de Páscoa, também conhecido como domingo de Pascoela, e, mais recentemente, domingo da divina Misericórdia, em atenção à misericórdia de Jesus ressuscitado, para com o apóstolo Tomé, para fortalecer a sua fé. Mas, todos os domingos são de ressurreição, particularmente os do tempo pascal, e, por isso, é indispensável a nossa participação, para que sejamos bem-aventurados, como Jesus disse a Tomé, de modo a sermos felizes, acreditando, sem termos visto. Sem a participação na Eucaristia, o sinal maior da presença de Jesus no meio de nós, não se chega a essa felicidade!

Este é o grande milagre, de sermos a Igreja, que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus, vivendo unidos e tendo uma só alma, como diz a 1ª leitura. É assim que a comunidade cristã é edificada, mergulhando na “fonte de uma alegria inefável e gloriosa”, lembra a 2ª leitura. 

Deus de eterna misericórdia, que reanimais a fé do vosso povo, na celebração anual das festas pascais, aumentai em nós os dons da vossa graça, para compreendermos melhor as riquezas inesgotáveis, do Baptismo com que fomos purificados, do Espírito com que fomos renovados, e do Sangue com que fomos redimidos. Por NSJC…       (Oração de colecta do II Domingo de Páscoa)

      Reparemos que esta oração faz alusão aos 3 sacramentos de iniciação cristã: Baptismo, Confirmação e Eucaristia. Por isso, a vivência da Eucaristia, deve ajudar a crescer nesta vida nova, que começou no Baptismo, e se renova com o dom de Deus, que recebemos no Crisma.

"Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto". (Jo. 20, 19-31)

Tomé representa-nos. Ao manifestar-lhe a Sua misericórdia, Jesus pensa também em nós. Somos felizes, pela graça de se renovar o mistério pascal, esse caudal de graça que começou a brotar na tarde de quinta-feira, e culminou na vitória da madrugada no domingo da ressurreição. Manifestemos a Jesus a nossa gratidão por tanto amor e pela vida em plenitude.»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao II Domingo de Páscoa, ano A)

Meu Senhor e Meu Deus! (Jo 20, 28)

Voar na liberdade da Páscoa

domingo, abril 05, 2026

Santa Páscoa!

«Este é o dia que fez o Senhor! 

Se domingo vem de Dominus (Senhor), então o domingo da Ressurreição é o que dá sentido a todos os domingos e à Eucaristia, na comunidade, para o encontro com o Senhor Ressuscitado e com os irmãos. É assim que participamos na sua Ressurreição, e somos vivificados. Deste modo, a ressurreição de Cristo transforma também o Corpo, que somos nós, e comunica o seu Espírito, e a sua paz, à Igreja. Quem não participa, deixa de receber esta luz, esta graça e esta vida.

Hoje é a festa das festas, o dia dos dias! Porque é Páscoa (passagem), faz-nos descobrir que estamos em caminhada, inundados de alegria e de esperança, porque é o começo duma nova criação!

A Páscoa faz-nos descobrir o sentido do nosso baptismo, participando na morte e na ressurreição de Cristo, para o caminho numa vida nova. A vigília pascal, da noite anterior, é essa grande vivência. Cristo esteve morto e ressuscitou, para oferecer essa vida, a quem experimenta pela fé uma vida em Cristo. A ressurreição de Jesus oferece-nos uma vida em plenitude, feita dom de amor e de serviço. Não queiramos, pois, ficar na mediocridade, duma vida superficial e apenas sustentada pelas coisas passageiras e vazias. Tentemos perceber o testemunho dos primeiros discípulos, como nos anuncia a primeira leitura da Eucaristia da Ressurreição, e interroga-te se, na verdade, participas deste dinamismo, como nos pede o texto da Epístola aos Colossenses, que escutámos em segundo lugar. Mas, depois, procura entender como a descoberta do túmulo vazio foi o início para uma transformação autêntica, na vida das primeiras testemunhas.

Senhor Deus do universo, que neste dia, pelo vosso Filho Unigénito, vencedor da morte, nos abristes as portas da eternidade, concedei-nos que, celebrando a solenidade da ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos para a luz da vida.  (Oração de Colecta do Domingo da Ressurreição)

Repara no que esta oração apresenta! Cristo esteve morto e ressuscitou, passados três dias. Por isso, o céu desce à terra, e abre a porta da eternidade. A ressurreição de Jesus é o primeiro passo, que nos permite ressuscitar, e começar a viver o céu, na terra, com uma vida plena! 

