segunda-feira, março 30, 2026

Boa Semana Santa!

 «Iniciamos a semana maior da nossa fé, como é tradicionalmente conhecida. Que ela seja a mais bela expressão da vida cristã para todos! 

E se ser cristão é ser outro Cristo, queremos aproveitar este dom para corresponder ao último passo da caminhada para a vida nova que o Senhor nos oferece. 

O domingo de Ramos da Paixão do Senhor é assinalado por duas facetas: em primeiro lugar a bênção dos ramos, para celebrar a entrada solene de Jesus em Jerusalém, e depois a experiência de Deus que, por amor, Se fez um de nós, para servir, dar a vida, e libertar-nos da escravidão e do egoísmo.

Na liturgia da Palavra, somos convidados a ser discípulos, seguindo o Mestre, Ele que, sendo de condição divina, assumiu ser humilde e servidor, para que Deus O exaltasse como Senhor e Redentor. Com centralidade no relato da Paixão do Senhor, deixemo-nos interpelar pelo sentido da vida plena, com o exemplo do Senhor na entrega incondicional, feita dom de amor total.

Com as duas dimensões, tão contrastantes, que a celebração do domingo de Ramos nos apresenta, queremos unir-nos indissociavelmente à manifestação gloriosa e redentora de Jesus Cristo. Não é por acaso que normalmente é uma das celebrações mais concorridas na participação dos fiéis. Que a nossa vivência não se fique limitada na busca duma bênção, separada do mistério íntegro e profundo da fé, mas procure expressar o seguimento do caminho, que Jesus Cristo propõe a todos os que querem ser seus discípulos. É assim que a Paixão do Senhor continua na vida da Igreja, a beneficiar todos os que querem completar na sua vida o que falta à Paixão de Cristo. Deixemo-nos libertar e salvar!

"Deus eterno e omnipotente, que, para dar aos homens o exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e padecesse o suplício da cruz, fazei que sigamos os ensinamentos da sua paixão, para merecermos tomar parte na glória da sua ressurreição." (Oração de colecta no Domingo de Ramos na Paixão do Senhor)

 A incarnação de Jesus foi autêntica, assumindo ser um de nós, com os pés na terra (húmus), e não em bicos de pés, como fazem muitos, e, como homem livre, suportou a cruz, por amor, para nos libertar de todas as amarras e escravidões. É assim que nos propõe um caminho de serviço e de doação, para poder atingir a plenitude da glória na ressurreição. Sigamos o seu exemplo e peçamos a sua graça, para termos força de seguir o seu caminho! Não há Cristo sem cruz, e só poderemos ser cristãos se O seguirmos em verdade, com a nossa cruz!

“Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Evangelho: Lc 22, 14-23, 53)

A entrega amorosa de Jesus ao Pai é fonte que convida a mergulharmos na vida divina, com que fomos presenteados na graça do baptismo. Filhos de Deus, e seguidores de Jesus, continuamos a doação da vida a Deus e aos irmãos. Sem reservas, nem medos! Sem mentira e sem fingimento! No momento supremo da sua vida, Jesus rezou um salmo.

A nossa oração, unidos a Jesus, manifesta a história do nosso amor. É a respiração da nossa alma, até ao último momento, numa entrega total a Deus!»

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o Domingo de Ramos e Semana Santa)


domingo, março 29, 2026

Santa semana!

 «Eis que chega a chamada semana maior da nossa fé. Efectivamente é assim que é conhecida a semana santa, por nela terem lugar os mistérios centrais da vida cristã. Nomeadamente, o Tríduo Pascal, sendo o mais pequeno, no tempo, da vida litúrgica, é o mais intenso nos mistérios que nos propõe para a vivência da fé. 

Vivemos o Domingo de Ramos na Paixão do Senhor. Destaque para a leitura da Paixão, que é central da liturgia da Palavra desta Eucaristia. Mas a celebração é enriquecida com a bênção e procissão dos ramos, com que se inicia, para viver a entrada solene de Jesus na cidade de Jerusalém. Juntemo-nos às crianças e jovens que aclamaram Jesus Cristo, com palmas e ramos de árvore, na sua entrada em Jerusalém. Bendito o que vem em nome do Senhor!

A liturgia da Palavra começa o texto de Isaías, que nos fala do Servo sofredor. Cristo foi quem o viveu por excelência. Muito bela é também a resposta orante do Salmo responsorial: Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes! A 2ª leitura fala-nos Cristo Jesus que, de condição divina, Se fez servo. Culmina depois com o relato da Paixão.

Deus todo poderoso e eterno, que, para salvar a humanidade, quisestes que o nosso Salvador Se fizesse homem e suportasse a cruz, fazei que vivamos unidos a Ele na sua paixão, para chegarmos a tomar parte na glória da sua ressurreição. Ele que é Deus… (Oração de colecta do Domingo de Ramos)

      Com o destaque da celebração da Paixão, pelo exemplo que Jesus Cristo nos deu, pedimos a graça de tomar parte, para igualmente merecermos participar na Sua ressurreição. Como discípulos, assumamos também a nossa cruz, para nos unirmos à Sua paixão e ressurreição.

"Este era verdadeiramente Filho de Deus." (Mt. 26, 14 - 27, 66)

Como estamos a sós, com Ele, primeiramente eu sugiro que leiamos e meditemos todo o relato da Paixão. Mas depois, procuremos, com a graça do Espírito Santo, unir-nos em oração a Cristo, Filho de Deus.

Porque estamos na semana maior, para a nossa fé, para além da participação indispensável na Eucaristia do Domingo da Ressurreição, procuremos ter igualmente alguma das celebrações do Tríduo, se possível, na Vigília Pascal.»  (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o Domingo de Ramos e semana santa, ano A)

Uma outra reflexão - pelo padre Manuel Barbosa, scj:

 

sábado, março 28, 2026

Uma certeza nos guia...


A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina antes da Páscoa.

É um tempo (quadragésima) de 40 dias de preparação para a Páscoa da Ressurreição de Jesus.

Mas qual é o dia certo em que termina?

