segunda-feira

Feliz o homem que põe a sua Esperança no Senhor

«O Catecismo da Igreja Católica, ao falar da Eucaristia dominical, afirma o seguinte: "O domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradição apostólica, deve guardar-se em toda a Igreja como o primordial dia festivo de preceito" (nº 2177). Depois refere que igualmente se devem guardar os dias santificados, ao longo do ano litúrgico. Por isso, os mandamentos da Santa Igreja, que são cinco, afirma logo no primeiro que se deve “participar na Eucaristia todos os domingos e dias santos de guarda”. Porque quem não se alimenta não sobrevive, e assim a fé necessita deste alimento sacramental regular.

Somos convidados a viver o VI Domingo Comum, porque é o Dia do Senhor, e Deus é o centro da nossa vida, como consequência do Baptismo. É isso mesmo que quer dizer a palavra “domingo”, que vem de “Dominus”, e significa “do Senhor”.  Hoje, pela Palavra de Deus, procuremos perceber a importância fundamental que Deus deve ter na nossa vida, com propostas para a dimensão mais profunda da existência. Há o risco de busca de auto-suficiência, na sociedade actual, que leva à arrogância e ao individualismo exacerbado, prescindindo de Deus e das suas propostas. Afirmemos, pois, o sentido duma vida em Cristo, e Cristo ressuscitado!

Senhor, que prometeste estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. (Oração de Colecta do VI Domingo Comum)

Esta oração é muito bela! Na certeza de que Deus mora na sinceridade do coração recto, suplicamos o dom duma vida plena, em nós, que seja verdadeira morada de Deus. Afinal, vamos à igreja para sermos mais Igreja!

"Bem-aventurados vós, os pobres…

Mas ai de vós, os ricos…"      (Do Evangelho: Lc 6, 17. 20-26)

As bem-aventuranças são a magna carta dos cristãos. Por elas devemos pautar a nossa vida. Talvez conheçamos melhor a versão que São Mateus apresenta no capítulo quinto. Contudo, a proposta de São Lucas é mais sintética e, para além das bem-aventuranças, apresenta também as maldições, os “ais”, para termos mais cuidado em ser bem-aventurados.

Porque ser bem-aventurado é ser feliz, para conseguirmos a verdadeira felicidade, rezemos com frequência: Bem-aventurados…  É a máxima a que aspiramos!» 

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o VI domingo do Tempo Comum, ano C, e semana que se segue)

Feliz o homem que pôs a sua esperança no Senhor  

"Levanta-te! Faz-te ao largo!"

«Jesus ressuscitado entrou na casa onde os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas, e transmitiu-lhes a sua paz (cf. Jo 20, 19). 

Em encontro regular, os amigos de Jesus continuam a reunir-se ao domingo, na Eucaristia, e inundam-se de alegria, porque “Ele está no meio de nós”, como aclamamos várias vezes!

Vamos já no V Domingo Comum, que pela Eucaristia nos convida a corresponder ao chamamento! Além da chamada à vida, que Deus nos deu, pelos nossos pais, é sobretudo pelo dom do Baptismo, que nos tornou filhos de Deus e da Igreja, para crescermos na vida em Cristo e na experiência de salvação. 

Importa corresponder a essa vocação: somos chamados por Deus, e d’Ele recebemos a missão, enviando-nos ao mundo para a libertação dos homens. Não esqueçamos que, pela graça baptismal, nos tornamos membros de Cristo “sacerdote, profeta e rei”. Se é assim, importa corresponder, com um testemunho coerente na fé e na vida cristã.

Para sintonizar com o projecto de Deus, a oração que transcrevemos, de seguida, quer obter para nós, da parte do Senhor, uma grande graça. Por isso a rezamos, para viver o que se pede!

"Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família; e, porque só em Vós põe a sua confiança, defendei-a sempre com a vossa protecção." (Oração de Colecta do V Domingo Comum)

Então, o que se pede nesta Eucaristia? Antes de mais, que nos sintamos família de Deus e família cristã. E a família deve reunir-se. Por isso, em cada domingo, vivemos uma assembleia eucarística. Como afirmou S. João Paulo II, na Carta Apostólica Dies Domini, nº 1:
“É convite a reviver, de algum modo, a experiência dos dois discípulos de Emaús, que sentiram «o coração a arder no peito», quando o Ressuscitado caminhava com eles, explicando as Escrituras e revelando-Se ao «partir do pão» (cf. Lc 24,32.35)”. 
Depois, exprime-se a confiança em Deus, para obter d’Ele a protecção que esperamos.