"Viu e acreditou" (Evangelho: Jo 20, 1-9)

O discípulo amado viu o sepulcro vazio, e as coisas todas em ordem. A ausência do corpo morto de Jesus fê-lo dar um passo em frente na fé. Por isso, acreditou! Cada um de nós busque os sinais da ressurreição de Jesus.

Aleluia! »

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o Domingo de Páscoa e primeira semana da Páscoa)


sábado, abril 04, 2026

Silêncio e Solidão

«Uma antiga homilia do Século IV nos diz sobre o Sábado Santo

“Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.”

Eis o Sábado Santo que é o dia do escondimento de Deus, nos dizia Bento XVI. 
Não há celebrações, pois este dia é “alitúrgico”, contudo há de guardar um grande silêncio, recolhimento, meditação, perdão e reconciliação que desemboca na Grande Vigília Pascal,a mãe de todas as vigílias. 
A Vigília Pascal se inicia com a celebração da luz, que contém três partes: a bênção do fogo, a procissão do círio pascal e a proclamação da Páscoa.

Neste dia também nos unimos à Santíssima VIrgem Maria, que guardava todas as coisas em silêncio no seu coração, na feliz esperança da ressurreição do seu Filho Jesus.»

sábado, março 28, 2026

Uma certeza nos guia...


A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina antes da Páscoa.

É um tempo (quadragésima) de 40 dias de preparação para a Páscoa da Ressurreição de Jesus.

Mas qual é o dia certo em que termina?

Algumas pesquisas: 

1.  "Começa em Quarta-Feira de Cinzas e termina pela tarde de Quinta-Feira Santa": (Portal Ecclesia - Quaresma- Secretariado Nacional de Liturgia)

 2. "Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa": (A Quaresma, caminhada para a Páscoa - Paroquia PACO de ARCOS)

 3. "Começa na quarta-feira de Cinzas e termina no sábado de Aleluia": (Afinal, o que é a Quaresma? - Alvorada On-Line * Jornal Lourinhã)

 4. "Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos": (Tempo da Quaresma - Paróquia Rosa Mística)

 5. "Começa com a Quarta-Feira de Cinzas e termina com o Domingo de Páscoa": (entramos na quaresma e veja o seu significado - portucália - Sapo)

Qual é a Resposta Certa: 1; 2; 3; 4; ou 5?

...

Mas uma certeza nos guia: Jesus Cristo Vive.
Ressuscitou no Domingo de Páscoa, como havia dito. Porque "se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé". (1Cor.15,14.17)

Jesus Cristo está Vivo entre nós.


Desejo a todos uma feliz e santa Páscoa, na alegria de Jesus Ressuscitado.


Adenda
Comentário do p. José António Carneiro com a resposta correcta: «a Quaresma começa com as cinzas e termina na Quinta feira santa, antes da Missa da Ceia do Senhor e depois da Missa Crismal que o bispo preside e na qual concelebra o clero diocesano e na qual benze os óleos... Nao sei se acaba às 12h ou às 17h... Mas isso é o menos importante... Com a missa da Ceia do Senhor começa o Tríduo Pascal que já nao é Quaresma.

A Carta apostólica de Paulo VI, aprovando as Normas Universais do Ano Litúrgico e o novo Calendário Romano geral, diz, no n. 28: "O tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor (Quinta-feira santa, à tarde), exclusive".»

domingo, março 15, 2026

A Luz que vem de Deus

«Prossegue a nossa caminhada quaresmal, pois chega o quarto domingo. Oxalá a estejamos a aproveitar.

A Palavra de Deus deste domingo está marcada pela cura do cego, para ajudar a perceber que há uma cegueira pior, e que o Senhor quer curá-la nos baptizados. Diz o povo, na sabedoria milenária, que “não há maior cegueira do que não querer vê-la”. Peçamos ao Senhor que nos cure desta terrível cegueira. O convite que nos é dirigido apela à vivência do Baptismo, começando na primeira leitura, a propósito da unção com óleo, passando depois pela chamada de passar das trevas do pecado e do erro, para o caminho da luz. S. Paulo lembra: “Desperta, tu que dormes…” Mas agora Jesus nos quer curar pela fé, pois o pecado nos impede de ver.

"Senhor nosso Deus que, pelo vosso Filho, realizais admiravelmente a reconciliação do género humano, concedei ao povo cristão fé viva e espírito generoso, a fim de caminhar alegremente para as próximas solenidades pascais. Por NSJC…" (Oração de coleta do IV Domingo da Quaresma)

Para melhor vivermos o baptismo, com a cura da cegueira do pecado, o Senhor nos propõe o sacramento da Reconciliação. É esta graça que solicitamos logo no início da Eucaristia. Desta maneira nos preparamos para celebrar a Páscoa com verdade, passar da morte à vida nova.

