Meu querido… (sim, porque a verdade é que te quero),
Quero-te: com sabor de paixão, mas mais, muito mais do que só com o coração. Quero querer-te. Nas horas boas. Nas horas que o não são. Querer é o gérmen que me prende a ti.
Saber-me presa a ti pelo meu querer-te e crer-te preso a mim pelo teu querer-me é fazer a dois uma viagem inteira pelo mundo sem hesitações, ainda que a saibamos não isenta de invernos e de verões, de apeadeiros e de muitas cores de que se possam escrever todas e quaisquer estações. Sabes, gosto-te! Mesmo quando me sabes a sal. E o meu gostar é tanto, tanto, que dou por mim, quantas vezes, a saborear-te quando ausente, ébria dos vapores do teu mel quente. E desejo-te. Contra ventanias e marés e tempestades. Em mares revoltos ou lagos tranquilos; em pradarias verdes ou desertos áridos, mas com a poesia de oásis refrescantes. Encanto-me apaixonada muitas vezes e sempre por ti.
E hoje, deu-me para escrever-te esta carta ridícula, como acho que o são todas as cartas que se escrevam ao passar vinte e nove anos de casamento. E corei.
Um beijo dos que gostas.
Quero-te: com sabor de paixão, mas mais, muito mais do que só com o coração. Quero querer-te. Nas horas boas. Nas horas que o não são. Querer é o gérmen que me prende a ti.
Saber-me presa a ti pelo meu querer-te e crer-te preso a mim pelo teu querer-me é fazer a dois uma viagem inteira pelo mundo sem hesitações, ainda que a saibamos não isenta de invernos e de verões, de apeadeiros e de muitas cores de que se possam escrever todas e quaisquer estações. Sabes, gosto-te! Mesmo quando me sabes a sal. E o meu gostar é tanto, tanto, que dou por mim, quantas vezes, a saborear-te quando ausente, ébria dos vapores do teu mel quente. E desejo-te. Contra ventanias e marés e tempestades. Em mares revoltos ou lagos tranquilos; em pradarias verdes ou desertos áridos, mas com a poesia de oásis refrescantes. Encanto-me apaixonada muitas vezes e sempre por ti.
E hoje, deu-me para escrever-te esta carta ridícula, como acho que o são todas as cartas que se escrevam ao passar vinte e nove anos de casamento. E corei.
Um beijo dos que gostas.
M. Fa. R.



