sábado

Faísca

Eu sei que por vezes tenho mau feitio.
Sou brusca, impulsiva... Perante certas situações, saem assim umas coisas disparadas que, acredito, até façam doer do outro lado. E, na hora, nem me apercebo. Mas asseguro que não é por maldade. Costumo referir que é "jeito que ficou do berço", que ainda não consegui corrigir, muito embora me esforce para isso. Há um ditado popular que diz que "pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita"; quem sabe se não é o meu caso?!
Mas caio em mim e reconheço, umas vezes por mim própria, outras se me chamam a atenção. E procuro refrear-me. Só que, por vezes, dou conta de que já tinha feito faísca! E venho a aperceber-me de que a faísca ficou a calar em restolho de palha seca.
Apenas restolho de palha seca...

quarta-feira

Feliz caminhar para o Senhor

Caminhando pela vida vou cantando
Vou rezando ao meu Deus
E a gente que encontro em meu caminho
Me ensina a ser feliz

Feliz caminhar para o Senhor,
para o Senhor

Sempre a caminhar com muita fé,
com muita fé

Feliz caminhar para o Senhor,
para o Senhor

E no fim, o amor

Caminhando pela vida vou cantado
Vou tentando ser melhor
E aos outros que caminham a meu lado
Vou levando o Teu amor.

domingo

"Alegrai-vos sempre no Senhor"

“Um cristão triste é um triste cristão”
e dá um mau testemunho de uma Igreja que exorta à alegria, e não à tristeza como muitas vezes se ouve dizer por aí.

S. Paulo, na 1.ª Carta aos Tessalonicenses (5, 16) diz:
“Andai sempre alegres”.

Mas será possível a alegria, num mundo tão cheio de problemas?
É que é relativamente fácil alegrarmo-nos quando tudo está bem, quando não há problemas na vida.
O conceito de alegria que vigora na nossa sociedade é de carácter materialista. Mas essa não é a verdadeira alegria.
A verdadeira alegria reside na certeza de que, apesar de todos os infortúnios, somos amados e o nosso amado vive.

Se amamos e somos amados que alegria maior haverá? Mesmo que se esteja longe um do outro, existe a esperança do reencontro, e isso é o que mais importa.

Ora, a alegria do cristão resulta da consciência de que Cristo habita no seu coração, é o seu amado. Deus faz, de um coração que tem amor, a sua morada, e esse coração vive, por isso, na alegria. Portanto, não faz sentido que um cristão não seja alegre, independentemente de quaisquer adversidades.

Uma pessoa que ama e é amada, é alegre. E uma pessoa alegre procura contagiar os outros com a sua alegria, e isso é amor. Torna-se então num ciclo vicioso, amor traz alegria e alegria traz amor. É preciso não quebrar o ciclo.
Há, pois, que amar-nos uns aos outros como Cristo nos amou e permanecer sempre no Seu amor para que a alegria seja completa.
(Cf. Jo 15, 9 – 12)

"Alegrai-vos sempre no Senhor, repito, alegrai-vos." (Fil. 4, 4)

"A alegria é o gigantesco segredo do cristão."
(G. K. Chesterton)

Estou alegre

– Estou alegre...
– Porque estás alegre?
– Estou alegre...
– Diz-me porquê!
– Estou alegre...
– Porque estás alegre?
– Isso querias tu saber...

– Vou contar-te!
– Vais contar-me?!
– A razão de eu estar alegre assim:
Cristo um dia me encontrou
Seu amor me transformou
E por isso alegre estou.
(ouvir)

Onde cai a semente?

Naquele dia, Jesus saiu de casa, e foi sentar-se nas margens do mar da Galiléia. Numerosas multidões se reuniram em volta dele. Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé na praia. E Jesus disse muita coisa em parábolas: «O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os passarinhos foram e comeram-nas. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Porém, o sol saiu, queimou as plantas, e elas secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes caíram no meio dos espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e renderam cem, sessenta e trinta frutos por um. Quem tem ouvidos, ouça!»

Os discípulos aproximaram-se, e perguntaram a Jesus: «Por que usas parábolas para falar com eles?» Jesus respondeu: «Porque a vós é dado conhecer os mistérios do Reino do Céu, mas a eles não. Pois, a quem tem, será dado ainda mais, será dado em abundância; mas daquele que não tem, será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu uso parábolas para falar com eles: assim eles olham e não vêem, ouvem e não escutam nem compreendem. Desse modo se cumpre para eles a profecia de Isaías: ‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender; olhando olhareis, mas sem ver. Porque o coração desse povo se tornou insensível. Endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos, para não ver com os olhos, e não ouvir com os ouvidos, não compreender com o coração e não se converter. Assim eles não podem ser curados’. Vós, porém, sois felizes, porque vossos olhos vêem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo: muitos profetas e justos desejaram ver o que vós estais vendo, e não puderam ver; desejaram ouvir o que vós estais ouvindo, e não puderam ouvir.»