"Ele foi, lavou-se e começou a ver." (Jo. 9, 1-41)

Acolho esta Palavra. Também eu me quero lavar, curar as minhas cegueiras, libertar das prisões do pecado, e experimentar uma vida nova e plena em Cristo ressuscitado. Essa graça vem-me pela Confissão. Também “eu creio, Senhor”!» 
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o IV Domingo da Quaresma, ano A e semana que se lhe segue)


Uma outra reflexão - pelo padre Manuel Barbosa, scj


«Talvez a oração mais verdadeira deste Evangelho seja simples:
Senhor, que eu veja.

Que eu veja o bem que existe nas pessoas.
Que eu veja a tua presença na minha vida.
Que eu veja a beleza escondida nas pequenas coisas.
Que eu veja a dor que precisa da minha compaixão.

Porque quando Deus abre os olhos de alguém…
o mundo continua o mesmo —
mas tudo começa a ser visto de outra maneira.»

sábado, fevereiro 28, 2026

Transfiguração

 «A graça e o amor de Jesus Cristo, que nos chama à conversão, estejam convosco!

Amigos, insisto na saudação quaresmal, apresentada no novo Missal romano, para que não esqueçamos facilmente a proposta da liturgia deste tempo, que é muito rico de graça e de misericórdia, para todos os que querem fazer uma experiência autêntica de vida cristã. Por isso, que não haja ninguém desatento, à margem e em ausência grave da experiência da fé.

No 2º Domingo da Quaresma podemo-nos enriquecer com as leituras bíblicas que, no ciclo A da liturgia deste tempo, nos oferecem a oportunidade de nos colocarmos em sintonia e comunhão com a vivência catecumenal, que a Igreja apresenta desde os tempos mais remotos.

Procuremos sintonizar com o projecto de Deus, que neste domingo nos convida a seguir o caminho de escuta e de adesão aos seus projectos, e com obediência total aos planos do Pai.

Senhor nosso Deus, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por NSJC… (Oração Colecta do II Domingo da Quaresma)

Deus vem ao nosso encontro, e fala-nos. E nós devemos estar disponíveis e atentos para o escutar, na pessoa do seu Filho. E assim Ele nos prepara para participarmos da sua glória. Recebamos a graça que nos quer transfigurar, isto é, passar da vida velha à vida nova.

Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O. (Mt. 17, 1-9)

Procuremos, antes de mais, merecer a escolha de Jesus, para entrarmos na sua intimidade. E Ele nos conduz à comunhão com o Pai. 

Para ouvir a sua voz, peçamos ao Espírito Santo que venha em nosso auxílio, e nos ajude a rezar: Jesus, Tu és o meu Senhor! Contigo, quero ser filho. Acolho a tua voz no meu coração!...»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao II Domingo da Quaresma, ano A)


sábado, fevereiro 14, 2026

Ditoso o que anda na lei do Senhor

 «O Deus da esperança que, pela acção do Espírito Santo, nos alegra com a sua paz, esteja convosco!

Com esta saudação, retomamos uma saudação inscrita na nova versão do Missal romano, e que ajuda a aprofundar toda a riqueza que a Eucaristia nos proporciona. A de hoje evidencia o dom da paz, que o Espírito Santo realiza nos nossos corações. Como é bom sentir Deus a agir em nós, numa simples saudação, que nos convida a uma relação pessoal com Deus!

Ao celebrarmos o VI Domingo comum, a Palavra do Senhor convida a tomar atitudes face ao projecto de Deus, para que possa haver vida plena e experiência de salvação. Logo a primeira leitura nos anuncia que o homem é livre de escolher entre a proposta de Deus e a sua auto-suficiência. Na 2ª leitura, o apóstolo Paulo faz uma apresentação do projecto salvador de Deus, preparado para aqueles que O amam. O evangelho convida a assumir a verdadeira atitude, que manifesta essa adesão. Então importa saber o que há de verdadeiramente novo na proposta de Jesus.

"Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por NSJC…" (Oração de colecta do VI Domingo comum)

Muitos cristãos afastam-se da Igreja e da prática dos sacramentos, exactamente por não tomarem atitudes face à proposta da Palavra de Deus. Esquecem-se que o segredo está na renovação do coração, manifestando atitudes que expressem a experiência da novidade que a vivência da Palavra nos traz. Com esta oração, peçamos essa graça ao Senhor.

"A vossa linguagem deve ser: Sim, sim; não, não". (Evangelho: Mt. 5, 17-37)

Os “ditos” de Jesus oferecem à Igreja a novidade por que deve orientar-se, na sua caminhada histórica, para seguir a originalidade de Cristo. Na dinâmica do Reino, a atitude dos discípulos tem de manifestar o fruto da vivência, com um compromisso coerente no estilo de vida e dos valores dessa adesão. Daí, o paralelismo: "foi dito",… "porém, Eu digo-vos".»

