Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular,
Quem disse
Que há horas e momentos p'ra se amar?
Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi
quem disse
Que o mar dos olhos também sabe a sal?
As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar
Queria viver tudo numa noite
sem perder a procurar
Um tempo ou espaço
Que é indiferente p'ra poder sonhar
As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever, devagar
Quem foi que provocou vontade
e atiçou as tempestades
e amarrou o barco ao cais?
Quem foi que matou o desejo
E arrancou o lábio ao beijo
E amainou os vendavais?
As memórias são
Como livros escondidos no pó
As lembranças são
Os sorrisos que queremos rever,
devagar
devagar
(Luis Represas)
terça-feira
A providência

Se não for o Senhor a edificar a casa,
em vão trabalham os construtores.
Se não for o Senhor a guardar a cidade,
debalde a vigiam as sentinelas.
Inútil levantar-se demasiado cedo,
e fazer serão até noite dentro,
ou comer o pão de tanta fadiga,
se Ele enche de bens os seus fiéis enquanto dormem.
Os filhos são bênçãos do Senhor,
os frutos do ventre, um mimo do Senhor.
[do Salmo 126 (127)]
segunda-feira
Abatimento
domingo
Puríssimo Coração de Maria
sexta-feira
Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais
Fazei com que eu Vos ame cada vez mais.
As doze promessas de Jesus a quem se consagrar ao Seu Sagrado Coração:
1. A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de meu Sagrado Coração.
2. Eu darei aos devotos do meu Coração todas as graças necessárias a seu estado.
3. Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias.
4. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
5. Serei seu refúgio seguro na vida, e principalmente na hora da morte.
6. Lançarei bênçãos abundantes sobre todos os seus trabalhos e empreendimentos.
7. Os pecadores encontrarão em meu Coração fonte inesgotável de misericórdias.
8. As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção.
9. As almas fervorosas subirão em pouco tempo a uma alta perfeição.
10. Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais empedernidos.
11. As pessoas que propagarem esta devoção terão os seus nomes inscritos para sempre no meu Coração.
12. A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna.
Amen!
-----------
A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa do Corpo e Sangue de Cristo, encerrando um conjunto de grandes Festas e conduzindo à contemplação do símbolo do amor de Deus.
segunda-feira
“A vida não é existir sem mais nada”
(O Restolho e o Sentido da Vida – Viver porquê e para quê?)

Descobrindo o sentido da vida humana
Viver significa ter um objectivo e ordenar a vida em função dele.
A vida só é vida verdadeiramente se for vivida tendo em vista um objectivo, se não, pode tornar-se um absurdo. Será um carregar de fardos sem qualquer finalidade, uma rotina diária, um viver um dia atrás do outro à espera da morte.
De que vale viver a vida um dia após o outro, sempre igual e sempre vazio?
O que dá sentido à vida pode ser mais importante que a própria vida.
A vida não é existir sem mais nada, é feita duma entrega alucinada para receber daquilo que aumenta o coração.
Temos dias assim. Desses em que nos deixamos envolver pela noite escura e fria e nos deixamos ir ao sabor do vento, sem saber que rumo tomar.
Deixamo-nos arrasar pelos sonhos sonhados, tantas vezes utópicos, sem qualquer coragem para os realizar, e com uma mágoa enorme, intensa, aguda.A vida é feita de pequenos nadas.
Pura ilusão!?
Pura desilusão!?
Será a vida um absurdo?
Decididamente, não!
Há que penar para aprender a viver.
É preciso ir à luta e enfrentar a vida mesmo que por vezes nos assuste.
A vida é um campo de batalha em que as armas a utilizar devem ser a nossa Força, o Amor, a Amizade e o Perdão para que possamos fazer dele não um campo de guerra, mas um campo de Paz.
E nunca devemos abdicar dos nossos princípios, sentimentos e convicções, porque sem eles não teremos paz. É a paz, interior e com os outros, que nos faz sentir donos da nossa vida.
Há que ser trigo, depois ser restolho.
Não somos sempre jovens e belos. Nem são a juventude, a beleza física, o lugar social ou a inteligência que fazem a verdadeira felicidade.
É preciso não desistir de perseguir um sonho, aconteça o que acontecer, pois muito embora se chegue cansado ao fim do dia, pelo menos será por fazer aquilo que se gosta.
