domingo

Paradoxos

A Ailime mostrou-me um toque do Divino:

“Para chegares a saborear tudo,
Não queiras ter gosto em coisa alguma.
Para chegares a possuir tudo,
Não queiras possuir coisa alguma.
Para chegares a ser tudo,
Não queiras ser coisa alguma.
Para chegares a saber tudo,
Não queiras saber coisa alguma.”


Um paradoxo de "nada saber para perceber tudo" de S. João da Cruz.

E eu fiquei com sede e fui procurar mais:

“Entrei onde não sabia,
e fiquei sem saber,
toda a ciência transcendendo.

Eu não sabia onde entrava,
porém, quando lá me vi,
sem saber onde estava,
grandes coisas entendi.
Não direi o que senti
pois fiquei sem saber,
toda a ciência transcendendo.

De paz e de piedade
era a ciência perfeita,
em profunda solidão,
diretamente entendida;
era coisa tão secreta,
que fiquei balbuciando,
toda a ciência transcendendo.

Estava tão enlevado,
tão absorto e desatento,
que meu sentido ficou
de todo sentir privado;
e o espírito dotado
de um entendimento sem entender
toda ciência transcendendo.” (Poema 2 - S. João da Cruz)


Descobri sabedoria muito bela nestes escritos de um Santo-poeta, que nos deve levar à reflexão - S. João da Cruz.

"Para chegar a saborear tudo,
Não queiras ter gosto por nada. 
 (...)
Para chegar a não ter gosto, 
Deves ir por onde não gostes.
(...)
Para chegar inteiramente a tudo,
Em tudo deves te abandonar.
E quando chegares a ter tudo,
Deves tê-lo sem nada querer." (Poema 1 - S. João da Cruz)
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segunda-feira

Ainda há histórias de amor que dão origem a lagoas

Não foi lenda nem conto de fadas. Não foi amor à primeira vista.
Costumo dizer que não o conhecia. Mas claro que sim, desde criança. Só que nunca me tinha chamado a atenção. Não era meu amigo, nem meu vizinho, nem sequer meu colega. Tínhamos familiares comuns, o que nos permitia cruzarmo-nos algumas vezes. Superficialmente. Mas nunca o tinha visto com outros olhos (com olhos de ver ao perto) – com olhos do coração.

Foi uma daquelas coisas de que não se está à espera, mas que se faz acontecer, sem querer:
Numa boda de casamento, percebo que os pés se tocam por baixo da mesa… cruzam-se os olhos, aparecem uns sorrisos marotos, as pálpebras baixam-se e o rubor dá sinal de si. Caramba, mas o que é isto?
Tento disfarçar os pulos que me fogem do peito e acho que consigo. Levo para a brincadeira a insistência dos pés debaixo da mesa. Acontecem ali duas conversas diferentes e desajeitadas – a que as bocas falam e a que os pés dizem, mas esta segunda linguagem é-me desconhecida e desconcertante. E cabem naquela mesa vários tipos de iguarias quentes e saborosas: as que reconfortam o estômago; as que enchem os olhos; as que inebriam os sentidos; as que alimentam a fantasia…

E depois das sobremesas e das sobmesas nada nunca mais foi igual.

Há histórias de amor que dão origem a lagoas. Há histórias de amor que nos deixam lagoas para sonhar e para aprender antes de as mergulhar. Foi assim que se passaram dias e semanas e meses e mais meses antes de tentarmos nadar. Não se passava da margem, cada qual na sua. As margens também são sublimes e deleitosas, vibrantes de flores e de suavidade, agradáveis de se passear.
E nesses longos meses bastava um olhar, um sorriso, um aceno ao longe para levitar.

Até que começou a aquecer e chegaram as festas de Verão. E, nas tasquinhas, as nossas merendas saborosas de uns bons petiscos com pão. E debaixo da mesa os pés sempre na mesma primeira aflição. E, no arraial, a música a chamar-nos para um abraço disfarçado de dança, um encosto, um aperto, um acelera-coração.

Depois veio o Inverno com o calor dos bailes no Casarão e o embalo nessas danças de salão. E aquela chapada que dei a outro por se tentar meter pelo meio e armar confusão. E o meu amado foi embora, como que arrependido, envergonhado, daquela situação.

E seguiram-se-me as dúvidas se ele gostava de mim ou não. Aliás, certezas ainda eu não tinha tido, pois aquela boca nunca se quisera abrir para, (nem) de viva voz, me dizer aquilo que eu queria ouvir.

Bem, se era assim, teria de esperar, pois a um Inverno haveria de suceder uma Primavera e, talvez, dias de luar.