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o VI Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

sábado, fevereiro 07, 2026

Ser sal da terra e luz do mundo

«Graça e paz da parte d’Aquele que é, que era e que há-de vir!

Esta é uma saudação bíblica, contida no livro do Apocalipse (Ap. 1, 4b), e que apresento como proposta a que façam também pesquisa na Sagrada Escritura. Tudo isso tem como sugestão um convite a abrir a Bíblia, para se alimentarem da Palavra de Deus. Se não houver esse esforço, a Bíblia continua fechada para muitos, mantendo um desconhecimento da Palavra revelada, em ordem a uma fé esclarecida. Por isso, na passada semana, vos convidei a rezar a Palavra de Deus, a partir da Bíblia.

Vivemos o V Domingo comum, com a liturgia da Palavra a esclarecer como deve ser o compromisso da fé do cristão. O desafio do Reino não nos permite uma atitude instalada e comodista, mas deve levar-nos a viver empenhados com a transformação do mundo, à luz duma vida em plenitude, que Deus promete aos homens, com a vivência do Reino de Deus. É esse o mundo novo que Cristo inaugurou, e oferece a todos os que querem segui-lO. Desde a antiga aliança que Deus se manifesta ao lado daqueles que se comprometem com o Seu plano. Assim o lembra a 1ª leitura. Mas o novo Povo de Deus é chamado a descobrir a realização desse plano, através da cruz de Jesus, como recorda a 1ª Epístola aos Coríntios. Pelo evangelho somos chamados a deixar a mediocridade, para ser sal da terra e luz do mundo, isto é, com manifestação nas boas obras do testemunho baptismal.

"Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa proteção. Por NSJC…" (Oração de coleta do V Domingo comum)

Se Deus nos convida a entrar no Seu plano de amor, pede a nossa inteira confiança, dando-nos a felicidade de sermos membros da Sua família, que Ele assiste com a Sua protecção. Daí, a nossa oração à Sua paternal bondade.

"Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus." (Evangelho: Mt. 5, 13-16)

As boas obras, que devemos manifestar, são a concretização da segunda parte das bem-aventuranças, que acolhemos na semana passada. Por isso, fomos convidados a rezá-las. E agora, convidados a concretizar com obras concretas, para não nos contentarmos com lindas intenções.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o V Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

 
"Por onde passares, deixa sal e luz!

Não estamos cá para fazer só por fazer ou para viver só por viver. 
Também não estamos cá para viver à sombra do tanto-faz. Do é-me igual. Do seja o que for. 
Estamos cá para iluminar, na pele do mundo aquilo de que somos feitos... para salgar na memória dos outros um rasto de esperança e de novidade. De promessa de futuro.
«Vós sois o sal da terra.... Vós sois a luz do mundo». Não se trata de uma exortação de Jesus, "esforçai-vos por vos tornardes luz", mas "sabei que já o sois".
(...)
Não estamos cá para dar nas vistas ou para ser famosos. 
Estamos cá para deixar sal e luz. 
Para gravar o nosso nome nas coisas bem-feitas. 
Por onde passares, deixa sal e luz!"

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Apresentação de Jesus no Templo

«No dia 2 de Fevereiro celebra-se a festa da Apresentação do Senhor, *outrora de N.ª S.ª das Candeias ou de N.ª S.ª da Luz, com muita tradição na religiosidade popular. 

Na celebração, em destaque, apresentam-se as figuras do velho Simeão e de Ana, que esperaram e acolheram o Senhor. Eles nos representam, e por isso nos reunimos ao domingo, pois “O reconheceremos na fração do Pão, enquanto aguardamos a Sua vinda gloriosa”, como rezamos na liturgia deste dia. 

A Eucaristia deste dia termina com uma oração, deixando esta súplica: 

“fortalecidos por estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos a vida eterna”.

 Como é belo viver esta correspondência!»

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para a festa da Apresentação do Senhor, 2 de Fevereiro)

____________
*2 de fevereiro, o Dia de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Apresentação ou Nossa Senhora da Purificação são outros nomes atribuídos à Santa Maria celebrada neste dia,
no dia da Apresentação do Senhor ao Templo, quarenta dias após o seu nascimento. 
Este que foi também o dia da purificação de Nossa Senhora, no cumprimento da Lei de Moisés; apesar de Maria, por ser Imaculada, não necessitar de purificação, ela submeteu-se à Lei por humildade, oferecendo pombas e rolas.