"Eles deixaram tudo e seguiram Jesus" (do Evangelho: Lc 5, 1-11)

Pedro e os companheiros são sinal da Igreja nascente, em missão no meio dos homens, obedecendo ao Mestre, Jesus Cristo, que realiza o milagre.
O corpo (Igreja) deve estar unido à cabeça (Cristo) para frutificar na missão (a pesca dos homens).

Rezar esta Palavra, implica saber o que devo deixar, para seguir Jesus.
(Padre João Torres)

domingo

“Fazei tudo o que Ele vos disser”

 «A Palavra, que a liturgia deste domingo nos oferece, é um convite ao amor de Deus, como membros do seu Povo. Culminando no evangelho, apresenta-nos a imagem dum casamento, que exprime a experiência privilegiada do amor que Deus (noivo) tem para com o seu Povo (esposa). A mensagem central assenta na revelação desse amor, que importa acolher, e corresponder, para podermos fazer festa, e provar o vinho bom, que nos renova e vivifica. Se a comunidade fica feliz em cada domingo, com o Pão do Céu e o vinho novo do Espírito, esse amor faz com que tenhamos um só coração e uma só alma, na alegria do banquete nupcial.

Essa imagem, já apresentada na primeira leitura, pede-nos que não nos sintamos terra “abandonada” e “deserta”, mas como os esposos que se entregam mutuamente, na alegria, e assim “tu serás a alegria do teu Deus” (Is 62, 5). Para isso, Deus nos oferece os dons do Espírito Santo, que “realiza tudo em todos” (1Cor 12, 6). Abramo-nos, então, para Ele!

Deus eterno e omnipotente, que governais o céu e a terra, escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo e concedei a paz aos nossos dias.  (Oracão de colecta do II Domingo Comum)


Assim invocamos a ajuda de Deus, criador de todas as coisas, para que acolha a nossa oração, e nos conceda os seus dons, particularmente a paz, tão necessária nos nossos dias.
Mas a oração do final do ofertório recorda que sempre que celebramos a Eucaristia, “realiza-se a obra da nossa redenção”. Que maravilha!

“Fazei tudo o que Ele vos disser”  (Evangelho: Jo 2, 1-11)


Seguindo a sugestão e indicação de Maria, centremo-nos em Jesus, acolhamos a Sua Palavra, e unamo-nos a Ele em oração, para que a nossa fé cresça, e participemos na Sua Glória! Sempre que a Igreja, e cada um de nós, faz o que Cristo nos diz, estamos no caminho da vida plena e da íntegra realização! Que o Seu Nome seja louvado!

Continuemos, pois, a caminhada, aprofundando a vida em Cristo, porque somos baptizados, e não podemos ficar indiferentes à Sua proposta. Tal como o profeta, “não me calarei” (Is 62, 1), louvemos, e abrindo-nos ao Espírito, pois “é dado a cada um para proveito comum” (1Cor 12, 7). Precisamos de viver nEle, participar da Sua graça, e testemunhar o sentido de pertença à Sua Igreja, pois é essa a fé que nos gloriamos de professar.»
(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o II domingo do Tempo Comum, ano C)

«Nas Bodas de Caná, Maria pediu, e Jesus agiu: Ele transformou o vazio em abundância, o comum em extraordinário. Assim também acontece connosco. O amor precisa de cuidado e dedicação, mas é Deus quem faz a diferença. 
Mesmo quando tudo parece frio e vazio, encham os potes. Façam a vossa parte com pequenos gestos e confiem. Deus age no pouco que oferecemos e renova o amor, trazendo de volta a alegria verdadeira.»
Padre João Torres (com vídeo)

Os Reis e a Coragem de Buscar e Recomeçar

«A Epifania é a manifestação a todos os povos, em que Deus oferece a salvação de Jesus também aos que provém do paganismo, que os Magos representam.