Algumas pesquisas: 

1.  "Começa em Quarta-Feira de Cinzas e termina pela tarde de Quinta-Feira Santa": (Portal Ecclesia - Quaresma- Secretariado Nacional de Liturgia)

 2. "Começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa": (A Quaresma, caminhada para a Páscoa - Paroquia PACO de ARCOS)

 3. "Começa na quarta-feira de Cinzas e termina no sábado de Aleluia": (Afinal, o que é a Quaresma? - Alvorada On-Line * Jornal Lourinhã)

 4. "Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos": (Tempo da Quaresma - Paróquia Rosa Mística)

 5. "Começa com a Quarta-Feira de Cinzas e termina com o Domingo de Páscoa": (entramos na quaresma e veja o seu significado - portucália - Sapo)

Qual é a Resposta Certa: 1; 2; 3; 4; ou 5?

...

Mas uma certeza nos guia: Jesus Cristo Vive.
Ressuscitou no Domingo de Páscoa, como havia dito. Porque "se Cristo não ressuscitou é vã a nossa fé". (1Cor.15,14.17)

Jesus Cristo está Vivo entre nós.


Desejo a todos uma feliz e santa Páscoa, na alegria de Jesus Ressuscitado.


Adenda
Comentário do p. José António Carneiro com a resposta correcta: «a Quaresma começa com as cinzas e termina na Quinta feira santa, antes da Missa da Ceia do Senhor e depois da Missa Crismal que o bispo preside e na qual concelebra o clero diocesano e na qual benze os óleos... Nao sei se acaba às 12h ou às 17h... Mas isso é o menos importante... Com a missa da Ceia do Senhor começa o Tríduo Pascal que já nao é Quaresma.

A Carta apostólica de Paulo VI, aprovando as Normas Universais do Ano Litúrgico e o novo Calendário Romano geral, diz, no n. 28: "O tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do Senhor (Quinta-feira santa, à tarde), exclusive".»

sexta-feira, março 27, 2026

Nossa Senhora das Dores


(também chamada Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Angústias, Nossa Senhora das Lágrimas, Nossa Senhora das Sete Dores, Nossa Senhora do Calvário ou ainda Nossa Senhora do Pranto, e invocada em latim como 'Beata Maria Virgo Perdolens', ou 'Mater Dolorosa')

O dia da memória de Nossa Senhora das Dores é em 15 de Setembro

Mas a Igreja também dedica tradicionalmente a última Sexta-Feira da Quaresma (antes da Semana Santa) às 7 dores de Nossa Senhora. 

Essas 7 dores teve-as ao longo da vida, depois de ter aceitado ser a Mãe de Deus feito Homem, Jesus Cristo. Mas as piores aconteceram na Paixão do Seu Filho.

Nossa Senhora das Dores surge representada sendo ferida por sete espadas no seu coração imaculado (algumas vezes uma só espada), dado ter sido trespassada por uma espada de dor, aquando da Paixão e Morte do seu Filho, unindo-se ao seu sacrifício enquanto redentor. 

O culto à Mater Dolorosa iniciou-se em 1221, no Mosteiro de Schönau, na Germânia. 

Em 1239, a sua veneração no dia 15 de Setembro teve início em Florença, na Itália, pela Ordem dos Servos de Maria (Ordem Servita).

1.) Para fazer companhia à nossa querida Mãe é tradição rezar, neste dia, o Terço das Sete Dores da Virgem Maria: um Pai-nosso e sete Ave-marias por cada uma das 'dores' de Maria.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria:
 
1ª. - As profecias de Simeão na apresentação de Jesus no templo
         (Lc 2,34-35);
2ª. - A fuga da Sagrada Família para o Egipto
         (Mt 2,13);
3ª. - O Menino Jesus perdido e encontrado no Templo
         (Lc 2,43-45);
4ª. - O Doloroso encontro de Maria com Jesus no caminho do Calvário
         (Lc 23,26);
5ª. - Maria observando o sofrimento e morte de Jesus na Cruz
         (Jo 19,25);
6ª. - Maria recebe o corpo de Jesus nos braços aos pés da Cruz
         (Mt 27,57-59);
7ª. - Maria observa o corpo do filho a ser depositado no Santo Sepulcro
         (Jo 19,40-42).


2.) Em revelações a Santa Brígida (aprovadas pela Igreja Católica), Nossa Senhora prometeu conceder Sete Graças a quem rezar, todos os dias, sete Ave-marias em honra das suas Dores e Lágrimas, 
meditando sobre as mesmas.


Esta meditação nas sete dores de Nossa Senhora é muito útil para rezar diariamente, especialmente desde a sexta-feira antes da Semana Santa até à Páscoa.
 
Primeira Dor 
Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada trespassaria o vosso Coração; Mãe de Deus, ouvi a nossa prece. 
Ave Maria... 

Segunda Dor 
Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egipto, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvar das fúrias do ímpio Herodes; Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece. 
Avé Maria... 

Terceira Dor 
Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias; Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece. 
Avé Maria...
 
Quarta Dor 
Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do calvário; virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece. 
Avé Maria... 

Quinta Dor 
Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões; Mãe da Divina graça, ouvi a nossa prece. 
Avé Maria...
 
Sexta Dor 
Pela dor que sofrestes quando recebestes nos vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz; Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece. 
Avé Maria...
 
Sétima Dor 
Pela dor que sofrestes quando o Corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando vós, na mais triste solidão; Senhora de todos os povos, ouvi a nossa prece. 
Avé Maria...
 

(A Santíssima Virgem é ainda honrada no mês de Setembro, além do dia 15, nas seguintes festas:

*Natividade de Nossa Senhora - a 8 de Setembro ;

**Santíssimo Nome de Maria - a 12 de Setembro.)

***
"Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; 
perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; 
perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; 
perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; 
perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; 
perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança; 
os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; 
os discordes: para Senhora da Paz; 
os desencaminhados: para Senhora da Guia; 
os cativos: para Senhora do Livramento; 
os cercados: para Senhora da Vitória. 
Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho;
 os navegantes: para Senhora da Boa Viagem;
os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso; 
os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte; 
os pecadores todos: para Senhora da Graça; 
e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. 
E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (...), dirão que nasce (...) para ser Maria e Mãe de Jesus". (Pe. António Vieira)

terça-feira, março 24, 2026

Jesus Cristo - Como entender esse amor?

