domingo
Eucaristia e Igreja nascem da ressurreição
segunda-feira
domingo
Este é o dia que fez o Senhor!
«Se domingo vem de Dominus (Senhor), então o domingo da Ressurreição é o que dá sentido a todos os domingos e à Eucaristia, na comunidade, para o encontro com o Senhor Ressuscitado e com os irmãos. É assim que participamos na sua Ressurreição, e somos vivificados. Deste modo, a ressurreição de Cristo transforma também o Corpo, que somos nós, e comunica o seu Espírito, e a sua paz, à Igreja. Quem não participa, deixa de receber esta luz, esta graça e esta vida.
Hoje é a festa das festas, o dia dos dias! Porque é Páscoa (passagem), faz-nos descobrir que estamos em caminhada, inundados de alegria e de esperança, porque é o começo duma nova criação!
A Páscoa faz-nos descobrir o sentido do nosso baptismo, participando na morte e na ressurreição de Cristo, para o caminho numa vida nova. A vigília pascal, da noite anterior, é essa grande vivência. Cristo esteve morto e ressuscitou, para oferecer essa vida, a quem experimenta pela fé uma vida em Cristo. A ressurreição de Jesus oferece-nos uma vida em plenitude, feita dom de amor e de serviço. Não queiramos, pois, ficar na mediocridade, duma vida superficial e apenas sustentada pelas coisas passageiras e vazias. Tentemos perceber o testemunho dos primeiros discípulos, como nos anuncia a primeira leitura da Eucaristia da Ressurreição, e interroga-te se, na verdade, participas deste dinamismo, como nos pede o texto da Epístola aos Colossenses, que escutámos em segundo lugar. Mas, depois, procura entender como a descoberta do túmulo vazio foi o início para uma transformação autêntica, na vida das primeiras testemunhas.
Senhor Deus do universo, que neste dia, pelo vosso Filho Unigénito, vencedor da morte, nos abristes as portas da eternidade, concedei-nos que, celebrando a solenidade da ressurreição do Senhor, renovados pelo vosso Espírito, ressuscitemos para a luz da vida. (Oração de Colecta do Domingo da Ressurreição)
Repara no que esta oração apresenta! Cristo esteve morto e ressuscitou, passados três dias. Por isso, o céu desce à terra, e abre a porta da eternidade. A ressurreição de Jesus é o primeiro passo, que nos permite ressuscitar, e começar a viver o céu, na terra, com uma vida plena!
"Viu e
acreditou" (
O discípulo amado viu o sepulcro vazio, e as coisas todas em ordem. A ausência do corpo morto de Jesus fê-lo dar um passo em frente na fé. Por isso, acreditou! Cada um de nós busque os sinais da ressurreição de Jesus.
Aleluia! »
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o Domingo de Páscoa e primeira semana da Páscoa)
sábado
Silêncio e Solidão
«Uma antiga homilia do Século IV nos diz sobre o Sábado Santo:
Eis o Sábado Santo que é o dia do escondimento de Deus, nos dizia Bento XVI.
Uma certeza nos guia...
A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina antes da Páscoa.
É um tempo (quadragésima) de 40 dias de preparação para a Páscoa da Ressurreição de Jesus.
Mas qual é o dia certo em que termina?
Algumas pesquisas:
1. "Começa em Quarta-Feira de Cinzas e termina pela tarde de Quinta-Feira Santa": (Portal Ecclesia - Quaresma- Secretariado Nacional de Liturgia)
2. "Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa": (A Quaresma, caminhada para a Páscoa - Paroquia PACO de ARCOS)
3. "Começa na quarta-feira de Cinzas e termina no sábado de Aleluia": (Afinal, o que é a Quaresma? - Alvorada On-Line * Jornal Lourinhã)
4. "Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos": (Tempo da Quaresma - Paróquia Rosa Mística)
5. "Começa com a Quarta-Feira de Cinzas e termina com o Domingo de Páscoa": (entramos na quaresma e veja o seu significado - portucália - Sapo)
...
