quinta-feira

É Natal - Tempo de Luz

6.º Dia do Tempo de Natal

«Jesus encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e se fez homem». (Do Credo)


«As trevas passam e já brilha a luz verdadeira. Aquele que diz estar na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas. Quem ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar. Mas o que odeia o seu irmão está nas trevas, caminha nas trevas, e não sabe aonde vai, porque as trevas ofuscaram os seus olhos.» (1 Jo. 8-11)


É tempo de Natal, tempo de Amor e de Paz.
É tempo de cultivar a Tolerância, o Perdão.
É tempo de dar a mão, amor, atenção, paz e perdão a todos os que estão à nossa volta.
É tempo de transformar o nosso coração em presépio, para Jesus nele nascer.
É tempo de nos abrirmos à Luz, de corresponder ao Amor.
Porque Deus nos amou primeiro e "amor com amor se paga": e «Aquilo que fizerdes ao mais pequeno dos Meus irmãos, a Mim o fazeis» (Mt 25, 40).


«Ó Deus invisível e todo-poderoso, que dissipastes as trevas do mundo com a vinda da vossa luz, volvei para nós o vosso olhar, a fim de que proclamemos dignamente a maravilhosa natividade do vosso Filho Unigénito. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.» (Da liturgia diária)


Amanhã seguiremos nesta Caminhada de Natal com a Felipa


Para todos, boa continuação das Festas Natalícias.

Um Novo Ano de Luz e harmonia!

sábado

Jesus é A Luz

«A Luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a admitiram.» (Jo. 1,5)


Conta-se que no ano 274 d.C. o imperador Lúcio Domicílio Aureliano implementou, a 25 de Dezembro, as festividades pagãs ao deus sol - o astro-rei. Era o "dies Natalis Solis Invicti". Tal terá gerado a contestação dos cristãos da época que viriam a proclamar, neste dia, JESUS CRISTO, nascido em Belém, como o "Novo e verdadeiro Sol", a única Luz que veio iluminar a humanidade.

Porque não é no sol, nem em quaisquer outras luzes, por mais brilhantes e sedutoras (de lâmpadas eléctricas multicolores a tremeluzir, de velas naturais e ou aromatizadas... e outras... e outras...) que está a visão, o odor, o sabor, o tacto, o eco do Natal.

Todos os nossos sentidos devem estar voltados para a verdadeira essência do Natal - JESUS - a verdadeira Luz.

Para todos um Feliz Natal pleno dA Luz!


ADENDA:

25 de Dezembro é mesmo a verdadeira data em que Jesus nasceu.


sexta-feira

Linda Noite de Natal!



Linda noite de Natal
Noite de grande alegria
Caminhava S. José
Mais a sagrada Maria

Linda noite, linda noite
Linda noite de Natal

Caminhavam p’ra Belém
Para lá chegar de dia
Mas quando eles lá chegaram
Já toda a gente dormia

Linda noite, linda noite
Linda noite de Natal

Bateram a muitas portas
Mas ninguém lhes acudia
Foram dar a uma choupana
Onde o boi bento dormia

Linda noite, linda noite
Linda noite de Natal



Hoje ando a Chá de Perpétuas Roxas, se não!...

- se não?!...

- se não: logo à noite não canto!


Um santo Natal, com Jesus, para todos!

terça-feira

Emanuel - Deus connosco

10.º Dia de Caminhada no Advento




"O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que habitavam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz." (Is. 9, 2)

Através das profecias, a figura do Messias vai-se perfilando com maior transparência: "Brotará uma vara do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes" (Is. 11, 1).
Uma vara e um rebento saídos da raiz de Jessé, pai de David, de quem proveio Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo (cf. Mt. 1, 16).
Podemos dizer, assim, que Maria Santíssima é a vara e Cristo o rebento, porque da Virgem humilde de Nazaré, desposada com José, descendente de David, nasce o Messias - o Emanuel: Deus connosco (cf. Mt. 1, 23).

O Messias é-nos apresentado por Isaías repleto do Espírito Santo, enriquecido com os Seus dons e enviado para julgar os pobres com justiça (cf. Is. 11, 2 - 4), para levantar o ânimo dos humildes e oprimidos que encontrarão um lugar privilegiado na sua missão salvífica.
Também, na alegoria da convivência pacífica entre os animais, inimigos por instinto, o profeta fala da paz que o Messias trará ao mundo, ensinando os homens a vencer as paixões que os fazem ferozes uns contra os outros e a amarem-se como verdadeiros irmãos (cf. Is. 11, 6 - 9).
Então o rebento da raiz de Jessé, posto por estandarte dos povos, será procurado pelas nações e será gloriosa a sua morada (cf. Is. 11, 10).