 
  Michael W.Smith - Above All

Acima de todo o poder, acima de todos os reis
Acima da natureza e de toda as criaturas
Acima de qualquer sabedoria e de todos os planos humanos
Estavas aqui antes da criação do mundo

Acima de todos os reinos, acima de todos os tronos
Acima de todas as maravilhas conhecidas deste mundo
Acima de qualquer riqueza e tesouros que há na terra
Não há como medir o quão precioso És

Crucificado, sepultado atrás de uma pedra
Viveste para morrer, rejeitado e só
Como uma rosa, pisada sobre o chão
Assumiste a culpa e pensaste em mim
Acima de tudo.

segunda-feira, março 23, 2026

Eis-me aqui

(reposição)

«Eis-me aqui, Jesus, também hoje diante de Ti,
todo renovado, assim como Tu me queres.
Eu serei a resposta ao Teu porquê,
um fruto digno do Teu abandono: eis-me aqui!

Um pacto já nos une,todos diante de Ti
a declarar o nosso amor exclusivo,
a responder aos dons do Teu amor,
e porque foste abandonado,
contigo morremos e ressuscitamos.

Estamos na primeira fila desta aventura divina
para que vença neste mundo o amor;
uma só alma, uma só voz que canta,
e repete com a vida
a oração que chega a Ti.»


 
_______ 
E eis-me ali também, em Notas Soltas, 
(um blogue da amigos)
falando um pouco de Fé.

domingo, março 22, 2026

Eu creio, Senhor!

«Caminhamos para a Páscoa! Aspiramos a uma vida nova! Para isso, mais uma mensagem interpeladora:

Como é maravilhoso acolher a vida com o sentido da plenitude! Mais do que seres viventes, como as plantas e os animais, nós somos marcados por uma dimensão, enriquecida com o dom da vida em Cristo, que realiza em nós o que há de mais belo e profundo. É em Cristo, Ressurreição e Vida, que somos chamados a viver.

Vamos no V Domingo da Quaresma, a aproximar-nos da celebração dos mistérios centrais da nossa fé. A liturgia oferece-nos a vivência dos desígnios de Deus, que comunica uma vida que ultrapassa a dimensão biológica.»

(um aparte:) «Por isso, abramo-nos aos dons que convidam a participar na forma mais profunda. Logo na primeira leitura, o Senhor nos chama a essa vida que vem do Espírito, com o convite a sairmos dos nossos túmulos. Depois, na Epístola aos Romanos, acolhemos a vocação a não vivermos apenas dum modo natural, segundo a carne, mas pelo baptismo, segundo o Espírito de Cristo. Mas é no Evangelho que está a proposta a uma vida definitiva, que Deus nos oferece.

Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de viver com alegria o mesmo espírito de caridade que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos homens. Por NSJC… (Oração de coleta do V Domingo da Quaresma)

Somos chamados a estar unidos a Cristo, que se entregou por amor, pela salvação dos homens. O cristão, que não se esforça por ter por o mesmo espírito de caridade, não é capaz de assumir a sua cruz, para ser seu discípulo, e completar em si o que falta à paixão do Senhor. Unamo-nos a Ele, e abracemos a nossa cruz.

Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus. (Jo. 11, 1-45)

Acreditar é aderir à Sua pessoa e à Sua Palavra, é estar com Ele e viver em comunhão. Manifestemos a nossa unidade, inseparável, com Jesus, como Marta.»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao V Domingo da Quaresma, ano A)

Uma outra reflexão - pelo padre Manuel Barbosa, scj:


domingo, março 15, 2026

A Luz que vem de Deus

«Prossegue a nossa caminhada quaresmal, pois chega o quarto domingo. Oxalá a estejamos a aproveitar.

A Palavra de Deus deste domingo está marcada pela cura do cego, para ajudar a perceber que há uma cegueira pior, e que o Senhor quer curá-la nos baptizados. Diz o povo, na sabedoria milenária, que “não há maior cegueira do que não querer vê-la”. Peçamos ao Senhor que nos cure desta terrível cegueira. O convite que nos é dirigido apela à vivência do Baptismo, começando na primeira leitura, a propósito da unção com óleo, passando depois pela chamada de passar das trevas do pecado e do erro, para o caminho da luz. S. Paulo lembra: “Desperta, tu que dormes…” Mas agora Jesus nos quer curar pela fé, pois o pecado nos impede de ver.

"Senhor nosso Deus que, pelo vosso Filho, realizais admiravelmente a reconciliação do género humano, concedei ao povo cristão fé viva e espírito generoso, a fim de caminhar alegremente para as próximas solenidades pascais. Por NSJC…" (Oração de coleta do IV Domingo da Quaresma)

Para melhor vivermos o baptismo, com a cura da cegueira do pecado, o Senhor nos propõe o sacramento da Reconciliação. É esta graça que solicitamos logo no início da Eucaristia. Desta maneira nos preparamos para celebrar a Páscoa com verdade, passar da morte à vida nova.

"Ele foi, lavou-se e começou a ver." (Jo. 9, 1-41)

Acolho esta Palavra. Também eu me quero lavar, curar as minhas cegueiras, libertar das prisões do pecado, e experimentar uma vida nova e plena em Cristo ressuscitado. Essa graça vem-me pela Confissão. Também “eu creio, Senhor”!» 
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o IV Domingo da Quaresma, ano A e semana que se lhe segue)


Uma outra reflexão - pelo padre Manuel Barbosa, scj


«Talvez a oração mais verdadeira deste Evangelho seja simples:
Senhor, que eu veja.

Que eu veja o bem que existe nas pessoas.
Que eu veja a tua presença na minha vida.
Que eu veja a beleza escondida nas pequenas coisas.
Que eu veja a dor que precisa da minha compaixão.

Porque quando Deus abre os olhos de alguém…
o mundo continua o mesmo —
mas tudo começa a ser visto de outra maneira.»

sexta-feira, março 13, 2026

Contradições

No Sermão da Montanha (Mt 5, 3-12) Jesus ensina-nos as Bem-aventuranças: 
 * Bem aventurados (felizes) os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 
* Bem aventurados os que choram, porque serão consolados. 
* Bem aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 
* Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 
* Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 
* Bem aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 
* Bem aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 
* Bem aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 
* Bem aventurados sereis, quando vos insultarem, vos perseguirem, e disserem, falsamente, toda a espécie de mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai porque será grande no Céu a vossa recompensa. 

