sexta-feira
Peregrinos da Esperança
domingo
“O amor materno é o único que poderá ser comparável ao de Deus”
«Deus é exactamente como as mães. Liberta seus filhos e haverá de buscá-los eternamente. Passará todo o tempo de coração pequeno à espera, espiando todos os sinais que Lhe anunciem a presença, o regresso dos filhos.
sexta-feira
Pedras da Via-sacra
A pedra que simboliza todas as pedras que atiramos a Cristo com os nossos pecados, que colocamos no caminho dos outros, que nos podem fazer tropeçar no caminho da vida… ou a pedra viva que devemos ser.
Trazemos uma Pedra para o caminho:
– O caminhante tropeçou nela.
– O violento utilizou-a como projéctil.
– O empreendedor construiu com ela.
– O camponês cansado utilizou-a como assento.
– A criança brincou com ela para fazer círculos no lago.
– David com ela matou o gigante Golias.
– Miguel Ângelo tirou dela a mais bela escultura.
– E Deus… Deus plantou nela uma cruz redentora.
– E nós, e eu… que farei das pedras que a vida me dá?
Em todos estes casos, a diferença não está na pedra, mas na pessoa que a usou.
Que não exista pedra no nosso caminho que não possamos aproveitar para nosso crescimento.
1.ª Estação — Jesus é condenado à morte
Antes de Jesus carregar a cruz, esta era um sinal de condenação, destruição e morte. A cruz de Jesus tornou-se uma pedra de toque, passou a significar redenção e sacramento de vida eterna.
3.ª Estação — Jesus cai pela primeira vez
4.ª Estação — Jesus encontra a sua Mãe
Maria foi a pedra de apoio para Jesus.
Também nós podemos ser, tal como Maria, um apoio solidário para quem ao nosso lado mais precisa.
Há pedras que são lançadas para unir, para criar pontes. Simão de Cirene foi uma dessas pedras vivas que se transformou em ponte de ajuda solidária.
6.ª Estação — Verónica limpa o rosto de Jesus
E a face divina ficou gravada, como pedra esculpida, no lenço desta mulher.
7.ª Estação — Jesus cai pela segunda vez
Não foram os grandes pedregulhos que O deitaram por terra, foram as pedras soltas da calçada. Também na nossa vida nos atrapalham as pequenas pedras e os grãos de areia que se alojam no nosso sapato.
8.ª Estação — Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
Mulheres pedras vivas.
9.ª Estação — Jesus cai pela terceira vez
10.ª Estação — Jesus é despojado das suas vestes
E os corações de pedra são pesados, frios, não se comovem.
11.ª Estação — Jesus é pregado à Cruz
12.ª Estação — Jesus morre na Cruz
13.ª Estação — Jesus é descido da Cruz
Na sua peregrinação por esta terra Jesus disse que nem tinha de seu uma pedra onde pudesse reclinar a cabeça. Ao ser descido da cruz, encontrou esse apoio no ombro da sua mãe, tal como ao nascer, Maria foi a pedra segura em que repousou.
14.ª Estação — Jesus é depositado no sepulcro
sábado
“Na verdade, este homem era filho de Deus!”
e das palmas do mundo.
Tudo acontece tão rápido…
perseguido, traído, preso, negado,
condenado à falsa fé e assassinado."
«Porquê a cruz
o sorriso
a pena inumana?
Acreditai-me
é muito simples
quando se ama»
Vídeo: Pe. João Torres
Texto: Pe. Rui Santiago
quarta-feira
IHS – Santíssimo Nome de Jesus
Mas todo o mês de Janeiro é dedicado ao Santo Nome de Jesus. Através dessa devoção, a Igreja recorda-nos o poder do Nome de Cristo.
sexta-feira
segunda-feira
quarta-feira
Eu por ti...
(partitura)
«Eu por ti, acertaria o meu passo ao teu caminhar.
Gostaria de sentir em primeira mão os teus problemas,
gostaria de carregar os teus fardos nos ombros,
gostaria de abraçar o teu horizonte
ver o mundo com os teus olhos.
