sábado

Convite à vivência das bem-aventuranças

 «A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!

Saúdo-vos de novo, a partir do Missal romano, para irmos aprofundando toda riqueza que nos oferecem as saudações introdutórias, pois a maioria apresenta uma dimensão trinitária. A de hoje, por ser simples, coloca-nos diante do que é mais importante, convidando a aspirar viver a graça de Cristo. Que ela seja abundante e permanente, na nossa vida de fé.

Chegámos ao IV Domingo do Tempo Comum, que convida a viver o projecto do Reino de Deus, para os pobres, os humildes, os que aceitaram despir-se do egoísmo, do orgulho, dos próprios interesses que são verdadeiramente felizes. Mas a Palavra de Deus começa com a denúncia do egoísmo, do orgulho e de auto-suficiência. Depois, S. Paulo critica os que põem a sua esperança nos poderosos e ricos deste mundo, convidando os crentes a encontrar em Cristo crucificado a verdadeira sabedoria, que convida à luz plena. O evangelho apresenta a magna carta do Reino, convidando à vivência das bem-aventuranças.

"Concedei, Senhor nosso Deus, que Vos adoremos de todo o nosso coração e amemos todos os homens com sincera caridade. Por NSJC…" 
(Oração de Colecta do IV Domingo comum)

Esta oração aponta-nos para dois polos de referência fundamentais: a relação com Deus, a quem devemos adorar com todo o coração, e com todos os homens, sem acepção de pessoas; por outras palavras, é o convite a nunca separar o amor a Deus e aos irmãos. Só assim teremos um coração disponível para viver as bem-aventuranças do Reino de Deus.

"Alegrai-vos e exultai porque é grande nos céus a vossa recompensa" 
(Evangelho: Mt. 5, 1-12)

Para não rezarmos apenas uma das diversas bem-aventuranças, sugiro que abramos a nossa Bíblia, e voltemos a ler todo o texto, saboreá-lo, para o procurar aplicar à nossa vida. Então sim, rezemos finalmente o versículo que lhes proponho, para que a oração seja feita nessa alegria que nos deve inundar, por assumirmos as bem-aventuranças na nossa vida, isto é, exprimindo toda a felicidade por vivermos a boa notícia do Reino de Deus, a magna carta dos cristãos, com que nos queremos comprometer.»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o IV Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

Domingo da Palavra de Deus

«O terceiro domingo do tempo comum é o "domingo da Palavra de Deus", que o Papa Francisco instituiu, para que façamos o seu estudo e divulgação.

Aqui fica a sugestão de colocarmos a Bíblia, em lugar nobre e de destaque, na nossa casa, para reunir a família à sua volta, como Igreja doméstica, e aí lermos e rezarmos o evangelho do dia. Será um belíssimo sinal de nos sentirmos Igreja, convocada pela Palavra de Deus, e edificada com as "pedras vivas", para formar o templo santo de Deus!
...

A graça, a caridade e a fé, da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, Nosso Senhor, estejam convosco! 

Continuo a sugerir a variedade e grande riqueza que manifesta a versão do novo Missal romano, em vigor desde a Páscoa do ano passado, ao fornecer muitas opções na saudação inicial. Percebemos com certeza que esta saudação é muito mais profunda, do que um vulgar bom dia, e mais bela do que as demoradas e complicadas inovações que alguns sacerdotes costumam apresentar!

Celebramos III Domingo comum, em que a liturgia da Palavra nos apresenta um convite a participar na grande riqueza da vida e do plano salvador de Deus. É o projecto do Reino, que Jesus Cristo inicia, na sequência da preparação, levada a cabo por João Baptista, que corajosamente vive os seus últimos dias na prisão, mas em que agora o Senhor concretiza e realiza plenamente. Ele é a luz, que brilha para toda a humanidade, na Galileia, e que se expande até aos confins da terra, e a esperança para todos os homens, pois “o Reino de Deus está próximo”, anuncia o evangelho. 
Assim, surgem as primeiras respostas de adesão ao convite de Jesus, que continua a convidar e desafiar os mais audazes, ao longo da história. Disponhamo-nos a usar a mesma linguagem, como nos sugere S. Paulo, na resposta à vocação.