  A sociedade ocidental deste princípio de século XXI também nos ensina bem-aventuranças: 
 » Felizes os que promovem a guerra e a discórdia, porque fazem fortuna com a desgraça alheia. 
» Felizes os que insultam, caluniam e sobre o nome dos outros lançam lama, porque jamais serão responsabilizados. 
» Felizes os ricos, porque nada lhes falta. 
» Felizes os que roubam, fogem aos impostos e não declaram os seus rendimentos, porque jamais serão punidos. 
» Felizes os maldosos e os mentirosos, porque semeiam a confusão e escapam sempre. 
» Felizes os que comem e bebem em excesso, porque aproveitam a vida. 
» Felizes os que perseguem e maltratam, porque são donos e senhores do mundo. 
» Felizes os que exploram, porque alcançam os seus objectivos. 
» Felizes os agressivos e os brigões, porque a eles ninguém incomoda. 
» Felizes os que possuem um título académico, porque todos os respeitam. 
» Felizes os que são importantes e famosos, porque todos os admiram. 
» Felizes os que matam, porque sabem defender-se. 
» Felizes os que seguem todos estes preceitos de modo exemplar, porque revelam um profundo desrespeito pela vida.

No Evangelho de Lc 6,17.20-26 Jesus continua:
- Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. 
- Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. 
- Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem.


quinta-feira, março 12, 2026

“Remar contra a maré”

“Nada te turbe, nada te espante.
Quem a Deus tem, nada lhe falta.
Nada te turbe, nada te espante.
Só Deus basta.”
(Santa Teresa de Ávila)

Ninguém está imune à onda de egoísmo que rola à nossa volta.
Depressa nos deixamos arrastar por ela, quando somos indiferentes ao sofrimento dos outros, quando não nos preocupamos com o bem comum, indo até à destruição do que é de todos…

É verdade que se conseguem, por vezes, alguns gestos de solidariedade, mas falta uma atitude constante.

Que fazer para inverter esta tendência?

- Ousar amar!

No entanto, o amor exige aceitação total do outro, doação sem limites…
Não é algo abstracto. Traduz-se em atitudes, palavras, gestos, tempo.
Tudo tão difícil no mundo de hoje.

Onde encontrar a força para esta ousadia, para contrariar a onda de materialismo que nos rodeia e que convida sobretudo ao comodismo e ao egoísmo?

- NAquele que é o Amor por Excelência. Uma fonte inesgotável: Deus.

Esta é uma descoberta maravilhosa. Deus ama-nos com um amor infinito, que podemos livremente aceitar e procurar retribuir.

Mas aí está um desafio ainda maior!
Não será ousado de mais?!

Quem ama a Deus, corre o risco de ser criticado por acolher e manifestar tal amor.
Porém, vale a pena desenvolver essa coragem e experimentar a beleza dele.

Em Jesus, nós podemos aprender a apoiar a nossa vida no amor de Deus.
NEle encontramos o alimento e a força para “remar contra a maré”.

sábado, março 07, 2026

Água viva

«Na caminhada quaresmal, chegámos ao III Domingo. Para nós, cristãos, é um dom que o Senhor nos oferece, para nossa conversão e renovação baptismal.

O Senhor abre-nos um horizonte de vida eterna, para uma vida plena e felicidade perfeita, que Ele oferece na vida nova do Baptismo. Que a água viva jorre do nosso coração, pelo dom do Espírito, “porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações”, como lembra a segunda leitura. Se conhecesses o dom de Deus, tu correrias até o encontrar! Moisés bateu com a vara no rochedo, donde brotou a água para matar a sede. Para nós, devemos solicitar a graça ao Espírito Santo. Como a samaritana, peçamos: “Senhor, dá-me dessa água”!

Senhor, nosso Deus, autor de todas as misericórdias e de toda a bondade, que nos fizestes encontrar no jejum, na oração e no amor fraterno os remédios do pecado, olhai benigno para a confissão da nossa humildade, de modo que, abatidos pela consciência da culpa, sejamos confortados pela vossa misericórdia. Por NSJC… 

(Oração de colecta do III Domingo da Quaresma) 


Esta oração sugere três meios penitenciais, fundamentais para a quaresma: a oração, o jejum e o amor fraterno. Com eles, queremos pedir a graça da misericórdia de Deus, para darmos frutos de renovação interior. 

Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo(Jo. 4, 5-42)

A samaritana foi anunciar aos vizinhos, a alegria do encontro com Jesus, e muitos acreditaram. Agora, devemos ser nós que nos juntamos, e também testemunhamos. Não é pelos outros, mas cada um deve encontrar-se com Jesus, e dizer-Lhe: Tu és o meu Salvador!...»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o III Domingo da Quaresma, ano A, e semana que se lhe segue)


sábado, fevereiro 28, 2026

Transfiguração

 «A graça e o amor de Jesus Cristo, que nos chama à conversão, estejam convosco!

Amigos, insisto na saudação quaresmal, apresentada no novo Missal romano, para que não esqueçamos facilmente a proposta da liturgia deste tempo, que é muito rico de graça e de misericórdia, para todos os que querem fazer uma experiência autêntica de vida cristã. Por isso, que não haja ninguém desatento, à margem e em ausência grave da experiência da fé.

No 2º Domingo da Quaresma podemo-nos enriquecer com as leituras bíblicas que, no ciclo A da liturgia deste tempo, nos oferecem a oportunidade de nos colocarmos em sintonia e comunhão com a vivência catecumenal, que a Igreja apresenta desde os tempos mais remotos.

Procuremos sintonizar com o projecto de Deus, que neste domingo nos convida a seguir o caminho de escuta e de adesão aos seus projectos, e com obediência total aos planos do Pai.

Senhor nosso Deus, que nos mandais ouvir o vosso amado Filho, fortalecei-nos com o alimento interior da vossa palavra, de modo que, purificado o nosso olhar espiritual, possamos alegrar-nos um dia na visão da vossa glória. Por NSJC… (Oração Colecta do II Domingo da Quaresma)

Deus vem ao nosso encontro, e fala-nos. E nós devemos estar disponíveis e atentos para o escutar, na pessoa do seu Filho. E assim Ele nos prepara para participarmos da sua glória. Recebamos a graça que nos quer transfigurar, isto é, passar da vida velha à vida nova.

Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O. (Mt. 17, 1-9)

Procuremos, antes de mais, merecer a escolha de Jesus, para entrarmos na sua intimidade. E Ele nos conduz à comunhão com o Pai. 

Para ouvir a sua voz, peçamos ao Espírito Santo que venha em nosso auxílio, e nos ajude a rezar: Jesus, Tu és o meu Senhor! Contigo, quero ser filho. Acolho a tua voz no meu coração!...»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao II Domingo da Quaresma, ano A)


sábado, fevereiro 21, 2026

Porque nem só de pão vive o homem

«A graça e o amor de Jesus Cristo, que nos chama à conversão, estejam convosco!