A vida tem etapas a percorrer que, se não forem cumpridas fielmente, dificilmente se alcançará a meta com satisfação. E também é preciso ajuda nessa caminhada. Temos que procurar apoio em qualquer coisa. Mas essa “coisa” não pode ser uma coisa qualquer. Muitos há que, durante toda a vida, a procuram sem nunca a encontrar. Procuram em diversos sítios, por estradas largas, portas escancaradas…e não é lá que encontram. Então, só resta procurar outra via. Seguir pelo “caminho apertado” e passar pela “porta estreita”.
É preciso morrer e nascer de novo.
É preciso encarar o futuro com uma esperança sempre renovada, não deixando que nada interfira negativamente na vida.
Vencer as dificuldades em cada dia, “morrendo para nós e nascendo para os outros”. Dando, em cada dia, a mão ao outro. Só assim encontraremos outros que também nos dêem a mão.
É belo e importante viver numa entrega alucinada, “pois é dando que se recebe”.
E não devemos ter medo de nada, pois Cristo disse-nos:
“Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28, 20)

Descobrindo o sentido da vida humana
Viver significa ter um objectivo e ordenar a vida em função dele.
A vida só é vida verdadeiramente se for vivida tendo em vista um objectivo, se não, pode tornar-se um absurdo. Será um carregar de fardos sem qualquer finalidade, uma rotina diária, um viver um dia atrás do outro à espera da morte.
De que vale viver a vida um dia após o outro, sempre igual e sempre vazio?
O que dá sentido à vida pode ser mais importante que a própria vida.
A vida não é existir sem mais nada, é feita duma entrega alucinada para receber daquilo que aumenta o coração.
Ou seja, a vida com sentido é vivida com amor, é um “dar-se” aos outros, amando-os e ajudando-os a carregar os seus fardos, pois só assim o nosso coração se enche de felicidade, que é a única coisa a que qualquer ser humano aspira – ser feliz.
E como ninguém é feliz sem amor, ninguém é feliz sozinho. Só amando os outros, estando rodeado de outros iguais a si, o ser humano se realiza verdadeiramente e recebe daquilo que aumenta o coração – o amor, a verdadeira felicidade – a sua recompensa de uma vida vivida com verdadeiro objectivo.
É preciso viver, não apenas existir. (Plutarco)
Mas é preciso morrer e nascer de novo, semear no pó e voltar a colher.É claro que nem tudo na vida se faz sem dificuldades, sem sofrimento. A vida prega-nos partidas. Somos constantemente assaltados por contrariedades, desilusões. Fraquejamos, temos momentos de desânimo, somos traídos. Os outros nem sempre correspondem às nossas expectativas, são sempre muito diferentes de nós. Têm vida própria, não “giram à nossa volta”, não os moldamos a nós, e isso, muitas vezes, gera incompatibilidades que nos transtornam de modo mais ou menos profundo. Além disso, estamos constantemente a ser confrontados com a perda de pessoas que amamos, ou que nos são mais ou menos próximas, e isso causa sofrimentos e faz-nos colocar questões relativas à finalidade da nossa existência.
E, de fracos que somos, caímos. Às vezes até bem para o fundo, até “morder o pó do chão”. A vida tem “altos e baixos”. Às vezes mais “baixos” do que “altos”.
Mas a vida não é dia sim, dia não. Ela é constituída por todos os dias, os bons e os menos bons. E há que aprender a vivê-los mesmo quando estamos tristes e solitários. Tristes e solitários como o restolho quando o trigo lhe é cortado.
E como ninguém é feliz sem amor, ninguém é feliz sozinho. Só amando os outros, estando rodeado de outros iguais a si, o ser humano se realiza verdadeiramente e recebe daquilo que aumenta o coração – o amor, a verdadeira felicidade – a sua recompensa de uma vida vivida com verdadeiro objectivo.