Aprendemos muito com os retratos de Jesus no Antigo Testamento. O livro de Isaías em especial apresenta quadros de Cristo como sendo o Servo (cf. Is. 42; 49; 50; 52; 53; 61).
Na advertência de Isaías no capítulo 42, 1-4, e citada em Mateus 12, 18-21, dá bem para entender correctamente a natureza de Jesus Cristo: "Eis o Meu servo, que eu amparo, o Meu eleito, no qual a Minha alma se deleita; fiz repousar sobre Ele o Meu Espírito, e Ele anunciará a verdadeira justiça às nações. Não gritará nem clamará, nem levantará a voz nas ruas. Não quebrará a cana já fendida, nem apagará a mecha que ainda fumega. Com fidelidade anunciará a justiça. Não desanimará nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a verdadeira justiça sobre a terra" (Is. 42, 1-4).

Isaías foi um dos profetas que melhor soube compreender as esperanças dos pobres e as suas reivindicações sociais, concretizando estas esperanças na expectativa de um mundo proveniente de Deus.

João Baptista aparece com uma pregação que é convite à conversão, como condição essencial a acolher a salvação que vai chegar:
"Pregava assim: «Depois de mim, vai chegar outro que é mais poderoso do que eu, diante do Qual não sou digno de me prostrar para lhe desatar as correias das sandálias. Eu vos baptizarei com água, mas Ele baptizar-vos-á no Espirito Santo»". (Mc. 1, 7 - 8) (cf. Lc. 3, 16)

São três as figuras principais do Tempo do Advento - o profeta Isaías, João Baptista e Maria - que nos apresentam o Messias.
Mas, Maria é, das três, a figura mais central, aquela que se entregou, plenamente, à vontade do Senhor e esperou, na alegria a Sua vinda ao mundo. A alegre espera pelo Senhor está no ventre de Maria. E a Igreja, vivendo com ela a sua gravidez, gera vida na comunidade.

Jesus é o Emanuel, Deus connosco.
Ele já veio, no tempo do Imperador César Augusto. É Aquele que os profetas anunciaram ao povo como Messias;
Ele vem, no presente, de modo especial nos Sacramentos, na Palavra, na assembleia cristã e no testemunho dos baptizados. É presença misteriosa, viva, actuante na Sua Igreja, intervindo e penetrando, através dela, na história dos homens e no mundo;
Ele virá, no fim dos tempos, gloriosamente. Aí conheceremos, plenamente, o Seu amor e o esplendor do nosso destino.

O Advento, que não significa espera, como se poderia supor, é a tradução da palavra grega parusia, que significa presença, vinda, chegada; e também aniversário de uma vinda, de uma chegada. Quer dizer que é presença começada e assume, então, o valor de espera e de preparação. O Advento prepara a vinda do Senhor.

O facto de o Advento significar presença de Deus já começada, mas só começada, implica que o cristão não olhe apenas o que já foi e o que aconteceu, mas também que espere e se prepare para o que está por vir.
A presença de Deus, que somente começou, será um dia presença total.


"Eis que uma Virgem conceberá
E dará à luz um filho
Chamado Emanuel

Estou a ouvir o que diz o Senhor
Deus anuncia a paz

A sua salvação está perto dos que o temem
E a sua glória habitará na nossa terra"


Textos de Apoio:
Bíblia Sagrada;
Vários apontamentos e pesquisas.
Amanhã seguiremos nesta Caminhada de Advento com a Felipa

sábado

Maria Mediadora das Almas

Novembro - mês das Almas do Purgatório - 27.º Dia


“Avé, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc. 1, 28).

“Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc. 1, 38). A partir desse momento do Fiat, Nossa Senhora passou a ser a cooperadora directa na obra da redenção, ao conceber o Salvador, sendo, ao mesmo tempo, a principal mediadora - a ponte - entre Jesus Cristo e os homens. Por meio dela, Cristo pode vir ao mundo. Por meio dela, a salvação pode chegar a cada um de nós.

Ela é, assim, a bissectriz que leva a Jesus. Está aí o sentido da mediação de Maria: levar as almas para Cristo - os membros da Igreja Militante e os membros da Igreja Padecente.


Ela é a porta do céu, a porta da vida eterna, o portão celeste pelos quais passamos do exílio para o céu, as portas abertas do paraíso.

Porque Ela é a Mãe do Nosso Salvador, a Rainha do Céu e da Terra. Então voltamo-nos para Ela, a Santa Mãe de Deus, a quem invocamos sob muitos nomes, e humildemente lhe imploramos para aliviar e libertar as almas que suspiram na prisão do Purgatório.

