segunda-feira, junho 30, 2008

Porque choro eu?!

Não sei bem porquê nem como me envolvo, por vezes, de tal maneira no que leio, que sinto tudo tão real!
Há palavras, situações, lugares, personagens... que sinto meus, dos quais não consigo distanciar-me, por muito que tente.
E quando um livro me começa a cativar posso encantar-me de tal modo, que não descanso enquanto não chegar ao fim.

O Monte Cinco, de Paulo Coelho, teve o poder de me levar às lágrimas. Lágrimas soluçadas, mesmo! Tanto, que no dia seguinte acordei de olhos inchados!

Lições de vida.

«(...) separou os humanos em dois grupos. Os que se alegravam e os que reclamavam do que faziam»

«Quem não faz uma escolha, morre aos olhos do Senhor, embora ainda continue a respirar e a caminhar pelas ruas.»

«Afinal, [Deus] dera aos seus filhos o maior de todos os dons: a capacidade de escolher e de decidir os seus actos.»

«O inevitável acontece sempre.»

«O trabalho manifesta a presença de Deus

«A Ti, Senhor, eu gostaria de regressar neste instante.
Quero louvar-Te com a força da minha vontade, e não com a cobardia de quem não soube escolher um caminho diferente.»

«Cada pessoa será responsável diante dEle, por tudo o que escrever.»

(In: Paulo Coelho, O Monte Cinco)

quinta-feira, junho 26, 2008

Só o amor edifica

Ainda que possa percorrer o mundo inteiro
e aprender a falar muitas línguas na perfeição;

Ainda que possua o dom da palavra e domine todos os assuntos
e consiga desvendar muitos mistérios;
ainda que consiga possuir o segredo da eternidade,

Se não tiver amor, o amor que confia;
se não tiver amor, o amor que é paciente;
Se não tiver o amor, de nada me aproveita.

Ainda que cumpra escrupulosamente a lei e seus ensinamentos
e todos os mandamentos à letra;

Ainda que a minha fé seja capaz de pregar às areias do deserto
ou plantar árvores no meio do oceano,

Se não tiver amor, o amor e as suas feridas;
se não tiver amor, o amor que transfigura;
Se não tiver o amor, nada serei.

Ainda que partilhe todo o meu tempo e até toda a minha vida
e entregue tudo segundo o meu desejo...

Ainda que creia num amanhã sempre possível em qualquer lugar;

Ainda que, sem perder tempo,
rume para um mundo melhor,

Se não tiver amor, o amor e a sua justiça;
se não tiver amor, o amor que é serviço;
Se não tiver o amor, não serei nada!

(Adaptado de 1Cor. 13, 1-13, segundo ideia em O desafio de Viver, SNEC)

segunda-feira, junho 16, 2008

Entre o céu e a terra

Quando o céu e a terra
se tocam
e me desenham

Quando o céu e a terra
sussurram
e me falam

Quando o céu e a terra
se acariciam
e me afagam

Quando o céu e a terra
se beijam
e escrevem em mim

Quando o céu e a terra
apenas se olham
mas me iluminam

Então percebo
que eu própria sou
um pedacinho
de céu e de terra
perdido
entre muitos outros pedacinhos
aos quais tenho que
tocar
sussurrar
acariciar
beijar
olhar

Para que todos juntos
de mãos entrelaças
Possamos participar
de um novo céu
e de uma nova terra!

sexta-feira, junho 13, 2008

Ser sal

"Vós sois o sal da terra!
Ora, se o sal perder o seu sabor, como se há-de salgar?
Já não presta para nada, senão para se deitar fora e ser pisado por quem passa.
Vós sois a luz do mundo: uma cidade situada no alto de um monte não se pode esconder. Nem se acende uma candeia para se colocar debaixo dum alqueire, mas sim, num lugar alto em que alumie bem a todos os que estiverem em casa.
Do mesmo modo, façam brilhar a vossa luz diante de todos, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai, que está nos Céus."
(Mt. 5, 13-16)

É preciso ser sal da terra e luz do mundo...

Sei que tenho que fazer a diferença.
Agora, mais do que nunca, eu não posso parar!



Um ciclo se completou...
Uma nova etapa começa.


Um sonho se concretizou.
Glória ao Senhor!

sexta-feira, junho 06, 2008

Intervalo


(Faço um Intervalo aqui... Para ir ali atrás da imagem)


(Per7ume - Intervalo)

domingo, junho 01, 2008

Às minhas "crianças"... no dia da criança

(Polo Norte - Asa livre)


Como um pássaro que vai
Quando uma porta se abre
Não olhes para trás e vai depressa

Como a noite quando cai
Abraçando a cidade
Deixa simplesmente que aconteça

Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também
Abre as asas, eu fico bem

(...)