A solenidade da Epifania, tradicionalmente designada por festa dos Reis, a 6 de Janeiro, é agora celebrada sempre no domingo imediato ao primeiro dia do ano. Se não fosse assim, a maioria dos fiéis ficaria sem possibilidade de celebrar a liturgia da Epifania, tão importante nas celebrações da Igreja.

Senhor Deus omnipotente, que neste dia revelaste o vosso Filho Unigénito aos gentios guiados por uma estrela, a nós que já Vos conhecemos pela fé levai-nos a contemplar face a face a vossa Glória. (oração de coleta da solenidade da Epifania) 

Que graça pedimos? A parte final da oração é bem clara: viver a fé, para termos a felicidade de contemplar o rosto de Deus, face a face!

“Abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra” (do Evangelho Mt 2, 1-12)

Na minha oração, nestes dias, que presentes vou oferecer a Jesus?... Abramos-Lhe o coração!»

(Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para a solenidade da Epifania)



«A viagem dos Magos, porém, não foi fácil. Eles perderam a estrela, procuraram no lugar errado, consultaram Herodes, símbolo do poder e do engano. Quantas vezes também erramos na nossa busca por Deus, olhando para o brilho superficial do mundo? Mas o que torna os Magos inspiradores é a sua paciência para recomeçar. Mesmo diante de quedas e dúvidas, continuaram. E assim encontraram o Menino. A lição é clara: não é o erro que nos define, mas a coragem de nos levantarmos e retomarmos o caminho.

Quando os Magos chegaram a Belém, ofereceram presentes, mas o mais precioso não foi o ouro, o incenso ou a mirra. Foi a sua própria viagem: os desafios superados, o esforço para seguir a estrela e o desejo de encontrar o Salvador. Deus quer que O busquemos com o coração aberto, porque Ele tem sede da nossa sede.
(...)
Procura-O com fé, com paciência, e, quando O encontrares, oferece-lhe o presente mais precioso: a tua busca, o teu caminho, a tua vida.» (Padre João Torres)
...

«Dá-nos Senhor, a coragem dos recomeços.

Mesmo nos dias quebrados
faz-nos descobrir limiares límpidos.
Não nos deixes acomodar ao saber daquilo que foi:
dá-nos largueza de coração para abraçar aquilo que é.

Afasta-nos do repetido,
do juízo mecânico que banaliza a história,
pois a desventra de qualquer surpresa e esperança.

Torna-nos atónitos como os seres que florescem.
Torna-nos inacabados como quem precisa
e deseja e antecipa um amanhã.

Torna-nos confiantes
como os que se atrevem a olhar tudo,
e a si mesmos,
com o encanto e a disponibilidade
de uma primeira vez.»
(Cardeal D. José Tolentino Mendonça)

quarta-feira

Oitava do Natal


«Estamos num novo ano, e, de novo, após o que sucedeu há uma semana, temos outra celebração marcante na liturgia da Igreja: no dia 1 de janeiro, a solenidade em honra de Santa Maria, Mãe de Deus, como sempre acontece no início do ano civil.

Com a celebração do dia 1, atinge-se a oitava do Natal, de tal modo importante que se celebra durante uma semana, tal como na Páscoa. São, pois, as celebrações mais marcantes da liturgia da Igreja.

 Senhor nosso Deus, que dais origem a todos os bens e os levais à sua plenitude, nós vos pedimos, nesta solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: assim como celebramos festivamente as primícias da vossa graça, tenhamos também a alegria de receber os seus frutos. 
(Oração de colecta da solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus)

A graça que pedimos nesta Eucaristia está bem expressa na segunda parte da oração!


“Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração” 
 (Do Evangelho Lc 2, 16-21)

Como Maria, meditemos e rezemos, ao longo da semana!»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus - 1 de Janeiro)


“O Verbo fez-se carne, e habitou entre nós”


«Eis que é chegado o dia, em que se deu início a nossa salvação, com o nascimento do Filho de Deus, que assumiu a nossa natureza, e rasga o horizonte da eternidade, na história da humanidade, e na vida de cada um de nós! Como estamos gratos! Na noite de Natal, a luz brilhou nas trevas do mundo, e renasce a esperança no seio do povo da aliança. Um Menino nos nasceu, um Filho nos foi dado!
 