Oração a Nossa Senhora de Montligeon
pelas almas abandonadas do Purgatório:

Nossa Senhora de Montligeon,
tende piedade das santas almas retidas por certo tempo longe de vós no fogo purificador, quebrai as suas cadeias e livrai-as do abismo onde gemem, aspirando à pátria e suspirando pelo momento feliz da união definitiva com Deus que os seus corações desejam ardentemente.
Tende pena sobretudo das almas mais abandonadas. Por elas vos rogamos especialmente.
Ó Mãe de bondade, dignai-vos aceitar as nossas súplicas e atendê-las. Nós vo-lo suplicamos, Maria, reuni-nos todos no céu, junto a Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso adorável Filho, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos.
Amén.

terça-feira

O Purgatório na Escatologia Cristã

Novembro - mês das Almas do Purgatório - 16.º Dia

"Está determinado que os homens morram uma só vez, depois do que vem o juízo" (Hb. 9, 27).

O primeiro evento escatológico será a morte. A crença na vida após a morte do corpo, de acordo com a teologia cristã, inclui a crença num estágio intermediário entre a morte e a ressurreição. A alma, imaterial, experimenta um juízo particular depois da morte enquanto separada do corpo.

"Escatologia cristã é o estudo do fim das coisas, tanto o fim de uma vida individual, ao final da época, ou o fim do mundo. A palavra "escatologia" é derivada de duas palavras gregas que significam: "passado" e "estudo". Em termos gerais, é o estudo do destino do homem como é revelado na Bíblia, fonte primária de todos os estudos sobre escatologia cristã.
A escatologia é concentrada em explicar a vida após a morte, começando com a morte até ao julgamento pessoal que segue a morte do indivíduo, e seguido pelo destino do céu ou do inferno. (Na teologia católica, o céu às vezes é precedido por um purgatório)." - (Fonte: wikipedia)

Mas a escatologia não é o que acontecerá só depois da morte, a escatologia iniciou-se com a Morte e Ressurreição de Cristo:
«Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também devemos crer que Deus levará, por Jesus, e com Jesus os que morrem n'Ele.» (I Tes. 4,14)
Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo». (1 Cor. 15, 22)

Assim, a escatologia cristã prende-se ao que afirmamos no Credo: «Creio na ressurreição da carne»; e depois, «Creio na remissão dos pecados e na vida eterna».

"Deus não condena ninguém: oferece a todos, na liberdade, a salvação pela qual Cristo morreu e ressuscitou. Deus faz tudo pelo homem, menos tirar-lhe a liberdade, porque seria desfazê-lo. É cada um que se abre, no tempo, à salvação ou condenação eternas, conforme o estilo de vida adoptado na terra.
Com a morte acaba o tempo e a possibilidade de mudança ou conversão, entrando-se na eternidade.
Com a morte fica, portanto, definitivamente marcada a sorte que cada um escolheu no tempo: a vida eterna em Deus e com Deus (céu) ou a vida eterna à margem de Deus (inferno). Nesse sentido, nada poderemos fazer para alterar o destino dos mortos. Nem o próprio Deus pode libertar os mortos da condenação que livremente escolheram em vida." (Fonte: Veiga, Américo. Como ser Cristão?. Editorial Perpétuo Socorro)

Mas a Igreja Católica crê num estado espiritual, conhecido como Purgatório, onde as almas que não merecem o inferno, mas não estão completamente prontas para o céu, passam por um processo final de purificação.
A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório sobretudo nos Concílios de Florença e de Trento.
Fazendo referência a certos textos da Escritura, a tradição da Igreja fala do Purgatório como sendo um fogo purificador - uma «Chama Viva de Amor», como diz S. João da Cruz. Uma Chama Viva de Amor de Deus, que purifica as almas em ordem a levá-las ao seu encontro com Ele no Céu “onde não entrará nada de impuro” (Ap. 21,27). Ali gozarão para sempre de perfeita felicidade na glória celeste. Primeiro, só a alma. E depois da ressurreição da carne, unida ao próprio corpo.

Temos que admitir, portanto, a existência desse lugar de purificação que Deus, na Sua Sabedoria e Bondade infinitas, criou para conciliar as exigências da Sua Justiça Divina com as do Seu Amor misericordioso.


Podemos e devemos, pois, fazer orações e oferecer sacrifícios por todas as almas em geral, porque não sabemos quais estejam realmente a necessitar, e em condições de receber o mérito dessas nossas orações e sacrifícios oferecidos a Deus por elas. Estas orações e sacrifícios nunca ficarão sem efeito, sobretudo as Santas Missas que fizermos celebrar por elas, pois Deus fará a sua aplicação às almas que mais precisadas estiverem.