"Deus todo poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de NSJC…" (Oração de colecta do III Domingo comum)

Jamais poderemos atingir a melhor realização da nossa vida, se não for em conformidade com a vontade de Deus. Por isso, não vivamos iludidos, mas procuremos sintonizar com o que de melhor nos pode habitar, para que demos bons frutos duma vida plena e feliz, no seguimento de Jesus Cristo. É o que pedimos a Deus nesta Eucaristia.

"Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens" (Evangelho: Mt. 4, 12-23)

O chamamento de Jesus continua a ser bem claro, e os primeiros discípulos respondem com prontidão, e sem hesitação. Não será que hoje andamos demasiado surdos, distraídos com ilusões, presos a valores precários, e escravizados por propostas sem horizonte? Ponhamos em sintonia o nosso coração e todas as nossas capacidades, com o convite de Jesus: Vinde e segui-Me! Rezemos esta proposta!»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o III Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)


 
«Deus fala. 
Fala hoje. 
Fala-nos. 
As Suas palavras estão guardadas, proclamadas e transmitidas na Bíblia. 
Não como memória morta do passado, mas como vida oferecida, vida que pulsa, interpela e chama.
(...)
Quando abrimos a Sagrada Escritura com fé,
não estamos apenas a ler palavras.
Estamos a escutar Cristo que fala hoje:
à nossa vida concreta,
às nossas feridas e escolhas,
aos nossos medos, às nossas perguntas, aos nossos sonhos.»

segunda-feira

O Cordeiro de Deus

«Paz e Bem!

Hoje acolhemos uma saudação franciscana, que talvez muitos de vós já conheciam. Com ela nos unimos a um grande santo, que motivou o Papa Francisco a adoptar o seu nome, para assumir a continuidade do testemunho deste grande construtor da paz, do amor aos pobres, da fraternidade integral, e que é exemplo para o nosso empenhamento pela transformação do mundo, no respeito pelo ambiente e pela renovação da humanidade. Que S. Francisco seja nosso incentivo a trabalharmos pela paz, pelo amor, e pelo serviço à comunidade.

Estamos a começar novo ciclo no ano litúrgico, com o Tempo Comum, que tem duas fases: até ao início da quaresma e depois do tempo pascal. Com a celebração deste domingo, estamos já no segundo, porque se iniciou com a festa do Baptismo do Senhor. São 34 semanas, ao longo do ano litúrgico, que depois transita para o novo ano, com o Advento. 
 
A celebração deste domingo deixa-nos o convite a seguir o Senhor Jesus, que foi apresentado por João Baptista como “um homem, que passou à minha frente, porque era antes de mim”. É Ele que melhor assume ser servo de Deus, para “luz das nações”, oferecendo a salvação, lembra a 1ª leitura. 
E nós, como recorda S. Paulo, fomos “santificados em Cristo” e “chamados à santidade”. Daí o convite a correspondermos à nossa vocação.

"Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias. Por NSJC…" (Oração de colecta do II Domingo comum) 

Deus é Criador e acompanha com bondade as suas criaturas e atende as nossas preces. É a Ele que devemos pedir o dom da paz, como nos é tão necessária. Cada um de nós deve construir a paz.

João Baptista apresenta Jesus como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Só Ele pode libertar o homem, para ter uma vida plena. Situemo-nos também junto do Senhor, e abramo-nos para a Sua graça, para que o pecado não nos impeça de participar na vida divina. Por isso, também queremos testemunhar:

"Eu vi, e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus" (Evangelho: Jo. 1, 29-34)

Depois de mergulharmos nesta mensagem, tomemos fôlego. 
João Baptista testemunhou. E eu?
Quem é Jesus para mim?

Votos de boa vivência!
Saudações fraternas»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o II Domingo comum ano A e semana que se lhe segue)

«Vivemos num mundo que nos ensina a admirar os fortes, a seguir os vencedores, a confiar em quem domina.
(...)
No entanto, o coração do Evangelho começa com uma imagem que continua a desconcertar:
“Eis o Cordeiro de Deus.”
Não um herói armado. Não um líder dominador. Um cordeiro.
(...)
O cordeiro não ameaça, não agride, não responde com violência. Permanece, suporta, entrega-se. Assim é Jesus.

