29/06/2026

Escola de discipulado

«O assunto, apresentado em título, procura ajudar a entender o sentido da liturgia da Palavra da Eucaristia deste domingo. Bom seria que todos procurem esse aprofundamento, e se esforcem por procurar corresponder, porque Jesus bem nos diz quem "não é digno de Mim".

Numa refeição, temos uma variedade de alimentos e de bebidas, que a tornarão, não apenas mais agradável, mas indispensável para o fortalecimento das nossas forças, renovação das energias, crescimento e sustento do nosso corpo. Na Eucaristia buscamos o apoio indispensável, que Cristo nos oferece, desde a sua instituição na última Ceia. Como será possível haver baptizados, que a põem de lado, e são capazes de passar o domingo sem ela? Os mártires da Abitínia (norte de África), no séc.I, diziam: "Sine Dominico no possumus!" Mesmo sendo uma frase em latim, todos entendemos que não eram capazes de passar o domingo sem a Eucaristia. Torna-te também um apóstolo da Eucaristia. Não podemos viver sem ela.

Além de três leituras e de um salmo, nas Missas solenes, somos ainda alimentados por vários cânticos, bem como pela riqueza de outros momentos, e da oração eucarística, que nos proporcionam um alimento substancial e indispensável para a fé. Por isso é uma refeição sagrada e imprescindível, e que nos prepara para o banquete do fim dos tempos. Com discípulos de Jesus, alimentemo-nos com a sua Palavra, para termos a sua Vida, e sermos suas testemunhas. N’Ele, temos uma vida plena, segui-lO-emos, e partilhá-lO-emos aos outros.

"Senhor nosso Deus, que, pela graça da adopção nos tornastes fillhos da luz, não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade. Por NSJC…" (Oração da colecta do XIII Domingo comum)

"Filhos da luz"…, que grande graça! Por isso, abandonamos as obras das trevas, do pecado e da vida velha. O mundo, e a sociedade de hoje, convidam as pessoas a procurar ser estrelas, a brilhar diante dos outros. Mas, afinal, pela graça de sermos e vivermos como filhos de Deus, pedimos a bênção de continuar no esplendor do Senhor, da verdade e da vida!

"Quem vos recebe, a Mim recebe, e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou". (Mt. 10, 37-42)

Como discípulos de Jesus, somos chamados e enviados, em missão. Assumamos essa consciência na partilha da vida, no anúncio de Jesus, no serviço aos mais necessitados. Por isso rezamos esta Palavra, para nos sentirmos enviados por Jesus. Dar um copo de água fresca, não ficará sem recompensa! Há duas semanas rezávamos: "recebestes de graça, dai de graça"!»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao XIII Domingo Comum, ano A)

Eucaristia e Igreja nascem da ressurreição


«No 5.º Domingo de Páscoa, sempre com o apoio da Palavra de Deus na Eucaristia dominical, aludimos ao tema da Igreja.

 E voltamos a reflecti-lo, pois a liturgia assim nos deixa esse convite. Demo-nos conta de que a Igreja é o melhor fruto da ressurreição do Senhor, e nos ajudará a perceber se a nossa fé é ou não consistente. Isto é: porque a nossa fé é a fé da Igreja, necessitamos, em cada domingo, testemunhá-lo, com a nossa participação na Eucaristia. Torna-se assim evidente que muitos baptizados necessitam corrigir o seu comportamento, para poderem comprovar a maturidade da sua fé com mais coerência e autenticidade. Naturalmente é o que justifica esta partilha semanal, para ajudar a aprofundar “o centro e o cume da vida cristã”.

No 6º domingo da Páscoa somos convidados a descobrir a presença discreta da ressurreição de Cristo, na caminhada histórica da Igreja. Ele que prometeu não nos “deixar órfãos”. 
Com a adesão à Palavra de Deus que os Apóstolos transmitiam, ia crescendo o número dos discípulos, mesmo em terreno em que Cristo tinha tido dificuldades, e davam continuidade aos sinais que Jesus prometeu aos seus, na sua missão evangelizadora. Assim o manifesta logo a 1ª leitura. Mesmo no meio de adversidades, os discípulos devem dar testemunho da esperança, lembra a 2ª leitura. Mas Jesus acompanha a Igreja, com o Defensor ou Paráclito, e a conduz à verdade.

"Deus todo poderoso, concedei-nos a graça de viver dignamente estes dias de alegria, em honra de Cristo ressuscitado, de modo que a nossa vida corresponda sempre aos mistérios que celebramos. Por NSJC…"      (Oração de colecta do VI domingo da Páscoa)

Viver a ressurreição de Cristo é participar no mistério central da nossa fé. Por isso deve levar-nos a experimentar profunda alegria, a graça que pedimos nesta Eucaristia.

"Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós" (Jo. 14, 15-21)

O Paráclito, o Defensor, é o Espírito Santo que continua a obra de Jesus no meio de nós. Assim cumpre a sua promessa; não nos abandona; está sempre connosco. Abramo-nos para Ele, que nos consola, nos edifica, nos protege. 
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao VI Domingo do Tempo Páscal, ano A)

21/06/2026

Não tenhais medo dos homens

Chega o Verão, a lembrar as férias, mas como referimos anteriormente, não há férias para Deus, para a oração, para a Eucaristia, de modo a não perdermos o horizonte duma vida que aspira à eternidade e à glória. (...)

Precisamos de quem anuncie caminhos de vida, para não andarmos desorientados e perdidos, como facilmente verificamos no seio da sociedade actual. Como discípulos de Jesus, queremos segui-l’O e testemunhá-l’O, com a mais feliz concretização dum horizonte rasgado, que nos faça avançar pelos critérios do Reino.

A Palavra que o Senhor nos dirige, na celebração do XII Domingo do Tempo Comum, alerta-nos para alguns obstáculos e dificuldades, que precsamos de vencer. Para isso, necessitamos de fortalecer a nossa fé na caminhada, pois o Senhor Jesus nos assiste e acompanha, para termos um testemunho coerente, a experimentar e anunciar a Sua salvação.

Como o profeta, confiemos em Deus e anunciemo-lo. Como S. Paulo nos pede, sejamos fiéis ao projecto de Deus, para que a Sua graça seja concedida com abundância a muitos. Jesus envia os discípulos, e assiste-os na sua caminhada, como nos interpela no evangelho.