Gostaria de sentir dentro de mim a angústia que sentes,
gostaria de senti-la completamente minha porque
gostaria de não pensar em soluções,
ou em minhas opiniões, se tu falares.
Eu gostaria de ser unido aos teus pensamentos.
Gostaria de ser unido aos teus desejos.
Eu gostaria, eu gostaria
de ser unido ao teu choro,
unido ao teu canto
sim, eu gostaria... eu gostaria...
porque na minha vida
eu coloquei-te antes de mim.
Eu gostaria de me sentir sem fôlego se o não tiveres
Gostaria de me sentir mal se não tivesses forças,
se a tua vida perdesse altitude.
Gostaria de me sentir um sem-abrigo se tu não tiveres um tecto,
gostaria de me sentir um exilado se tu o estivesses,
gostaria de poder dar-te o meu emprego
se tu não conseguires encontrar um.
Gostaria de ser um com as tuas amarguras,
gostaria de ser um com as tuas certezas.
Eu gostaria, eu gostaria
de ser um de vocês no tédio,
um de vocês na alegria
sim, eu gostaria... eu gostaria...
porque na minha vida
vos coloquei antes de mim.
Quem é que está disposto a ser sempre pelos outros,
segunda-feira
Quem é Cristo para mim?
Vivemos o 21º Domingo comum, em que na liturgia da Palavra percebemos a necessidade de ter duas traves mestras para manifestar a autencidade da fé: a relação com Cristo e com a Igreja.
A manifestação da fé em Cristo oferece-nos o dom da Igreja, que leva a dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. No evangelho deste dia verificamos a dificuldade de perceber a identidade de Jesus, mas nos nossos dias continua a haver tantas lacunas, no conhecimento da sua vocaçáo e missão, por parte de muitos cristãos! Por isso, continua a ser vital perceber quem é Jesus para nós.
Senhor nosso Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por NSJC… (Oração de colecta do XXI Domingo comum)
Como é bela esta oração, num convite a
mergulhar onde se encontram as verdadeiras alegrias, as únicas que nos realizam
e tornam felizes! Reparem que nos basta um único desejo!
«Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt. 16, 13-20)
Façamos também esta confissão de fé, como Pedro. Repitamo-la com frequência, ao longo da semana.
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a XXI semana Comum, ano A)
Saber discernir
«O Evangelho deste domingo recolhe algumas parábolas brilhantes de Jesus, que pretendem comunicar algo, que tantas vezes esquecemos: o encontro com Deus é a coisa mais bela que nos pode acontecer, é uma surpresa pela qual vale a pena abandonar tudo, uma alegria que nos faz esquecer todo o resto. Mas para que tal aconteça temos que agir com astúcia e urgência.»
«No XVII Domingo comum, a liturgia da Palavra interpela-nos para assentarmos a construção da nossa vida
nos valores fundamentais que Cristo nos transmite. A 1ª leitura apresenta-nos o
exemplo de Salomão, que não se deixa enganar por valores passagerios e
frustrantes. Na continuidade, da carta aos romanos, somos chamados a descobrir como ”Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O
amam”. No evangelho, através das parábolas somos instruídos nos valores do
Reino, através do tesouro escondido, da pérola mais preciosa e da rede.
"Senhor nosso Deus, protector dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir, desde já, aos bens eternos. Por NSJC…" (Oração da colecta do XVII Domingo comum)
Com certeza que os bens deste mundo são bons, úteis e necessários. Mas não nos deixemos enganar: são passageiros, e não devem sobrepôr-se aos bens eternos. Por isso, precisamos viver as parábolas de hoje.
"Todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas". (Mt. 13, 44-52)
Não somos escribas, mas pedimos a Deus
que nos instrua, para percebermos e experimentarmos o valor indispensável e
riqueza mais preciosa do Reino, numa vida em Cristo.
Como Salomão, mais do que riqueza ou vida longa, precisamos da sabedoria, para fazermos as verdadeiras opções, pelos valores eternos.»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a semana que segue ao XVII Domingo Comum, ano A)
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