«Deus Pai todo-poderoso, que nos fortalecestes e assinalastes com o mistério da cruz e da ressurreição do Vosso Filho, concedei benignamente que os vossos servos libertos desta vida mortal, sejam associados ao convívio dos Vossos santos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito santo. Amen.» (Do Ritual das Exéquias)

sexta-feira

Creio na Comunhão dos Santos

Novembro - mês das Almas do Purgatório - 5.º Dia

"Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, constituem um só corpo, assim também Cristo.
Foi num só Espírito que todos fomos baptizados, a fim de formarmos um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e todos temos bebido de um só Espírito. Porque o corpo não consta de um só membro mas de muitos.
[...] Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele. Vós sois o corpo de Cristo e Seus membros, cada um na parte que lhe toca." (cf:1Cor. 12, 12-27)

“Assim nós, que somos muitos, constituímos um só corpo com Cristo, sendo individualmente membros uns dos outros” (Rm 12,5).
Somos comunhão.

Comunhão, na sua origem latina communio formou-se de cum, que significa "com" ou "em comum", e munio, proveniente do termo munus que, por sua vez, significa "cargo", "função", "ofício".
Portanto, na origem "comunhão" significava a realização em comum de um cargo ou função, a participação comum (comum união) na mesma tarefa, no mesmo trabalho.
É assim que se forma a unidade: esta nasce do contributo complementar de várias pessoas para o mesmo fim.

A Igreja é communio sanctorum, comunhão dos santos, ou seja, comunidade de todos os que receberam a graça regeneradora do Espírito, pela qual são filhos de Deus, unidos a Cristo e chamados santos.

Quando falamos da Comunhão dos Santos, não nos referimos simplesmente à ligação (comunhão = comum união) de um cristão com outro na Terra.
A realidade da “Comunhão dos Santos” é mais ampla:
abarca a Igreja Militante (que somos nós que ainda peregrinamos pela Terra);
a Igreja Padecente (as almas que se encontram em purificação no Purgatório);
e a Igreja Triunfante (os santos que já se encontram junto de Deus no Céu).

Portanto, as almas que deixaram a terra e estão destinadas ao céu, mas que têm ainda de se submeter à purificação no Purgatório antes que possam atingir a sua meta, também são santas e estão em comunhão com o resto da Igreja.

Assim, a comunhão significa, fundamentalmente, um laço espiritual entre todos os cristãos em particular e entre todos os homens em geral, pela qual as orações e sacrifícios de uns lucram misteriosamente para todos aqueles para quem eles são dirigidos.

Daí que seja "um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam livres dos seus pecados." (cf: 2 Mac. 12,46)


«Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso entre os esplendores da luz perpétua; que descansem em paz. Ámen.»


De modo semelhante ao do mês de Outubro, dedicado ao Rosário, continuamos em Caminhada conjunta no mês de Novembro que é dedicado à oração pelas Almas do Purgatório.
Por ordem, sucessivamente durante todo o mês, somos:

1. Teresa
2.
Gisele
3.
Felipa
4.
Canela
5.
Fa menor
6. Mer
7.
Ailime
8.
Utilia
9.
Dulce
10. Maria Luiza
11. Folhas de silêncio
12.
Malu

sábado

O Rosário e a Meditação da Palavra de Deus

30.º Dia do Mês do Rosário


Em nome do Pai
e do Filho
e do Espírito Santo. Ámen.

«Deus, vinde em nosso auxílio. Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.»


Na recta final desta caminhada, depois de já muito ter sido reflectido, meditado, rezado, partilho em jeito de síntese:

O Rosário é uma forma de oração muito antiga, usada pelos cristãos dos primeiros tempos.
Desde os monges do oriente, até aos beneditinos e agostinianos, era costume contar as preces com pedrinhas. À sombra dos mosteiros surgiu o Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os 150 salmos, os leigos, que na sua maioria não sabiam ler, começaram a rezar 150 Pai-nossos. Com o passar do tempo, formaram-se outros três saltérios com 150 Avé-Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.
Aos poucos a devoção foi evoluindo e fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Avé-Marias em 15 dezenas e colocando um Pai-nosso no início de cada uma delas.
A tradição diz que foi assim revelado numa aparição de Nossa Senhora a S. Domingos de Gusmão, no início do século XIII, como uma arma da fé contra todos os inimigos do cristianismo e para a conversão pecadores.
No século XV incluíram-se as meditações dos mistérios; recentemente foi acrescentada por João Paulo II mais uma meditação, a dos Mistérios da Luz.