E eis que chegou Março, florido e ensolarado, e num domingo à tarde – eram os meus 20 anos – ele fez-se convidado. Na mesa esperavam-no uns acepipes para começar.
Foi ficando e foi voltando durante um mês, e deixando-se ficar, meio esquecido, meio perdido, sem eu bem saber o que o seduzia, pois estava a ver que ele não se descosia. Até que tive de tomar coragem:
- Eu gosto de ti… mas não sei bem se tu gostas de mim…
E ele, numa voz quase sumida:
- Eu gosto mais do que isso… eu amo-te.

Oh, céus! Como estava difícil o primeiro beijo de acontecer! Como a água desta lagoa estava custosa de se dar a beber!

(Passados uns bons anos, o primeiro peixinho, nascido desta lagoa de amor, conheceu uma belíssima açoriana, e com ela formou a sua própria lagoa numa destas ilhas mais maravilhosas que me é dado conhecer).
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Conta-me histórias

Conta-me histórias de tempos
A que eu gostaria de voltar
Tenho saudades de momentos
Que nunca mais vou encontrar
A vida talvez sejam só três dias
Eu quero andar sempre devagar




O passado, ainda mais quando diz respeito à infância, espreita-nos, tantas vezes, impregnado de nostalgia. A infância, quer queiramos que não, marca-nos, tanto pela positiva como pela negativa, a vida adulta.

Em tempos escrevi um rol de Sete Coisas marcantes da minha infância. Sete é um número mágico que pode querer dizer tanto e ainda mais. Hoje volto a esse Sete da infância, mas não me vou repetir, apenas completar três coisitas que então deixei por dizer.
Como toda a gente, tenho da minha infância algumas lembranças felizes, dolorosas, hilariantes, vergonhosas e, também, de coisas que gostaria de ter tido como, por exemplo, alguns brinquedos.
E entre os brinquedos que não tive estava uma bola; nem sequer consegui nunca tirar ao primo a bola dos pés dele - que raiva!
Também nunca tive um baldito e uma pá para fazer castelos na areia da praia.
E também nunca tive direito a nenhuma daquelas navalhas que o arco-íris trazia e deixava no local onde pousava (nunca o consegui apanhar).

Ah, mas tive as estrelas, a lua, o sol, o mar, o vento, a chuva, a rua para brincar; e uma boneca quase tão grande como eu com quatro anos, que as sobrinhas acabaram por estragar.

E tenho agora este selo-certificado-caminhante, cheio de havaianas para calçar, como marca deste e de  outros desafios, vindo da Malu e da Teresa, e que me foi passado pela Filipa, para a Canela aqui vir buscar.

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terça-feira

30 Anos

Domingo. Faz hoje 30 anos era Domingo.
Naquele tempo o tempo não corria, andava a passo lento. A manhã despiu-se muito lentamente do sono nocturno, espreguiçando-se no som luminoso do dia. Sem pressas, inspirei os primeiros raios da manhã e deixei-me ficar a saborear os últimos minutos do meu ninho de criança. Uma vida nova iria, dali a poucas horas, começar para mim, mas eu nem sequer pensava muito a sério nisso. Achava que era tudo tão natural como comer, dormir e respirar. Era o rumo normal da vida.
Levantei-me, então, quando me apeteceu, quando já todos trabucavam em casa, serena, fresca. Não houvera despedida de solteira (o que era isso?) tal como não haveria lua-de-mel (pelo menos nada programado). E o dia, apesar de ser Inverno, não estava frio (nem podia estar).

Naquele tempo era tudo tão lento, tão lento, que 10 meses de namoro mais me pareciam 10 anos.
Depois, o tempo começou a correr. Tão depressa, que hoje 30 anos de casamento mais me parecem 30 meses.
Parece que ainda foi há poucos dias que escrevi uma Carta Ridícula;
ou que há poucos meses evoquei este dia 25.01.1981;
ou que, enfim, há tão pouco tempo que contei aqui The Secret.

Meu Deus, como o tempo voa agora a uma velocidade vertiginosa...
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sábado

Musicoterapia

Relacionado com uma actividade formativa, fiz uma experiência de musicoterapia.

"A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que este alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento" (World Federation of Music Therapy)

O processo da Musicoterapia pode desenvolver-se de acordo com vários métodos. Na maior parte dos casos a Musicoterapia é activa. A intervenção, que pode ser individual ou em grupo, envolve actividades musicais (escuta musical, canto, improvisação vocal e instrumental, expressão corporal e outras que envolvam som e movimento), num processo planificado e continuado no tempo, tendo em conta as necessidades especificas de cada pessoa.