1. 
Jesus, o Filho de Deus, nasce no meio dos homens, assumindo a nossa natureza.

Com esta celebração, somos chamados a descobrir o valor fundamental do dom da nossa vida.
Como se torna tão importante valorizar o valor absoluto da vida, e ter condições para que se realize na harmonia, na beleza, em todas as suas potencialidades, e na sua mais profunda valorização!

2.
Senhor nosso Deus, que de modo admirável criastes o homem, e de modo ainda mais admirável o renovastes, fazei que possamos participar na vida divina do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa natureza humana. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. (Oração de colecta da solenidade do Natal)

Nesta oração, lembrando o dom da vida, na criação de Deus, pelo nascimento de Jesus, somos chamados a participar da vida divina. Renovemos a graça do baptismo!

3. (Do Evangelho do dia de Natal: Jo. 1, 1-18):
“O Verbo fez-se carne, e habitou entre nós”.

Por isso, louvamos com os anjos: 
Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens!

Alimentando-nos da Palavra, que ela se faça vida em nós. 
Jesus quer continuar a nascer nos nossos corações! 
Pela minha, e pela tua oração, brota nos lábios a vida que nasce no coração!»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão para o Natal do Senhor)

Que assim nos seja um Santo Natal 
-- que se prolonga por uma semana como um dia continuado --
neste Verbo que se fez carne humana. 

domingo

Esperança que nos fortalece


Ó Rei das nações:
Desejado dos povos, Rei das gentes,
Tudo ajuntas em ti, Pedra Angular,
Inimigos tu vens apaziguar,
Vem salvar este povo tão dormente,
Pois do barro formaste o nosso ente,
Vem, Senhor, e não tardes, vem salvar, ó!
________________________

«Estamos a chegar ao fim da caminhada de Advento. Os nossos passos encaminham-se para Jesus, vivendo o mistério da sua encarnação e do seu nascimento. A esperança da humanidade fortalece-se, porque chega o nosso Salvador. Ele é o Emanuel, Deus connosco! Anunciado pelos profetas, acolhido no seio da Virgem Maria, pela acção do Espírito Santo, Ele partilha a nossa natureza humana, e dá o sentido mais pleno à nossa existência. Abramos-lhe o nosso coração!
1.
Durante este tempo, evocando a grande noite da humanidade, até as estrelas do céu parecem brilhar com mais luz. Mas concretiza-se a promessa da chegada da luz das nações, porque a Luz brilha nas trevas, porque chega o dia de a Virgem O dar à luz. Naquele que chega, para fazer a vontade de Deus, saibamos também dizer “eis-me aqui”, participando da sua Vida! No início da novena do Natal, suplicávamos na liturgia: “feito homem, como nós, nos torne participantes da sua vida divina”!

2. 
Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que pela anunciação do Anjo conhecemos a Encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz, alcancemos a glória da ressurreição. Por NSJC… (Oração de colecta do IV domingo de Advento)

Esta oração é tão significativa, que se reza diariamente na oração do Angelus, de manhã, ao meio-dia e ao cair da tarde. Por isso, muitos fiéis a rezam de cor, após as 3 Ave-Marias do Angelus. Ela pede a graça de viver o mistério de Cristo, desde a incarnação até à glória da ressurreição. Que grande graça se obtém!

3. “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (cf. Lc 1, 39-45).»
 ( partilha/reflexão semanal ao IV Domingo Advento - ano C - Pe.Armando Duarte)

"O Evangelho da Liturgia do quarto Domingo do Advento, narra a visita de Maria a Isabel. 

Tendo recebido o anúncio do Anjo, a Virgem não fica em casa, a pensar no que aconteceu e no que havia de fazer com aquela notícia. Em vez de se concentrar nos seus problemas, pensa nos necessitados, pensa em Isabel, sua prima, de idade avançada e grávida: uma coisa estranha, milagrosa. 