Que Jesus, a Luz que por ela nos vem, ilumine a nossa escuridão!

domingo, fevereiro 01, 2026

Contradições

No Sermão da Montanha (Mt 5, 3-12) Jesus ensina-nos as Bem-aventuranças: 
 * Bem aventurados (felizes) os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 
* Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. 
* Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 
* Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 
* Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 
* Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 
* Bem aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 
* Bem aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 
* Bem aventurados sereis, quando vos insultarem, vos perseguirem, e disserem, falsamente, toda a espécie de mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai porque será grande no Céu a vossa recompensa. 

  A sociedade ocidental deste princípio de século XXI também nos ensina bem-aventuranças: 
 » Felizes os que promovem a guerra e a discórdia, porque fazem fortuna com a desgraça alheia. 
» Felizes os que insultam, caluniam e sobre o nome dos outros lançam lama, porque jamais serão responsabilizados. 
» Felizes os ricos, porque nada lhes falta. 
» Felizes os que roubam, fogem aos impostos e não declaram os seus rendimentos, porque jamais serão punidos. 
» Felizes os maldosos e os mentirosos, porque semeiam a confusão e escapam sempre. 
» Felizes os que comem e bebem em excesso, porque aproveitam a vida. 
» Felizes os que perseguem e maltratam, porque são donos e senhores do mundo. 
» Felizes os que exploram, porque alcançam os seus objectivos. 
» Felizes os agressivos e os brigões, porque a eles ninguém incomoda. 
» Felizes os que possuem um título académico, porque todos os respeitam. 
» Felizes os que são importantes e famosos, porque todos os admiram. 
» Felizes os que matam, porque sabem defender-se. 
» Felizes os que seguem todos estes preceitos de modo exemplar, porque revelam um profundo desrespeito pela vida.

No Evangelho de Lc 6,17.20-26 Jesus continua:
- Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. 
- Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. 
- Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem.


sábado, janeiro 31, 2026

Convite à vivência das bem-aventuranças

 «A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!

Saúdo-vos de novo, a partir do Missal romano, para irmos aprofundando toda riqueza que nos oferecem as saudações introdutórias, pois a maioria apresenta uma dimensão trinitária. A de hoje, por ser simples, coloca-nos diante do que é mais importante, convidando a aspirar viver a graça de Cristo. Que ela seja abundante e permanente, na nossa vida de fé.

Chegámos ao IV Domingo do Tempo Comum, que convida a viver o projecto do Reino de Deus, para os pobres, os humildes, os que aceitaram despir-se do egoísmo, do orgulho, dos próprios interesses que são verdadeiramente felizes. Mas a Palavra de Deus começa com a denúncia do egoísmo, do orgulho e de auto-suficiência. Depois, S. Paulo critica os que põem a sua esperança nos poderosos e ricos deste mundo, convidando os crentes a encontrar em Cristo crucificado a verdadeira sabedoria, que convida à luz plena. O evangelho apresenta a magna carta do Reino, convidando à vivência das bem-aventuranças.

"Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o nosso coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por NSJC…" 
(Oração de Colecta do IV Domingo comum)

Esta oração aponta-nos para dois polos de referência fundamentais: a relação com Deus, a quem devemos adorar com todo o coração, e com todos os homens, sem acepção de pessoas; por outras palavras, é o convite a nunca separar o amor a Deus e aos irmãos. Só assim teremos um coração disponível para viver as bem-aventuranças do Reino de Deus.

"Alegrai-vos e exultai porque é grande nos céus a vossa recompensa" 
(Evangelho: Mt. 5, 1-12)

Para não rezarmos apenas uma das diversas bem-aventuranças, sugiro que abramos a nossa Bíblia, e voltemos a ler todo o texto, saboreá-lo, para o procurar aplicar à nossa vida. Então sim, rezemos finalmente o versículo que lhes proponho, para que a oração seja feita nessa alegria que nos deve inundar, por assumirmos as bem-aventuranças na nossa vida, isto é, exprimindo toda a felicidade por vivermos a boa notícia do Reino de Deus, a magna carta dos cristãos, com que nos queremos comprometer.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o IV Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

sábado, janeiro 24, 2026

Domingo da Palavra de Deus

«O terceiro domingo do tempo comum é o "domingo da Palavra de Deus", que o Papa Francisco instituiu, para que façamos o seu estudo e divulgação.

Aqui fica a sugestão de colocarmos a Bíblia, em lugar nobre e de destaque, na nossa casa, para reunir a família à sua volta, como Igreja doméstica, e aí lermos e rezarmos o evangelho do dia. Será um belíssimo sinal de nos sentirmos Igreja, convocada pela Palavra de Deus, e edificada com as "pedras vivas", para formar o templo santo de Deus!
...