Também João Baptista teve de reaprender Deus. Pensava conhecê-Lo, preparou o caminho durante toda a vida, mas acaba por reconhecer, com humildade: “Eu não O conhecia.” A fé começa aqui: quando deixamos cair as certezas rígidas e permitimos que Deus nos surpreenda.

A fé não nasce de ideias repetidas, mas de um encontro. João diz: “Eu vi.” Quem vê, testemunha. Quem é tocado, já não fala por ouvir dizer, mas por experiência vivida.»

domingo

Baptismo do Senhor

«Terminado o tempo litúrgico de Natal, prosseguimos com a 1ª parte do Tempo Comum, que se inicia com a festa do Baptismo do Senhor. Vai ser um tempo breve, pois se interrompe quando começar a Quaresma e se retoma depois do Pentecostes.

O Tempo Comum são 33 ou 34 semanas, em que não se celebra um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o mistério de Cristo na sua globalidade, semana após semana, especialmente aos domingos. Quem quer aprofundar, e enriquecer a sua fé nesta beleza da vida cristã, não pode deixar de participar regularmente na Eucaristia dominical, para crescer no amor de Deus, e beneficiar da sua intimidade, e não permanecer à margem do seu plano, com a vida e salvação que Deus nos quer oferecer. Como nos foi anunciado, participemos, pois, na Eucaristia, “em cada domingo, nossa Páscoa semanal”!

Jesus também frequentava regularmente a Casa de Deus, a sinagoga (Cf. Lc 4, 16); foi ao templo, a Jerusalém, em peregrinação com os pais, quando tinha doze anos; e recebeu o baptismo de João, no início da sua vida pública. Por isso, era praticante!...  
Recebendo um baptismo de arrependimento dos pecados, Jesus, que não conheceu o pecado na sua vida, recebeu esse baptismo para ser solidário connosco, e tomar sobre Si os nossos pecados.


Como escutamos no evangelho deste domingo, João Baptista explica a diferença entre o seu baptismo, com água, e o que Jesus vai trazer, “com o Espírito Santo e com o fogo”.

 “Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo”  ( do Evangelho: Lc. 3, 15-16.21-22)

"Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, que renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor."   (Oração de Colecta da festa do Baptismo do Senhor)


Com o baptismo de Cristo, assumimos ter renascido como filhos de Deus, pelo nosso baptismo, e pedimos para permanecer sempre na graça do seu amor! Que bênção tão rica!

Na nossa oração desta semana, façamos a experiência de ser filhos de Deus, pelo baptismo, e, como herdeiros do céu, rezemos com Jesus: Abba, Pater!»
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Festa do Baptismo do Senhor)
Abba Pater! Abba Pater!
Abba Pater! Abba Pater! 
(x2)


A manifestação de Jesus a todos os povos


«A paz e o amor de Deus Pai, que se manifestaram em Cristo, nascido para nossa salvação, estejam convosco!
 

É esta a saudação proposta no novo Missal romano, para o tempo de Natal, que agora termina. Por isso, é com ela que queremos saudar-vos, uma vez que iremos avançar para novo tempo litúrgico. Que bela expressão da ternura de Deus, que nos ama, e assim nos dá Jesus, para nos salvar. Mas tudo isto acontece, se fazemos a experiência, e não ficamos à margem. 

Neste domingo celebramos a Epifania, isto é, a manifestação de Jesus a todos os povos. É também designada popularmente como festa dos reis ou dos magos. Simbolizada pela luz que os magos seguem, centra-se em Cristo, que é luz do mundo, pois vem iluminar todos os homens. 
Que não fiquemos instalados, e saibamos sair da nossa zona de conforto, assim é a mensagem que os magos nos deixam ficar. 
Que por isso os personagens desta celebração da Epifania nos ajudem a perceber como temos que aprofundar mais a relação com Cristo, para que nos ilumine e experimentemos a salvação que nos oferece.

