sábado, setembro 20, 2008
Do Caos para Eros
sou quem sou
e quero ser.
sei para onde vou (?)
e espero merecer.
és quem és…
porque queres ser.
vai lés a lés…
[e]nao penses no ter.
(by Fontez - Don’t panic! The truth is… )
Não feches o coração
Se queres ser alguém
E tornar a vida melhor
És um com o mundo
Na alegria ou na dor
Na paz ou na aflição
Sozinho não és nada
Só te completas no outro, teu irmão
(by Fa menor - Partilhas em Fa menor)
A minha mensagem:
Solidão...
(música: Sarah Mclachlan - Angel)
Sarah McLachlan - Angel por ILONA0034
Este é um desafio proposto pelo Fontez.
Diz ele, e muito bem, que "cada um de nós deixa uma marca afectando os demais…"
O desafio consiste em juntar uma estrofe às já colocadas pelos participantes no jogo, e passá-las todas para outro amigo, que por sua vez lhes juntará a sua e assim por diante... formando uma corrente de "Eros num Caos".
Atrever-me-ia a pedir que cada participante juntasse ainda uma mensagem ou complemento/justificação da estrofe (facultativo).
O Fontez deixou-a num pequeno texto, eu coloquei-a sob a forma de vídeo.
E agora peço à minha recente amiga Peregrina que use a sua criatividade e se atreva!
E quem mais quiser "apanhar este barco" sinta-lhe o embalo e avance!
domingo, setembro 14, 2008
Olhar para a cruz de outro modo
Exaltação da Santa Cruz
Não há quem não tenha a sua cruz, quem não tenha que carregar fardos, com mais ou menos peso.
Mas olhemos bem, com olhos de ver, para a imagem de Jesus pregado na Cruz, e sintamos as suas dores. O Inocente, condenado como se fora um malfeitor, o mais reles dos assassinos.
Na Cruz de Cristo está a nossa salvação, a redenção dos nossos pecados, a nossa libertação de escravos para homens livres.
O Inocente pagou para nos remir, para que, em todos os tempos, os homens ao usarem a sua liberdade, vivam corajosamente o mandamento novo que Ele nos deixou: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei."
Pensemos bem na Cruz de Cristo, quando fazemos, em nós, o Sinal da Cruz, Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Pois é do Alto que nos vem a Paz e a Redenção.
sexta-feira, setembro 12, 2008
Paz no coração
sábado, setembro 06, 2008
Olhai...

«Olhai as aves do céu: não semeiam nem colhem...» (Mt. 6, 26)

«Olhai os lírios do campo! Não trabalham nem fiam.» (Mt. 6, 28)
«Sabemos, com efeito, que toda a criação tem gemido as dores do parto, até ao presente. E não só ela, mas também nós próprios, que possuimos as primícias do Espírito, gemendo igualmente em nós mesmos, aguardando a filiação adoptiva, a libertação do nosso corpo.
Mas na esperança é que fomos salvos. Mas a esperança que se vê não é a esperança, pois aquilo que alguém vê, como é que o espera ainda? Mas se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.
De maneira semelhante é que o Espírito vem em ajuda da nossa fraqueza, pois não sabemos o que devemos pedir em nossas orações, mas é o próprio Espírito que intercede por nós com gemidos inefáveis. Aquele que perscruta os corações bem sabe qual é o empenho do Espírito, pois é em conformidade com Deus que Ele intercede pelos Santos.»
(Rom. 8, 22 -27)
«Tende coragem e animai-vos, vós todos que esperais no Senhor.» (Salmo 30)
terça-feira, setembro 02, 2008
Tesouro escondido



(Farol do Vulcão dos Capelinhos, Ilha do Faial)
«Onde está o coração amante?
(S. Vicente de Paulo, Conferência sobre a indiferença, 16 de Maio 1659)
quinta-feira, agosto 28, 2008
Guardo-te em mim...
atado em mim, a cada lugar meu
tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
tento esquecer a mágoa
guardar só o que é bom de guardar
Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
sem ter defesas que me façam falhar
nesse lugar mais dentro
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só
Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
E o mundo nos leve pra longe de nós
E que um dia o tempo pareça perdido
E tudo se desfaça num gesto só
Eu vou guardar cada lugar teu
Atado em mim, a cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar
Que eu vou chegar contigo
Onde só chega quem não tem medo de naufragar
Mafalda Veiga - Cada lugar teu
... com nostalgia de dias tão especiais.
quarta-feira, agosto 20, 2008
quinta-feira, agosto 14, 2008
Algures entre terra e mar
Vou
E sei que me hei-de perder
Mas vou
Levo comigo pedaços do que sou
E de partida que me sei
Inteira só serei
Quando me achar
Algures entre terra e mar
quinta-feira, agosto 07, 2008
Desenhar uma pausa
mas sem a ajuda da pausa a música não acontece.

Não me importa que a pausa seja de semibreve ou de colcheia...
Prefiro desenhá-la em tons de azul de céu e mar!

Ao longe vê-se a ponte
O céu que muda
Entre o princípio e o fim
Ao fundo vê-se um monte
De casas velhas
De cor entre ocre e carmim
Eu espero no tempo
Algum sinal teu
Enquanto a saudade aperta
Agarro-me ao mundo
Recolho o que é meu
A ver se a vida se acerta
Naquilo que prometeu
Desenho no horizonte
Uma viagem
Que faço sem me mover
E passo sobre a ponte
Para outra margem
Onde pudesse perder
O peso dos dias
A dor do caminho
Que fica agarrada à pele
Se a vida voasse
Para além do destino
Como a cabeça nos voa
Numa folha de papel
A vida passa sempre
Tão apressada
Que pouco podes conter
Os dias são ausentes
Sabem a nada
Se te esqueceres de viver
Agarra o teu mundo
Acende os lugares
Onde se escondem os teus sentidos
E não tenhas medo
Se às vezes falhares
O que importa é o caminho
Que fica
Entre achados e perdidos
(Mafalda Veiga - Entre achados e perdidos)
sábado, agosto 02, 2008
Faísca
Sou brusca, impulsiva... Perante certas situações, saem assim umas coisas disparadas que, acredito, até façam doer do outro lado. E, na hora, nem me apercebo. Mas asseguro que não é por maldade. Costumo referir que é "jeito que ficou do berço", que ainda não consegui corrigir, muito embora me esforce para isso. Há um ditado popular que diz que "pau que nasce torto tarde ou nunca se endireita"; quem sabe se não é o meu caso?!
Mas caio em mim e reconheço, umas vezes por mim própria, outras se me chamam a atenção. E procuro refrear-me. Só que, por vezes, dou conta de que já tinha feito faísca! E venho a aperceber-me de que a faísca ficou a calar em restolho de palha seca.
Apenas restolho de palha seca...
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