Comunicar através da música:
Através de sessões colectivas de musicoterapia é possibilitada a abertura de canais de comunicação, para chegar à produção de comunicação verbal dentro do grupo.

A Musicoterapia destina-se especialmente a pessoas com problemas de relacionamento, comunicação, comportamento e integração social, podendo ser aplicada a idosos, adultos, adolescentes e crianças e, no que respeita ao seu espaço físico, em instituições de saúde física e mental, educação, intervenção comunitária e reabilitação.

Esta actividade pode também situar-se em projectos de promoção e manutenção de bem-estar, dirigidas a pessoas saudáveis e também a pessoas que – por padecerem de condições crónicas – procuram cuidar do seu bem-estar de forma activa e adaptada às suas circunstâncias de vida.

Para mim foi uma experiência muito interessante e salutar. A repetir.


Bamboo Flute with Nature Sounds


Música relaxante e chuva suave

quinta-feira

É Natal - Tempo de Luz

6.º Dia do Tempo de Natal

«Jesus encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria e se fez homem». (Do Credo)


«As trevas passam e já brilha a luz verdadeira. Aquele que diz estar na luz, mas odeia o seu irmão, ainda está nas trevas. Quem ama o seu irmão permanece na luz e não corre perigo de tropeçar. Mas o que odeia o seu irmão está nas trevas, caminha nas trevas, e não sabe aonde vai, porque as trevas ofuscaram os seus olhos.» (1 Jo. 8-11)


É tempo de Natal, tempo de Amor e de Paz.
É tempo de cultivar a Tolerância, o Perdão.
É tempo de dar a mão, amor, atenção, paz e perdão a todos os que estão à nossa volta.
É tempo de transformar o nosso coração em presépio, para Jesus nele nascer.
É tempo de nos abrirmos à Luz, de corresponder ao Amor.
Porque Deus nos amou primeiro e "amor com amor se paga": e «Aquilo que fizerdes ao mais pequeno dos Meus irmãos, a Mim o fazeis» (Mt 25, 40).


«Ó Deus invisível e todo-poderoso, que dissipastes as trevas do mundo com a vinda da vossa luz, volvei para nós o vosso olhar, a fim de que proclamemos dignamente a maravilhosa natividade do vosso Filho Unigénito. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.» (Da liturgia diária)


Amanhã seguiremos nesta Caminhada de Natal com a Felipa


Para todos, boa continuação das Festas Natalícias.

Um Novo Ano de Luz e harmonia!

sábado

Jesus é A Luz

«A Luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a admitiram.» (Jo. 1,5)


Conta-se que no ano 274 d.C. o imperador Lúcio Domicílio Aureliano implementou, a 25 de Dezembro, as festividades pagãs ao deus sol - o astro-rei. Era o "dies Natalis Solis Invicti". Tal terá gerado a contestação dos cristãos da época que viriam a proclamar, neste dia, JESUS CRISTO, nascido em Belém, como o "Novo e verdadeiro Sol", a única Luz que veio iluminar a humanidade.

Porque não é no sol, nem em quaisquer outras luzes, por mais brilhantes e sedutoras (de lâmpadas eléctricas multicolores a tremeluzir, de velas naturais e ou aromatizadas... e outras... e outras...) que está a visão, o odor, o sabor, o tacto, o eco do Natal.

Todos os nossos sentidos devem estar voltados para a verdadeira essência do Natal - JESUS - a verdadeira Luz.

Para todos um Feliz Natal pleno dA Luz!


ADENDA:

25 de Dezembro é mesmo a verdadeira data em que Jesus nasceu.


sexta-feira

Linda Noite de Natal!



Linda noite de Natal
Noite de grande alegria
Caminhava S. José
Mais a sagrada Maria

Linda noite, linda noite
Linda noite de Natal

Caminhavam p’ra Belém
Para lá chegar de dia
Mas quando eles lá chegaram
Já toda a gente dormia

Linda noite, linda noite
Linda noite de Natal

Bateram a muitas portas
Mas ninguém lhes acudia
Foram dar a uma choupana
Onde o boi bento dormia

Linda noite, linda noite
Linda noite de Natal



Hoje ando a Chá de Perpétuas Roxas, se não!...

- se não?!...

- se não: logo à noite não canto!