Mas uma certeza nos guia: Jesus Cristo Vive.
Ressuscitou no Domingo de Páscoa, como havia dito. Porque "se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé". (1Cor.15,14.17)
Jesus Cristo está Vivo entre nós.
Desejo a todos uma feliz e santa Páscoa, na alegria de Jesus Ressuscitado.
Adenda
domingo
A Luz que vem de Deus
A Palavra de Deus deste domingo está marcada pela cura do cego, para ajudar a perceber que há uma cegueira pior, e que o Senhor quer curá-la nos baptizados. Diz o povo, na sabedoria milenária, que “não há maior cegueira do que não querer vê-la”. Peçamos ao Senhor que nos cure desta terrível cegueira. O convite que nos é dirigido apela à vivência do Baptismo, começando na primeira leitura, a propósito da unção com óleo, passando depois pela chamada de passar das trevas do pecado e do erro, para o caminho da luz. S. Paulo lembra: “Desperta, tu que dormes…” Mas agora Jesus nos quer curar pela fé, pois o pecado nos impede de ver.
"Senhor nosso Deus que, pelo vosso Filho, realizais
admiravelmente a reconciliação do género humano, concedei ao povo cristão fé
viva e espírito generoso, a fim de caminhar alegremente para as próximas
solenidades pascais. Por NSJC…" (Oração
de coleta do IV Domingo da Quaresma)
Para melhor vivermos o baptismo, com a cura da cegueira
do pecado, o Senhor nos propõe o sacramento da Reconciliação. É esta graça que
solicitamos logo no início da Eucaristia. Desta maneira nos preparamos para
celebrar a Páscoa com verdade, passar da morte à vida nova.
"Ele foi, lavou-se e começou a ver." (Jo. 9, 1-41)
Senhor, que eu veja.
Que eu veja a tua presença na minha vida.
Que eu veja a beleza escondida nas pequenas coisas.
Que eu veja a dor que precisa da minha compaixão.
o mundo continua o mesmo —
mas tudo começa a ser visto de outra maneira.»
sábado
Transfiguração
«A graça e o amor de Jesus Cristo, que nos chama à conversão, estejam convosco!
Amigos, insisto na saudação quaresmal, apresentada no novo Missal romano, para que não esqueçamos facilmente a proposta da liturgia deste tempo, que é muito rico de graça e de misericórdia, para todos os que querem fazer uma experiência autêntica de vida cristã. Por isso, que não haja ninguém desatento, à margem e em ausência grave da experiência da fé.
No 2º Domingo da Quaresma podemo-nos enriquecer com as leituras bíblicas que, no ciclo A da liturgia deste tempo, nos oferecem a oportunidade de nos colocarmos em sintonia e comunhão com a vivência catecumenal, que a Igreja apresenta desde os tempos mais remotos.
Procuremos sintonizar com o projecto de Deus, que neste domingo nos convida a seguir o caminho de escuta e de adesão aos seus projectos, e com obediência total aos planos do Pai.
Senhor nosso Deus, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por NSJC… (Oração Colecta do II Domingo da Quaresma)
Deus vem ao nosso encontro, e fala-nos. E nós devemos estar disponíveis e atentos para o escutar, na pessoa do seu Filho. E assim Ele nos prepara para participarmos da sua glória. Recebamos a graça que nos quer transfigurar, isto é, passar da vida velha à vida nova.
Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O. (Mt. 17, 1-9)
Procuremos, antes de mais, merecer a escolha de Jesus, para entrarmos na sua intimidade. E Ele nos conduz à comunhão com o Pai.
Para ouvir a sua voz, peçamos ao Espírito Santo que venha em nosso auxílio, e nos ajude a rezar: Jesus, Tu és o meu Senhor! Contigo, quero ser filho. Acolho a tua voz no meu coração!...»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao II Domingo da Quaresma, ano A)
Ditoso o que anda na lei do Senhor
«O Deus da esperança que, pela acção do Espírito Santo, nos alegra com a sua paz, esteja convosco!