Esta é a saudação proposta na nova edição do Missal romano, para este tempo da Quaresma. Por isso a usamos na celebração da Eucaristia, e assim vos saúdo.

Iniciámos na passada quarta-feira a caminhada quaresmal, com a celebração das Cinzas. Muitos cristãos nunca participaram, inclusivamente no que há de mais importante nas celebrações, só porque ocorrem em dias em que não há obrigatoriedade de preceito. E, por isso, ficam privados de alguns dos momentos mais significativos da liturgia cristã, ao longo da sua vida.

Destaca-se na vivência quaresmal o convite à conversão, isto é, a mudança de atitudes e comportamento que não estão de acordo com a experiência genuína da fé. Precisamos de autenticidade, na resposta à Palavra de Deus e às propostas que nos são feitas, para uma vida cristã frutuosa.

Neste 1º domingo da Quaresma somos convidados e recolocar a nossa vida na perspectiva de Deus, tal como um ramo enxertado só floresce se participa da seiva que brota da cepa. Deus criou o homem como ser vivo, mas é em Cristo que lhe dá vida plena. Alimentemo-nos da Palavra.

Não desperdicemos os meios para alcançar a compreensão, e a vivência do mistério de Cristo, para que se manifeste na autenticidade dos frutos e das obras. À luz desta reflexão, rezemos esta oração:

"Concedei-nos, Deus Todo Poderoso, que, pelas práticas anuais do sacramento quaresmal, alcancemos maior compreensão do mistério de Cristo e demos testemunho dele com uma vida digna. Por NSJC…" (Oração Colecta do I Domingo da Quaresma)

Do Evangelho deste I domingo da Quaresma, Mt. 4,1-11:

"Nem só de pão vive o homem…"

"Não tentarás o Senhor, teu Deus…"

"Adorarás o Senhor, teu Deus…"

Vale a pena repetir e saborear cada uma destas respostas de Jesus, perante o tentador. Podemos rezá-las, ao longo da semana, para fortalecer a nossa fé, e não cairmos em tentação. Não esqueçamos que as tentações de Jesus são também as tentações da Igreja, e, se não fizermos combate espiritual, poderemos ser vencidos. Com a graça de Jesus, e a força do Espírito, não permitamos.»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao I Domingo da Quaresma, ano A)

sábado, fevereiro 14, 2026

Ditoso o que anda na lei do Senhor

 «O Deus da esperança que, pela acção do Espírito Santo, nos alegra com a sua paz, esteja convosco!

Com esta saudação, retomamos uma saudação inscrita na nova versão do Missal romano, e que ajuda a aprofundar toda a riqueza que a Eucaristia nos proporciona. A de hoje evidencia o dom da paz, que o Espírito Santo realiza nos nossos corações. Como é bom sentir Deus a agir em nós, numa simples saudação, que nos convida a uma relação pessoal com Deus!

Ao celebrarmos o VI Domingo comum, a Palavra do Senhor convida a tomar atitudes face ao projecto de Deus, para que possa haver vida plena e experiência de salvação. Logo a primeira leitura nos anuncia que o homem é livre de escolher entre a proposta de Deus e a sua auto-suficiência. Na 2ª leitura, o apóstolo Paulo faz uma apresentação do projecto salvador de Deus, preparado para aqueles que O amam. O evangelho convida a assumir a verdadeira atitude, que manifesta essa adesão. Então importa saber o que há de verdadeiramente novo na proposta de Jesus.

"Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por NSJC…" (Oração de colecta do VI Domingo comum)

Muitos cristãos afastam-se da Igreja e da prática dos sacramentos, exactamente por não tomarem atitudes face à proposta da Palavra de Deus. Esquecem-se que o segredo está na renovação do coração, manifestando atitudes que expressem a experiência da novidade que a vivência da Palavra nos traz. Com esta oração, peçamos essa graça ao Senhor.

"A vossa linguagem deve ser: Sim, sim; não, não". (Evangelho: Mt. 5, 17-37)

Os “ditos” de Jesus oferecem à Igreja a novidade por que deve orientar-se, na sua caminhada histórica, para seguir a originalidade de Cristo. Na dinâmica do Reino, a atitude dos discípulos tem de manifestar o fruto da vivência, com um compromisso coerente no estilo de vida e dos valores dessa adesão. Daí, o paralelismo: "foi dito",… "porém, Eu digo-vos".»

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o VI Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

sábado, fevereiro 07, 2026

Ser sal da terra e luz do mundo

«Graça e paz da parte d’Aquele que é, que era e que há-de vir!

Esta é uma saudação bíblica, contida no livro do Apocalipse (Ap. 1, 4b), e que apresento como proposta a que façam também pesquisa na Sagrada Escritura. Tudo isso tem como sugestão um convite a abrir a Bíblia, para se alimentarem da Palavra de Deus. Se não houver esse esforço, a Bíblia continua fechada para muitos, mantendo um desconhecimento da Palavra revelada, em ordem a uma fé esclarecida. Por isso, na passada semana, vos convidei a rezar a Palavra de Deus, a partir da Bíblia.

Vivemos o V Domingo comum, com a liturgia da Palavra a esclarecer como deve ser o compromisso da fé do cristão. O desafio do Reino não nos permite uma atitude instalada e comodista, mas deve levar-nos a viver empenhados com a transformação do mundo, à luz duma vida em plenitude, que Deus promete aos homens, com a vivência do Reino de Deus. É esse o mundo novo que Cristo inaugurou, e oferece a todos os que querem segui-lO. Desde a antiga aliança que Deus se manifesta ao lado daqueles que se comprometem com o Seu plano. Assim o lembra a 1ª leitura. Mas o novo Povo de Deus é chamado a descobrir a realização desse plano, através da cruz de Jesus, como recorda a 1ª Epístola aos Coríntios. Pelo evangelho somos chamados a deixar a mediocridade, para ser sal da terra e luz do mundo, isto é, com manifestação nas boas obras do testemunho baptismal.

"Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa proteção. Por NSJC…" (Oração de coleta do V Domingo comum)

Se Deus nos convida a entrar no Seu plano de amor, pede a nossa inteira confiança, dando-nos a felicidade de sermos membros da Sua família, que Ele assiste com a Sua protecção. Daí, a nossa oração à Sua paternal bondade.

"Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está nos Céus." (Evangelho: Mt. 5, 13-16)

As boas obras, que devemos manifestar, são a concretização da segunda parte das bem-aventuranças, que acolhemos na semana passada. Por isso, fomos convidados a rezá-las. E agora, convidados a concretizar com obras concretas, para não nos contentarmos com lindas intenções.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o V Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

 
"Por onde passares, deixa sal e luz!

Não estamos cá para fazer só por fazer ou para viver só por viver. 
Também não estamos cá para viver à sombra do tanto-faz. Do é-me igual. Do seja o que for. 
Estamos cá para iluminar, na pele do mundo aquilo de que somos feitos... para salgar na memória dos outros um rasto de esperança e de novidade. De promessa de futuro.
«Vós sois o sal da terra.... Vós sois a luz do mundo». Não se trata de uma exortação de Jesus, "esforçai-vos por vos tornardes luz", mas "sabei que já o sois".
(...)
Não estamos cá para dar nas vistas ou para ser famosos. 
Estamos cá para deixar sal e luz. 
Para gravar o nosso nome nas coisas bem-feitas. 
Por onde passares, deixa sal e luz!"

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Apresentação de Jesus no Templo

«No dia 2 de Fevereiro celebra-se a festa da Apresentação do Senhor, *outrora de N.ª S.ª das Candeias ou de N.ª S.ª da Luz, com muita tradição na religiosidade popular. 

Na celebração, em destaque, apresentam-se as figuras do velho Simeão e de Ana, que esperaram e acolheram o Senhor. Eles nos representam, e por isso nos reunimos ao domingo, pois “O reconheceremos na fração do Pão, enquanto aguardamos a Sua vinda gloriosa”, como rezamos na liturgia deste dia. 

A Eucaristia deste dia termina com uma oração, deixando esta súplica: 

“fortalecidos por estes sacramentos, caminhemos ao encontro do Senhor e alcancemos a vida eterna”.

 Como é belo viver esta correspondência!»

(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para a festa da Apresentação do Senhor, 2 de Fevereiro)

____________
*2 de fevereiro, o Dia de Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora da Apresentação ou Nossa Senhora da Purificação são outros nomes atribuídos à Santa Maria celebrada neste dia,
no dia da Apresentação do Senhor ao Templo, quarenta dias após o seu nascimento. 
Este que foi também o dia da purificação de Nossa Senhora, no cumprimento da Lei de Moisés; apesar de Maria, por ser Imaculada, não necessitar de purificação, ela submeteu-se à Lei por humildade, oferecendo pombas e rolas.

Que Jesus, a Luz que por ela nos vem, ilumine a nossa escuridão!

sábado, janeiro 31, 2026

Convite à vivência das bem-aventuranças

 «A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!

Saúdo-vos de novo, a partir do Missal romano, para irmos aprofundando toda riqueza que nos oferecem as saudações introdutórias, pois a maioria apresenta uma dimensão trinitária. A de hoje, por ser simples, coloca-nos diante do que é mais importante, convidando a aspirar viver a graça de Cristo. Que ela seja abundante e permanente, na nossa vida de fé.

Chegámos ao IV Domingo do Tempo Comum, que convida a viver o projecto do Reino de Deus, para os pobres, os humildes, os que aceitaram despir-se do egoísmo, do orgulho, dos próprios interesses que são verdadeiramente felizes. Mas a Palavra de Deus começa com a denúncia do egoísmo, do orgulho e de auto-suficiência. Depois, S. Paulo critica os que põem a sua esperança nos poderosos e ricos deste mundo, convidando os crentes a encontrar em Cristo crucificado a verdadeira sabedoria, que convida à luz plena. O evangelho apresenta a magna carta do Reino, convidando à vivência das bem-aventuranças.

"Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o nosso coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por NSJC…" 
(Oração de Colecta do IV Domingo comum)

Esta oração aponta-nos para dois polos de referência fundamentais: a relação com Deus, a quem devemos adorar com todo o coração, e com todos os homens, sem acepção de pessoas; por outras palavras, é o convite a nunca separar o amor a Deus e aos irmãos. Só assim teremos um coração disponível para viver as bem-aventuranças do Reino de Deus.

"Alegrai-vos e exultai porque é grande nos céus a vossa recompensa" 
(Evangelho: Mt. 5, 1-12)

Para não rezarmos apenas uma das diversas bem-aventuranças, sugiro que abramos a nossa Bíblia, e voltemos a ler todo o texto, saboreá-lo, para o procurar aplicar à nossa vida. Então sim, rezemos finalmente o versículo que lhes proponho, para que a oração seja feita nessa alegria que nos deve inundar, por assumirmos as bem-aventuranças na nossa vida, isto é, exprimindo toda a felicidade por vivermos a boa notícia do Reino de Deus, a magna carta dos cristãos, com que nos queremos comprometer.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o IV Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

sábado, janeiro 24, 2026

Domingo da Palavra de Deus

«O terceiro domingo do tempo comum é o "domingo da Palavra de Deus", que o Papa Francisco instituiu, para que façamos o seu estudo e divulgação.

Aqui fica a sugestão de colocarmos a Bíblia, em lugar nobre e de destaque, na nossa casa, para reunir a família à sua volta, como Igreja doméstica, e aí lermos e rezarmos o evangelho do dia. Será um belíssimo sinal de nos sentirmos Igreja, convocada pela Palavra de Deus, e edificada com as "pedras vivas", para formar o templo santo de Deus!
...

A graça, a caridade e a fé, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Nosso Senhor, estejam convosco! 

Continuo a sugerir a variedade e grande riqueza que manifesta a versão do novo Missal romano, em vigor desde a Páscoa do ano passado, ao fornecer muitas opções na saudação inicial. Percebemos com certeza que esta saudação é muito mais profunda, do que um vulgar bom dia, e mais bela do que as demoradas e complicadas inovações que alguns sacerdotes costumam apresentar!

Celebramos III Domingo comum, em que a liturgia da Palavra nos apresenta um convite a participar na grande riqueza da vida e do plano salvador de Deus. É o projecto do Reino, que Jesus Cristo inicia, na sequência da preparação, levada a cabo por João Baptista, que corajosamente vive os seus últimos dias na prisão, mas em que agora o Senhor concretiza e realiza plenamente. Ele é a luz, que brilha para toda a humanidade, na Galileia, e que se expande até aos confins da terra, e a esperança para todos os homens, pois “o Reino de Deus está próximo”, anuncia o evangelho. 
Assim, surgem as primeiras respostas de adesão ao convite de Jesus, que continua a convidar e desafiar os mais audazes, ao longo da história. Disponhamo-nos a usar a mesma linguagem, como nos sugere S. Paulo, na resposta à vocação.