Um santo Natal, com Jesus, para todos!

terça-feira

Emanuel - Deus connosco

10.º Dia de Caminhada no Advento




"O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e aos que habitavam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz." (Is. 9, 2)

Através das profecias, a figura do Messias vai-se perfilando com maior transparência: "Brotará uma vara do tronco de Jessé e um rebento brotará das suas raízes" (Is. 11, 1).
Uma vara e um rebento saídos da raiz de Jessé, pai de David, de quem proveio Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo (cf. Mt. 1, 16).
Podemos dizer, assim, que Maria Santíssima é a vara e Cristo o rebento, porque da Virgem humilde de Nazaré, desposada com José, descendente de David, nasce o Messias - o Emanuel: Deus connosco (cf. Mt. 1, 23).

O Messias é-nos apresentado por Isaías repleto do Espírito Santo, enriquecido com os Seus dons e enviado para julgar os pobres com justiça (cf. Is. 11, 2 - 4), para levantar o ânimo dos humildes e oprimidos que encontrarão um lugar privilegiado na sua missão salvífica.
Também, na alegoria da convivência pacífica entre os animais, inimigos por instinto, o profeta fala da paz que o Messias trará ao mundo, ensinando os homens a vencer as paixões que os fazem ferozes uns contra os outros e a amarem-se como verdadeiros irmãos (cf. Is. 11, 6 - 9).
Então o rebento da raiz de Jessé, posto por estandarte dos povos, será procurado pelas nações e será gloriosa a sua morada (cf. Is. 11, 10).

Aprendemos muito com os retratos de Jesus no Antigo Testamento. O livro de Isaías em especial apresenta quadros de Cristo como sendo o Servo (cf. Is. 42; 49; 50; 52; 53; 61).
Na advertência de Isaías no capítulo 42, 1-4, e citada em Mateus 12, 18-21, dá bem para entender correctamente a natureza de Jesus Cristo: "Eis o Meu servo, que eu amparo, o Meu eleito, no qual a Minha alma se deleita; fiz repousar sobre Ele o Meu Espírito, e Ele anunciará a verdadeira justiça às nações. Não gritará nem clamará, nem levantará a voz nas ruas. Não quebrará a cana já fendida, nem apagará a mecha que ainda fumega. Com fidelidade anunciará a justiça. Não desanimará nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a verdadeira justiça sobre a terra" (Is. 42, 1-4).

Isaías foi um dos profetas que melhor soube compreender as esperanças dos pobres e as suas reivindicações sociais, concretizando estas esperanças na expectativa de um mundo proveniente de Deus.

João Baptista aparece com uma pregação que é convite à conversão, como condição essencial a acolher a salvação que vai chegar:
"Pregava assim: «Depois de mim, vai chegar outro que é mais poderoso do que eu, diante do Qual não sou digno de me prostrar para lhe desatar as correias das sandálias. Eu vos baptizarei com água, mas Ele baptizar-vos-á no Espirito Santo»". (Mc. 1, 7 - 8) (cf. Lc. 3, 16)

São três as figuras principais do Tempo do Advento - o profeta Isaías, João Baptista e Maria - que nos apresentam o Messias.
Mas, Maria é, das três, a figura mais central, aquela que se entregou, plenamente, à vontade do Senhor e esperou, na alegria a Sua vinda ao mundo. A alegre espera pelo Senhor está no ventre de Maria. E a Igreja, vivendo com ela a sua gravidez, gera vida na comunidade.

Jesus é o Emanuel, Deus connosco.
Ele já veio, no tempo do Imperador César Augusto. É Aquele que os profetas anunciaram ao povo como Messias;
Ele vem, no presente, de modo especial nos Sacramentos, na Palavra, na assembleia cristã e no testemunho dos baptizados. É presença misteriosa, viva, actuante na Sua Igreja, intervindo e penetrando, através dela, na história dos homens e no mundo;
Ele virá, no fim dos tempos, gloriosamente. Aí conheceremos, plenamente, o Seu amor e o esplendor do nosso destino.

O Advento, que não significa espera, como se poderia supor, é a tradução da palavra grega parusia, que significa presença, vinda, chegada; e também aniversário de uma vinda, de uma chegada. Quer dizer que é presença começada e assume, então, o valor de espera e de preparação. O Advento prepara a vinda do Senhor.

O facto de o Advento significar presença de Deus já começada, mas só começada, implica que o cristão não olhe apenas o que já foi e o que aconteceu, mas também que espere e se prepare para o que está por vir.
A presença de Deus, que somente começou, será um dia presença total.


"Eis que uma Virgem conceberá
E dará à luz um filho
Chamado Emanuel

Estou a ouvir o que diz o Senhor
Deus anuncia a paz

A sua salvação está perto dos que o temem
E a sua glória habitará na nossa terra"


Textos de Apoio:
Bíblia Sagrada;
Vários apontamentos e pesquisas.
Amanhã seguiremos nesta Caminhada de Advento com a Felipa

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