Com esta saudação, retomamos uma saudação inscrita na nova versão do Missal romano, e que ajuda a aprofundar toda a riqueza que a Eucaristia nos proporciona. A de hoje evidencia o dom da paz, que o Espírito Santo realiza nos nossos corações. Como é bom sentir Deus a agir em nós, numa simples saudação, que nos convida a uma relação pessoal com Deus!
Ao celebrarmos o VI Domingo comum, a Palavra do Senhor convida a tomar atitudes face ao projecto de Deus, para que possa haver vida plena e experiência de salvação. Logo a primeira leitura nos anuncia que o homem é livre de escolher entre a proposta de Deus e a sua auto-suficiência. Na 2ª leitura, o apóstolo Paulo faz uma apresentação do projecto salvador de Deus, preparado para aqueles que O amam. O evangelho convida a assumir a verdadeira atitude, que manifesta essa adesão. Então importa saber o que há de verdadeiramente novo na proposta de Jesus.
"Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por NSJC…" (Oração de colecta do VI Domingo comum)
Muitos cristãos afastam-se da Igreja e da prática dos sacramentos, exactamente por não tomarem atitudes face à proposta da Palavra de Deus. Esquecem-se que o segredo está na renovação do coração, manifestando atitudes que expressem a experiência da novidade que a vivência da Palavra nos traz. Com esta oração, peçamos essa graça ao Senhor.
"A vossa linguagem deve ser: Sim, sim; não, não". (Evangelho: Mt. 5, 17-37)
Os “ditos” de Jesus oferecem à Igreja a novidade por que deve orientar-se, na sua caminhada histórica, para seguir a originalidade de Cristo. Na dinâmica do Reino, a atitude dos discípulos tem de manifestar o fruto da vivência, com um compromisso coerente no estilo de vida e dos valores dessa adesão. Daí, o paralelismo: "foi dito",… "porém, Eu digo-vos".»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o VI Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)
Ser sal da terra e luz do mundo
Esta é uma saudação bíblica, contida no livro do Apocalipse (Ap. 1, 4b), e que apresento como proposta a que façam também pesquisa na Sagrada Escritura. Tudo isso tem como sugestão um convite a abrir a Bíblia, para se alimentarem da Palavra de Deus. Se não houver esse esforço, a Bíblia continua fechada para muitos, mantendo um desconhecimento da Palavra revelada, em ordem a uma fé esclarecida. Por isso, na passada semana, vos convidei a rezar a Palavra de Deus, a partir da Bíblia.
As boas obras, que devemos manifestar, são a concretização da segunda parte das bem-aventuranças, que acolhemos na semana passada. Por isso, fomos convidados a rezá-las. E agora, convidados a concretizar com obras concretas, para não nos contentarmos com lindas intenções.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o V Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)
«Vós sois o sal da terra.... Vós sois a luz do mundo». Não se trata de uma exortação de Jesus, "esforçai-vos por vos tornardes luz", mas "sabei que já o sois".
segunda-feira
Apresentação de Jesus no Templo
«No dia 2 de Fevereiro celebra-se a festa da Apresentação do Senhor, *outrora de N.ª S.ª das Candeias ou de N.ª S.ª da Luz, com muita tradição na religiosidade popular.
Na celebração, em destaque, apresentam-se as figuras do velho Simeão e de Ana, que esperaram e acolheram o Senhor. Eles nos representam, e por isso nos reunimos ao domingo, pois “O reconheceremos na fração do Pão, enquanto aguardamos a Sua vinda gloriosa”, como rezamos na liturgia deste dia.
A Eucaristia deste dia termina com uma oração, deixando esta súplica:
“fortalecidos por estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos a vida eterna”.
Como é belo viver esta correspondência!»
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no dia da Apresentação do Senhor ao Templo, quarenta dias após o seu nascimento.
Que Jesus, a Luz que por ela nos vem, ilumine a nossa escuridão!
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