"Senhor, fazei-nos viver a cada instante no temor e no amor do vosso santo nome, porque nunca a vossa providência abandona aqueles que formais solidamente no vosso amor. Por NSJC…" (Oração de colecta do XII Domingo comum)

Esta oração é um convite à confiança na providência divina, pois Deus sempre assiste os que se entreguem e abandonem ao seu amor. Façamos essa experiência de fé.

"Não tenhais medo dos homens" (Mt. 10, 26)

No evangelho de hoje, Jesus pede-nos várias vezes a não termos medo dos homens, no testemunho que devemos dar da Palavra de Deus; o que escutamos ao ouvido devemos proclamar sobre os telhados. Devemos declararmo-nos por Ele diante dos outros, para que Ele também se declare por nós diante do Pai. Por isso, rezemos esta Palavra.»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao XII Domingo Comum, ano A)

Para dar confiança àqueles que O seguem, Jesus diz claramente: «Não tenhais medo, não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma." (Mt. 10, 28)

Sejamos, pois, discípulos sem medo.

Também um comentário do padre Manuel Barbosa, scj

20/06/2026

Atendei-me, Senhor

Salmo Responsorial do 12.º Domingo Comum ano A

"Pela vossa grande misericórdia, atendei-me, Senhor
Atendei-me, Senhor.

Por Vós tenho suportado afrontas,
cobrindo-se meu rosto de confusão.
Tornei-me um estranho para os meus irmãos,
um desconhecido para a minha família.
Devorou-me o zelo pela vossa casa
e recaíram sobre mim os insultos contra Vós.

A Vós, Senhor, elevo a minha súplica,
no momento propício, meu Deus.
Pela vossa grande bondade, respondei-me,
em prova da vossa salvação.
Tirai-me do lamaçal, para que não me afunde,
livrai-me dos que me odeiam e do abismo das águas.

Vós, humildes, olhai e alegrai-vos,
buscai o Senhor e o vosso coração se reanimará.
O Senhor ouve os pobres
e não despreza os cativos.
Louvem-n’O o céu e a terra,
os mares e quanto neles se move."

SALMO 68

Pela Vossa grande Misericórdia
 

14/06/2026

Cristo chama e envia

«Cristo convida a aderir ao seu plano de amor e de vida pelos homens. 
E nós ficamos felizes por sentir que Ele precisa de nós, apesar das nossas limitações?
Ele chama-nos pelo nosso nome. 
E nós queremos oferecer-nos? 

Uma vez chegados ao tempo de férias, tenhamos o cuidado de não pautar a nossa relação com Deus no nível dos nossos esquemas terrenos. Isto é: porque entramos em férias, não podemos pensar que dispensamos a nossa relação com Deus por uns meses. Porque a Eucaristia é um banquete, a Ceia do Senhor. Nós também não suspendemos as nossas refeições habituais, e a nossa relação com os amigos e uns com os outros. E Cristo é o nosso maior amigo, que deu (e continua a dar) a vida por nós. Vale a pena lembrar que, logo nos primórdios da Igreja, os cristãos diziam que, ao domingo, não podemos viver sem a Eucaristia.

Chegados ao XI Domingo do tempo comum, somos convidados a viver a presença contante de Deus no mundo. Por isso, enchamo-nos da sua Vida a experimentar a salvação que nos oferece. Tudo isto pressupõe uma relação constante e autêntica com Deus.

Para além da vivência pessoal, importa fazer esta experiência em Igreja, em comunidade (comum + unidade). Ele é a visibilidade da presença de Deus, que nos convida a sentirmo-nos membros vivos do novo Povo de Deus. Assim, sejamos “um reino de sacerdotes, uma nação santa”, lembra a 1ª leitura. 
No Senhor, “depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida”, lembra a carta aos Romanos. O Senhor quer manifestar-nos a Sua compaixão, porque “somos como ovelhas sem pastor”, lembra o evangelho. Jesus quer que o nosso nome seja acrescentado ao dos apóstolos, para realizar o seu plano.

Senhor nosso Deus, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis, no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por NSJC… (Oração de colecta do XI Domingo comum)

Só com a graça de Deus se pode corresponder ao que Ele quer de nós. Por isso lha pedimos, para mover a nossa vontade e o nosso agir, de acordo com o seu projecto.

"Recebestes de graça, dai de graça." (Mt. 9,36 -10, 8)

Cristo chamou 12 apóstolos, e enviou-os. Continua a chamar cada um de nós. Procuremos escutá-lO, e segui-lO. A vocação e a missão é para todos: Ide. Se eu O não escutar e seguir, ninguém o fará por mim!

Podes, Senhor, contar comigo. Eis-me aqui!»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao XI Domingo Comum, ano A)

13/06/2026

Nós somos o povo de Deus

 
SALMO RESPONSORIAL Salmo 99 (100), (Música: Manuel Luis)
Refrão: Nós somos o povo de Deus,
somos as ovelhas do seu rebanho. 
Nós somos o povo de Deus.

Aclamai o Senhor, terra inteira,
servi o Senhor com alegria,
vinde a Ele com cânticos de júbilo. 

Sabei que o Senhor é Deus,
Ele nos fez, a Ele pertencemos,
somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho. 

Porque o Senhor é bom,
eterna é a sua misericórdia,
a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

SALMO RESPONSORIAL 11º Domingo do Tempo Comum - Ano A 
e 4º Domingo da Páscoa - Ano C

12/06/2026

No mês do Sagrado Coração de Jesus


"Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória.» Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós.»" (Lc 22, 19-20)

É na Eucaristia que o Coração de Jesus, o seu amor, se dá todo a nós: corpo, sangue, alma e divindade. 
Ele é o Pão Vivo descido do Céu para ser nosso alimento.
Comungá-lo é viver d'Ele, é permanecer n'Ele, é receber a Vida, é alimentar-se do Pão celeste que dá vida, santifica, cura, transforma, purifica, fortalece, cristifica.
A Eucaristia é a presença de todo o Seu Coração (Amor) e, por isso, deve ser o centro da nossa vida.
No altar temos de aprender com Cristo, com o Seu Coração Eucarístico, a darmo-nos, a ser alimento para os outros viverem através do nosso dom e da nossa entrega, no serviço alegre e humilde, na dádiva de nós aos outros. 
(In: Dário Pedroso, S.J. - Coração Trespassado, O Amor Louco de Deus)


Na sexta-feira depois da oitava da festa do Corpo de Deus, a Igreja celebra a festa do Sagrado Coração de Jesus.
 
Mas a Igreja dedicou à sua veneração também um mês inteiro: o mês de Junho.

A Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

08/06/2026

Jesus chama-te!

«Como é bom sentir que Deus nos chama, que Cristo nos interpela, que a Sua graça me toca! Ele é a Palavra viva! Por isso, é muito belo experimentar que somos importantes para Ele, e assim passa à nossa porta, e fala-nos. E eu quero responder, por isso rezo.

Deus é amor!: expressa a mensagem da palavra de Deus deste domingo. Abramos o nosso coração ao amor de Deus. 

Retomamos as celebrações do Tempo Comum. Celebramos o X domingo do Tempo Comum, e a liturgia da Palavra convida a atitudes coerentes e sinceras, para aderir à proposta de salvação de Deus. O Senhor apela à misericórdia, e não ao sacrifício, pois as lindas intenções e os actos de culto vazio, além de ilusórios, são ofensivos. Logo a 1ª leitura, do livro de Oseias, afirma que Deus quer “a misericódia e não o sacrifício”. A 2ª leitura, da epístola aos Romanos, apresenta-nos o exemplo da fé de Abraão, para convidar-nos também a acreditar na ressurreição de Cristo. O evangelho, na versão de S. Mateus, apresenta Jesus que desafia este publicano a entrar na comunidade dos seus seguidores, pois afirma que “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”.

"Senhor, nosso Deus, fonte de todo o bem, ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é recto e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática. Por NSJC…" (Oração de colecta do X domingo do Tempo Comum)

Antes de mais, somos convidados a mergulhar em Deus, fonte de todos os dons, para pensar e agir com coerência. Para isso, experimentamos o amor do Senhor, traduzindo em gestos concretos o compromisso da nossa fé, que passa pelo testemunho do seguimento de Jesus Cristo.

"Disse-lhe: “Segue-Me”. Ele levantou-se e seguiu Jesus." (Mt. 9, 9-13)

Tal como Mateus, um pecador que deixou tudo e seguiu Jesus, também o desafio nos continua a ser lançado. Tenhamos a coragem e confiança de ser prontos e generosos na nossa resposta, que deve começar por não querer apenas pensar no meu “eu”, mas decidido a amar e a servir. Uma primeira decisão pode ser de me oferecer para algum serviço na comunidade, como leitor, acólito, ou outro.»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o X Domingo Comum, ano A e semana que se lhe segue)


 
 A quem procede rectamente, farei ver a salvação de Deus - M. Luís (Salmo 10º Domingo TComum, ano A)

24/05/2026

Vem, Espírito de Deus!


"A paz esteja contigo. Os amigos saúdam-te; e tu saúda os amigos, um por um." 
(3 Jo. 15)

Começamos hoje com a saudação final da terceira carta de S. João. Que riqueza!

Termina o Tempo Pascal com esta solenidade do Pentecostes, em que se celebra a descida do Espírito sobre Maria e os Apóstolos, no Cenáculo. Que grande alegria e felicidade pela fidelidade de Deus, e pelo cumprimento da promessa de Jesus Cristo. O Espírito Santo veio duma forma extraordinária, como línguas de fogo, e agindo na vida dos Apóstolos, a tal ponto que abriram as portas, e vieram para a rua anunciar Jesus Cristo, convidando à conversão.

Naturalmente que no centro da solenidade do Pentecostes está o Espírito Santo. É Ele que renova, dá vida e constrói a Igreja. A 1ª leitura descreve o acontecimento do Pentecostes, congregando numa mesma comunidade todos os povos, raças e línguas. A 2ª leitura apresenta-nos a diversidade de dons a edificar a comunidade no Corpo de Cristo. No Evangelho, Jesus transmite o Espírito Santo aos discípulos, soprando sobre eles.  Encontramos o Senhor na assembleia dos crentes, que se abre para acolher os dons.

Senhor nosso Deus, que, no mistério de Pentecostes, santificais a Igreja, dispersa entre todos os povos e nações, derramai sobre a terra os dons do Espírito Santo, de modo que, também hoje, se renovem nos corações dos fiéis os prodígios realizados nos primórdios da pregação do Evangelho. Por NSJC…    (Oração de coleta da solenidade do Pentecostes)

Suplicamos os dons de Deus, nesta oração inicial, para que transformem os nossos corações e se renove a face da terra. O Pentecostes, não só aconteceu várias vezes, como descrevem os Actos dos Apóstolos, mas continua a fazer crescer e vivificar a Igreja.

Recebei o Espírito Santo (Jo. 20, 19-23)

O encontro dos discípulos com o Senhor ressuscitado, no primeiro dia da semana, é um convite em cada domingo, a fazermos a mesma experiência, para nos deixarmos renovar e transformar. Supliquemos ao Senhor que nos dê o Seu Espírito, para sermos iluminados, renovados e vivificados. Deus dá o Espírito Santo a quem lh’O pede.

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao Domingo de Pentecostes - ano A)

16/05/2026

Ele está connosco para sempre

«Quase a finalizar o Tempo Pascal, celebramos a Ascensão do Senhor aos Céus. Ascensão é subir pelo seu próprio poder, distinguindo-se de Assunção (a 15 de Agosto), que é subir pelo poder de outrem. Cristo, que é Deus, sobe até ao Pai por si mesmo. Além disso, indica-nos o sentido da nossa caminhada: vimos de Deus, que nos deu a vida, e vamos para Deus, para nos tornarmos participantes da Sua glória. Que felicidade!

Acolhendo o dom de vivermos a Ascensão de Cristo aos Céus, somos convidados a ser inundados de alegria e de esperança: alegria, porque Jesus vai para o Pai, para nos enviar o Espírito Santo, e continuar sempre connosco; esperança, porque assumiu a nossa humanidade, e agora a faz penetrar nos céus. Jesus, que amou, serviu e deu a vida, indica-nos o caminho que devemos seguir, assumindo a missão que nos confia, de testemunharmos o projecto libertador que Ele iniciou. Queremos ter a honra e a dignidade de sermos seus continuadores. Essa é a missão que as leituras da Ascenção nos apontam.

"Deus todo poderoso, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória, como nossa Cabeça, para aí nos chama, como membros do seu Corpo. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos." (Oração de colecta da solenidade da Ascensão do Senhor)

Nesta oração pedimos a Deus a alegria e a esperança, para nos entregarmos à missão de continuar o compromisso do chamamento que nos dirige, como membros da sua comunidade. Somos o seu Corpo, e queremos estar unidos à Cabeça, em comunhão (= comum união).

