segunda-feira

Eu sinto que vem do Céu um sopro leve



Eu sinto que vem do Céu um sopro leve
Um vento quente que nos aquece,
Um sopro vivo que vem de Deus
Um vento que acalma o ser e envolve a alma
Do mesmo modo que o mar se acalma
Logo que as ondas se vão deitar

Eu sinto que vem do Céu um amor imenso
Que se entrega em nuvens de incenso
Um amor suave que vem de Deus
Um Amor que nos transforma e alumia
Tal como a noite dá vez ao dia
Quando as estrelas se vão deitar

Eu sinto que vem do Céu uma Paz serena
E que em minha alma se faz terrena
E traz aos Homens o Dom de Deus
O Dom da Paz que vemos numa criança
Entregue ao sono quando descansa
Enquanto sonha com o acordar

Eu sinto descer do Céu toda a Esperança
Que me consome na confiança
De contemplar o Senhor Meu Deus
A Fé que sinto viva em cada dia,
Enche o meu canto desta Alegria,
Vibra nas notas do meu cantar

Um Sopro Leve 
Autor da Letra e composição original: Gonçalo Sarávia

sexta-feira

*A Vaca, o Burro e Nós

A manjedoura faz-nos pensar nos animais que encontram nela o seu alimento.

*«“O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Isaías 1,3) (...)  uma profecia que apontava para o novo povo de Deus, a Igreja composta tanto por judeus como por gentios.

Diante de Deus todos os homens, Judeus e Gentios, eram como a vaca e o burro, sem razão nem conhecimento. Mas a criança no presépio abriu-lhes os olhos e agora reconhecem a voz do seu Mestre, a voz do seu Senhor.

(...) uma questão de lógica uma vez que os dois animais eram considerados símbolos proféticos para o mistério da Igreja – o nosso próprio mistério, uma vez que não passamos de vacas e burros diante do Deus Eterno, vacas e burros cujos olhos se abrem na noite de Natal, para que possam reconhecer o seu Senhor no presépio. 
(...)
Quem são a vaca e o burro hoje, e quem são “o meu povo” que não compreende? Como podemos reconhecer a vaca e o burro? Como podemos reconhecer “o meu povo”? E porque é que o irracional reconhece, enquanto a razão é cega? 

Aquele que não o reconheceu foi Herodes, que nem compreendeu aquilo que lhe disseram sobre a criança: em vez disso o seu desejo de poder e a paranoia que o acompanhava cegaram-no ainda mais (Mt. 2,3). Aqueles que não o reconheceram eram “toda Jerusalém com ele” (ibid). Aqueles que não o reconheceram eram as pessoas “ricamente vestidas” – aquelas com posição social elevada (11,8). Aqueles que não o reconheceram eram os mestres do conhecimento que eram especialistas na Bíblia, os especialistas na interpretação bíblica que, admita-se, conheciam as passagens correctas nas escrituras, mas mesmo assim não compreendiam nada (Mt. 2,6). 

Mas aqueles que o reconheceram foram “a vaca e o burro” (...): os pastores, os magos, Maria e José. (...) Aqueles de condição social elevada não estão no estábulo onde descansa o menino Jesus, mas é aí que vivem a vaca e o burro.

E nós? Estamos longe do estábulo porque as nossas roupas são demasiado ricas e somos demasiado inteligentes? Envolvemo-nos de tal forma na exegese sofisticada das Escrituras, nas demonstrações da inautenticidade ou da verdade histórica de passagens individuais, que nos tornamos cegos ao menino em si e não entendemos nada dele? 
(...)
As caras da vaca e do burro olham para nós com uma interrogação: O meu povo não compreende, mas tu discernes a voz do teu Senhor?» 




 *Do artigo traduzido por Filipe d'Avillez 
em Actualidade Religiosa, A Vaca, o Burro e Nós,
– Do Excerto do livro “A Bênção do Natal”, de Joseph Ratzinger, 
Publicado pela primeira vez na segunda-feira, 25 de Dezembro de 2017 
em The Catholic Thing, The Ox, the Ass, and Us.

terça-feira

Faça-se um Natal mais quentinho

com Amor e Paz


Felizes e Santas Festas de Natal para todos, com as bênçãos da Sagrada Família – Jesus, Maria e José.

sexta-feira

Quem tem ouvidos, oiça!


«“Explica-nos a parábola do joio no campo”. Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do reino, o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que o semeou é o Demónio. A ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros são os Anjos. Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo: o Filho do homem enviará os seus Anjos, que tirarão do seu reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade, e hão-de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes. Então, os justos brilharão como o sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça”.» (Mt. 13, 36-43) 

Mas convém ter presente que não há o mal quimicamente puro de um lado e o bem quimicamente puro do outro… Mal e bem misturam-se no mundo, na vida e no coração de cada um de nós. 
(16º Domingo do Tempo Comum – Ano A)

«É maravilhoso o perfume das flores,
mas também as ervas daninhas têm a sua fragância.
Cada um tem o seu lugar para crescer e desabrochar.»
(Um rato fala com Deus - Angela Toigo)


segunda-feira

Toma-me de entre a minha dispersão

"Manifesta a tua santidade em mim
Toma-me de entre a minha dispersão,
Recolhe-me de onde me perdi
Enche-me de novo o coração.