A graça, a caridade e a fé, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Nosso Senhor, estejam convosco! 

Continuo a sugerir a variedade e grande riqueza que manifesta a versão do novo Missal romano, em vigor desde a Páscoa do ano passado, ao fornecer muitas opções na saudação inicial. Percebemos com certeza que esta saudação é muito mais profunda, do que um vulgar bom dia, e mais bela do que as demoradas e complicadas inovações que alguns sacerdotes costumam apresentar!

Celebramos III Domingo comum, em que a liturgia da Palavra nos apresenta um convite a participar na grande riqueza da vida e do plano salvador de Deus. É o projecto do Reino, que Jesus Cristo inicia, na sequência da preparação, levada a cabo por João Baptista, que corajosamente vive os seus últimos dias na prisão, mas em que agora o Senhor concretiza e realiza plenamente. Ele é a luz, que brilha para toda a humanidade, na Galileia, e que se expande até aos confins da terra, e a esperança para todos os homens, pois “o Reino de Deus está próximo”, anuncia o evangelho. 
Assim, surgem as primeiras respostas de adesão ao convite de Jesus, que continua a convidar e desafiar os mais audazes, ao longo da história. Disponhamo-nos a usar a mesma linguagem, como nos sugere S. Paulo, na resposta à vocação.

"Deus todo poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de NSJC…" (Oração de colecta do III Domingo comum)

Jamais poderemos atingir a melhor realização da nossa vida, se não for em conformidade com a vontade de Deus. Por isso, não vivamos iludidos, mas procuremos sintonizar com o que de melhor nos pode habitar, para que demos bons frutos duma vida plena e feliz, no seguimento de Jesus Cristo. É o que pedimos a Deus nesta Eucaristia.

"Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens" (Evangelho: Mt. 4, 12-23)

O chamamento de Jesus continua a ser bem claro, e os primeiros discípulos respondem com prontidão, e sem hesitação. Não será que hoje andamos demasiado surdos, distraídos com ilusões, presos a valores precários, e escravizados por propostas sem horizonte? Ponhamos em sintonia o nosso coração e todas as nossas capacidades, com o convite de Jesus: Vinde e segui-Me! Rezemos esta proposta!»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o III Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)


 
«Deus fala. 
Fala hoje. 
Fala-nos. 
As Suas palavras estão guardadas, proclamadas e transmitidas na Bíblia. 
Não como memória morta do passado, mas como vida oferecida, vida que pulsa, interpela e chama.
(...)
Quando abrimos a Sagrada Escritura com fé,
não estamos apenas a ler palavras.
Estamos a escutar Cristo que fala hoje:
à nossa vida concreta,
às nossas feridas e escolhas,
aos nossos medos, às nossas perguntas, aos nossos sonhos.»

segunda-feira, janeiro 19, 2026

O Cordeiro de Deus

«Paz e Bem!

Hoje acolhemos uma saudação franciscana, que talvez muitos de vós já conheciam. Com ela nos unimos a um grande santo, que motivou o Papa Francisco a adoptar o seu nome, para assumir a continuidade do testemunho deste grande construtor da paz, do amor aos pobres, da fraternidade integral, e que é exemplo para o nosso empenhamento pela transformação do mundo, no respeito pelo ambiente e pela renovação da humanidade. Que S. Francisco seja nosso incentivo a trabalharmos pela paz, pelo amor, e pelo serviço à comunidade.

Estamos a começar novo ciclo no ano litúrgico, com o Tempo Comum, que tem duas fases: até ao início da quaresma e depois do tempo pascal. Com a celebração deste domingo, estamos já no segundo, porque se iniciou com a festa do Baptismo do Senhor. São 34 semanas, ao longo do ano litúrgico, que depois transita para o novo ano, com o Advento. 
 
A celebração deste domingo deixa-nos o convite a seguir o Senhor Jesus, que foi apresentado por João Baptista como “um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim”. É Ele que melhor assume ser servo de Deus, para “luz das nações”, oferecendo a salvação, lembra a 1ª leitura. 
E nós, como recorda S. Paulo, fomos “santificados em Cristo” e “chamados à santidade”. Daí o convite a correspondermos à nossa vocação.

"Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por NSJC…" (Oração de colecta do II Domingo comum) 

Deus é Criador e acompanha com bondade as suas criaturas e atende as nossas preces. É a Ele que devemos pedir o dom da paz, como nos é tão necessária. Cada um de nós deve construir a paz.