«No Rosário, contemplamos Cristo com Maria. É oração marcadamente contemplativa. Aprendemos Cristo de Maria. Configuramo-nos a Cristo com Maria. Suplicamos a Cristo com Maria. Nunciamos Cristo com Maria. Pois os Mistérios de Cristo são os Mistérios da Mãe:

MISTÉRIOS DA ALEGRIA: 1. Anunciação do Arcanjo a Nossa Senhora; 2. A visita a sua prima Isabel; 3. O nascimento de Jesus em Belém; 4. Apresentação do Menino Jesus no Templo; 5. Encontro de Jesus no templo entre os doutores da Lei.
São Mistérios da Mãe com Jesus.

MISTÉRIOS DA LUZ: 1. Batismo de Jesus no Rio Jordão; 2. Nas Bodas de Caná, Jesus transforma a água em vinho; 3. Anúncio do Reino de Deus e convite à conversão; 4. A transfiguração de Jesus no Monte Tabor; 5. A Insituição da Eucaristia.
Sempre a Mãe acompanhando.

MISTÉRIOS DA DOR: 1. A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras; 2. A flagelação de Jesus; 3. A coroação de espinhos; 4. A subida ao Calvário; 5. A morte de Jesus, com Maria aos pés da Cruz.

MISTÉRIOS DA GLÓRIA: 1. A Ressurreição; 2. A Ascensão ao Céu; 3. A vinda do Espírito Santo; 4. A Assunção de Maria ao Céu; 5. A Coroação de Maria no Céu.

Os mistérios de Cristo são os de Maria, mas são também o “mistério” de todo o ser humano:
“A simples oração do Rosário marca o ritmo da vida humana” (João Paulo II)


«Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!»


À semelhança deste mês de Outubro, procuremos fazer do terço do Rosário a nossa oração de todos os dias do ano, tal como a Senhora do Rosário pediu em Fátima aos pastorinhos, na aparição de 13 de Outubro: "Continuem sempre a rezar o terço todos os dias."

Amanhã - 31.º Dia do Mês do Rosário - terminamos esta nossa caminhada com a Felipa

domingo

Mariam e a Nascente das Águas

17.º Dia do Mês do Rosário

Em nome do Pai
e do Filho
e do Espírito Santo. Ámen.

«Deus, vinde em nosso auxílio. Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.»


"Todos vós que tendes sede vinde à nascente das águas; mesmo os que não tendes dinheiro; vinde, comprai pão e comei sem pagar, vinho e leite sem pagar.
Por que gastais o vosso dinheiro naquilo que não alimenta, e o vosso salário naquilo que não pode saciar-vos?
Escutai-me e comereis excelentes manjares, deleitar-vos-eis com uma substanciosa comida." (Is. 55,1-3)


"«Maria», ou melhor «Mariam», em hebraico, decompõe-se em «Maim», «as águas» e «Ri», «emissão de vento divino», que sopra sobre a Substância cósmica, isto é, a totalidade das potencialidades e o meio receptor, representado pelas Águas primordiais, tal como ressalta dos primeiros versículos do Génises: «Um vento de Deus pairava sobre as águas.»*

A concepção de Deus encarnado, a manifestação terrestre do Verbo divino, arquétipo da Criação e Homem Universal, só podia operar-se por um processo criativo. Por isso, a Mãe de Deus encarnado enforma a presença humana da Possibilidade total da Substância cósmica, Mãe e «Matéria prima», fecundada, como as Águas primordiais, por «um vento de Deus.»

Aqui reside o «mistério da Virgem Maria» no plano do Homem-Deus. E reside também, simultaneamente, o mistério do homem caído, que deve viver, por sua conta, o «mistério da Virgem»: identificar a sua alma individual à Alma universal, para que o Espírito Santo (vento de Deus) opere na alma que participa das Águas primordiais, como no processo da Criação e da Encarnação. Esta alquimia espiritual efectua-se mediante os Sacramentos e a recitação contemplativa do Rosário, que criam na alma um estado de completa submissão, de plasticidade ontológica, em harmonia com a Virgem e as suas virtudes.

Eis o objectivo principal da dicção do Rosário. Ao longo deste exercício, a alma aplica a si própria as palavras do Anjo a Maria: identifica-se com o seio virginal para tornar-se no lugar da geração ardente do Verbo."(António Barahona, Rosas Brancas e Vermelhas)


«Salve, Rainha, Mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa, salve!»


Amanhã - 18.º Dia do Mês do Rosário - reflectimos com a Felipa

________
*Trad. de «A Bíblia de Jerusalém»

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