"Ide e ensinai todas as nações… Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos." (Mt. 28, 16-20)

Não estamos órfãos! Esta mensagem também quer ajudar a entender que Ele é o Emanuel, Deus connosco, mas é sobretudo a Palavra de Deus a fazê-lo sentir mais vivamente.

A nossa oração orienta-se em duas traves mestras: corresponder ao imperativo da evangelização e à consolação de O termos sempre ao nosso lado. Por isso nos entregamos a Ele, com a força do seu Espírito: eis-me aqui, Jesus, envia-me! Podes contar comigo, porque quero estar contigo!»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a Ascensão do Senhor e a semana que se lhe segue)

05/04/2026

Este é o dia que fez o Senhor!

«Se domingo vem de Dominus (Senhor), então o domingo da Ressurreição é o que dá sentido a todos os domingos e à Eucaristia, na comunidade, para o encontro com o Senhor Ressuscitado e com os irmãos. É assim que participamos na sua Ressurreição, e somos vivificados. Deste modo, a ressurreição de Cristo transforma também o Corpo, que somos nós, e comunica o seu Espírito, e a sua paz, à Igreja. Quem não participa, deixa de receber esta luz, esta graça e esta vida.

Hoje é a festa das festas, o dia dos dias! Porque é Páscoa (passagem), faz-nos descobrir que estamos em caminhada, inundados de alegria e de esperança, porque é o começo duma nova criação!

A Páscoa faz-nos descobrir o sentido do nosso baptismo, participando na morte e na ressurreição de Cristo, para o caminho numa vida nova. A vigília pascal, da noite anterior, é essa grande vivência. Cristo esteve morto e ressuscitou, para oferecer essa vida, a quem experimenta pela fé uma vida em Cristo. A ressurreição de Jesus oferece-nos uma vida em plenitude, feita dom de amor e de serviço. Não queiramos, pois, ficar na mediocridade, duma vida superficial e apenas sustentada pelas coisas passageiras e vazias. Tentemos perceber o testemunho dos primeiros discípulos, como nos anuncia a primeira leitura da Eucaristia da Ressurreição, e interroga-te se, na verdade, participas deste dinamismo, como nos pede o texto da Epístola aos Colossenses, que escutámos em segundo lugar. Mas, depois, procura entender como a descoberta do túmulo vazio foi o início para uma transformação autêntica, na vida das primeiras testemunhas.

Senhor Deus do universo, que neste dia, pelo vosso Filho Unigénito, vencedor da morte, nos abristes as portas da eternidade, concedei-nos que, celebrando a solenidade da ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos para a luz da vida.  (Oração de Colecta do Domingo da Ressurreição)

Repara no que esta oração apresenta! Cristo esteve morto e ressuscitou, passados três dias. Por isso, o céu desce à terra, e abre a porta da eternidade. A ressurreição de Jesus é o primeiro passo, que nos permite ressuscitar, e começar a viver o céu, na terra, com uma vida plena! 

"Viu e acreditou" (Evangelho: Jo 20, 1-9)

O discípulo amado viu o sepulcro vazio, e as coisas todas em ordem. A ausência do corpo morto de Jesus fê-lo dar um passo em frente na fé. Por isso, acreditou! Cada um de nós busque os sinais da ressurreição de Jesus.

Aleluia! »

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o Domingo de Páscoa e primeira semana da Páscoa)

04/04/2026

Silêncio e Solidão

«Uma antiga homilia do Século IV nos diz sobre o Sábado Santo

“Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque o Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.”

Eis o Sábado Santo que é o dia do escondimento de Deus, nos dizia Bento XVI. 
Não há celebrações, pois este dia é “alitúrgico”, contudo há de guardar um grande silêncio, recolhimento, meditação, perdão e reconciliação que desemboca na Grande Vigília Pascal,a mãe de todas as vigílias. 
A Vigília Pascal se inicia com a celebração da luz, que contém três partes: a bênção do fogo, a procissão do círio pascal e a proclamação da Páscoa.

Neste dia também nos unimos à Santíssima VIrgem Maria, que guardava todas as coisas em silêncio no seu coração, na feliz esperança da ressurreição do seu Filho Jesus.»

28/03/2026

Uma certeza nos guia...


A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina antes da Páscoa.

É um tempo (quadragésima) de 40 dias de preparação para a Páscoa da Ressurreição de Jesus.

Mas qual é o dia certo em que termina?

Algumas pesquisas: 

1.  "Começa em Quarta-Feira de Cinzas e termina pela tarde de Quinta-Feira Santa": (Portal Ecclesia - Quaresma- Secretariado Nacional de Liturgia)

 2. "Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa": (A Quaresma, caminhada para a Páscoa - Paroquia PACO de ARCOS)

 3. "Começa na quarta-feira de Cinzas e termina no sábado de Aleluia": (Afinal, o que é a Quaresma? - Alvorada On-Line * Jornal Lourinhã)

 4. "Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos": (Tempo da Quaresma - Paróquia Rosa Mística)

 5. "Começa com a Quarta-Feira de Cinzas e termina com o Domingo de Páscoa": (entramos na quaresma e veja o seu significado - portucália - Sapo)

Qual é a Resposta Certa: 1; 2; 3; 4; ou 5?

...

Mas uma certeza nos guia: Jesus Cristo Vive.
Ressuscitou no Domingo de Páscoa, como havia dito. Porque "se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé". (1Cor.15,14.17)

Jesus Cristo está Vivo entre nós.


Desejo a todos uma feliz e santa Páscoa, na alegria de Jesus Ressuscitado.


Adenda
Comentário do p. José António Carneiro com a resposta correcta: «a Quaresma começa com as cinzas e termina na Quinta feira santa, antes da Missa da Ceia do Senhor e depois da Missa Crismal que o bispo preside e na qual concelebra o clero diocesano e na qual benze os óleos... Nao sei se acaba às 12h ou às 17h... Mas isso é o menos importante... Com a missa da Ceia do Senhor começa o Tríduo Pascal que já nao é Quaresma.

A Carta apostólica de Paulo VI, aprovando as Normas Universais do Ano Litúrgico e o novo Calendário Romano geral, diz, no n. 28: "O tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor (Quinta-feira santa, à tarde), exclusive".»

15/03/2026

A Luz que vem de Deus

«Prossegue a nossa caminhada quaresmal, pois chega o quarto domingo. Oxalá a estejamos a aproveitar.