Maria levantou-se à pressa e vai ter com Isabel. Parte para ajudar e partilhar a sua alegria.  parte com generosidade, sem se deixar intimidar pelos desconfortos da viagem, respondendo a um impulso interior que a chama a estar perto e a ajudar. Vai a pé, por uma longa estrada com muitos quilómetros." 
(da caminhada de Advento-Natal SDEC)


Agradeçamos a generosidade e o amor da Virgem Maria, que nos deu a grande bênção do seu Filho Jesus. 

[sugestão] 

Rezar o Angelus com as suas 3 Ave-Marias, 
ao nascer do sol, ao meio-dia e ao fim da tarde, 

seguido da oração de colecta, como está acima no n. 2,

 terminando com o Glória ao Pai (3 vezes)!»


sábado

Convidados à alegria

"No 3º Domingo do Advento celebramos a Alegria! A Alegria e a Esperança…
Estamos perto do Natal!... Caminhamos na Esperança de lá chegar e de nos encontrarmos com o nosso Salvador!... 
Cheios de Alegria e cheios de Esperança, vamos também treinar a Paciência, porque ESPERAR, muitas vezes torna-nos IMPACIENTES…
(caminhada de Advento-Natal SDEC)

«O caminho do Advento já leva três semanas. Somos convidados à alegria, porque o encontro com o Senhor, que virá no final dos tempos, realizará plenamente a esperança da humanidade. Vale a pena conhecer a palavra que a realiza: será a parusia final! Então se cumprirá a plenitude dos tempos e da história! É, pois, o domingo da alegria, porque o Senhor vem!

1. 
A Eucaristia é já sinal, promessa e antecipação. Entre outros momentos, após a consagração, em que se faz memória da paixão, morte e ressurreição do Senhor, o povo aclama, terminando com a súplica: “Vem, Senhor Jesus”. Inclusive, só a assembleia dos fiéis faz esta aclamação, pelo que, se a Eucaristia for apenas concelebrada por padres, esta aclamação omite-se.

A alegria será ainda mais profunda, pois nos prepara para as festas que se aproximam, além de antecipar a certeza da segunda vinda gloriosa do Senhor. Participamos nos mistérios centrais da nossa fé, nas fontes da salvação, que nos fazem mergulhar na eternidade, com a mais plena realização a que aspiramos!

2.
"Deus de infinita bondade, que vedes o vosso povo esperar fielmente o Natal do Senhor, fazei-nos chegar às solenidades da nossa salvação, e celebrá-las com renovada alegria. Por NSJC …" (Oração de colecta do III domingo)

=> Que graça se pede nesta Eucaristia?
- Uma esperança firme, para obter a salvação, celebrada com a melhor alegria! A liturgia deste domingo traz-nos este feliz anúncio: o Senhor virá! Por isso, alegremo-nos!

3.
“Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo” (a frase evangélica dominical do 3.º Domingo do Advento. - Evangelho: Lc 3, 10-18)

=> Que devemos fazer?
- Peçamos ao Senhor, na nossa oração, ao longo da semana, que derrame sobre nós o Seu Espírito, um Espírito de fogo, para que nos renove, transforme e vivifique.»

Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão ao II Domingo Advento - ano C - Proposta semanal.


"Vinde, Espírito Santo! 
Enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. 

Enviai o Vosso Espírito, e tudo será criado. 
E renovareis a face da Terra."

Derramai sobre nós o Vosso Espírito de fogo, para que nos renove, transforme e vivifique.
Ámen.

domingo

Preparar o Caminho do Senhor


«Na nossa caminhada litúrgica, vem o segundo domingo de Advento. Como a palavra indica (ad-venire), preparamos o encontro com Aquele que vem, somos convidados a viver a segunda vinda gloriosa de Cristo, quando “Deus for tudo em todos” (1 Cor 15, 28). 


Com frequência no inicio da Eucaristia cantamos: “Povo de reis, assembleia santa, povo sacerdotal…” Ora isto brota do que somos, desde o baptismo. Nesse dia, fomos ungidos com o óleo do Crisma, na fronte, dizendo-nos: “para que reunido(a) ao seu povo, permaneças, eternamente, membro de Cristo sacerdote, profeta e rei”.

