«A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja convosco!
Saúdo-vos de novo, a partir do Missal romano, para irmos aprofundando toda riqueza que nos oferecem as saudações introdutórias, pois a maioria apresenta uma dimensão trinitária. A de hoje, por ser simples, coloca-nos diante do que é mais importante, convidando a aspirar viver a graça de Cristo. Que ela seja abundante e permanente, na nossa vida de fé.sábado
Convite à vivência das bem-aventuranças
Domingo da Palavra de Deus
Aqui fica a sugestão de colocarmos a Bíblia, em lugar nobre e de destaque, na nossa casa, para reunir a família à sua volta, como Igreja doméstica, e aí lermos e rezarmos o evangelho do dia. Será um belíssimo sinal de nos sentirmos Igreja, convocada pela Palavra de Deus, e edificada com as "pedras vivas", para formar o templo santo de Deus!
Quando abrimos a Sagrada Escritura com fé,
não estamos apenas a ler palavras.
Estamos a escutar Cristo que fala hoje:
à nossa vida concreta,
às nossas feridas e escolhas,
aos nossos medos, às nossas perguntas, aos nossos sonhos.»
segunda-feira
O Cordeiro de Deus
João Baptista apresenta Jesus como “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Só Ele pode libertar o homem, para ter uma vida plena. Situemo-nos também junto do Senhor, e abramo-nos para a Sua graça, para que o pecado não nos impeça de participar na vida divina. Por isso, também queremos testemunhar:
Votos de boa vivência!
Saudações fraternas»
No entanto, o coração do Evangelho começa com uma imagem que continua a desconcertar:
“Eis o Cordeiro de Deus.”
Não um herói armado. Não um líder dominador. Um cordeiro.
(...)
O cordeiro não ameaça, não agride, não responde com violência. Permanece, suporta, entrega-se. Assim é Jesus.
Também João Baptista teve de reaprender Deus. Pensava conhecê-Lo, preparou o caminho durante toda a vida, mas acaba por reconhecer, com humildade: “Eu não O conhecia.” A fé começa aqui: quando deixamos cair as certezas rígidas e permitimos que Deus nos surpreenda.
A fé não nasce de ideias repetidas, mas de um encontro. João diz: “Eu vi.” Quem vê, testemunha. Quem é tocado, já não fala por ouvir dizer, mas por experiência vivida.»
domingo
Baptismo do Senhor
O Tempo Comum são 33 ou 34 semanas, em que não se celebra um aspecto particular do mistério de Cristo, mas o mistério de Cristo na sua globalidade, semana após semana, especialmente aos domingos. Quem quer aprofundar, e enriquecer a sua fé nesta beleza da vida cristã, não pode deixar de participar regularmente na Eucaristia dominical, para crescer no amor de Deus, e beneficiar da sua intimidade, e não permanecer à margem do seu plano, com a vida e salvação que Deus nos quer oferecer. Como nos foi anunciado, participemos, pois, na Eucaristia, “em cada domingo, nossa Páscoa semanal”!
Jesus também frequentava regularmente a Casa de Deus, a sinagoga (Cf. Lc 4, 16); foi ao templo, a Jerusalém, em peregrinação com os pais, quando tinha doze anos; e recebeu o baptismo de João, no início da sua vida pública. Por isso, era praticante!...
"Deus eterno e omnipotente, que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele, concedei aos vossos filhos adoptivos, que renascidos pela água e pelo Espírito Santo, a graça de permanecerem sempre no vosso amor." (Oração de Colecta da festa do Baptismo do Senhor)
Na nossa oração desta semana, façamos a experiência de ser filhos de Deus, pelo baptismo, e, como herdeiros do céu, rezemos com Jesus: Abba, Pater!»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Festa do Baptismo do Senhor)
Abba Pater! Abba Pater! (x2)
A manifestação de Jesus a todos os povos
quinta-feira
Dia Mundial da Paz com Santa Maria, Mãe de Deus
«A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor, estejam convosco!
Estamos a iniciar um novo ano, com a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz.
Por um lado, queremos dedicar a Maria o início do novo ano, que nos trouxe o Príncipe da Paz, e por isso o Papa Paulo VI, em 1968, com a preocupação das guerras e o conflito dos ódios, convidou-nos a rezar para que todos nos sintamos e vivamos como irmãos.
A liturgia desta solenidade convida-nos a diversas evocações, com a riqueza de temas que ela nos oferece. Com o novo ano, consagramo-nos a Maria, que nos oferece a melhor de todas as bênçãos, o seu Filho Jesus. N’Ele, somos chamados a viver como filhos, assim nos lembra o texto da 2ª leitura, da carta aos Gálatas. Pelo evangelho, chega-nos a Boa Notícia que é revelada a todos os marginalizados, oferecendo a salvação e a vida em plenitude, a que aspira toda a humanidade. É pelo nome de Jesus, que quer dizer Deus salva, que acolhemos a realização do plano de salvação. Procuremos contemplar, como Maria.