"Senhor Deus omnipotente, que neste dia revelastes o vosso Filho Unigénito aos gentios guiados por uma estrela, a nós que já vos conhecemos pela fé, levai-nos a contemplar face a face a vossa glória. Por NSJC…" 
(Oração de colecta do domingo da Epifania do Senhor)

Para pedirmos a graça própria desta Epifania, que esta oração manifesta, quero chamar a atenção para a frase intercalar – a nós que já vos conhecemos pela fé – para que supliquemos com verdade este dom, pois se já conhecemos o Senhor pela fé, ela nos deve levar a uma prática constante e regular dos sacramentos, da vivência cristã e comunitária.  
 
"Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra". (Evangelho: Mt. 2, 1-12)

Qual é o presente que vou oferecer a Jesus? Em Espanha, é neste dia que se faz a oferta de presentes. E o presente deve sair do meu coração, com verdade. Vou rezar esta Palavra, e vou dizer a Jesus qual é o presente que Lhe ofereço, com autenticidade. Além disso, nada Lhe dou que Ele antes não me tenha já dado. Assim, quero oferecer-me e dar-me, sem reservas!

A 1ª leitura da Eucaristia de hoje, no início, deixa um convite: Levanta-te… A carta aos Efésios lembra que os pagãos beneficiam da mesma graça que foi oferecida aos judeus. Para beneficiar outros, que comigo convivem, serei capaz de lhes dizer quem é Jesus para mim?! Os magos precisaram de perguntar a Herodes, que não soube informá-los! E eu, serei capaz de dizer com coragem o sentido que Cristo dá à minha vida? Hoje é também o dia da Infância Missionária. Por isso, além de abrir o coração a Jesus, em oração, também o quero transmitir aos outros. Ele é, ou não, o meu maior amigo?!
 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a solenidade da Epifania)

Jesus, Maria e José

«Vivemos a integração de Jesus no seio da Sagrada Família.

Jesus, o Filho de Deus, integra uma família normal, como todos nós, dando sentido à nossa vida e valorizando aquela que é a célula fundamental da sociedade, a família. 

Com esta celebração, somos chamados a descobrir o papel fundamental duma família bem constituída, que seja lugar indispensável para o acolhimento e desenvolvimento da vida - riqueza maravilhosa - que nos foi concedida. 

Como se torna tão importante valorizar o valor absoluto da vida, e ter condições para que se realize na harmonia, na beleza, em todas as suas potencialidades, e na sua mais profunda valorização!

"Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares, e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa, para gozarmos as alegrias eternas. Por NSJC…." (Oração de colecta da Festa da Sagrada Família)

Peçamos a graça de ser família!

"Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens." (do Evangelho da Sagrada Família: Lc 2, 41-52)

Rezemos, para que o seu amor, a sua graça, e a sua vida cresçam em nós! Se possível, rezemos em família, Igreja doméstica, e procuremos concretizar que meios vamos usar para crescer!» 

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a Festa da Sagrada Família)

sábado

Deus é Emanuel

«Saudações natalícias:
Porque Deus está connosco, queremos também estar com Ele e com os outros.

Natal: Deus vem ao nosso encontro.
 
Então aqui vai um pedacinho do Céu!
 
Renovadas saudações em Cristo!

"O Deus da esperança, que pela acção do Espírito Santo nos alegra com a sua paz, esteja convosco!"

Esta saudação, de novo extraída do novo Missal romano, acentua a virtude da esperança, tão marcante neste tempo litúrgico de Advento e preparando o Natal. Por isso, a repetimos, com a finalidade de nos encorajar a crescer na semente da esperança, que a liturgia nos oferece. Que ela cresça em nós, para que a alegria do nascimento de Jesus, Príncipe da Paz, jorre abundante em nossos corações!