"Deus todo poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de NSJC…" (Oração de colecta do III Domingo comum)

Jamais poderemos atingir a melhor realização da nossa vida, se não for em conformidade com a vontade de Deus. Por isso, não vivamos iludidos, mas procuremos sintonizar com o que de melhor nos pode habitar, para que demos bons frutos duma vida plena e feliz, no seguimento de Jesus Cristo. É o que pedimos a Deus nesta Eucaristia.

"Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens" (Evangelho: Mt. 4, 12-23)

O chamamento de Jesus continua a ser bem claro, e os primeiros discípulos respondem com prontidão, e sem hesitação. Não será que hoje andamos demasiado surdos, distraídos com ilusões, presos a valores precários, e escravizados por propostas sem horizonte? Ponhamos em sintonia o nosso coração e todas as nossas capacidades, com o convite de Jesus: Vinde e segui-Me! Rezemos esta proposta!»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o III Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)


 
«Deus fala. 
Fala hoje. 
Fala-nos. 
As Suas palavras estão guardadas, proclamadas e transmitidas na Bíblia. 
Não como memória morta do passado, mas como vida oferecida, vida que pulsa, interpela e chama.
(...)
Quando abrimos a Sagrada Escritura com fé,
não estamos apenas a ler palavras.
Estamos a escutar Cristo que fala hoje:
à nossa vida concreta,
às nossas feridas e escolhas,
aos nossos medos, às nossas perguntas, aos nossos sonhos.»

segunda-feira, janeiro 19, 2026

O Cordeiro de Deus

«Paz e Bem!

Hoje acolhemos uma saudação franciscana, que talvez muitos de vós já conheciam. Com ela nos unimos a um grande santo, que motivou o Papa Francisco a adoptar o seu nome, para assumir a continuidade do testemunho deste grande construtor da paz, do amor aos pobres, da fraternidade integral, e que é exemplo para o nosso empenhamento pela transformação do mundo, no respeito pelo ambiente e pela renovação da humanidade. Que S. Francisco seja nosso incentivo a trabalharmos pela paz, pelo amor, e pelo serviço à comunidade.

Estamos a começar novo ciclo no ano litúrgico, com o Tempo Comum, que tem duas fases: até ao início da quaresma e depois do tempo pascal. Com a celebração deste domingo, estamos já no segundo, porque se iniciou com a festa do Baptismo do Senhor. São 34 semanas, ao longo do ano litúrgico, que depois transita para o novo ano, com o Advento. 
 
A celebração deste domingo deixa-nos o convite a seguir o Senhor Jesus, que foi apresentado por João Baptista como “um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim”. É Ele que melhor assume ser servo de Deus, para “luz das nações”, oferecendo a salvação, lembra a 1ª leitura. 
E nós, como recorda S. Paulo, fomos “santificados em Cristo” e “chamados à santidade”. Daí o convite a correspondermos à nossa vocação.

"Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por NSJC…" (Oração de colecta do II Domingo comum) 

Deus é Criador e acompanha com bondade as suas criaturas e atende as nossas preces. É a Ele que devemos pedir o dom da paz, como nos é tão necessária. Cada um de nós deve construir a paz.

João Baptista apresenta Jesus como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Só Ele pode libertar o homem, para ter uma vida plena. Situemo-nos também junto do Senhor, e abramo-nos para a Sua graça, para que o pecado não nos impeça de participar na vida divina. Por isso, também queremos testemunhar:

"Eu vi, e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus" (Evangelho: Jo. 1, 29-34)

Depois de mergulharmos nesta mensagem, tomemos fôlego. 
João Baptista testemunhou. E eu?
Quem é Jesus para mim?

Votos de boa vivência!
Saudações fraternas»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o II Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

«Vivemos num mundo que nos ensina a admirar os fortes, a seguir os vencedores, a confiar em quem domina.
(...)
No entanto, o coração do Evangelho começa com uma imagem que continua a desconcertar:
“Eis o Cordeiro de Deus.”
Não um herói armado. Não um líder dominador. Um cordeiro.
(...)
O cordeiro não ameaça, não agride, não responde com violência. Permanece, suporta, entrega-se. Assim é Jesus.

Também João Baptista teve de reaprender Deus. Pensava conhecê-Lo, preparou o caminho durante toda a vida, mas acaba por reconhecer, com humildade: “Eu não O conhecia.” A fé começa aqui: quando deixamos cair as certezas rígidas e permitimos que Deus nos surpreenda.

A fé não nasce de ideias repetidas, mas de um encontro. João diz: “Eu vi.” Quem vê, testemunha. Quem é tocado, já não fala por ouvir dizer, mas por experiência vivida.»

domingo, janeiro 11, 2026

Baptismo do Senhor

«Terminado o tempo litúrgico de Natal, prosseguimos com a 1ª parte do Tempo Comum, que se inicia com a festa do Baptismo do Senhor. Vai ser um tempo breve, pois se interrompe quando começar a Quaresma e se retoma depois do Pentecostes.

O Tempo Comum são 33 ou 34 semanas, em que não se celebra um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o mistério de Cristo na sua globalidade, semana após semana, especialmente aos domingos. Quem quer aprofundar, e enriquecer a sua fé nesta beleza da vida cristã, não pode deixar de participar regularmente na Eucaristia dominical, para crescer no amor de Deus, e beneficiar da sua intimidade, e não permanecer à margem do seu plano, com a vida e salvação que Deus nos quer oferecer. Como nos foi anunciado, participemos, pois, na Eucaristia, “em cada domingo, nossa Páscoa semanal”!

Jesus também frequentava regularmente a Casa de Deus, a sinagoga (Cf. Lc 4, 16); foi ao templo, a Jerusalém, em peregrinação com os pais, quando tinha doze anos; e recebeu o baptismo de João, no início da sua vida pública. Por isso, era praticante!...  
Recebendo um baptismo de arrependimento dos pecados, Jesus, que não conheceu o pecado na sua vida, recebeu esse baptismo para ser solidário connosco, e tomar sobre Si os nossos pecados.