"Senhor, nosso Deus, que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima, destes ao homem a salvação eterna, fazei-nos sentir a intercessão daquela que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso filho. Ele que é Deus e convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo…" (Oração de colecta da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus)
Naturalmente que esta oração é dirigida a Deus, lembrando o papel da Virgem Santíssima, que nos deu o Autor da Vida, Jesus Cristo, filho de Deus e de Maria."Maria conservava todos estes pensamentos, meditando-os em seu coração." (Evangelho: Lc. 2, 16-21)
domingo
Jesus, Maria e José
«Vivemos a integração de Jesus no seio da Sagrada Família.
Jesus, o Filho de Deus, integra uma família normal, como todos nós, dando sentido à nossa vida e valorizando aquela que é a célula fundamental da sociedade, a família.
Com esta celebração, somos chamados a descobrir o papel fundamental duma família bem constituída, que seja lugar indispensável para o acolhimento e desenvolvimento da vida - riqueza maravilhosa - que nos foi concedida.
"Senhor, Pai santo, que na Sagrada Família nos destes um modelo de vida, concedei que, imitando as suas virtudes familiares, e o seu espírito de caridade, possamos um dia reunir-nos na vossa casa, para gozarmos as alegrias eternas. Por NSJC…." (Oração de colecta da Festa da Sagrada Família)
quinta-feira
Deus acampou no meio de nós!
Saudações no Deus Menino!
A paz e o amor de Deus Pai, que se manifestaram em Cristo, nascido para nossa salvação, estejam convosco!
sábado
Deus é Emanuel
Porque Deus está connosco, queremos também estar com Ele e com os outros.
Então aqui vai um pedacinho do Céu!
Renovadas saudações em Cristo!
"O Deus da esperança, que pela acção do Espírito Santo nos alegra com a sua paz, esteja convosco!"
Esta saudação, de novo extraída do novo Missal romano, acentua a virtude da esperança, tão marcante neste tempo litúrgico de Advento e preparando o Natal. Por isso, a repetimos, com a finalidade de nos encorajar a crescer na semente da esperança, que a liturgia nos oferece. Que ela cresça em nós, para que a alegria do nascimento de Jesus, Príncipe da Paz, jorre abundante em nossos corações!
"Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz alcancemos a glória da ressurreição. Por NSJC…"
Esta oração, tão bela, é rezada diariamente na oração do Angelus, de manhã, ao meio-dia, e ao fim da tarde, com as 3 Ave-Marias, para que nos abramos para a graça que Cristo nos veio oferecer. Conhecendo a incarnação de Jesus, pedimos para alcançar a glória da Sua ressurreição.
“A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ´Deus connosco´” (Evangelho: Mt.1, 18-24)
O convite, feito a S. José, também nos é dirigido, para que possamos receber Jesus, cujo nome quer dizer Salvador, para acolhermos a salvação que Ele nos oferece. Com grande gratidão pelo SIM de Maria, pedimos que o dom do seu Filho nos transforme. Despertemos do sonho!
Aproximando-se a celebração do Natal, não esqueçamos que ele não nos pode deixar satisfeitos apenas com as prendas, a ceia em família, as luzes e a música. A Eucaristia é o maior dom que Jesus nos oferece. Se não deve haver domingo sem Missa, muito menos a celebração do Natal. Sem uma vivência eucarística, poderia tornar-se numa ilusão e mesmo numa mentira. Natal, sem Cristo, pode tornar-se consumismo, e sem cristianismo!
Uma felicitação muito grande a todos aqueles que quiseram preparar-se para vivê-lo melhor, celebrando o sacramento da Reconciliação. Porque o Filho de Deus quis fazer-se um de nós, assumindo a nossa natureza, também nós queremos viver como filhos de Deus, por isso, na Sua graça, vivendo a natureza divina.
(Pe. Armando Duarte, partilha/reflexão ao IV Domingo Advento ano A e semana que se lhe segue)
«Que a nossa vida seja um tear de misericórdia, de justiça e de esperança.»
Com os votos de santo Natal!
Alegrai-vos !
Ao domingo da alegria, aqui vai uma achega para que a vossa alegria possa ser grande e fecunda!
A graça e a paz do Senhor que é, que era e que vem, estejam convosco!
De novo, amigos, uso uma saudação do Missal romano, que está em consonância com o tempo litúrgico que vivemos. Numa semana, em que ocorreu também a solenidade da Imaculada Conceição, felicito particularmente aqueles que participaram na Eucaristia, em honra d’Aquela que foi concebida sem mancha do pecado original, e nossa Mãe, porque os filhos nunca faltam a uma festa da Mãe.
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