quarta-feira, janeiro 02, 2008

Na margem


(Pintura de Karl Albert Buehr)

Sento-me na margem
E ouço os ruídos do mar
É fria a aragem!
Encolho-me
Prefiro recolher-me
À minha insignificância
E nem sequer ousar
Desvendar
Os segredos das ondas
Sou ave pequenina
Perante uma vastidão
De desconhecido
Gosto de me saber humilde
Com a certeza de que a humildade
Nunca fez mal a ninguém!
E o mar
Torna-se revolto
Agita-se
Arroga-se um deus
Deixá-lo!...
Bem pode crescer
Depois recuar
Não vou na onda
Nunca aprendi a surfar
E sei bem que é a lua
Que influencia as marés
Por isso fico na margem
Com o sol a doirar nos pés!

7 comentários:

  1. Anónimo15:29

    Ave pequenina com alma de poeta,
    que não vai na onda nem se assusta à toa,
    gosto de ti assim
    ao sol... esperando a lua!

    (desculpa, deu-me para isto... )

    Beijo.

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  2. belos momentos poéticos que se vivem por aqui.

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  3. tão bonito o teu poema...
    também de ficar na margem
    mas gosto tanto de entrar no mar e senti-lo, conversar com ele, cheirá-lo...
    um bom ano para ti
    e um beijinho

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  4. ... mas, aqui e ali, por vezes, e ocasionalmente, posso ousar aventurar-me na onda... experimentar a sensação de desafiar os elementos e sentir a maresia.

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  5. Sempre que brilha o sol, naquela praia.
    Sinto um grande desejo dentro de mim.
    Beijar o teu rosto com sabor a humildade.
    Gesto simples e saudável para qualquer idade.

    BEIJINHOS

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  6. De esos embates aprendemos...no siempre vamos por aguas mansas y de todas sacamos una experiencia.

    Besos.

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  7. A lua tem influencias em nos de tantas mabeiras
    Ate na escrita
    Gostei

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«As palavras de amizade e conforto podem ser curtas e sucintas, mas o seu eco é infindável.»
(Sta Madre Teresa de Calcutá)
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