Como escutamos no evangelho deste domingo, João Baptista explica a diferença entre o seu baptismo, com água, e o que Jesus vai trazer, “com o Espírito Santo e com o fogo”.

 “Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”  ( do Evangelho: Lc. 3, 15-16.21-22)

"Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, que renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor."   (Oração de Colecta da festa do Baptismo do Senhor)


Com o baptismo de Cristo, assumimos ter renascido como filhos de Deus, pelo nosso baptismo, e pedimos para permanecer sempre na graça do seu amor! Que bênção tão rica!

Na nossa oração desta semana, façamos a experiência de ser filhos de Deus, pelo baptismo, e, como herdeiros do céu, rezemos com Jesus: Abba, Pater!»
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Festa do Baptismo do Senhor)
Abba Pater! Abba Pater!
Abba Pater! Abba Pater! 
(x2)


domingo, janeiro 04, 2026

A manifestação de Jesus a todos os povos


«A paz e o amor de Deus Pai, que se manifestaram em Cristo, nascido para nossa salvação, estejam convosco!
 

É esta a saudação proposta no novo Missal romano, para o tempo de Natal, que agora termina. Por isso, é com ela que queremos saudar-vos, uma vez que iremos avançar para novo tempo litúrgico. Que bela expressão da ternura de Deus, que nos ama, e assim nos dá Jesus, para nos salvar. Mas tudo isto acontece, se fazemos a experiência, e não ficamos à margem. 

Neste domingo celebramos a Epifania, isto é, a manifestação de Jesus a todos os povos. É também designada popularmente como festa dos reis ou dos magos. Simbolizada pela luz que os magos seguem, centra-se em Cristo, que é luz do mundo, pois vem iluminar todos os homens. 
Que não fiquemos instalados, e saibamos sair da nossa zona de conforto, assim é a mensagem que os magos nos deixam ficar. 
Que por isso os personagens desta celebração da Epifania nos ajudem a perceber como temos que aprofundar mais a relação com Cristo, para que nos ilumine e experimentemos a salvação que nos oferece.

"Senhor Deus omnipotente, que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito aos gentios guiados por uma estrela, a nós que já vos conhecemos pela fé, levai-nos a contemplar face a face a vossa glória. Por NSJC…" 
(Oração de colecta do domingo da Epifania do Senhor)

Para pedirmos a graça própria desta Epifania, que esta oração manifesta, quero chamar a atenção para a frase intercalar – a nós que já vos conhecemos pela fé – para que supliquemos com verdade este dom, pois se já conhecemos o Senhor pela fé, ela nos deve levar a uma prática constante e regular dos sacramentos, da vivência cristã e comunitária.  
 
"Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra". (Evangelho: Mt. 2, 1-12)

Qual é o presente que vou oferecer a Jesus? Em Espanha, é neste dia que se faz a oferta de presentes. E o presente deve sair do meu coração, com verdade. Vou rezar esta Palavra, e vou dizer a Jesus qual é o presente que Lhe ofereço, com autenticidade. Além disso, nada Lhe dou que Ele antes não me tenha já dado. Assim, quero oferecer-me e dar-me, sem reservas!

A 1ª leitura da Eucaristia de hoje, no início, deixa um convite: Levanta-te… A carta aos Efésios lembra que os pagãos beneficiam da mesma graça que foi oferecida aos judeus. Para beneficiar outros, que comigo convivem, serei capaz de lhes dizer quem é Jesus para mim?! Os magos precisaram de perguntar a Herodes, que não soube informá-los! E eu, serei capaz de dizer com coragem o sentido que Cristo dá à minha vida? Hoje é também o dia da Infância Missionária. Por isso, além de abrir o coração a Jesus, em oração, também o quero transmitir aos outros. Ele é, ou não, o meu maior amigo?!
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a solenidade da Epifania)

quinta-feira, janeiro 01, 2026

Dia Mundial da Paz com Santa Maria, Mãe de Deus

«A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco!

Estamos a iniciar um novo ano, com a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz. 

Por um lado, queremos dedicar a Maria o início do novo ano, que nos trouxe o Príncipe da Paz, e por isso o Papa Paulo VI, em 1968, com a preocupação das guerras e o conflito dos ódios, convidou-nos a rezar para que todos nos sintamos e vivamos como irmãos.

A liturgia desta solenidade convida-nos a diversas evocações, com a riqueza de temas que ela nos oferece. Com o novo ano, consagramo-nos a Maria, que nos oferece a melhor de todas as bênçãos, o seu Filho Jesus. N’Ele, somos chamados a viver como filhos, assim nos lembra o texto da 2ª leitura, da carta aos Gálatas. Pelo evangelho, chega-nos a Boa Notícia que é revelada a todos os marginalizados, oferecendo a salvação e a vida em plenitude, a que aspira toda a humanidade. É pelo nome de Jesus, que quer dizer Deus salva, que acolhemos a realização do plano de salvação. Procuremos contemplar, como Maria.

"Senhor, nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes ao homem a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso filho. Ele que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo…" (Oração de colecta da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus)

Naturalmente que esta oração é dirigida a Deus, lembrando o papel da Virgem Santíssima, que nos deu o Autor da Vida, Jesus Cristo, filho de Deus e de Maria.

"Maria conservava todos estes pensamentos, meditando-os em seu coração." (Evangelho: Lc. 2, 16-21) 

Como Maria, também nós somos convidados a meditar esta Boa Notícia, rezando, e seguindo o exemplo dos pastores, que louvavam e davam glória a Deus, pelas maravilhas que contemplaram. No fundo do coração, agradeçamos o dom de Jesus, filho da Mãe de Deus. A Ela nos entregamos e consagramos, pedindo que nos ensine a saborear as bênçãos de Deus no coração.

Há um refrão que costumamos usar no início do ano: ano novo, vida nova
Estes são os votos que lhes dirijo, para que vivamos a alegria desta vida que temos em Cristo, porque essa é a verdadeira vida nova, aquela que recebemos no Baptismo. 
Reparem que é uma vida imortal, que proporciona a maior felicidade, que só Jesus pode oferecer. Então devemos procurar os melhores meios, para a experimentarmos, e há um que é fundamental: a vivência regular da Eucaristia. É de tal maneira importante e indispensável, que justifica esta partilha eucarística, como contributo para ajudar à nossa vivência. 
Então, votos de uma vida nova, pelo Baptismo e com a santíssima Eucaristia!»
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus - 1 de Janeiro)

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