A Palavra de Deus deste domingo está marcada pela cura do cego, para ajudar a perceber que há uma cegueira pior, e que o Senhor quer curá-la nos baptizados. Diz o povo, na sabedoria milenária, que “não há maior cegueira do que não querer vê-la”. Peçamos ao Senhor que nos cure desta terrível cegueira. O convite que nos é dirigido apela à vivência do Baptismo, começando na primeira leitura, a propósito da unção com óleo, passando depois pela chamada de passar das trevas do pecado e do erro, para o caminho da luz. S. Paulo lembra: “Desperta, tu que dormes…” Mas agora Jesus nos quer curar pela fé, pois o pecado nos impede de ver.

"Senhor nosso Deus que, pelo vosso Filho, realizais admiravelmente a reconciliação do género humano, concedei ao povo cristão fé viva e espírito generoso, a fim de caminhar alegremente para as próximas solenidades pascais. Por NSJC…" (Oração de coleta do IV Domingo da Quaresma)

Para melhor vivermos o baptismo, com a cura da cegueira do pecado, o Senhor nos propõe o sacramento da Reconciliação. É esta graça que solicitamos logo no início da Eucaristia. Desta maneira nos preparamos para celebrar a Páscoa com verdade, passar da morte à vida nova.

"Ele foi, lavou-se e começou a ver." (Jo. 9, 1-41)

Acolho esta Palavra. Também eu me quero lavar, curar as minhas cegueiras, libertar das prisões do pecado, e experimentar uma vida nova e plena em Cristo ressuscitado. Essa graça vem-me pela Confissão. Também “eu creio, Senhor”!» 
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o IV Domingo da Quaresma, ano A e semana que se lhe segue)


Uma outra reflexão - pelo padre Manuel Barbosa, scj


«Talvez a oração mais verdadeira deste Evangelho seja simples:
Senhor, que eu veja.

Que eu veja o bem que existe nas pessoas.
Que eu veja a tua presença na minha vida.
Que eu veja a beleza escondida nas pequenas coisas.
Que eu veja a dor que precisa da minha compaixão.

Porque quando Deus abre os olhos de alguém…
o mundo continua o mesmo —
mas tudo começa a ser visto de outra maneira.»

28/02/2026

Transfiguração

 «A graça e o amor de Jesus Cristo, que nos chama à conversão, estejam convosco!

Amigos, insisto na saudação quaresmal, apresentada no novo Missal romano, para que não esqueçamos facilmente a proposta da liturgia deste tempo, que é muito rico de graça e de misericórdia, para todos os que querem fazer uma experiência autêntica de vida cristã. Por isso, que não haja ninguém desatento, à margem e em ausência grave da experiência da fé.

No 2º Domingo da Quaresma podemo-nos enriquecer com as leituras bíblicas que, no ciclo A da liturgia deste tempo, nos oferecem a oportunidade de nos colocarmos em sintonia e comunhão com a vivência catecumenal, que a Igreja apresenta desde os tempos mais remotos.

Procuremos sintonizar com o projecto de Deus, que neste domingo nos convida a seguir o caminho de escuta e de adesão aos seus projectos, e com obediência total aos planos do Pai.

Senhor nosso Deus, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por NSJC… (Oração Colecta do II Domingo da Quaresma)

Deus vem ao nosso encontro, e fala-nos. E nós devemos estar disponíveis e atentos para o escutar, na pessoa do seu Filho. E assim Ele nos prepara para participarmos da sua glória. Recebamos a graça que nos quer transfigurar, isto é, passar da vida velha à vida nova.

Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O. (Mt. 17, 1-9)

Procuremos, antes de mais, merecer a escolha de Jesus, para entrarmos na sua intimidade. E Ele nos conduz à comunhão com o Pai. 

Para ouvir a sua voz, peçamos ao Espírito Santo que venha em nosso auxílio, e nos ajude a rezar: Jesus, Tu és o meu Senhor! Contigo, quero ser filho. Acolho a tua voz no meu coração!...»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao II Domingo da Quaresma, ano A)


14/02/2026

Ditoso o que anda na lei do Senhor

 «O Deus da esperança que, pela acção do Espírito Santo, nos alegra com a sua paz, esteja convosco!

Com esta saudação, retomamos uma saudação inscrita na nova versão do Missal romano, e que ajuda a aprofundar toda a riqueza que a Eucaristia nos proporciona. A de hoje evidencia o dom da paz, que o Espírito Santo realiza nos nossos corações. Como é bom sentir Deus a agir em nós, numa simples saudação, que nos convida a uma relação pessoal com Deus!

Ao celebrarmos o VI Domingo comum, a Palavra do Senhor convida a tomar atitudes face ao projecto de Deus, para que possa haver vida plena e experiência de salvação. Logo a primeira leitura nos anuncia que o homem é livre de escolher entre a proposta de Deus e a sua auto-suficiência. Na 2ª leitura, o apóstolo Paulo faz uma apresentação do projecto salvador de Deus, preparado para aqueles que O amam. O evangelho convida a assumir a verdadeira atitude, que manifesta essa adesão. Então importa saber o que há de verdadeiramente novo na proposta de Jesus.

"Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por NSJC…" (Oração de colecta do VI Domingo comum)

Muitos cristãos afastam-se da Igreja e da prática dos sacramentos, exactamente por não tomarem atitudes face à proposta da Palavra de Deus. Esquecem-se que o segredo está na renovação do coração, manifestando atitudes que expressem a experiência da novidade que a vivência da Palavra nos traz. Com esta oração, peçamos essa graça ao Senhor.

"A vossa linguagem deve ser: Sim, sim; não, não". (Evangelho: Mt. 5, 17-37)

Os “ditos” de Jesus oferecem à Igreja a novidade por que deve orientar-se, na sua caminhada histórica, para seguir a originalidade de Cristo. Na dinâmica do Reino, a atitude dos discípulos tem de manifestar o fruto da vivência, com um compromisso coerente no estilo de vida e dos valores dessa adesão. Daí, o paralelismo: "foi dito",… "porém, Eu digo-vos".»

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o VI Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

07/02/2026

Ser sal da terra e luz do mundo

«Graça e paz da parte d’Aquele que é, que era e que há-de vir!

Esta é uma saudação bíblica, contida no livro do Apocalipse (Ap. 1, 4b), e que apresento como proposta a que façam também pesquisa na Sagrada Escritura. Tudo isso tem como sugestão um convite a abrir a Bíblia, para se alimentarem da Palavra de Deus. Se não houver esse esforço, a Bíblia continua fechada para muitos, mantendo um desconhecimento da Palavra revelada, em ordem a uma fé esclarecida. Por isso, na passada semana, vos convidei a rezar a Palavra de Deus, a partir da Bíblia.