A Palavra deste domingo, às portas do Natal, convida-nos a receber o Emanuel, “Deus connosco”, que nos traz uma vida plena e a salvação. “Ele é Jesus Cristo, nosso Senhor”, lembra-nos S. Paulo, na leitura da Carta aos Romanos. Por Ele recebemos a graça; por Ele somos chamados. Então importa que cada um procure corresponder. Saiamos da nossa zona de conforto, abramos o coração, para que Ele habite em nós e nasça nas nossas vidas. É aí o presépio em que Ele quer viver.

"Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por NSJC…" (Oração de colecta do IV Domingo do Advento)

Esta oração, tão bela, é rezada diariamente na oração do Angelus, de manhã, ao meio-dia, e ao fim da tarde, com as 3 Ave-Marias, para que nos abramos para a graça que Cristo nos veio oferecer. Conhecendo a incarnação de Jesus, pedimos para alcançar a glória da Sua ressurreição.

“A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ´Deus connosco´”  (Evangelho: Mt.1, 18-24)

O convite, feito a S. José, também nos é dirigido, para que possamos receber Jesus, cujo nome quer dizer Salvador, para acolhermos a salvação que Ele nos oferece. Com grande gratidão pelo SIM de Maria, pedimos que o dom do seu Filho nos transforme. Despertemos do sonho!

Aproximando-se a celebração do Natal, não esqueçamos que ele não nos pode deixar satisfeitos apenas com as prendas, a ceia em família, as luzes e a música. A Eucaristia é o maior dom que Jesus nos oferece. Se não deve haver domingo sem Missa, muito menos a celebração do Natal. Sem uma vivência eucarística, poderia tornar-se numa ilusão e mesmo numa mentira. Natal, sem Cristo, pode tornar-se consumismo, e sem cristianismo!

Uma felicitação muito grande a todos aqueles que quiseram preparar-se para vivê-lo melhor, celebrando o sacramento da Reconciliação. Porque o Filho de Deus quis fazer-se um de nós, assumindo a nossa natureza, também nós queremos viver como filhos de Deus, por isso, na Sua graça, vivendo a natureza divina. 

Vale a pena recordar também que a vinda de Jesus é a maior expressão do amor que Deus nos tem. Então, queremos igualmente retribuir com amor, indo ao encontro dos que estão sós, dos mais isolados e mais frágeis. Procuremos sair de nós, e descobrir Cristo, presente nos outros, particularmente nos mais necessitados. Que tenhamos, assim, um santo Natal, com amor!»
 (Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão ao IV Domingo Advento ano A e semana que se lhe segue)

«Que a nossa vida seja um tear de misericórdia, de justiça e de esperança.»

Com os votos de santo Natal!

Alegrai-vos !

«Olá, amigos!

Ao domingo da alegria, aqui vai uma achega para que a vossa alegria possa ser grande e fecunda!

A graça e a paz do Senhor que é, que era e que vem, estejam convosco!

De novo, amigos, uso uma saudação do Missal romano, que está em consonância com o tempo litúrgico que vivemos. Numa semana, em que ocorreu também a solenidade da Imaculada Conceição, felicito particularmente aqueles que participaram na Eucaristia, em honra d’Aquela que foi concebida sem mancha do pecado original, e nossa Mãe, porque os filhos nunca faltam a uma festa da Mãe. 
E vale a pena continuar a saborear a resposta que deu ao convite de Deus, que a todos nós beneficiou, e que frutifica por toda a eternidade: “Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a Tua Palavra”.

O Senhor vem, e nós queremos preparar-nos para ir ao seu encontro. Estamos já no terceiro domingo do Advento, marcado pela proximidade libertadora de Deus, que vem alegrar os nossos corações. É também conhecido como o domingo da alegria, porque Deus não abandona os homens, e, como vivemos no dia 8, oferece-nos um plano de salvação. 

Na Palavra deste domingo, começa por nos alegrar, para vencer os desertos da criação, e dos homens em particular, pois o nosso Deus “vem salvar-nos”. Dando consistência à nossa esperança, convida-nos à paciência, pois o nosso Deus “está à porta”, lembra a segunda leitura. Deixemo-lO entrar nosso coração! No evangelho, aparece-nos João Baptista como mensageiro, a preparar a chegada de Jesus. Ele se apresenta com a clareza dos sinais do Reino.