E que a despedida
Seja só o recomeço
Livre asa solta
Voa alto, eu não te esqueço

Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também
Abre as asas, eu fico bem

Abre as asas e vai
abre as asas eu fico bem
abre as asas

Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também
Abre as asas
que eu fico bem!

(Na vida tudo se transforma... até a própria vida!)

quarta-feira, maio 28, 2008

Nós... esses ouriços!?!

"No Verão, uma família de ouriços-cacheiros instalou-se na floresta. Fazia muito calor e durante todo o dia abrigavam-se sob as árvores. Brincavam às escondidas entre as flores, apanhavam moscas para se alimentarem e, de noite, dormiam no musgo fofo.

Um dia, viram cair algumas folhas: tinha chegado o Outono. Brincaram, correndo atrás das folhas que caíam em maior número. E, como as noites eram cada vez mais frias, começaram a dormir sobre as folhas mortas.

O frio começou a aumentar. A neve já cobria as folhas e o rio tinha gelado. Os ouriços tiritavam todo o santo dia e, de noite, não pregavam olho.

Decidiram então apertar-se uns contra os outros para ficarem mais quentinhos, mas fugiram pelos quatro cantos da floresta. Porquê? Porque se feriram uns aos outros com os picos que possuíam. Timidamente, aproximaram-se outra vez, mas picaram-se de novo no nariz e nas patas.

De cada vez que tentavam reunir-se sucedia o mesmo, mas era preciso que se unissem, como todos os animais, para ficarem quentinhos. Tinham que arranjar uma forma de se aproximarem. E tentaram; muito suavemente, pouco a pouco, os ouriços foram-se aproximando uns dos outros, baixaram os seus picos e, com muita precaução, encontraram finalmente o ponto exacto de encosto.

Podiam agora juntos enfrentar o vento gelado ou mesmo a fria neve, que já não lhes fariam mal algum. Já dormiriam agora muito bem, porque o calor não voltaria a faltar!"

(Jacinto Jardim, O Método de Animação)

domingo, maio 25, 2008

"Meme"/Biografia em seis palavras


Amor como Caminho.
Deus como Meta!

[Eu, em seis palavras]


Este é o desafio que a Maria me convidou a valsar e que passo a quem se sentir tentado.
Só custa um bocadito a compactar em seis palavritas, mas é interessante a reflexão.

A propósito deixo aqui algumas frases que me tocaram no Evangelho de hoje e que vêm ao encontro da minha maneira de estar na vida.

"Ninguém pode servir a dois senhores, pois ou há-de aborrecer a um e amar o outro, ou há-de unir-se a um e desprezar o outro: não podeis servir a Deus e às riquezas.

Por isso vos digo: não andeis inquietos com vossa vida, pelo que haveis de comer ou beber, nem com vosso corpo, pelo que haveis de vestir: não é a vida mais que o alimento e o corpo mais que a roupa?

Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis muito mais que elas?
Considerai como crescem os lírios do campo. Não trabalham nem fiam. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como eles."

(Do Evangelho de hoje - Mt 6,26-30)

Isto não quer dizer que não tenhamos que fazer pela vida...

não devemos é andar assoberbados com os bens materias, que nos podem levar por caminhos erráticos e de escravidão desses mesmos bens, traduzidos, tantas vezes, em atitudes de completo desprezo pelo nosso semelhante, ao ponto de fazer valer tudo para que o nosso apetite seja satisfeito!

quarta-feira, maio 21, 2008

12 Palavras

Sei que tens o vento por CONSELHEIRO.
Mas vês a MORTE como EXPONENTE maior.
Imaginas uma SILHUETA fantasma, que se vem interpor entre o teu ontem e o teu amanhã.
Tenho PENA dessa VULNERABILIDADE, que vai sendo uma OBSTRUÇÃO àquilo que te deveria preencher totalmente.
No entanto, algo te diz que ainda estás muito a tempo de AFASTAR todo esse ORVALHO que te salpica, de modo a percorrer, sem freio, toda a imensa TAPEÇARIA que tens pela frente.
Faz isso!
É o vento que te sussurra que ainda agora é MANHÃ e que o sol mal começou a ensaiar os seus primeiros passos de CRIANÇA.
Não fujas de o escutar mais uma vez!

XVII texto do 3.º Jogo das 12 Palavras

domingo, maio 18, 2008

Momentos únicos

Em Dia da Igreja Diocesana, no Domingo da Santíssima Trindade.

Na mesma Família
Com o mesmo Pai



"O mesmo Pai
A mesma família
Trazemos cá dentro
No peito a vibrar
E se esquecermos
Esta maravilha
Teu amor
Nos faça lembrar"




Uma oportunidade de experienciar e contemplar Deus-amor, que é família, comunidade, e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

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