João Baptista apresenta Jesus como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Só Ele pode libertar o homem, para ter uma vida plena. Situemo-nos também junto do Senhor, e abramo-nos para a Sua graça, para que o pecado não nos impeça de participar na vida divina. Por isso, também queremos testemunhar:

"Eu vi, e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus" (Evangelho: Jo. 1, 29-34)

Depois de mergulharmos nesta mensagem, tomemos fôlego. 
João Baptista testemunhou. E eu?
Quem é Jesus para mim?

Votos de boa vivência!
Saudações fraternas»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o II Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

«Vivemos num mundo que nos ensina a admirar os fortes, a seguir os vencedores, a confiar em quem domina.
(...)
No entanto, o coração do Evangelho começa com uma imagem que continua a desconcertar:
“Eis o Cordeiro de Deus.”
Não um herói armado. Não um líder dominador. Um cordeiro.
(...)
O cordeiro não ameaça, não agride, não responde com violência. Permanece, suporta, entrega-se. Assim é Jesus.

Também João Baptista teve de reaprender Deus. Pensava conhecê-Lo, preparou o caminho durante toda a vida, mas acaba por reconhecer, com humildade: “Eu não O conhecia.” A fé começa aqui: quando deixamos cair as certezas rígidas e permitimos que Deus nos surpreenda.

A fé não nasce de ideias repetidas, mas de um encontro. João diz: “Eu vi.” Quem vê, testemunha. Quem é tocado, já não fala por ouvir dizer, mas por experiência vivida.»

domingo, janeiro 11, 2026

Baptismo do Senhor

«Terminado o tempo litúrgico de Natal, prosseguimos com a 1ª parte do Tempo Comum, que se inicia com a festa do Baptismo do Senhor. Vai ser um tempo breve, pois se interrompe quando começar a Quaresma e se retoma depois do Pentecostes.

O Tempo Comum são 33 ou 34 semanas, em que não se celebra um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o mistério de Cristo na sua globalidade, semana após semana, especialmente aos domingos. Quem quer aprofundar, e enriquecer a sua fé nesta beleza da vida cristã, não pode deixar de participar regularmente na Eucaristia dominical, para crescer no amor de Deus, e beneficiar da sua intimidade, e não permanecer à margem do seu plano, com a vida e salvação que Deus nos quer oferecer. Como nos foi anunciado, participemos, pois, na Eucaristia, “em cada domingo, nossa Páscoa semanal”!

Jesus também frequentava regularmente a Casa de Deus, a sinagoga (Cf. Lc 4, 16); foi ao templo, a Jerusalém, em peregrinação com os pais, quando tinha doze anos; e recebeu o baptismo de João, no início da sua vida pública. Por isso, era praticante!...  
Recebendo um baptismo de arrependimento dos pecados, Jesus, que não conheceu o pecado na sua vida, recebeu esse baptismo para ser solidário connosco, e tomar sobre Si os nossos pecados.


Como escutamos no evangelho deste domingo, João Baptista explica a diferença entre o seu baptismo, com água, e o que Jesus vai trazer, “com o Espírito Santo e com o fogo”.

 “Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”  ( do Evangelho: Lc. 3, 15-16.21-22)

"Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, que renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor."   (Oração de Colecta da festa do Baptismo do Senhor)


Com o baptismo de Cristo, assumimos ter renascido como filhos de Deus, pelo nosso baptismo, e pedimos para permanecer sempre na graça do seu amor! Que bênção tão rica!

Na nossa oração desta semana, façamos a experiência de ser filhos de Deus, pelo baptismo, e, como herdeiros do céu, rezemos com Jesus: Abba, Pater!»
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Festa do Baptismo do Senhor)
Abba Pater! Abba Pater!
Abba Pater! Abba Pater! 
(x2)


domingo, janeiro 04, 2026

A manifestação de Jesus a todos os povos


«A paz e o amor de Deus Pai, que se manifestaram em Cristo, nascido para nossa salvação, estejam convosco!
 

É esta a saudação proposta no novo Missal romano, para o tempo de Natal, que agora termina. Por isso, é com ela que queremos saudar-vos, uma vez que iremos avançar para novo tempo litúrgico. Que bela expressão da ternura de Deus, que nos ama, e assim nos dá Jesus, para nos salvar. Mas tudo isto acontece, se fazemos a experiência, e não ficamos à margem. 

Neste domingo celebramos a Epifania, isto é, a manifestação de Jesus a todos os povos. É também designada popularmente como festa dos reis ou dos magos. Simbolizada pela luz que os magos seguem, centra-se em Cristo, que é luz do mundo, pois vem iluminar todos os homens. 
Que não fiquemos instalados, e saibamos sair da nossa zona de conforto, assim é a mensagem que os magos nos deixam ficar. 
Que por isso os personagens desta celebração da Epifania nos ajudem a perceber como temos que aprofundar mais a relação com Cristo, para que nos ilumine e experimentemos a salvação que nos oferece.