"Deus de infinita bondade, que vedes o vosso povo esperar fielmente o Natal do Senhor, fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação e celebrá-las com renovada alegria. Por NSJC…" (Oração de colecta do III Domingo do Advento.)

Como vemos, nesta oração inicial se expressa a nossa alegria, que cresce em intensidade, na esperança de viver as solenidades do nascimento do nosso Salvador.

"O menor no reino dos Céus é maior do que ele [João Baptista]." (Evangelho: Mt. 11, 2-11)

Aqueles que fazem a experiência do Reino, que reconhecem os seus sinais e O acolhem no seu coração, são maiores que João Baptista. 
Se aderimos a Ele, que felicidade nos dá!»
 (Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão ao III Domingo Advento (domingo Gaudete) ano A e semana que se lhe segue)

«Nós, os cristãos, temos o direito de nos alegrar, mesmo diante das dificuldades encontradas no dia-a-dia; temos o dever de manter a esperança, mesmo quando as possibilidades humanas fracassam; temos a oportunidade de continuar esperando, ainda quando os nossos cálculos se mostram errados. A nossa esperança e a nossa certeza não se fundamentam em nós, em nossas possibilidades, mas Naquele que vem, Naquele que o Pai do céu nos envia. Ele é a nossa paz, Ele deve ser a causa da nossa alegria!»

De vigia


«O Senhor, que vem salvar-nos, esteja convosco!

Amigos: ano novo, vida nova!
Assim, ao começarmos um novo ano litúrgico, saúdo-vos com a proposta do Missal Romano para este tempo de Advento, que agora inicia. Sempre, um novo ano é expressão de alegria, não apenas pelo dom da vida com que continuamos a ser contemplados, mas sobretudo por esta vida nova, que recebemos de Cristo, no dinamismo da ressurreição. É para nós, então, a expressão da graça e do amor de Deus. Acolhemos com gratidão este dom, no encontro com Jesus Cristo, que vem salvar-nos! Efetivamente, o Advento evoca Aquele que vem. 
Até ao dia 16 de Dezembro, a liturgia convida-nos a abrir o coração, a preparar-se para a segunda vinda gloriosa de Cristo; 
a partir do dia 17, voltamo-nos para preparar, e celebrar, a primeira vinda do Senhor, que por amor nasceu no meio de nós!


Vivemos o primeiro domingo do Advento. 

Em comunhão com o Povo da primeira aliança, que esperou a chegada do Messias, e foi caminhando na fé, também nós, novo Povo de Deus, [esperamos] a segunda vinda jubilosa do Senhor. 

Por isso mesmo, as primeiras leituras destes domingos apresentam-nos a mensagem dos antigos profetas, nomeadamente Isaías, com o apelo ao acolhimento e realização das promessas de Deus. Neste domingo, em particular, suspiramos por um mundo de concórdia, de harmonia e de paz sem fim. 

A segunda leitura é da carta aos Romanos, com o apelo a despertar e a abandonar as obras das trevas. 

De sublinhar, no Evangelho, o convite de Jesus, aos seus discípulos, a uma atitude de vigilância, lembrando o que sucedeu nos dias de Noé.


"Despertai, Senhor, nos vossos fiéis, a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos Céus. Por NSJC…" 

(Oração de colecta do I Domingo do Advento)


Esta oração não só nos convida para o Natal, como também nos prepara para a segunda vinda de Cristo, mas sempre com gestos concretos, através das obras ajustadas a essa vivência. Neste sentido, vale a pena voltar a saboreá-la, como forma de vigilância orante.


"Estai vós também preparados" (Evangelho: Mt, 24,37-44)


Vigilância, é uma palavra de ordem do Evangelho deste domingo: para não andarmos desatentos, com falta de preparação, adormecidos e desviados da vivência da fé, num estilo de vida apenas a pensar neste mundo e no momento presente. 

Que a nossa oração nos leve a concretizar o modo de estar preparados, com obras e compromisso ajustado e coerente.