Vivemos o V Domingo comum, com a liturgia da Palavra a esclarecer como deve ser o compromisso da fé do cristão. O desafio do Reino não nos permite uma atitude instalada e comodista, mas deve levar-nos a viver empenhados com a transformação do mundo, à luz duma vida em plenitude, que Deus promete aos homens, com a vivência do Reino de Deus. É esse o mundo novo que Cristo inaugurou, e oferece a todos os que querem segui-lO. Desde a antiga aliança que Deus se manifesta ao lado daqueles que se comprometem com o Seu plano. Assim o lembra a 1ª leitura. Mas o novo Povo de Deus é chamado a descobrir a realização desse plano, através da cruz de Jesus, como recorda a 1ª Epístola aos Coríntios. Pelo evangelho somos chamados a deixar a mediocridade, para ser sal da terra e luz do mundo, isto é, com manifestação nas boas obras do testemunho baptismal.

"Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa proteção. Por NSJC…" (Oração de coleta do V Domingo comum)

Se Deus nos convida a entrar no Seu plano de amor, pede a nossa inteira confiança, dando-nos a felicidade de sermos membros da Sua família, que Ele assiste com a Sua protecção. Daí, a nossa oração à Sua paternal bondade.

"Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus." (Evangelho: Mt. 5, 13-16)

As boas obras, que devemos manifestar, são a concretização da segunda parte das bem-aventuranças, que acolhemos na semana passada. Por isso, fomos convidados a rezá-las. E agora, convidados a concretizar com obras concretas, para não nos contentarmos com lindas intenções.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o V Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

 
"Por onde passares, deixa sal e luz!

Não estamos cá para fazer só por fazer ou para viver só por viver. 
Também não estamos cá para viver à sombra do tanto-faz. Do é-me igual. Do seja o que for. 
Estamos cá para iluminar, na pele do mundo aquilo de que somos feitos... para salgar na memória dos outros um rasto de esperança e de novidade. De promessa de futuro.
«Vós sois o sal da terra.... Vós sois a luz do mundo». Não se trata de uma exortação de Jesus, "esforçai-vos por vos tornardes luz", mas "sabei que já o sois".
(...)
Não estamos cá para dar nas vistas ou para ser famosos. 
Estamos cá para deixar sal e luz. 
Para gravar o nosso nome nas coisas bem-feitas. 
Por onde passares, deixa sal e luz!"

02/02/2026

Apresentação de Jesus no Templo

«No dia 2 de Fevereiro celebra-se a festa da Apresentação do Senhor, *outrora de N.ª S.ª das Candeias ou de N.ª S.ª da Luz, com muita tradição na religiosidade popular. 

Na celebração, em destaque, apresentam-se as figuras do velho Simeão e de Ana, que esperaram e acolheram o Senhor. Eles nos representam, e por isso nos reunimos ao domingo, pois “O reconheceremos na fração do Pão, enquanto aguardamos a Sua vinda gloriosa”, como rezamos na liturgia deste dia. 

A Eucaristia deste dia termina com uma oração, deixando esta súplica: 

“fortalecidos por estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos a vida eterna”.

 Como é belo viver esta correspondência!»

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para a festa da Apresentação do Senhor, 2 de Fevereiro)

____________
*2 de fevereiro, o Dia de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Apresentação ou Nossa Senhora da Purificação são outros nomes atribuídos à Santa Maria celebrada neste dia,
no dia da Apresentação do Senhor ao Templo, quarenta dias após o seu nascimento. 
Este que foi também o dia da purificação de Nossa Senhora, no cumprimento da Lei de Moisés; apesar de Maria, por ser Imaculada, não necessitar de purificação, ela submeteu-se à Lei por humildade, oferecendo pombas e rolas.

Que Jesus, a Luz que por ela nos vem, ilumine a nossa escuridão!

01/02/2026

Contradições

No Sermão da Montanha (Mt 5, 3-12) Jesus ensina-nos as Bem-aventuranças: 
 * Bem aventurados (felizes) os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 
* Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. 
* Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 
* Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 
* Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 
* Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 
* Bem aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 
* Bem aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 
* Bem aventurados sereis, quando vos insultarem, vos perseguirem, e disserem, falsamente, toda a espécie de mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai porque será grande no Céu a vossa recompensa. 

  A sociedade ocidental deste princípio de século XXI também nos ensina bem-aventuranças: 
 » Felizes os que promovem a guerra e a discórdia, porque fazem fortuna com a desgraça alheia. 
» Felizes os que insultam, caluniam e sobre o nome dos outros lançam lama, porque jamais serão responsabilizados. 
» Felizes os ricos, porque nada lhes falta. 
» Felizes os que roubam, fogem aos impostos e não declaram os seus rendimentos, porque jamais serão punidos. 
» Felizes os maldosos e os mentirosos, porque semeiam a confusão e escapam sempre. 
» Felizes os que comem e bebem em excesso, porque aproveitam a vida. 
» Felizes os que perseguem e maltratam, porque são donos e senhores do mundo. 
» Felizes os que exploram, porque alcançam os seus objectivos. 
» Felizes os agressivos e os brigões, porque a eles ninguém incomoda. 
» Felizes os que possuem um título académico, porque todos os respeitam. 
» Felizes os que são importantes e famosos, porque todos os admiram. 
» Felizes os que matam, porque sabem defender-se. 
» Felizes os que seguem todos estes preceitos de modo exemplar, porque revelam um profundo desrespeito pela vida.

No Evangelho de Lc 6,17.20-26 Jesus continua:
- Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. 
- Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. 
- Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem.


31/01/2026

Convite à vivência das bem-aventuranças

 «A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!

Saúdo-vos de novo, a partir do Missal romano, para irmos aprofundando toda riqueza que nos oferecem as saudações introdutórias, pois a maioria apresenta uma dimensão trinitária. A de hoje, por ser simples, coloca-nos diante do que é mais importante, convidando a aspirar viver a graça de Cristo. Que ela seja abundante e permanente, na nossa vida de fé.

Chegámos ao IV Domingo do Tempo Comum, que convida a viver o projecto do Reino de Deus, para os pobres, os humildes, os que aceitaram despir-se do egoísmo, do orgulho, dos próprios interesses que são verdadeiramente felizes. Mas a Palavra de Deus começa com a denúncia do egoísmo, do orgulho e de auto-suficiência. Depois, S. Paulo critica os que põem a sua esperança nos poderosos e ricos deste mundo, convidando os crentes a encontrar em Cristo crucificado a verdadeira sabedoria, que convida à luz plena. O evangelho apresenta a magna carta do Reino, convidando à vivência das bem-aventuranças.

"Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o nosso coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por NSJC…" 
(Oração de Colecta do IV Domingo comum)

Esta oração aponta-nos para dois polos de referência fundamentais: a relação com Deus, a quem devemos adorar com todo o coração, e com todos os homens, sem acepção de pessoas; por outras palavras, é o convite a nunca separar o amor a Deus e aos irmãos. Só assim teremos um coração disponível para viver as bem-aventuranças do Reino de Deus.

"Alegrai-vos e exultai porque é grande nos céus a vossa recompensa" 
(Evangelho: Mt. 5, 1-12)

Para não rezarmos apenas uma das diversas bem-aventuranças, sugiro que abramos a nossa Bíblia, e voltemos a ler todo o texto, saboreá-lo, para o procurar aplicar à nossa vida. Então sim, rezemos finalmente o versículo que lhes proponho, para que a oração seja feita nessa alegria que nos deve inundar, por assumirmos as bem-aventuranças na nossa vida, isto é, exprimindo toda a felicidade por vivermos a boa notícia do Reino de Deus, a magna carta dos cristãos, com que nos queremos comprometer.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o IV Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

24/01/2026

Domingo da Palavra de Deus

«O terceiro domingo do tempo comum é o "domingo da Palavra de Deus", que o Papa Francisco instituiu, para que façamos o seu estudo e divulgação.

Aqui fica a sugestão de colocarmos a Bíblia, em lugar nobre e de destaque, na nossa casa, para reunir a família à sua volta, como Igreja doméstica, e aí lermos e rezarmos o evangelho do dia. Será um belíssimo sinal de nos sentirmos Igreja, convocada pela Palavra de Deus, e edificada com as "pedras vivas", para formar o templo santo de Deus!
...

A graça, a caridade e a fé, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Nosso Senhor, estejam convosco! 

Continuo a sugerir a variedade e grande riqueza que manifesta a versão do novo Missal romano, em vigor desde a Páscoa do ano passado, ao fornecer muitas opções na saudação inicial. Percebemos com certeza que esta saudação é muito mais profunda, do que um vulgar bom dia, e mais bela do que as demoradas e complicadas inovações que alguns sacerdotes costumam apresentar!

Celebramos III Domingo comum, em que a liturgia da Palavra nos apresenta um convite a participar na grande riqueza da vida e do plano salvador de Deus. É o projecto do Reino, que Jesus Cristo inicia, na sequência da preparação, levada a cabo por João Baptista, que corajosamente vive os seus últimos dias na prisão, mas em que agora o Senhor concretiza e realiza plenamente. Ele é a luz, que brilha para toda a humanidade, na Galileia, e que se expande até aos confins da terra, e a esperança para todos os homens, pois “o Reino de Deus está próximo”, anuncia o evangelho. 
Assim, surgem as primeiras respostas de adesão ao convite de Jesus, que continua a convidar e desafiar os mais audazes, ao longo da história. Disponhamo-nos a usar a mesma linguagem, como nos sugere S. Paulo, na resposta à vocação.

"Deus todo poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de NSJC…" (Oração de colecta do III Domingo comum)

Jamais poderemos atingir a melhor realização da nossa vida, se não for em conformidade com a vontade de Deus. Por isso, não vivamos iludidos, mas procuremos sintonizar com o que de melhor nos pode habitar, para que demos bons frutos duma vida plena e feliz, no seguimento de Jesus Cristo. É o que pedimos a Deus nesta Eucaristia.

"Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens" (Evangelho: Mt. 4, 12-23)

O chamamento de Jesus continua a ser bem claro, e os primeiros discípulos respondem com prontidão, e sem hesitação. Não será que hoje andamos demasiado surdos, distraídos com ilusões, presos a valores precários, e escravizados por propostas sem horizonte? Ponhamos em sintonia o nosso coração e todas as nossas capacidades, com o convite de Jesus: Vinde e segui-Me! Rezemos esta proposta!»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o III Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)


 
«Deus fala. 
Fala hoje. 
Fala-nos. 
As Suas palavras estão guardadas, proclamadas e transmitidas na Bíblia. 
Não como memória morta do passado, mas como vida oferecida, vida que pulsa, interpela e chama.
(...)
Quando abrimos a Sagrada Escritura com fé,
não estamos apenas a ler palavras.
Estamos a escutar Cristo que fala hoje:
à nossa vida concreta,
às nossas feridas e escolhas,
aos nossos medos, às nossas perguntas, aos nossos sonhos.»

19/01/2026

O Cordeiro de Deus

«Paz e Bem!

Hoje acolhemos uma saudação franciscana, que talvez muitos de vós já conheciam. Com ela nos unimos a um grande santo, que motivou o Papa Francisco a adoptar o seu nome, para assumir a continuidade do testemunho deste grande construtor da paz, do amor aos pobres, da fraternidade integral, e que é exemplo para o nosso empenhamento pela transformação do mundo, no respeito pelo ambiente e pela renovação da humanidade. Que S. Francisco seja nosso incentivo a trabalharmos pela paz, pelo amor, e pelo serviço à comunidade.

Estamos a começar novo ciclo no ano litúrgico, com o Tempo Comum, que tem duas fases: até ao início da quaresma e depois do tempo pascal. Com a celebração deste domingo, estamos já no segundo, porque se iniciou com a festa do Baptismo do Senhor. São 34 semanas, ao longo do ano litúrgico, que depois transita para o novo ano, com o Advento. 
 
A celebração deste domingo deixa-nos o convite a seguir o Senhor Jesus, que foi apresentado por João Baptista como “um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim”. É Ele que melhor assume ser servo de Deus, para “luz das nações”, oferecendo a salvação, lembra a 1ª leitura. 
E nós, como recorda S. Paulo, fomos “santificados em Cristo” e “chamados à santidade”. Daí o convite a correspondermos à nossa vocação.

"Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por NSJC…" (Oração de colecta do II Domingo comum) 

Deus é Criador e acompanha com bondade as suas criaturas e atende as nossas preces. É a Ele que devemos pedir o dom da paz, como nos é tão necessária. Cada um de nós deve construir a paz.