É preciso viver, não apenas existir. (Plutarco)
Mas é preciso morrer e nascer de novo, semear no pó e voltar a colher.É claro que nem tudo na vida se faz sem dificuldades, sem sofrimento. A vida prega-nos partidas. Somos constantemente assaltados por contrariedades, desilusões. Fraquejamos, temos momentos de desânimo, somos traídos. Os outros nem sempre correspondem às nossas expectativas, são sempre muito diferentes de nós. Têm vida própria, não “giram à nossa volta”, não os moldamos a nós, e isso, muitas vezes, gera incompatibilidades que nos transtornam de modo mais ou menos profundo. Além disso, estamos constantemente a ser confrontados com a perda de pessoas que amamos, ou que nos são mais ou menos próximas, e isso causa sofrimentos e faz-nos colocar questões relativas à finalidade da nossa existência.
E, de fracos que somos, caímos. Às vezes até bem para o fundo, até “morder o pó do chão”. A vida tem “altos e baixos”. Às vezes mais “baixos” do que “altos”.
Mas a vida não é dia sim, dia não. Ela é constituída por todos os dias, os bons e os menos bons. E há que aprender a vivê-los mesmo quando estamos tristes e solitários. Tristes e solitários como o restolho quando o trigo lhe é cortado.
Temos dias assim. Desses em que nos deixamos envolver pela noite escura e fria e nos deixamos ir ao sabor do vento, sem saber que rumo tomar.
Deixamo-nos arrasar pelos sonhos sonhados, tantas vezes utópicos, sem qualquer coragem para os realizar, e com uma mágoa enorme, intensa, aguda.A vida é feita de pequenos nadas.
Pura ilusão!?
Pura desilusão!?
Será a vida um absurdo?
Decididamente, não!
Há que penar para aprender a viver.
É preciso ir à luta e enfrentar a vida mesmo que por vezes nos assuste.
A vida é um campo de batalha em que as armas a utilizar devem ser a nossa Força, o Amor, a Amizade e o Perdão para que possamos fazer dele não um campo de guerra, mas um campo de Paz.
E nunca devemos abdicar dos nossos princípios, sentimentos e convicções, porque sem eles não teremos paz. É a paz, interior e com os outros, que nos faz sentir donos da nossa vida.
Há que ser trigo, depois ser restolho.
Não somos sempre jovens e belos. Nem são a juventude, a beleza física, o lugar social ou a inteligência que fazem a verdadeira felicidade.
É preciso não desistir de perseguir um sonho, aconteça o que acontecer, pois muito embora se chegue cansado ao fim do dia, pelo menos será por fazer aquilo que se gosta.
A vida tem etapas a percorrer que, se não forem cumpridas fielmente, dificilmente se alcançará a meta com satisfação. E também é preciso ajuda nessa caminhada. Temos que procurar apoio em qualquer coisa. Mas essa “coisa” não pode ser uma coisa qualquer. Muitos há que, durante toda a vida, a procuram sem nunca a encontrar. Procuram em diversos sítios, por estradas largas, portas escancaradas…e não é lá que encontram. Então, só resta procurar outra via. Seguir pelo “caminho apertado” e passar pela “porta estreita”.
É preciso morrer e nascer de novo.
É preciso encarar o futuro com uma esperança sempre renovada, não deixando que nada interfira negativamente na vida.
Vencer as dificuldades em cada dia, “morrendo para nós e nascendo para os outros”. Dando, em cada dia, a mão ao outro. Só assim encontraremos outros que também nos dêem a mão.
É belo e importante viver numa entrega alucinada, “pois é dando que se recebe”.
E não devemos ter medo de nada, pois Cristo disse-nos:
“Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Mt. 28, 20)
O sol volta sempre todos os dias.
(respescado)
(respescado)
Eu sou nuvem passageira

Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai
Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois essa pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar
A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã
Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva
Não quero nem saber de me fazer ou me matar
Eu vou deixar um dia a vida e a minha energia
Sou um castelo de areia na beira do mar
(Hermes Aquino, Nuvem Passageira)
"Tudo é vaidade"
(Livro do Eclesiastes: 1,12 – 6)
A incerteza do amanhã não nos deverá induzir a viver de "qualquer forma”.
Devemos entender que, no Céu, "qualquer um" pode entrar, mas não de "qualquer maneira".
O Céu é oferecido a todos, é para todos. Mas a liberdade humana é uma realidade, pode tudo.
Muitos querem ir para o céu, mas não se querem submeter à vontade de Deus para que tal aconteça.
Mas, como é bom saber que a salvação é fruto da graça divina, através de Jesus ao morrer na cruz!
É preciso que nos arrependamos do mal que fizemos e que aceitemos Jesus como nosso salvador.