"Senhor Deus omnipotente, que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito aos gentios guiados por uma estrela, a nós que já vos conhecemos pela fé, levai-nos a contemplar face a face a vossa glória. Por NSJC…" 
(Oração de colecta do domingo da Epifania do Senhor)

Para pedirmos a graça própria desta Epifania, que esta oração manifesta, quero chamar a atenção para a frase intercalar – a nós que já vos conhecemos pela fé – para que supliquemos com verdade este dom, pois se já conhecemos o Senhor pela fé, ela nos deve levar a uma prática constante e regular dos sacramentos, da vivência cristã e comunitária.  
 
"Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra". (Evangelho: Mt. 2, 1-12)

Qual é o presente que vou oferecer a Jesus? Em Espanha, é neste dia que se faz a oferta de presentes. E o presente deve sair do meu coração, com verdade. Vou rezar esta Palavra, e vou dizer a Jesus qual é o presente que Lhe ofereço, com autenticidade. Além disso, nada Lhe dou que Ele antes não me tenha já dado. Assim, quero oferecer-me e dar-me, sem reservas!

A 1ª leitura da Eucaristia de hoje, no início, deixa um convite: Levanta-te… A carta aos Efésios lembra que os pagãos beneficiam da mesma graça que foi oferecida aos judeus. Para beneficiar outros, que comigo convivem, serei capaz de lhes dizer quem é Jesus para mim?! Os magos precisaram de perguntar a Herodes, que não soube informá-los! E eu, serei capaz de dizer com coragem o sentido que Cristo dá à minha vida? Hoje é também o dia da Infância Missionária. Por isso, além de abrir o coração a Jesus, em oração, também o quero transmitir aos outros. Ele é, ou não, o meu maior amigo?!
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a solenidade da Epifania)

quinta-feira, janeiro 01, 2026

Dia Mundial da Paz com Santa Maria, Mãe de Deus

«A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco!

Estamos a iniciar um novo ano, com a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz. 

Por um lado, queremos dedicar a Maria o início do novo ano, que nos trouxe o Príncipe da Paz, e por isso o Papa Paulo VI, em 1968, com a preocupação das guerras e o conflito dos ódios, convidou-nos a rezar para que todos nos sintamos e vivamos como irmãos.

A liturgia desta solenidade convida-nos a diversas evocações, com a riqueza de temas que ela nos oferece. Com o novo ano, consagramo-nos a Maria, que nos oferece a melhor de todas as bênçãos, o seu Filho Jesus. N’Ele, somos chamados a viver como filhos, assim nos lembra o texto da 2ª leitura, da carta aos Gálatas. Pelo evangelho, chega-nos a Boa Notícia que é revelada a todos os marginalizados, oferecendo a salvação e a vida em plenitude, a que aspira toda a humanidade. É pelo nome de Jesus, que quer dizer Deus salva, que acolhemos a realização do plano de salvação. Procuremos contemplar, como Maria.

"Senhor, nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes ao homem a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso filho. Ele que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo…" (Oração de colecta da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus)

Naturalmente que esta oração é dirigida a Deus, lembrando o papel da Virgem Santíssima, que nos deu o Autor da Vida, Jesus Cristo, filho de Deus e de Maria.

"Maria conservava todos estes pensamentos, meditando-os em seu coração." (Evangelho: Lc. 2, 16-21) 

Como Maria, também nós somos convidados a meditar esta Boa Notícia, rezando, e seguindo o exemplo dos pastores, que louvavam e davam glória a Deus, pelas maravilhas que contemplaram. No fundo do coração, agradeçamos o dom de Jesus, filho da Mãe de Deus. A Ela nos entregamos e consagramos, pedindo que nos ensine a saborear as bênçãos de Deus no coração.

Há um refrão que costumamos usar no início do ano: ano novo, vida nova
Estes são os votos que lhes dirijo, para que vivamos a alegria desta vida que temos em Cristo, porque essa é a verdadeira vida nova, aquela que recebemos no Baptismo. 
Reparem que é uma vida imortal, que proporciona a maior felicidade, que só Jesus pode oferecer. Então devemos procurar os melhores meios, para a experimentarmos, e há um que é fundamental: a vivência regular da Eucaristia. É de tal maneira importante e indispensável, que justifica esta partilha eucarística, como contributo para ajudar à nossa vivência. 
Então, votos de uma vida nova, pelo Baptismo e com a santíssima Eucaristia!»
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus - 1 de Janeiro)

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