 Na Eucaristia: como membros do Povo sacerdotal, cada um vive o seu sacerdócio: o bispo (plenitude do sacerdócio ordenado) ou o padre (sacerdócio presbiteral), que presidem; assembleia dos fiéis, em que cada um participa com o sacerdócio comum, que recebeu no baptismo. 
Reunidos em Nome do Senhor, somos sinal da presença viva de Cristo, no meio de nós, em que cada um se une pelo seu sacerdócio, apresentando sacrifícios agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.

"Concedei, Deus omnipotente e misericordioso, que os cuidados deste mundo não sejam obstáculo, para caminharmos generosamente ao encontro de Cristo, mas que a sabedoria do alto nos leve a participar no esplendor da sua glória. Por NSJC…" (Oração de colecta)

=> Que graça pedimos?

- Procurar que o sentido da nossa vida, e dos nossos passos, não se confinem apenas a este mundo, mas se orientem para a vida eterna, ao encontro com Cristo, para participarmos da sua Glória e da vida plena, com Deus. Peçamos a sabedoria do alto!
Só assim saberemos apreciar os bens da terra e a amar os bens do céu!

“Preparai o caminho do Senhor” (Evangelho: Lc 3, 1-6)

E do Evangelho da Imaculada Conceição (Lc 1, 26-38):

“Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”

Reza esta Palavra, ao longo da semana, para que o teu coração também possa ver a salvação de Deus, na forma de pensar e de agir, segundo os valores do Evangelho!

Como Maria, disponíveis para a vontade de Deus, que a Palavra se faça vida em nós!»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão ao II Domingo Advento - ano C e Imaculada Conceição)


«“O tempo do Advento é profundamente cristológico-mariano” e, “ao venerarmos Maria podemos crescer mais na intimidade com Cristo”. 

 “O amor à Mãe de Deus, bem ordenado e orientado, nunca constituiu obstáculo para se amar a Jesus Cristo. Por isso, ao contemplarmos a Imaculada Conceição da Virgem Maria, podemos como ela e com ela, aguardar o Natal do seu Filho Jesus Cristo e prepararmos a sua vinda pela oração e pelo silêncio”.» 

Vigiar e Orar


Mensagem «para o aprofundamento e vivência da Santíssima Eucaristia, que o Concílio Vaticano II apresenta como “centro e cume de toda a vida cristã” (PO, 6), a partir da qual deve começar toda a educação do espírito comunitário. Assim se percebe que, quem não vive a Eucaristia, tem uma falha grave do que é essencial na vida de fé.

3 pontos: uma breve introdução, para ajudar a perceber a sua importância central; depois a oração inicial, para se entender qual é a graça própria da Missa, e depois a frase, que resume o Evangelho do domingo, para que a continuemos a rezar ao longo da semana.

Alimentemo-nos, então, com o dom da Eucaristia:

1. Breve introdução:

Sempre os amigos de Jesus se reuniram ao domingo (ex.: domingo da ressurreição, segundo domingo pascal, Pentecostes…), ao ponto de os cristãos da Abitínia (norte de África), no ano de 304, responderem à proibição que o imperador romano lhes queria impor, dizendo convictamente: “não podemos viver sem o domingo”…

2. Oração colecta do I domingo de Advento:

"Despertai, Senhor, nos vossos fiéis, a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos céus. Por NSJC…"


=> Que graça se pede? Antes de mais, que sejamos fiéis, à graça baptismal e à celebração todos os domingos e dias santificados. E porque tendo Jesus Cristo vindo a primeira vez, ao meio de nós, prometeu voltar gloriosamente no fim dos tempos. Então, importa estarmos preparados para ir ao seu encontro. Recordo que, no dia do baptismo, foi-nos dito que vivamos “sempre como filhos da luz, perseverando na fé, e, quando o Senhor vier, possa ir ao seu encontro, com todos os santos, no reino dos céus”.

3. Evangelho (citação completa, para quem queira ler na íntegra): Lc 21, 25-28.34-36

“Vigiai e orai em todo o tempo”

Reza esta Palavra, sempre que possível, ao longo da semana!»

 (Pe.Armando Duarte, partilha/reflexão ao I Domingo Advento - ano C)

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