É preciso que nos arrependamos do mal que fizemos e que aceitemos Jesus como nosso salvador.
Somos, nesta vida, como uma "nuvem passageira", mas, em certeza de fé, sabemos que temos a eternidade na presença de Deus, no céu.
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sexta-feira
Papoila

(Para J.A.)
Dia da criança.
Hoje - e qualquer outro dia -
É o teu dia!
Minha criancinha mimada
Minha filha muito amada
Que só me dás alegria.
Eu sei…
Eu sei que já não és criança,
És até maior que eu…
Mas, que queres?!
Vejo-te sempre assim…
Sabes que para mim
És e sempre serás
A papoilinha,
A menininha
Muito querida dos papás!
Tanto que fazes sonhar
Amorosa e lindinha
Apesar de quereres ser grande
És sempre pequenininha
Vive e sê feliz
Papoila do meu jardim
Só mereces o melhor
Quem dera que a vida te desse
Tudo o que de melhor houvesse
Para seres sempre feliz assim
Corre, pula, voa!
Voa bem alto,
Sonha.
Trabalha sem temer
Realiza o sonho
E serás
Tudo o que quiseres ser.
Dia da criança.
Hoje - e qualquer outro dia -
É o teu dia!
Minha criancinha mimada
Minha filha muito amada
Que só me dás alegria.
Eu sei…
Eu sei que já não és criança,
És até maior que eu…
Mas, que queres?!
Vejo-te sempre assim…
Sabes que para mim
És e sempre serás
A papoilinha,
A menininha
Muito querida dos papás!
Tanto que fazes sonhar
Amorosa e lindinha
Apesar de quereres ser grande
És sempre pequenininha
Vive e sê feliz
Papoila do meu jardim
Só mereces o melhor
Quem dera que a vida te desse
Tudo o que de melhor houvesse
Para seres sempre feliz assim
Corre, pula, voa!
Voa bem alto,
Sonha.
Trabalha sem temer
Realiza o sonho
E serás
Tudo o que quiseres ser.
domingo
Contemplação
As aventuras de um casal no regresso de levar o filho ao aeroporto:
Dez e meia da manhã.
Primeira paragem: Serra dos Candeeiros.
Sair do carro e passear de mãos dadas…
Depois de alguns passos percorridos, um barulhinho nos penhascos.
Detive o olhar e…
Soltei um grito lancinante!
Uma… comprida… enorme… castanha… medonha…
Ui!...
Nem quero lembrar!
Quem comigo convive sabe bem o pavor imenso que tenho por cobras (apesar de saber que até estas são criaturas de Deus).
Um susto de todo o tamanho…
Esta não esqueço tão depressa!
“Faz tudo como se alguém te contemplasse.”
(Epicuro)
quinta-feira
Impele a tua própria canoa
Não deixes cair teus olhos,
Não te deixes enganar,
Olha de frente os escolhos,
Olha podes encalhar.
É urgente estar atento,
Ver pra onde corre a maré,
Ver pra onde sopra o vento,
Não vás tu perder o pé.
Jesus* é quem te diz, oh oh,
Impele a tua própria canoa.
Se queres mesmo ser feliz,
Não te deixes ir à toa,
Impele a tua própria canoa,
Impele a tua própria canoa.
A vida não é deserto
Não queiras ficar no cais
Jesus Cristo é rumo certo
Decide tu aonde vais
Pioneiros - Autoria: Rumos (Escuteiros) *(Adaptação: Jesus)
Acordes
Ouvir original em: Pioneiros Jamendo
Não te deixes enganar,
Olha de frente os escolhos,
Olha podes encalhar.
É urgente estar atento,
Ver pra onde corre a maré,
Ver pra onde sopra o vento,
Não vás tu perder o pé.
Jesus* é quem te diz, oh oh,
Impele a tua própria canoa.
Se queres mesmo ser feliz,
Não te deixes ir à toa,
Impele a tua própria canoa,
Impele a tua própria canoa.
A vida não é deserto
Não queiras ficar no cais
Jesus Cristo é rumo certo
Decide tu aonde vais
Pioneiros - Autoria: Rumos (Escuteiros) *(Adaptação: Jesus)
Acordes
Ouvir original em: Pioneiros Jamendo
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