João Baptista apresenta Jesus como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Só Ele pode libertar o homem, para ter uma vida plena. Situemo-nos também junto do Senhor, e abramo-nos para a Sua graça, para que o pecado não nos impeça de participar na vida divina. Por isso, também queremos testemunhar:

"Eu vi, e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus" (Evangelho: Jo. 1, 29-34)

Depois de mergulharmos nesta mensagem, tomemos fôlego. 
João Baptista testemunhou. E eu?
Quem é Jesus para mim?

Votos de boa vivência!
Saudações fraternas»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o II Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

«Vivemos num mundo que nos ensina a admirar os fortes, a seguir os vencedores, a confiar em quem domina.
(...)
No entanto, o coração do Evangelho começa com uma imagem que continua a desconcertar:
“Eis o Cordeiro de Deus.”
Não um herói armado. Não um líder dominador. Um cordeiro.
(...)
O cordeiro não ameaça, não agride, não responde com violência. Permanece, suporta, entrega-se. Assim é Jesus.

Também João Baptista teve de reaprender Deus. Pensava conhecê-Lo, preparou o caminho durante toda a vida, mas acaba por reconhecer, com humildade: “Eu não O conhecia.” A fé começa aqui: quando deixamos cair as certezas rígidas e permitimos que Deus nos surpreenda.

A fé não nasce de ideias repetidas, mas de um encontro. João diz: “Eu vi.” Quem vê, testemunha. Quem é tocado, já não fala por ouvir dizer, mas por experiência vivida.»

11/01/2026

Baptismo do Senhor

«Terminado o tempo litúrgico de Natal, prosseguimos com a 1ª parte do Tempo Comum, que se inicia com a festa do Baptismo do Senhor. Vai ser um tempo breve, pois se interrompe quando começar a Quaresma e se retoma depois do Pentecostes.

O Tempo Comum são 33 ou 34 semanas, em que não se celebra um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o mistério de Cristo na sua globalidade, semana após semana, especialmente aos domingos. Quem quer aprofundar, e enriquecer a sua fé nesta beleza da vida cristã, não pode deixar de participar regularmente na Eucaristia dominical, para crescer no amor de Deus, e beneficiar da sua intimidade, e não permanecer à margem do seu plano, com a vida e salvação que Deus nos quer oferecer. Como nos foi anunciado, participemos, pois, na Eucaristia, “em cada domingo, nossa Páscoa semanal”!

Jesus também frequentava regularmente a Casa de Deus, a sinagoga (Cf. Lc 4, 16); foi ao templo, a Jerusalém, em peregrinação com os pais, quando tinha doze anos; e recebeu o baptismo de João, no início da sua vida pública. Por isso, era praticante!...  
Recebendo um baptismo de arrependimento dos pecados, Jesus, que não conheceu o pecado na sua vida, recebeu esse baptismo para ser solidário connosco, e tomar sobre Si os nossos pecados.


Como escutamos no evangelho deste domingo, João Baptista explica a diferença entre o seu baptismo, com água, e o que Jesus vai trazer, “com o Espírito Santo e com o fogo”.

 “Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”  ( do Evangelho: Lc. 3, 15-16.21-22)

"Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, que renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor."   (Oração de Colecta da festa do Baptismo do Senhor)


Com o baptismo de Cristo, assumimos ter renascido como filhos de Deus, pelo nosso baptismo, e pedimos para permanecer sempre na graça do seu amor! Que bênção tão rica!

Na nossa oração desta semana, façamos a experiência de ser filhos de Deus, pelo baptismo, e, como herdeiros do céu, rezemos com Jesus: Abba, Pater!»
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Festa do Baptismo do Senhor)
Abba Pater! Abba Pater!
Abba Pater! Abba Pater! 
(x2)


04/01/2026

A manifestação de Jesus a todos os povos


«A paz e o amor de Deus Pai, que se manifestaram em Cristo, nascido para nossa salvação, estejam convosco!
 

É esta a saudação proposta no novo Missal romano, para o tempo de Natal, que agora termina. Por isso, é com ela que queremos saudar-vos, uma vez que iremos avançar para novo tempo litúrgico. Que bela expressão da ternura de Deus, que nos ama, e assim nos dá Jesus, para nos salvar. Mas tudo isto acontece, se fazemos a experiência, e não ficamos à margem. 

Neste domingo celebramos a Epifania, isto é, a manifestação de Jesus a todos os povos. É também designada popularmente como festa dos reis ou dos magos. Simbolizada pela luz que os magos seguem, centra-se em Cristo, que é luz do mundo, pois vem iluminar todos os homens. 
Que não fiquemos instalados, e saibamos sair da nossa zona de conforto, assim é a mensagem que os magos nos deixam ficar. 
Que por isso os personagens desta celebração da Epifania nos ajudem a perceber como temos que aprofundar mais a relação com Cristo, para que nos ilumine e experimentemos a salvação que nos oferece.

"Senhor Deus omnipotente, que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito aos gentios guiados por uma estrela, a nós que já vos conhecemos pela fé, levai-nos a contemplar face a face a vossa glória. Por NSJC…" 
(Oração de colecta do domingo da Epifania do Senhor)

Para pedirmos a graça própria desta Epifania, que esta oração manifesta, quero chamar a atenção para a frase intercalar – a nós que já vos conhecemos pela fé – para que supliquemos com verdade este dom, pois se já conhecemos o Senhor pela fé, ela nos deve levar a uma prática constante e regular dos sacramentos, da vivência cristã e comunitária.  
 
"Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra". (Evangelho: Mt. 2, 1-12)

Qual é o presente que vou oferecer a Jesus? Em Espanha, é neste dia que se faz a oferta de presentes. E o presente deve sair do meu coração, com verdade. Vou rezar esta Palavra, e vou dizer a Jesus qual é o presente que Lhe ofereço, com autenticidade. Além disso, nada Lhe dou que Ele antes não me tenha já dado. Assim, quero oferecer-me e dar-me, sem reservas!

A 1ª leitura da Eucaristia de hoje, no início, deixa um convite: Levanta-te… A carta aos Efésios lembra que os pagãos beneficiam da mesma graça que foi oferecida aos judeus. Para beneficiar outros, que comigo convivem, serei capaz de lhes dizer quem é Jesus para mim?! Os magos precisaram de perguntar a Herodes, que não soube informá-los! E eu, serei capaz de dizer com coragem o sentido que Cristo dá à minha vida? Hoje é também o dia da Infância Missionária. Por isso, além de abrir o coração a Jesus, em oração, também o quero transmitir aos outros. Ele é, ou não, o meu maior amigo?!
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a solenidade da Epifania)

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