Tu és a água viva,
Tu és a água pura,
Inunda-me, inunda-me
E tudo se transformará em mim."

(Ir. Glenda Hernandéz, Tu És a Água Viva)




Só Jesus Cristo oferece a água que mata definitivamente a sede de vida e de felicidade do homem.

As tentações a que Jesus não fugiu, mas enfrentou


O Evangelho de Mateus 4,1-11 faz-nos reflectir nas tentações de Jesus, que são também as nossas:

⇒ tentação de Ter:
«Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pães»
(a tentação de ser Messias através das riquezas e da posse;

⇒ de Poder:
«Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares»
(a tentação de ser Messias através da subjugação do outro e do domínio):

⇒ de (A)parecer (dar nas vistas):
«Se és Filho de Deus, lança-Te daqui abaixo, pois está escrito: ‘Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’»
(a tentação de ser Messias através do sucesso e da imagem).


 Às quais somos desafiados a contrapor as atitudes fundamentais de
 ➸ Desprendimento:
«Está escrito: ‘Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus’»;

➸  Serviço:
«Vai te, Satanás, porque esta escrito: ‘Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto’»;

➸ Autenticidade:
«Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’»;

sexta-feira

a.C. e d.C. - O nosso calendário é perfeitamente preciso!


"O monge Dionísio 'Exiguus' identificou a Anunciação de Gabriel à Virgem e a Encarnação de Cristo no ventre da Santíssima Virgem Maria a 25 de Março do ano 1 a.C. Ele reconheceu o nascimento de Cristo a 25 de Dezembro do ano 1 a.C. A circuncisão de Cristo, oito dias depois do Seu nascimento, foi a 1 de Janeiro de 1 d.C. A Sua crucifixão foi no ano 33 d.C."


No entanto, a ciência vem confirmar que 25 de Dezembro é mesmo a verdadeira data em que Jesus nasceu.

Também, nos anos 1600, surgiram dúvidas sobre o ano de nascimento de Cristo.

No entanto, "Dionísio trabalhava com os melhores registos romanos e documentos da Igreja para calcular o nascimento de Cristo. Este novo cálculo dividia o tempo em antes e depois de Cristo. Dionísio não incluía um ano zero. 31 de Dezembro do ano 1 a.C. devia passar para 1 Janeiro do ano 1 d.C."


(abrir os links para ler as explicações)

terça-feira

Construí um Presépio



Pedras no caminho? Vou-as juntando; ... construí um Presépio...


Sejamos sempre pedras vivas nas nossas construções diárias, "chegando-vos a Ele, a Pedra Viva, rejeitada pela humanidade, mas escolhida e preciosa para Deus. 
(1 Pedro 2, 4)

sexta-feira

Para Lili


(Cantado pela P. com a música de "Anda comigo ver os aviões";
para Lili, depois da celebração do seu matrimónio, à saída dos noivos.)


– Anda comigo ver o sol pintar a madrugada
Acender estrelas
na noite escura

Anda daí descobrir canções, fazer poemas
Pelo céu, sem asas,
Poder planar

Os dois lado a lado procurar
Descobrir o dia
Como eu sempre quis
Pois Deus bem sabe o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
Ter-te ao pé de mim
Ir de mãos dadas pelo mundo
Para juntos estar no mundo aqui

– Eu vou contigo dar as mãos ao mundo e ao Senhor
Que é minha Estrela
No oriente

Vamos os dois ver a Luz do Céu todos os dias
Semear o amor
Pela vida afora

Os dois unidos semear
Construir o dia
Cristo mora aqui
Senhor Tu sabes como eu Te amo
Como eu gosto de Ti
Vamos para Ti
De pés na terra edificar
A casa sobre a rocha
E o sol sorri

De hoje em diante anunciar-Te
Juntos ser Igreja
Cristo mora em nós
Senhor, tu sabes, de Ti dependemos
Que sem Ti nada podemos
Fica junto a nós
Precisamos da Tua ajuda
Pois só conTigo é que venceremos

(RAMOS, Fatinha de Oliveira – Aka Fá menor)

segunda-feira

Resiliência


«Um dia o Senhor de todas aquelas terras foi ter com um homem da sua confiança e disse-lhe: "Peço-te que empurres esta pedra naquela direcção." Era um imponente pedregulho, mas em virtude da sua lealdade, obediência, amizade, o homem pôs-se a empurrar. O imponente pedregulho, fazendo jus à sua imponência, não se mexia, mas o servo fiel durante meses a empurrou com todas as suas forças. Passado tempo, voltou o Senhor e foi ter com ele. Envergonhado, estafado, suado, o servo confessa que apesar de todos os seus esforços não conseguiu mover a pedra nem um centímetro. Responde o Senhor: "Não te pedi que a movesses, só te pedi que a empurrasses, e vejo que o fizeste muito bem. Olha agora para os teus braços e pernas, para a musculatura que desenvolveste, e não dês o tempo por perdido".» [autor desconhecido] 

"O que não nos mata, torna-nos mais fortes." [Nietzsche]


Partilhas maiores