«Ouçam, portanto, o que a parábola do semeador quer dizer: Todo aquele que ouve a Palavra do Reino e não a compreende, é como a semente que caiu à beira do caminho: vem o Maligno e rouba o que foi semeado no coração dele. A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a Palavra, e logo a recebe com alegria. Mas não tem raiz em si mesmo, é inconstante: quando chega uma tribulação ou perseguição por causa da Palavra, ele desiste logo. A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas a preocupação do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra, e ela fica sem dar fruto. A semente que caiu em terra boa é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse com certeza produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta por um.» (Mt 13,1-23)


"Quem tem ouvidos, ouça"


Aqui me encontro

Aqui me encontro
Despido de mim mesmo
Tal qual o Homem
Que busca a felicidade
Aqui me encontro
No porto da verdade
Sentindo o mundo
Que perde a felicidade

Eu quero ver o sol a despontar
Ter o sorriso da criança na inocência
E viver a vida e o ideal
Que me conduz de novo à infância


Já não procuro
O caminho inseguro
Tal qual o Homem
Que busca a dignidade
Já encontrei
A verdade de viver
Este sentido de lutar
Esta vontade de ser


ouvir esta canção

segunda-feira

Porque choro eu?!

Não sei bem porquê nem como me envolvo, por vezes, de tal maneira no que leio, que sinto tudo tão real!
Há palavras, situações, lugares, personagens... que sinto meus, dos quais não consigo distanciar-me, por muito que tente.
E quando um livro me começa a cativar posso encantar-me de tal modo, que não descanso enquanto não chegar ao fim.

O Monte Cinco, de Paulo Coelho, teve o poder de me levar às lágrimas. Lágrimas soluçadas, mesmo! Tanto, que no dia seguinte acordei de olhos inchados!

Lições de vida.

«(...) separou os humanos em dois grupos. Os que se alegravam e os que reclamavam do que faziam»

«Quem não faz uma escolha, morre aos olhos do Senhor, embora ainda continue a respirar e a caminhar pelas ruas.»

«Afinal, [Deus] dera aos seus filhos o maior de todos os dons: a capacidade de escolher e de decidir os seus actos.»

«O inevitável acontece sempre.»

«O trabalho manifesta a presença de Deus.»

«A Ti, Senhor, eu gostaria de regressar neste instante.
Quero louvar-Te com a força da minha vontade, e não com a cobardia de quem não soube escolher um caminho diferente.»

«Cada pessoa será responsável diante dEle, por tudo o que escrever.»

(In: Paulo Coelho, O Monte Cinco)

quinta-feira

Só o amor edifica

Ainda que possa percorrer o mundo inteiro
e aprender a falar muitas línguas na perfeição;

Ainda que possua o dom da palavra e domine todos os assuntos
e consiga desvendar muitos mistérios;
ainda que consiga possuir o segredo da eternidade,

Se não tiver amor, o amor que confia;
se não tiver amor, o amor que é paciente;
Se não tiver o amor, de nada me aproveita.

Ainda que cumpra escrupulosamente a lei e seus ensinamentos
e todos os mandamentos à letra;

Ainda que a minha fé seja capaz de pregar às areias do deserto
ou plantar árvores no meio do oceano,

Se não tiver amor, o amor e as suas feridas;
se não tiver amor, o amor que transfigura;
Se não tiver o amor, nada serei.

Ainda que partilhe todo o meu tempo e até toda a minha vida
e entregue tudo segundo o meu desejo...

Ainda que creia num amanhã sempre possível em qualquer lugar;

Ainda que, sem perder tempo,
rume para um mundo melhor,

Se não tiver amor, o amor e a sua justiça;
se não tiver amor, o amor que é serviço;
Se não tiver o amor, não serei nada!

(Adaptado de 1Cor. 13, 1-13, segundo ideia em O desafio de Viver, SNEC)

segunda-feira

Entre o céu e a terra

Quando o céu e a terra
se tocam
e me desenham

Quando o céu e a terra
sussurram
e me falam

Quando o céu e a terra
se acariciam
e me afagam

Quando o céu e a terra
se beijam
e escrevem em mim

Quando o céu e a terra
apenas se olham
mas me iluminam

Então percebo
que eu própria sou
um pedacinho
de céu e de terra
perdido
entre muitos outros pedacinhos
aos quais tenho que
tocar
sussurrar
acariciar
beijar
olhar

Para que todos juntos
de mãos entrelaças
Possamos participar
de um novo céu
e de uma nova terra!

sexta-feira

Ser sal

"Vós sois o sal da terra!
Ora, se o sal perder o seu sabor, como se há-de salgar?
Já não presta para nada, senão para se deitar fora e ser pisado por quem passa.
Vós sois a luz do mundo: uma cidade situada no alto de um monte não se pode esconder. Nem se acende uma candeia para se colocar debaixo dum alqueire, mas sim, num lugar alto em que alumie bem a todos os que estiverem em casa.
Do mesmo modo, façam brilhar a vossa luz diante de todos, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai, que está nos Céus."
(Mt. 5, 13-16)

É preciso ser sal da terra e luz do mundo...

Sei que tenho que fazer a diferença.
Agora, mais do que nunca, eu não posso parar!



Um ciclo se completou...
Uma nova etapa começa.


Um sonho se concretizou.
Glória ao Senhor!

Intervalo


(Faço um Intervalo aqui... Para ir ali atrás da imagem)


(Per7ume - Intervalo)

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