(Antes de mais, para vivermos bem o Advento, e prepararmos o Natal, procuremos concretizar alguma proposta da paróquia. Mas também nos ajudará, fazer algum propósito de ter um gesto de amor por alguém mais necessitado, ou de procurar viver o sacramento da Confissão, quando for possível, para celebrar mais autenticamente o Natal.)» (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão ao I Domingo Advento ano A e semana que se lhe segue)


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«Precisamos cada vez mais de fazer este exercício de vigilância sobre nós mesmos, de estarmos atentos à nossa vida, ao que se passa dentro de nós (desejos, angústias, temores, expetativas) e à nossa volta; precisamos de ler os grandiosos e humildes sinais dos tempos, para discernir se tal coisa, tal sentimento, tal movimento, tal acontecimento, se vem por bem ou, se pelo contrário, vem do Mal, para nos destruir.


A vigilância está ligada à fulgurante arte de tecer a vida colocando-a constantemente nas mãos de Deus, falando com Ele; ousar re-nascer e fazer re-nascer quem sofre ao nosso lado; dar sabor à nossa vida, colocando ao serviço de todos os nossos talentos.» Padre João Torres

Jesus Cristo reina em nós

«A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, que por nós morreu e ressuscitou, esteja convosco!

Saúdo-vos, de novo, a partir do Missal Romano, como tenho referido, para vos ajudar a aprofundar toda a riqueza que nos proporciona, na perspectiva da vivência eucarística. Na saudação vai toda a expressão do que de mais belo nos habita. Um simples “bom dia” manifesta a nossa bondade e a comunicação do que de bom transmitimos aos outros. Por isso, numa vivência cristã e eucarística, comunicamos o dinamismo da vida que há em nós!


Estamos no último domingo do ano litúrgico, com a solenidade de Cristo Rei.
A Palavra de Deus convida-nos a tomar consciência da realeza de Jesus. Deixa claro, no entanto, que essa realeza não pode ser entendida à maneira dos reis deste mundo: é uma realeza que se exerce no amor, no serviço, no perdão, no dom da vida. Jesus Cristo é nosso Rei, e de todo o universo, porque n’Ele, e para Ele, todas as coisas foram criadas, lembra a 2ª leitura. Nós, que somos seguidores de pessoas e coisas, marcadas pela caducidade e precariedade, saibamos seguir e testemunhar Aquele que é nosso Rei eterno. Só Ele realiza plenamente a nossa vida!

«Deus eterno e omnipotente, que no vosso amado Filho, Rei do universo, quisestes instaurar todas as coisas, concedei propício que todas as criaturas, libertas da escravidão, sirvam a vossa majestade e Vos glorifiquem eternamente. Por NSJC…» (Oração de colecta XXXIV Domingo comum – Solenidade de Cristo Rei)

A realeza de Cristo não se manifesta num poder temporal e terreno, mas interior e espiritual. Ele quer reinar em nossos corações, libertando daquilo que nos escraviza. Como precisamos de assumir a beleza e a riqueza desta oração!

Logo na saudação inicial, invocámos Cristo morto e ressuscitado. É assim que somos convidados a contemplar Cristo, no alto da cruz, morto por nosso amor, que o Pai O ressuscitou, e O apresenta como nosso Rei e Senhor. Rezemos-Lhe como o malfeitor arrependido:

 

"Jesus, lembra-Te de mim, quando vieres com a tua realeza." (Evangelho: Lc. 23, 35-43)

 

Também Ele nos responderá, e nos oferecerá o Seu amor e a vida plena.
 Jesus, Tu és o meu único Rei e Senhor!

É dia de Cristo Rei, e é também Dia Mundial da Juventude. 
Se a juventude arrefecer, o mundo vai morrer de frio! Põe-te a mexer!»
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão para o XXXIV Domingo comum ano C  – Solenidade de Cristo Rei, e semana que se lhe segue)


«Cristo Rei… Em que o seu Reino és tu.
Ele é Rei de cada rosto e de cada coração.
(...)
Abre as portas da tua vida a este Rei que quer reinar em ti.»
(Padre João Torres)

A cruz é o trono de um Deus que recusa qualquer poder e escolhe reinar no coração dos homens através do amor e do dom da vida.

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